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quinta-feira, 1 de junho de 2017

HERNÂNI GUIMARÃES ANDRADE

1913 – 2003

O MAIOR PESQUISADOR ESPÍRITA DA ATUALIDADE

Hernani Guimarães Andrade (Araguari, 31 de maio de 1913 — Bauru, 25 de abril de 2003) foi um pesquisador espírita brasileiro.

Fundador do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), procurou demonstrar cientificamente a existência dos fenômenos paranormais, da reencarnação, da obsessão espiritual e da transcomunicação instrumental, além de ter realizado pesquisas laboratoriais para detectar o que denominou como Campo Biomagnético (CBM) ou Modelo Organizador Biológico (MOB).

Hernani Guimarães Andrade é hoje uma unanimidade. Na área da Parapsicologia, Psicobiofísica, transcomunicação instrumental (TCI, comunicação com mentes extracorpóreas através de aparelhos eletrônicos), é provavelmente o autor mais citado no Brasil e exterior.

Mas nem sempre foi assim. Se hoje Hernani goza de tanto prestígio, no início de sua trajetória como pesquisador, parapsicólogo e escritor, amargou preconceitos, principalmente no movimento espírita.

Sua coluna na Folha Espírita, Espiritismo e Ciência, atualmente assinada por Karl Goldstein, um de seus pseudônimos, veio demonstrar que os princípios espíritas foram muito bem assimilados pelo engenheiro Hernani. Seu livro inicial se constituiu num projeto básico, projeto síntese de suas obras posteriores, hoje consagradas tanto no meio espírita como no ambiente dos parapsicólogos do mundo inteiro.

Quando aparecia na TV, era apresentado como parapsicólogo, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), mas nunca como espírita. No movimento espírita, sua obra foi por muitos anos ignorada; apenas conhecida e aceita por poucos estudiosos.

Sua coluna na Folha Espírita, suas pesquisas inéditas no campo da parapsicologia e seus livros mudaram radicalmente esse cenário, conduzindo-o a uma condição que nenhum outro pesquisador parapsicológico conseguiu conquistar, ao menos no Brasil. Manteve contato com o fundador da Parapsicologia, Joseph Banks Rhine e é hoje uma referência mundial na área da reencarnação, TCI e poltergeist. Foi o introdutor no País do estudo da TCI. Atuou como consultor inclusive no meio acadêmico na assessoria a mestrandos com teses acadêmicas e temáticas relacionadas à parapsicologia e ao Espiritismo. Através de intercâmbio firmado entre a USP e o IBPP em 1997, Hernani ajudou a formar a primeira turma de Pós-Graduação do Grupo de Pesquisas Psicobiofísicas da USP, em lato sensu, no campo da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito.

Criou o termo parapirogenia para designar os fenômenos de combustão espontânea. A exemplo de Ian Stevenson e do indiano Banerjee, pesquisou dezenas de casos que sugerem reencarnação. Lançado pela editora Pensamento, Reencarnação no Brasil tornou-se um clássico do gênero.

Desenvolveu a teoria do MOB, modelo organizador biológico, uma das teses mais articuladas e fundamentadas que surgiu no movimento espírita, um desdobramento do conceito de perispírito (envoltório do Espírito) elaborada por Allan Kardec no século XIX.

Hernani não poderia ficar de fora de qualquer listagem na eleição de grandes espíritas e pesquisadores do século. Sua contribuição inestimável para o progresso do Espiritismo e da cultura lhe conferem tranquilamente a condição de o maior pesquisador espírita da atualidade.

Principais obras: Teoria Corpuscular do Espírito; Parapsicologia Experimental; Psi Quântico; Morte, Renascimento, Evolução; Espírito, Perispírito e Alma; Reencarnação no Brasil; Transcomunicação Instrumental; e A Morte - Uma Luz no Fim do Túnel.


Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

HERMÍNIO CORREA DE MIRANDA

1920 - 2013

Hermínio Corrêa de Miranda (Volta Redonda, 5 de janeiro de 1920) foi um pesquisador e escritor espírita brasileiro. Habitualmente assinava Hermínio C. Miranda.

Formou-se em Ciências Contábeis, tendo trabalhado na Companhia Siderúrgica Nacional até se aposentar.

Seu primeiro livro, Diálogo com as Sombras, foi publicado em 1976. Depois vieram muitos outros títulos, sendo que seus direitos autorais foram sempre cedidos a instituições filantrópicas.

