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quarta-feira, 1 de abril de 2026

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Nascido em Pedro Leopoldo (MG) em 02 de Abril de 1910, Chico Xavier
foi filho do operário pobre, João Cândido Xavier, e da lavadeira, Maria João de Deus.

Aos cinco anos de idade torna-se órfão de mãe. O pai, devido às dificuldades, se vê obrigado a entregar alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes. Com isso, nos dois anos seguintes, Francisco seria criado pela madrinha, Rita de Cássia, que o surrava e o maltratava.

Com uma mediunidade ostensiva desde os 5 anos, é nessa época que Chico tem o primeiro contato com a mãe desencarnada, enquanto orava no quintal. Esta pede que aguente os maus tratos, pois eles o tornariam forte para as batalhas que viriam.

Quando o pequeno Chico tinha nove anos, seu pai casa-se com Cidália Batista, uma mulher boa e caridosa, que insistiu em juntar todos os filhos na mesma casa, a fim de cuidar deles como se fossem seus. Por insistência de D. Cidália, Chico foi matriculado na escola pública, completando o curso primário em 1924. Após isso não voltaria mais a estudar.

Aos 17 anos perde a madrasta Cidália e se vê diante da insanidade de uma irmã, que descobre ser causada por um processo obsessivo. Disso decorre a primeira sessão espírita que teria contato, em sua casa, onde ele é apresentado ao Espiritismo.

Em julho de 1927 tem início sua prática da psicografia. Em 1931, manifesta-se pela primeira vez o Espírito Emmanuel, que viria a ser o seu mentor espiritual. Este lhe previne que o trabalho seria longo e árduo. O sucesso dessa parceria dependeria de três condições: “disciplina, disciplina, disciplina”.

Em 1932 é publicada a obra “Parnaso de Além-Túmulo”, uma coletânea de poesias ditadas por Espíritos de poetas brasileiros e portugueses, com enorme repercussão na imprensa e opinião pública. Neste período, Chico Xavier ingressa no serviço público federal, como auxiliar de serviço no Ministério da Agricultura, onde nunca teve uma falta.

Em 1935 publica sua segunda obra mediúnica “Cartas de Uma Morta”, pelo espírito de sua mãe.

Em 1943, surge uma nova entidade espiritual, assinando suas obras com o pseudônimo de André Luiz, responsável por uma magnífica coleção de onze livros, iniciada com a obra “Nosso Lar”.

Além da psicografia, também exerceu mediunidade de psicofonia, vidência, audiência, receitista, efeitos físicos (inclusive com materializações), entre outras práticas. Psicografou em línguas que não conhecia (xenoglossia).

O amor irrestrito, a amizade e a caridade, a disciplina férrea, a simplicidade e a renúncia foram os elementos-chave de sua mediunidade sublimada.

Em 1959, muda-se para Uberaba (MG), onde prosseguiu as atividades mediúnicas em reuniões públicas na Comunhão Espírita Cristã.

Seu trabalho sempre foi voltado à divulgação da Doutrina Espírita, ao amparo aos necessitados, bem como ao consolo, através das cartas psicografadas às mães que vivenciaram a partida dos filhos para a Espiritualidade.

Foram mais de 400 livros psicografados, onde encontramos mensagens dos espíritos de André Luiz, Emmanuel, Bezerra de Menezes, Humberto de Campos, Casimiro Cunha, Veneranda, Néio Lucio, Hilário Silva, Cornélio Pires, Auta de Souza, Maria Dolores, Meimei, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo e milhares de Espíritos, com todos os direitos autorais cedidos às organizações espíritas e instituições de caridade.

Vivia exclusivamente de seus próprios recursos financeiros.

Não aceitava dinheiro e presentes e não ficava com os mimos que ganhava. Não se considerava missionário.

Muitas de suas obras já foram traduzidas para vários idiomas como inglês, francês, castelhano, esperanto, japonês, grego, etc.

Participou do programa “Pinga-Fogo”, em 28 de julho de 1971. O médium foi ao ar ao vivo, retransmitido em rede nacional (coisa pouco comum para as emissoras televisivas à época). Com previsão inicial para uma hora de duração, acabou por se estender por mais de três horas. Alcançou a maior audiência ja registrada, na época, na história da TV brasileira, com 75% dos televisores brasileiros ligados no programa. No final do Programa Pinga-Fogo, Chico Xavier levanta-se e faz a Prece do Pai-Nosso com a plateia, emocionando a todos.

