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sábado, 29 de março de 2014

LOUIS PASTEUR

1822 – 1895

Louis Pasteur nasceu no dia 27 de dezembro de 1822, na França, às duas horas da manhã, segundo Jacques Nicolle autor do livro "Pasteur", da Marabout Universit‚.

A família mudou-se para Arbois quando Pasteur tinha de três a cinco anos de idade. Ele foi uma criança normal sem prenúncios de vir a ser um grande e respeitado cientista. Além dos estudos, ocupava-se, também, com pinturas e desenhos para as quais demonstrava ter grande habilidade. No colégio Real Besançon completa sua educação secundária. Em seguida foi estudar em Paris, no famoso "Liceu Saint-Louis" e também assistir as famosas palestras proferidas por Monsieur Dumas na Universidade de Sorbonne.

Em 1842 é admitido na Escola Superior de Paris e em 1843 na "École Normale" onde iniciou seus estudos sobre os cristais. Em 1847 completa o curso de doutorado e no ano seguinte divulga as primeiras descobertas sobre a assimetria dos cristais, recebendo mais tarde um prêmio de 1.500 francos pela síntese do ácido racêmico. Em 1848 desencarna Jeanne Etiennette, sua mãe.

Em 1849 é nomeado Conferencista de Química da Universidade de Estrasburgo e casa-se com Marie Laurent. Em 1850 nasce sua primeira filha Jeanne, em 1851 seu filho Jean-Baptiste e em 1853 sua filha Cecile. Em 1854 foi nomeado Prof. e Diretor da Faculdade de Ciências de Lille. Nessa cidade começa estudos sobre a fermentação Láctea e os problemas que envolviam a fabricação do álcool, do vinho e do vinagre.

Em 1857 foi nomeado Administrador e Diretor dos Estudos Científicos da "École Normale", manteve o cargo até 1867. Em 1858 nasceu sua filha Marie Louise. Montou seu primeiro laboratório na "École Normale".

No ano seguinte inicia estudos sobre a geração espontânea e descobre a vida anaeróbia. Em 1862 é eleito membro da Academia de Ciências de Paris. No ano seguinte nasce sua filha Camille. Pasteur perdeu três dos cinco filhos nascidos. Continua com os estudos sobre os vinhos, pasteurização e sobre a doença do bicho-da-seda. Jean Joseph, seu pai, o seu melhor amigo, desencarna em 1865. Divulga "Estudos sobre os Vinhos". Em 1867 é indicado como Professor de Química da Sorbonne.

Em 1868 sofre um derrame cerebral. Continua seus estudos sobre os bicho-da-seda. Em 1871 inicia estudos sobre os problemas da cerveja. Dois anos depois é eleito para a Academia de Medicina.

Em 1877 Pasteur divulga os primeiros trabalhos sobre o antraz. Em 1878 realiza estudos sobre a gangrena, septicemia e febre puerperal. Publica sua Teoria dos Germes e suas aplicações na medicina e na cirurgia. Em 1879 estuda a cólera das galinhas.

O incansável cientista no ano de 1880 inicia seus estudos sobre a raiva, um dos mais difíceis para ele e sua equipe.

Pasteur começa a colher os frutos dos seus esforços, dos seus trabalhos. As vacinas atenuadas são grande vitória. Em 1881 é eleito membro da Academia Francesa. "Ser um dos quarenta parecia-lhe honra excessiva". Vigiava-se para não se deixa empolgar pelas vitórias.

Sessão solene para a recepção de Pasteur na Academia Francesa no dia 27 de abril de 1882. Dia de emoção. Experiência na fazenda Pouilly-le-Fort com a vacina contra o antraz. Vacinação contra a cólera das galinhas e a febre esplênica.

Continua os estudos sobre a cólera e as experiências sobre a vacinação anti-rábica nos anos de 1883 e 1884. Em 1885 vacina o menino Joseph Meister, de 9 anos e Jean Baptiste Jupille o jovem herói que lutou e matou um cão com a raiva, que o atacara. Foram os primeiros seres humanos vacinados contra a raiva. Vitória de Pasteur, os dois foram salvos. Em 1886 trata de dezesseis russos mordidos por um lobo com a raiva. Todos foram salvos.