Obras publicadas

Em ordem alfabética: A Dama da Noite; A Irmã do Vizir; A Memória e o Tempo; A Noviça e o Faraó - A Extraordinária História de Omm Sety; A Reencarnação na Bíblia; A Reinvenção da Morte; Alquimia da Mente; Arquivos Psíquicos do Egito; As Duas Faces da Vida; As Marcas do Cristo, vol I e II; As Mil Faces da Realidade Espiritual; As Sete Vidas de Fénelon; Autismo, uma Leitura Espiritual; Candeias na Noite Escura; Com Quem Tu Andas? (com Jorge Andréa e Suely Caldas Schubert); Condomínio Espiritual; Cristianismo: A Mensagem Esquecida; Crônicas de Um e de Outro (com Luciano dos Anjos); De Kennedy ao Homem Artificial (com Luciano dos Anjos); Diálogo com as Sombras; Diversidade dos Carismas; Eu Sou Camille Desmoulins (com Luciano dos Anjos); Guerrilheiros da Intolerância; Hahnemann, o Apóstolo da Medicina Espiritual; Histórias que os Espíritos Contaram; Lembranças do Futuro; Memória Cósmica; Nas Fronteiras do Além; Negritude e Genealidade; Nossos Filhos são Espíritos; O Espiritismo e os Problemas Humanos (com Deolindo Amorim); O Evangelho Gnóstico de Tomé; O Exilado; O Mistério de Patience Worth; O Que é Fenômeno Mediúnico; Os Cátaros e a Heresia Católica; Reencarnação e Imortalidade; Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos; e Swedenborg, uma Análise Crítica.

Além destas, Herminio traduziu e comentou as seguintes obras: A Feira dos Casamentos (de J. W. Rochester, psicografada por Vera Ivanova Kryzhanovskaia); O Mistério de Edwin Drood (de Charles Dickens, com final psicografado por Thomas P. James); e Processo dos Espíritas (de Madame Pierre-Gaëtan Leymarie).

Um dos escritores espíritas mais lidos da atualidade, também tradutor, Hermínio Correa de Miranda, nascido em 1920, teve um fôlego para pesquisas e leituras tão amplo que não seria de todo equivocado afirmar que foi o escritor dos escritores. Equiparava-se, talvez, neste aspecto e em certa medida a Ernesto Bozzano. Em sua obra, extensa e também densa, sobressaltam as referências bibliográficas, ao lado de suas preferências temáticas e de uma preocupação constante com as conceituações, que deseja colocar claras para melhor expressão do seu pensamento.

Contribuiu para isso a competente capacidade de ler em diversas línguas e uma memória privilegiada que Miranda demonstrava possuir, valorizando sobremaneira o seu autodidatismo.

Tendo residido por algum tempo nos Estados Unidos, a serviço profissional, aprimorou ali não só os seus conhecimentos do inglês como também o gosto pela literatura profusa do país de Tio Sam, em especial as obras relacionadas aos temas de sua preferência.

Miranda não foi um pesquisador do tipo Ian Stevensson ou Hernani Guimarães Andrade. Enquanto estes se preocupam com a análise dos fatos em seus detalhes comprováveis, quando trata da reencarnação Miranda se valia habitualmente de pesquisa biográfica com apoio em bibliografia consistente, em que estão presentes, inclusive, obras de história. É bem verdade que o seu livro mais denso sobre o tema - "Eu sou Camille Desmoulins" - escrito em parceria com o sujet da pesquisa, Luciano dos Anjos, conta com um outro tipo de apoio: a regressão de memória. É também verdadeiro o fato de utilizar as experiências com regressão de memória em outras obras sobre a reencarnação. Sua argumentação, entretanto, privilegiava a comparação de dados biográficos, no que foi rigoroso se assim podemos nos expressar.

A seriedade de Miranda, nesta como em outras obras, é incontestável. Correndo o risco de ser contestado, avançava ele na defesa de ideias próprias em alguns casos, inovando senão na originalidade do assunto pelo menos na utilização de novas designações para fatos conhecidos, como é o caso de seu "replay", nome que atribui ao fenômeno observado por Ernesto Bozzano em "A Crise da Morte", a respeito das lembranças que o indivíduo repassa no instante da desencarnação.