Realizava constantes campanhas de arrecadação de alimentos e distribuição para as famílias assistidas quinzenalmente com sopa fraterna, além de distribuição de alimento aos moradores de rua.

Com um corpo frágil e debilitado, apresentou diversos problemas de saúde ao longo da vida: angina, que enfraqueceu sua resistência física, agravada por pneumonias e problemas cardíacos, crises de labirintite, hipertensão, glaucoma, que o deixou cego de um olho, três cirurgias, dificuldades para se locomover e falar etc.

No dia 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG), Chico Xavier desencarna em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, no dia em que o país festejava a conquista do pentacampeonato na Copa do Mundo de futebol.

Bibliografia:

Curso O Que É o Espiritismo. FEESP, 2011

Imagem meramente ilustrativa  - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de março de 2026

ANDRÉ LUIZ

O espírito que conhecemos como André Luiz, em sua última encarnação foi um médico sanitarista brasileiro residente no Rio de Janeiro. Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado. Desejando manter o anonimato - possivelmente respeitando parentes ainda encarnados - quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier.

Alguns espíritas, já criaram algumas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas sem confirmação pelo próprio André Luiz. O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de perturbação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna "cidadão" de "Nosso Lar", colônia espiritual que dá nome ao livro.

Seguem-se outras obras que descrevem experiências e estudos do autor no plano espiritual, que ao longo da obra vão cada vez mais sendo direcionados à tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades do plano espiritual, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier (as datas são dos prefácios de Emmanuel):

26 de fevereiro de 1944 - Os Mensageiros, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
13 de maio de 1945 - Missionários da Luz, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1946 - Obreiros da Vida Eterna, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1947 - No Mundo Maior, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
18 de junho de 1947 - Agenda Cristã, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
22 de fevereiro de 1949 - Libertação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
23 de janeiro de 1954 - Entre a Terra e o Céu, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
3 de outubro de 1954 - Nos Domínios da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
1 de janeiro de 1957 - Ação e Reação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de julho de 1958 - Evolução em Dois Mundos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
6 de agosto de 1959 - Mecanismos da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
17 de janeiro de 1960 - Conduta Espírita, médium Waldo Vieira, FEB
4 de julho de 1963 - Sexo e Destino, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de janeiro de 1964 - Desobsessão, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
18 de abril de 1968 - E a Vida Continua, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de maior de 1975 - Respostas da Vida, Médium Francisco Cândido Xavier, IDEAL

Além destes livros, André Luiz, também participou de obras conjuntas com outros autores espirituais, principalmente Emmanuel. A relação abaixo, indica algumas destas obras (as datas são dos prefácios):

9 de outubro de 1961, O Espírito da Verdade, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de julho de 1963, Opinião Espírita, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
11 de fevereiro de 1965, Estude e Viva, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
15 de maio de 1965, Entre Irmãos de Outras Terras, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
3 de junho de 1972, Mãos Marcadas, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, IDE
3 de outubro de 1973, Astronautas do Além, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires, GEEM
15 de maio de 1983, Os Dois Maiores Amores, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, GEEM
6 de agosto de 1987, Cura, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, G.E.E.M
17 de janeiro de 1989, Doutrina e Aplicação, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, CEU

A obra mediúnica de André Luiz teve - e ainda tem - uma influência considerável sobre o movimento espírita. Suas descrições do plano espiritual - tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mesmo - estabeleceram novo patamar de compreensão da vida espiritual, também incentivaram a criação de instituições espíritas devotadas à atividades assistências e grupos de estudos inumeráveis. Por exemplo, temos as "Casas André Luiz" e o "Grupo Espírita Nosso Lar", que se dedicam ao atendimento de crianças deficientes; a "Casa Transitória Fabiano de Cristo", que se dedica ao atendimento de gestantes carentes.

É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências - desde mensagens descrevendo de modo da vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira - provaram sua veracidade. O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do "Modern Spiritualism" - por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nasc. 1826 - desenc. 1910) - mas haviam caído no esquecimento.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EMMANUEL

Emmanuel é o nome do espírito que tutelou a atividade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, o maior médium psicógrafo, hoje com mais de 350 obras psicografadas.

Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus - senador romano -, e, ao que se sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição Dele, através da célebre carta, publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima do gênero. Pessoalmente, encontrou Jesus, solicitando-Lhe auxílio para a cura de sua filha Flávia, que, supomos, estaria leprosa. Emmanuel desencarnou em Pompeia, no ano 79, vítima das lavas do Vulcão Vesúvio. Anos depois, reencarnaria como judeu na Grécia, em Éfeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano, mas sim na figura do modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões secretas dos cristãos nas catacumbas de Roma.

Podemos ficar com melhor conhecimento da história desse espírito através das suas obras: Há Dois Mil Anos e Cinquenta Anos Depois , transmitidas mediunicamente através de Chico Xavier. Estas obras constituem verdadeiras obras primas de literatura mediúnica e histórica.

Emmanuel, o mentor espiritual que todos respeitamos, foi a personalidade de Manoel da Nóbrega, renascido em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, entre Douro e Minho, Portugal, quando reinava D. Manuel I, o Venturoso . Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos, e, com 21 anos inscreve-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, frequentando aulas de Direito Canônico e Filosofia. Em 14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então, considerado doutor Padre Manoel da Nóbrega , pelo doutor Martim Azpilcueta Navarro.

Mais tarde, em 25 de Janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole São Paulo. Foi também o fundador da cidade de Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil.

A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega, foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações através da mediunidade idônea e segura de Francisco Cândido Xavier.

No início da atividade mediúnica de Chico Xavier, nos anos trinta, ainda sem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitaria de três condições básicas para o fazer: 1ª disciplina, 2ª disciplina e 3ª disciplina. O que Chico cumpriu até o fim. Chico foi um modesto funcionário público do Ministério da Agricultura que jamais misturou a sua atividade profissional com o exercício da mediunidade. Não poderemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que, durante as décadas que Chico esteve a serviço do Estado, nunca, apesar da sua precária saúde e o trabalho doutrinário, faltou ou gozou qualquer tipo de licença no seu emprego no Ministério da Agricultura. Também no início da sua nobre missão, Emmanuel disse-lhe que se alguma vez ele o aconselhar a algo que não esteja de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, deverá procurar esquecê-lo, permanecendo fiel aos ensinamentos de Jesus e Kardec.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade, que trouxe à Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita. No Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap. XI - 11).

Além dos dois livros históricos citados, temos ainda várias dezenas de outros, dos quais destacamos: Paulo e Estevão, obra que, segundo Herculano Pires, justificaria, por si só, a missão mediúnica de Francisco Cândido Xavier: Ave, Cristo e Renúncia , livros estes que, juntamente com os citados anteriormente, ajudam-nos a entender o nascimento do Cristianismo. Estes cinco livros são baseados em fatos históricos verdadeiros. Emmanuel foi considerado o 5º evangelista, pela superior interpretação do pensamento de Jesus. Também os livros Palavras de Vida Eterna, Caminho, Verdade e Vida , Pão Nosso , Vinha de Luz e Fonte Viva são obras de consulta constante em nossa vida.

Visto ser completamente impossível, num trabalho deste gênero, falar de toda a sua obra transmitida através de Chico Xavier, gostaríamos, no entanto, de registrar o livro: A Caminho da Luz, que nos relata uma História da Civilização à Luz do Espiritismo e de Emmanuel , livro constituído por diversas dissertações importantes sobre Ciência, Religião e Filosofia.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ALLAN KARDEC

Pequena biografia de Allan Kardec

A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.

Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.

1ª fase:
Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.

Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

2ª fase:
Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.

Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.

Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.

Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:
“A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.
OBRAS DE ALLAN KARDEC
LIVRO DOS ESPÍRITOS (publicado em 18 de abril de 1857)
O LIVRO DOS MÉDIUNS (publicado em janeiro de 1861)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (publicado em abril de 1864)
O O CÉU E O INFERNO (publicado em agosto de 1865)
A GÊNESE (publicado em janeiro de 1868)
OBRAS PÓSTUMAS (publicado em 1890)

OUTRAS OBRAS COM SUA COLABORAÇÃO:

• A obsessão;
• Catálogo racional para a criação de uma biblioteca espírita;
• Instruções práticas sobre as manifestações espíritas;
• O espiritismo em sua mais simples expressão;
• O que é o espiritismo;
• Resumo da lei dos fenômenos espíritas;
• Revista espírita, “jornal” que esteve sob sua direção por 12 anos;
• Viagem espírita em 1862.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.