Em 1887 Pasteur sofre um segundo derrame. Em 1888 foi inaugurado o Instituto Pasteur de Paris. Em 1889 a nova Sorbonne é inaugurada.

Sem nunca ter parado de trabalhar Pasteur chega aos seus 70 anos. Jubileu comemorado na Sorbonne. Joseph Lister, cirurgião inglês, o homenageia. Presidente da França, Sadi Carnot, presente. O discurso do homenageado. Elogios, aplausos, discursos, presentes.

Em 1894 nos laboratórios do Instituto Pasteur é descoberta a vacina contra a difteria.

A desencarnação de Pasteur ocorre em Villeneuve l'Etang, no dia 28 de setembro de 1895, com 72 anos de idade. Seu corpo repousa na "Chapelle Funéraire" do Instituto Pasteur de Paris.

Pasteur retorna à Pátria Espiritual. Partiu da sua querida França em busca das recompensas celestes e de novos trabalhos, de novos afazeres.

Louis Pasteur e a Fraternidade dos Humildes

Publicado em 20/11/2011 por Martha Gallego Thomáz.

Em 1895 voltou Pasteur à Espiritualidade, depois de haver constatado não só a constituição molecular dos cristais e a sua diferenciação energética de acordo com as suas formas, como a ação de micro-organismos causadores de infecções e ter ainda desenvolvido a vacina contra a raiva.

Havendo contribuído com tanta boa vontade para o bem-estar da humanidade, foi este benfeitor recebido nos grandes laboratórios universais, para mais amplas pesquisas, em que constatou a vida de bactérias alimentadas pelos pensamentos de egoísmo, vaidade e desrespeito ao próximo. Verificou a sua periculosidade durante a Guerra de 1914, causadora de tantas tragédias.

O sublime Amor de Jesus, prevendo as dificuldades terrestres para enfrentar os últimos momentos do Apocalipse, reuniu os Grandes Grupos Fraternais, escolhendo o Brasil como sede das novas experiências no sentido de minimizar o sofrimento dos transeuntes terrestres.

Neste evento foram designados Pasteur e Agostinho para que fizessem parte da Fraternidade dos Humildes, a fim de juntarem os seus corações ao Dr. Bezerra de Menezes, e orientassem o Comandante Edgard Armond na programação das assistências espirituais. Com o Evangelho antes do passe, as criaturas, higienizando os pensamentos, poderiam sentir que suas dores seriam amenizadas à medida que se libertassem das ideias nocivas.

Comparando: se o calor da água fervendo extingue a malignidade dos micro-organismos materiais; desenvolvendo os bons pensamentos através da vivência evangélica, conseguiremos aumentar a capacidade de amar. E o calor dos nossos corações, com certeza, extinguirá o efeito nocivo dessas “bactérias”. É o que ensinou o apóstolo Pedro, quando escreveu: “O Amor cobre a multidão dos pecados”.


Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

URBANO DE ASSIS XAVIER

Nascido na cidade de Esplanada, Estado da Bahia, aos 28 de agosto de 1912, e desencarnado na cidade de Marília Estado de São Paulo, no dia 31 de outubro de 1959.

Urbano de Assis Xavier era filho de Francisco Xavier de Souza e Francisca Assis Xavier.

Formou-se em Odontologia em Salvador, Bahia, vindo para São Paulo em 1934, tendo começado sua vida profissional em Santa Ernestina, pequena cidade da zona araraquarense, situada neste mesmo Estado.

Contraiu matrimônio na própria cidade em que se estabeleceu, no dia 9 de janeiro de 1935, com Dona Albertina Ferreira, natural da mesma.

Nessa época o casal era católico praticante; ele era congregado mariano e ela filha de Maria.

Logo após o casamento começaram a surgir fatos estranhos em sua própria residência, os quais, mais tarde, quando devidamente analisados, foram comprovados como sendo fenômenos psíquicos.

O desenvolvimento de sua mediunidade foi espontâneo, tendo nessa época deixado a pequena cidade, surpreendendo os seus companheiros de congregação.

Tratava-se de mediunidade psicofônica inconsciente, ou seja, dos que não guardam lembrança das comunicações dadas por seu intermédio.

Transformava-se o seu semblante de tal maneira ao receber o espírito comunicante, que este era facilmente reconhecido pelas pessoas presentes, sem necessidade de o espírito declinar seu nome.