Seu pensamento era de que "o historiador ou historiógrafo não deve imaginar fatos inexistentes para preencher lacunas ou justificar a "sua" filosofia da História. Deve limitar-se a narrar os fatos, tal como se apresentam na documentação existente ou na melhor e mais verossímil tradição".

Ao lado de sua farta produção na linha da reencarnação, Miranda revelava-se igualmente interessado nos fatos mediúnicos, privilegiado que foi pela convivência com alguns médiuns férteis em material de análise. Sua capacidade de registrar as informações obtidas por esta via, bem como de ampliá-las com pesquisas bibliográficas, permitiu-lhe escrever inúmeros livros, numa relação de que desponta a série Histórias que os Espíritos Contaram. Nestas obras surpreende o fato do autor trabalhar com a regressão de memória nos espíritos manifestantes.

Esta relação íntima com o plano invisível, que o autor diz ter durado algumas décadas em ambiente apartado do centro espírita, principiou por uma constatação: "Ao iniciar-se a tarefa, o conceito que eu formulava acerca dos espíritos era o dos livros que estudara durante o período de instrução e formação. Para mim, seriam entidades que, de certa forma, transcendiam a condição humana, quase como abstrações vivas, situadas numa dimensão que meus sentidos não alcançavam. Mas não era nada disso, os espíritos são gente como a gente! Sofrem, amam, riem e choram. Experimentam aflições, desalentos, alegrias, esperanças, tudo igual".

Ainda no plano das vidas sucessivas, Miranda acreditava ser a reencarnação de um dos fiéis colaboradores de Martinho Lutero ao tempo da Reforma, tendo por esta personalidade uma inusitada admiração. Seus estudos sobre vidas anteriores incluem Lutero (este seria a reencarnação de Paulo). Isto talvez explique, entre outras coisas, o também grande interesse de Miranda pela teologia e, em especial, o Cristianismo, valendo destacar aí os dois volumes de As Marcas do Cristo e ainda Cristianismo: A Mensagem Esquecida.

Não se pode, portanto, deixar de mencionar neste ponto duas coisas: sendo afeito ao estudo da teologia, Miranda não se mostrava um místico do tipo comum; apesar disso, era francamente partidário do aspecto religioso do Espiritismo, revelando-se aqui um dos poucos momentos de sua obra em que é contundente: "O Espiritismo está coerente com essa mensagem imortal, e, por isso, implantou-se tão solidamente sobre alicerce de três "pilotis": ciência, filosofia e religião. Hoje, examinando os fatos do ponto de vista privilegiado da perspectiva, sabemos que o suporte religioso é o mais importante dos três". Segue, portanto, a linha emanuelina, em que não se contentava apenas em apontar sua visão, mas destacava o que entende ser o aspecto primordial: o religioso. Eis que o confirma: "O Espiritismo (...) se resume, em última instância, em uma proposta clara e objetiva de esforço pessoal evolutivo para substituir religiões salvacionistas, dogmáticas e irracionais. Fé racionalizada, purificada e sustentada pela experimentação, continua sendo fé, mais do que nunca. Se isto não é religião, que seria, afinal?".

Para finalizar, alguns aspectos curiosos em Hermínio Miranda:

1. Ele não foi um escritor que se poderia dizer popular. Conquanto em alguns instantes demonstre intenções nessa direção, sua linguagem o trai, seu estilo foi denso e portador de uma seriedade do tipo que não se permite, leves que sejam, algumas pitadas de jocosidade. Às vezes tentou, mas não logrou sucesso. Por isso, seria interessante analisar a razão da excelente vendagem de seus livros;

2. Miranda abusava das conceituações e dos esclarecimentos tendo por base os dicionários e enciclopédias. Tem-se a impressão de que escreveu com o "Aurélio" e a "Britânica" ao lado, a eles recorrendo constantemente. Isso pode significar, por exemplo, uma tendência ao didatismo, ao mesmo tempo em que preocupava com o produto final da recepção do leitor;

3. Verificava-se, também nele, uma quase excessiva preocupação de convencer o leitor de que não desejava modificar sua opinião acerca de determinados aspectos especialmente ligados à crença. Ao analisar o conjunto de sua obra, este fato se destaca com certa nitidez, contrastando com a firmeza com que defende suas opiniões.

Faleceu em 8 de julho de 2013, aos 93 anos. Foi sepultado no cemitério Jardim da Saudade (Sulacap), no Rio de Janeiro.