Muitas vezes se transfigurava a tal ponto que refletia os mínimos traços do espírito comunicante.

Nos últimos anos, teve desenvolvida a mediunidade de voz direta, caindo em transe enquanto os espíritos falavam diretamente com os presentes, vibrando a voz em pleno ar.

Muitas pessoas tiveram a oportunidade de palestrar com seus entes queridos através desse maravilhoso fenômeno, em sessões realizadas em Marília.

Possuía, também, em alto grau, a mediunidade curadora, tendo realizado curas espantosas, como foram atestadas por muitas pessoas.

Ele seguia com rigor as recomendações de Jesus Cristo, no sentido de “dar de graça o que de graça se recebe”, por isso estava sempre pronto para atender aos necessitados, mesmo que isso fosse em sacrifício dos seus interesses pessoais ou profissionais.

Urbano de Assis Xavier foi discípulo de Caírbar Schutel – o apóstolo de Matão. Recebeu desse seareiro bastante auxílio e incentivos para prosseguir na nova fase de sua vida.

Tanto ele como sua esposa Dona Albertina tornaram-se espíritas devido à intensidade e autenticidade dos fenômenos produzidos, e, dali por diante jamais se afastaram dos princípios contidos na Codificação Kardequiana.

Era portador de vários ramos mediúnicos, notadamente: audição, psicografia, psicofonia, cura, voz direta e materialização.

Por seu intermédio vários espíritos de médicos se comunicavam e faziam trabalhos de cura, de relevante importância.

Foi também conhecido como abalizado conferencista espírita, tendo proferido palestra em várias instituições doutrinárias.

Vítima de um derrame cerebral, ficou durante três anos parcialmente imobilizado, porém soube suportar com resignação e estoicismo essa enfermidade, o que fez até o dia 31 de outubro de 1959, quando desencarnou.

Urbano de Assis foi, pois, um dos grandes valores do Espiritismo. Foi pai extremoso, esposo exemplar, um homem dotado de elevado senso de responsabilidade e de moral inatacável.

Seus filhos foram: Edna, Célia, Sóstenes, Guttemberg, Alcione, Demóstenes e Walter.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 25 de janeiro de 2014

RAMATIS

Ramatis viveu na Indochina, no século X, e foi instrutor em um dos inumeráveis santuários iniciativos da Índia. De inteligência fulgurante, desencarnou bastante moço.

Espírito muito experimentado nas lides reencarnacionistas, já se havia distinguido no Século IV, quando participou do Ciclo Ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema hindu RAMAIANA.

Ramatis nos acompanha desde o tempo da Atlântica há 28.000 anos e algumas vezes encarnou-se para nos ajudar. Foi o grande filósofo Shy-Ramat na Atlântica, no Templo do Sol e da Paz; depois um sensato Grão Sacerdote no Egito, no tempo do faraó Amenhotep IV; mais tarde o insigne Pitágoras na Grécia, Phylon de Alexandria, no tempo de Jesus; finalmente Rama-Tys, sacerdote budista avançado na Indochina, há 1.000 anos, quando muitos de nós aprendemos com ele magnetismo, psicometria, radiestesia, vidência, terapia e telepatia.

Informa-nos Ramatis que, após certa disciplina iniciática a que se submetera na China, fundou um pequeno templo iniciático na Índia, à margem da estrada principal que se perdia no território chinês. Nesse templo procurou aplicar aos seus discípulos os conhecimentos adquiridos em inúmeras vidas anteriores. Na Atlântida foi contemporâneo, em uma existência, do espírito que mais tarde seria conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec (o codificador do Espiritismo), que era profundamente dedicado à Matemática e às chamadas ciências positivas.

Posteriormente, em sua passagem pelo Egito, teve novo encontro com Kardec, que era então o sacerdote Amenófis, ao tempo do Faraó Merneftá, filho de Ramsés.

Embora tenha desencarnado ainda moço, Ramatis pôde aliciar setenta e dois discípulos que, no entanto, após o desencarne do Mestre não puderam manter-se à altura do mesmo padrão iniciático original. Eram adeptos provindos de diversas correntes religiosas e espiritualistas do Egito, da Índia, da China e até da Arábia. Apenas dezessete conseguiram envergar a simbólica túnica azul e alcançar o último grau daquele ciclo iniciático. Os demais, sejam por ingresso tardio, seja por menor capacidade de compreensão espiritual, não alcançaram a plenitude do conhecimento das disciplinas lecionadas pelo Mestre. A não ser vinte e seis adeptos que estão no Espaço (desencarnados) cooperando nos labores da Cruz e do Triângulo, o restante disseminou-se pelo nosso orbe, em várias latitudes geográficas. Sabemos que dezoito reencarnaram no Brasil; seis, nas três Américas (do Sul, Central e do Norte), enquanto que os demais se espalharam pela Europa, principalmente, pela Ásia.

No templo que Ramatis fundou na Índia, esses discípulos desenvolveram seus conhecimentos sobre magnetismo, astrologia, clarividência, psicometria, radiestesia e assuntos quirológicos aliados à filosofia do Duplo Etérico. Os mais capacitados lograram êxito e poderes na esfera da fenomenologia mediúnica, dominando fenômenos de levitação, ubiquidade, vidência e psicografia de mensagens que os instrutores enviaram para aquele cenáculo de estudos espirituais. Mas o principal "toque pessoal" que Ramatis desenvolveu em seus discípulos, em virtude de compromisso que assumira para a Fraternidade do Triângulo, foi o pendor universalista, a vocação fraterna crística, para todos os esforços alheios na esfera do espiritualismo.

Ele nos adverte sempre que seus íntimos e verdadeiros admiradores são também incondicionalmente simpáticos a todos os trabalhos das diversas correntes religiosas do mundo. Revelam-se libertos de exclusivismo doutrinário ou de dogmatismo e devotam-se com entusiasmo a quaisquer trabalhos de unificação espiritual. O que menos os preocupa são as questões doutrinárias dos homens, porque estão imensamente interessados nos postulados crísticos.

Ramatis se nos apresenta à visão psíquica com um traje um tanto exótico, composto de ampla capa aberta, descida até aos pés, com mangas largas e que lhe cobre a túnica ajustada por um largo cinto de um esmeraldino esverdeado. As calças são apertadas nos tornozelos, como as que usam os esquiadores. A tessitura de toda a veste é de seda branca, imaculada e brilhante, lembrando um maravilhoso lírico translúcido. Os sapatos, de cetim azul-esverdeado, são amarrados por cordões dourados que se enlaçam atrás, acima do calcanhar, à moda dos antigos gregos firmarem suas sandálias.

Cobre-lhe a cabeça um singular turbante de muitas pregas ou refegos, encimado por cintilante esmeralda e ornamentado por cordões finos, de diversas cores, caídos sobre os ombros. Sobre o peito, uma corrente formada de pequeninos elos, de fina ourivesaria, da qual pende um triângulo de suave lilás luminoso, que emoldura uma delicada cruz alabastrina.

Essa indumentária é um misto de trajes orientais, tipo de vestuário hindu-chinês, raríssimo, porque se deriva de antigo modelo sacerdotal, muito usado nos santuários da desaparecida Atlântida. Os cordões que lhe pendem do turbante, flutuando sobre os ombros, são velhas insígnias de atividade iniciática: a cor carmim indica o "Raio do Amor"; o amarelo o "Raio da Vontade"; o verde o "Raio da Sabedoria" e o azul o "Raio da Religiosidade". Um último cordão branco, que pudemos perceber, é o símbolo da liberdade reencarnatória.

Os relatos acima são todos de Hercílio Maes, seu principal médium, extraídos da 1.ª edição do livro Mensagens do Astral, ou que foram passados a outrem pelo próprio Hercílio.

Mais recentemente, em mensagem dirigida ao grupo, assim se definiu: "Diga-lhes que sou Ramatis, filho de Rama e Tiseuama. Pai Rama: sol, brilho interior, luz que ilumina o caminho do iniciado e Tiseuama: estrada que conduz o caminho que ensina, a vida que amadurece o Espírito menino. Diga-lhes que sou Ramatis, filho de Rama e Tiseuama, do pai material tapeceiro, mas devoto dos ensinamentos de Osíris, e Tiseuama, mulher sacerdotisa de conhecimentos profundos na arte religiosa, de como dirigir-se e conquistar corações em desalento sobre a proteção da Luz e do Amor. Tiseuama foi minha mãe material e meu pai chamava-se Rama Estes são nomes reais, dos pais biológicos que tive há mil anos atrás."