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 1 de abril de 2017

HENRIQUE ALVES DA CUNHA MAGALHÃES

1900 - 2004

Às 6 horas do dia 2 de julho de 2004, retornou ao mundo espiritual, estando para completar 104 anos de uma existência toda dedicada à caridade, o Espírito de nosso muito querido companheiro Henrique Magalhães.

Seu corpo foi velado, durante o dia 2, na sede da Instituição Maria de Nazareth – Casa da Mãe Pobre -, na Rua Frei Pinto, 16, para onde afluiu uma legião de amigos e de beneficiários de sua abençoada obra, ocasião em que a Casa de Ismael se fez representar por seu Diretor Lauro de O. São Thiago e pelo ex-Presidente Juvanir Borges de Souza.

O enterro se deu no dia seguinte, sábado, no Cemitério do Parque da Colina, em Niterói (RJ), ali comparecendo, em nome da Federação, o Diretor Affonso Soares, que se associou, com breve alocução, às tocantes homenagens que lhe foram prestadas.

Henrique Alves da Cunha Magalhães nasceu em 4 de dezembro de 1900 (quatro meses após o passamento de Bezerra de Menezes), na Freguesia dos Telões, Conselho de Amarante, Distrito do Porto, em Portugal, filho de Manoel Alves da Cunha Magalhães e de Ana Augusta da Cunha Coutinho. Aos 12 anos de idade, na companhia de um casal de primos de seu genitor, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 11 de novembro de 1912. Até 1920, trabalhou arduamente no comércio para ganhar o pão de cada dia, mas as sequelas da “gripe espanhola”, contraída em 1919, obrigaram-no a retornar à casa paterna. Durante a viagem a enfermidade cedeu por completo, e Henrique após visitar os pais, regressou ao Brasil, onde se estabeleceu definitivamente.

 Em 1931, adoeceu novamente, e fixou residência em Teresópolis, onde grassava uma epidemia de meningite. Com a filha mais nova atingida pela terrível enfermidade, Henrique, vendo-a piorar apesar dos desvelos do médico, aceitou a sugestão de obter uma receita homeopática dos Espíritos, não obstante sua aversão ao Espiritismo. Operou-se a “milagrosa” cura e Henrique começou a estudar O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, compreendendo o quanto andava distanciado de Jesus.

Em 1937, o Alto, através do Espírito Dr. João de Freitas, exortou-o a que, juntamente com outros idealistas, empreenda a fundação, em 1941, da benemérita Instituição Maria de Nazareth – Casa da Mãe Pobre, que passou a dirigir, desde quando, em 1946, substituiu seu primeiro Presidente, o Dr. Coriolano de Góis, falecido naquele ano. Sob sua condução, as atividades da Instituição, inspiradas no amor da Mãe Santíssima, expandem-se sob a forma de serviços assistenciais de diversa natureza, prestados em Teresópolis – Creche e Lar Isabel a Redentora, Mansão dos Velhinhos, Grupo Escolar Isabel a Redentora, e no Rio de Janeiro – Hospital Maternidade e Ambulatório Dr. João de Freitas, Abrigo Sylvia Penteado Antunes e Lar Lucílio Ribeiro Torres, Creche Marieta Navarro Gaio.

Com o magnetismo das almas que tudo sacrificam pelo bem do próximo e que confiam absolutamente na Providência Divina, sem se descuidarem de cumprir os deveres que lhes asseguram os favores celestes, Henrique Magalhães, não obstante desprovido de grandes recursos, atraiu para a sua benemérita obra o concurso de devotados idealistas, assim assegurando, com o indispensável sustento do Alto, a continuidade de um serviço digno do venerando Espírito que o havia inspirado – Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus.

O querido companheiro ainda encontrava tempo, em meio a uma intensa atividade, para escrever livros com que edificasse as novas gerações e as atraísse para a Seara do Mestre, tendo saído de sua pena as obras A Casa da Mãe Pobre – 50 anos de Amor, em 1991; Como Fundar e Manter Obras Assistenciais, 1995; Em Prol da Mediunidade – Pequena História do Espiritismo, 1998.

A Conferência Espírita Brasil-Portugal (16 a 19/3/2000) prestou-lhe sentida homenagem, por ocasião do seu centenário de nascimento, quando, por iniciativa de Francisco Bispo dos Anjos, a Federação Espírita do Estado da Bahia publicou um folheto em que, entre outros textos, figuram dados biográficos de nosso homenageado. Também a Federação Espírita Brasileira, em júbilo pelo grato evento, dedicou-lhe, em O Reformador de novembro daquele ano, o artigo “Henrique Magalhães no seu Centenário”, de cujos informes biográficos nos servimos para a presente notícia.

Henrique Magalhães sempre foi um inestimável amigo da Federação Espírita Brasileira, tendo colaborado para a construção da Sede Central, em Brasília (DF), e do Departamento Gráfico, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro (RJ), para não falar do serviço silencioso e fiel, de todos os dias, em prol dos ideais que norteiam os destinos da Casa de Ismael na Terra. Foi membro de seu Conselho Fiscal durante vinte anos, membro de seu Conselho Superior desde 1975 e representante do Ceará no Conselho Federativo Nacional, de 1951 a 1985.

Já no fim de sua existência, Henrique Magalhães, carregando as naturais limitações que a idade lhe impunha, afirmava feliz: “E continuo trabalhando, com a graça de Deus”, com que oferecia a seus irmãos de lutas terrenas uma profunda lição de bom ânimo e de perseverança no bem.

Agora, liberado do cárcere físico, no pleno uso de sua liberdade espiritual e animado pelo mesmo ideal a que consagrou a sua vida inteira, nosso irmão certamente terá reafirmado, tanto às legiões luminosas que o aguardavam nas regiões felizes do mundo espiritual, como aos pequeninos aos quais serviu com o seu inquebrantável amor, o compromisso com Jesus, dizendo-lhes: “E continuarei trabalhando, meus irmãos, sempre com a graça de Deus!”.

Deus o ilumine e ampare, Henrique Magalhães, caro Irmão e Companheiro de Ideal Espírita, são os votos sinceros de todos os que na Terra pudemos desfrutar de sua amizade, de sua generosidade, de seu amor fraternal!


Fonte: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de março de 2017

HEITOR PINTO DA LUZ E SILVA

1879 – 1949

Nasceu no dia 1º de dezembro de 1879, em Florianópolis, Capital do Estado de Santa Catarina. Realizou os seus primeiros estudos em sua terra natal, onde colou grau em Bacharel de Ciências e Letras. Posteriormente estudou no Rio de Janeiro, diplomando-se em Farmácia e Química, no ano de 1900.

Foi professor da Escola Normal de Florianópolis, dedicando toda a sua vida ao magistério, lecionando e dirigindo várias Escolas e Faculdades em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e Academia Nacional de Farmácia, Associação Brasileira de Farmacêuticos e da Associação Brasileira de Imprensa e da Associação dos Jornalistas Profissionais. Publicou vários livros didáticos e uma revista sobre produtos farmacêuticos e química.

Heitor Pinto da Luz, espírita e convicto, foi um dos diretores da Federação Espírita Catarinense, exercendo os cargos de Secretário e Vice-Presidente. Diretor da revista “A Luz”, órgão doutrinário daquela Federação e colaborador assíduo de “Reformador”, órgão da Federação Espírita Brasileira. Tendo ainda colaborado de forma marcante em várias revistas e jornais espíritas nacionais e internacionais.

A posição privilegiada nos meios sociais, granjeada pelo seu valor cultural, não o ofuscou, permanecendo simples, humilde e bom. Teve atuação marcante no campo da assistência aos necessitados, socorrendo, ajudando e enxugando lágrimas.

A sua desencarnação ocorreu no Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro de 1949. Por ocasião da “XI Convenção Brasileira de Farmacêuticos”, realizada em 24 de janeiro de 1959, foi-lhe prestada uma homenagem póstuma, pelo amor e dedicação à causa farmacêutica no Brasil.


Fonte: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

SARAH MORAIS

1888 – 1932

Nascida no dia 13 de julho de 1888, na cidade de Uruguaiana, estado do Rio Grande do Sul e desencarnou em 11 de julho de 1932. Foram seus pais Godofredo Velloso da Silveira e D. Bernardina Silveira.

Consorciou-se com Josefino da Silva Morais, cujo matrimônio durou 28 anos e do qual tiveram filhos. Para os seus irmãos, em número de oito, sempre dispensou carinho, amparo e sustentação, visto ser a irmã mais idosa da família.

Esposa, filha, irmã e amiga, sua dedicação era uma perene demonstração do elevado grau de espiritualidade assumido, a tudo atendendo com a máxima solicitude e altruísmo.