Autor Desconhecido: Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 21 de dezembro de 2013

FRANCISCO SPINELLI

1893 – 1955

Chegado ao Brasil em 1911, vindo da Itália, natural de Nápoles onde nasceu em 1893, fixou residência, inicialmente em Vacaria – RS, fixando-se posteriormente em Bom Jesus – RS.

Como funcionário do Bando do Estado do Rio Grande do Sul e Prefeitura da cidade, ingressou no Espiritismo. Foi presidente do Centro Espírita Amor de Jesus e Colaborador de Marcírio Cardoso de Oliveira na implantação e divulgação da Doutrina de Kardec, na região serrana.

Grande orador e dotado de dinamismo invulgar, formou a Caravana de Divulgação que, em companhia de seu amigo Marcírio e do médium Jure Varella e outros companheiros de Doutrina, percorriam nos fins de semana os povoados dos campos de “Cima da Serra”, fundando núcleos familiares e disseminando a leitura das obras espíritas que conduziam em cargueiros sob o lombo de mulas.

Foi numa dessas incursões que na localidade de Princesa do Campo – RS, na residência do agrimensor Vicente Acylino de Oliveira, fundou o Centro Espírita Alunos do Bem, denominação que o irmão Vicente, ao mudar residência para Caxias do Sul, com outros conterrâneos que também vieram, fundaram obra espírita com a mesma denominação e que hoje edita o “Boletim Harmonia”.

Spinelli, por exigência profissional transferiu-se para a Capital em junho de 1946, passando desde então a integrar-se através de colaboração a várias sociedades espíritas de Porto Alegre, não tardando a ser eleito Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e no movimento nacional.

E já de início, criou a Caravana da Fraternidade, percorrendo vários estados do país na propaganda da unificação da prática espírita, que culminou com a assinatura do Pacto Áureo, onde na qualidade de relator das conclusões do Congresso, desempenhou a incumbência com brilhantismo e competência, possibilitando a finalização do ato, em 05 de outubro de 1949, na Casa de Ismael, no Rio de Janeiro.

Na presidência da FERGS, incentivou as comemorações do centenário dos fenômenos de Hideswille, confirmação da realidade medianímica que deu início a Codificação.

Criou a comissão para disseminar os Departamentos de Evangelização da Infância e da Juventude. Instituiu na FERGS o programa: “Em cada Centro espírita uma livraria”, hoje vitoriosa ideia semeadora de luzes e conhecimento doutrinário.

Desencarnou em Porto Alegre em 07 de agosto de 1955.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

MARIA DOLORES DE ARAÚJO BACELAR

1914 - 2006

De família católica, Maria Dolores de Araújo Bacelar, ou simplesmente Dolores Bacelar como ficou conhecida, tornou-se figura querida dentro das lides espíritas, sobretudo por sua humildade.

Era natural de Pernambuco, onde nasceu no dia 10 de novembro de 1914, passando a residir na cidade do Rio de Janeiro.

Levada a um Centro Espírita pelo saudoso esperantista Ismael Gomes Braga - que descobriu nela grandes recursos mediúnicos -, aproximou-se da Doutrina e ao lado do esposo, o também pernambucano Luiz Gonzaga da Silveira Bacelar, trabalhou com afinco em prol da divulgação do Espiritismo, sobretudo a partir de 1949, na Casa Espírita do Coração, no bairro de Ipanema, zona sul do Rio.

Nessa instituição, então denominada Sociedade Espiritualista Cabana de Canagé, atuou por muitos anos, sempre desfrutando da amizade e do carinho de todos.

Mais tarde, com o esposo, fundou a Seara dos Servos de Deus, em Copacabana, a qual posteriormente transferiu-se para Botafogo, onde permanece ainda em atividade.

Bacelar criou também, com o marido, a Casa Assistencial Lar Amigo, destinada ao amparo de meninas órfãs, conduzindo as tarefas sempre com sua característica abnegação, de forma silenciosa, no anonimato.