Em todos os seus atos, mesmo nos mais singelos, deixava transparecer a grandeza de sua alma de escol, não permitindo que seus gestos de abnegação fossem enaltecidos ou mesmo percebidos por aqueles a quem servia, pois se considerava obrigada a dar de si, sem que lhe devessem gratidão ou reconhecimento.

Tornando-se espírita, encontrou dentro da Doutrina as mais belas e elevadas oportunidades de servir ao próximo, servindo dessa forma ao nosso Pai Celestial.

Fundando a Instituição Legionárias de Maria, na cidade do Rio de Janeiro a 5 de janeiro de 1928, sociedade de socorro à pobreza envergonhada, ela se tornou, para seus companheiros de lides espiriticas, o exemplo vivo do maior objetivo que o ser humano pode realizar na Terra: servir ao próximo, procurando despertá-lo para os surtos do progresso espiritual, não só através de palavras, mas com o exemplo nobilitante de atos de superioridade moral – amando muito, perdoando sempre, auxiliando o seu semelhante no lar, na comunidade espírita e em muitas e variadas fases da vida no mundo.

Envolvia a todos que dela se aproximavam na aura radiante de sua fé inquebrantável, incutindo-lhes a certeza da imortalidade da alma e da existência de um Pai que preside a todas as coisas, fazendo-o através de palavras penetrantes e esclarecedoras, fundamentadas no exemplo que sabia tão bem propiciar.

Apesar de bastante enferma e com o corpo minado por insidiosa moléstia que a consumia, subia religiosamente, todas as semanas, a ladeira de um hospital em Cascadura, para levar alento, conforto, esperança e fé a uma multidão de criaturas abandonadas, que jaziam no isolamento daquele nosocômio, prestes a abandonar a vida terrena.

Suas palavras, impregnadas de sinceridade e com base nos ensinamentos evangélicos, envolviam a todos os seres carentes de sustentação espiritual na hora da desencarnação. Quantas cenas edificantes e maravilhosas se passaram naquele ambiente de dor, esquecido pela maioria dos homens! Só Deus poderá julgar e avaliar o trabalho extraordinário dessa extraordinária mulher.

Desejosa sempre de ver o progresso do seu semelhante, incentivava muitas pessoas a comparecerem às explanações doutrinárias nas sessões de estudos do Centro Espírita “Fernandes Figueira”, em Todos os Santos, sob cujos auspícios foi criada a Instituição “Legionárias de Maria”, quando na sua presidência estava o confrade José Manoel Teixeira, já desencarnado.

Sarah Morais via em cada ser que socorria, em especial nas assistidas da Instituição, criaturas ligadas ao seu coração pelos laços espirituais e com imenso carinho dirige-as ao rebanho do Divino Pastor.

Possuía múltiplos dons mediúnicos, principalmente a psicografia, conseguindo receber quantidade apreciável de sonetos, poesias, quadras e mensagens que a todos enlevavam pelo cunho evangélico e espiritual que continham. Nos últimos anos de sua existência terrena, esqueceu-se totalmente de si, consagrando-se devotadamente ao serviço de amparo ao próximo.

Incompreendida, como acontece a todos os que tem algo de superior a realizar na Terra, foi objeto de censuras e críticas por parte daqueles que não podiam alcançar a sublimidade da missão que lhe coubera por partilha, em sua jornada terrena.

Jamais se queixava das dores físicas ou morais pelas quais passava, respondendo sempre quando inquirida: “Vou melhor do que mereço”. Desta forma passou por este mundo sem jamais dar qualquer demonstração de fraqueza, pois, mesmo em seu leito de dor ainda conseguia dispensar conselhos e orientação para todos aqueles que buscavam soluções para seus problemas íntimos.

No dia 11 de julho de 1932, desencarnou essa denodada seareira espírita deixando por escrito várias disposições que deveriam ser tomadas, dentre elas: não velarem o seu corpo que deveria ser costurado num lençol e sair do próprio quarto onde desencarnasse para o túmulo; não desejava preces pagas nem flores compradas, preferia que oferecessem os valores das mesmas para os pobres; que ninguém usasse luto, pois tinha a certeza plena de que uma nova vida a aguardava, onde poderia continuar as tarefas iniciadas na Terra, quando poderia concretizar seu sonho no infinito campo da caridade cristã.

Fonte: Autores Espiritas Clássicos
Fonte da imagem: Internet Google.