O casal colaborou muito com o coronel Jaime Rolemberg de Lima, no Lar Fabiano de Cristo, na implantação de uma unidade para atendimento de famílias carentes, a Casa de Alfredo, em Copacabana.

Com o regresso de Luiz Gonzaga à Espiritualidade, em 18 de junho de 1988, a viúva Dolores Bacelar, mãe então de quatro filhos - Fernando Antônio, Rômulo, Ana Cristina e Primavera, esta ainda muito jovem - e avó de oito netos, assumiu a presidência da Seara dos Servos de Deus, integrando também o Conselho da Instituição.

Da mesma forma permaneceu, sem esmorecer, na execução das atividades assistenciais e espirituais da Casa Assistencial Lar Amigo.

Como médium psicógrafa, Dolores recebeu dezenas de livros, dentre os quais: A mansão Renoir, A canção do destino, Novos cânticos, O alvorecer da espiritualidade, Os guardiães da verdade, Veladores da luz, O voo do pássaro azul, A rosa imortal e À sombra do olmeiro.

Dolores Bacelar desencarnou em 6 de outubro de 2006 e o enterro do seu corpo ocorreu no dia seguinte, às 14 horas no Cemitério São João Batista, em Botafogo, com expressivo acompanhamento.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 19 de outubro de 2013

HAHNEMANN

1755-1843

Christian Friedrich Samuel Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, na Saxônia. Seus pais lhe deram o nome de Christian, seguidor de Cristo; Friedrich, protegido do rei; Samuel, Deus me escutou, em sinal de reconhecimento a Deus.

Seu pai era pintor de porcelana e ele mesmo foi preparado para seguir a carreira paterna. Desta forma, aprendeu na Escola várias línguas estrangeiras: inglês, francês, espanhol, latim, árabe, grego, hebreu e caldeu, além da língua nacional. O objetivo era poder, no futuro, comercializar em outros países a porcelana.

Mas, o seu destino seria outro. Foi estudar Medicina em Leipzig em Viena. Por ser pobre, sustentava-se fazendo traduções, e assim entrando em contato com obras sobre doutrinas existenciais.

Em 1812, era docente da Universidade de Leipzig. Contudo, na carreira médica se mostrava inquieto por não conseguir bons resultados na cura dos enfermos que tratava. Seus amigos diziam que ele sonhava que tudo que almejava era utopia. O homem é limitado mesmo; limitados também seus conhecimentos.

Finalmente, aos 36 anos, após a morte de um amigo que cuidava clinicamente, resolve abandonar a medicina. Adentra o seu consultório e avisa a seus pacientes que não mais os atenderá. Se os não pode curar; de que vale a sua ciência! E despede a todos.

Está profundamente desanimado. Para sobreviver e sustentar a família, trabalha em traduções, mais especialmente na área da química e da farmacologia.

Fazendo a tradução de uma obra de um médico escocês William Cullen, no ano de 1790, surpreende-se com a descrição das propriedades do quinino. Chama-lhe a atenção, em especial, o fato de que a intoxicação pelo quinino tinha sintomas semelhantes aos da enfermidade natural da febre intermitente.

Ele próprio passou a ingerir doses de quinino, comprovando que os resultados eram semelhantes à febre combatida por aquele produto.

Repetiu a experiência com outras drogas, como o mercúrio, a beladona, sempre no homem sadio, concluindo por elaborar a doutrina homeopática, resumida na expressão: "similia similibus curantur", ou seja, sintomas semelhantes são curados por remédios semelhantes.

Já no ano de 1796, suas observações foram divulgadas. Observações que passariam a compor sua mais importante obra: O Organon, publicado em 1810, onde explica seu sistema e cria a Homeopatia. Depois, publicaria Ciência Médica Pura e Teoria e tratamento homeopático das doenças crônicas.

Nos princípios homeopáticos estabelece-se que toda substância que, em dose ponderável, é capaz de provocar no indivíduo são um quadro sintomático, também tem capacidade de o fazer desaparecer, com administração em pequenas doses. Também que a preparação dos medicamentos requer diluições infinitesimais, pois que elas teriam a capacidade de desenvolver as virtudes medicinais dinâmicas das substâncias grosseiras.

Desde os primeiros momentos, Hahnemann sofreu acirrada campanha contrária ao que expunha, em especial dos farmacêuticos, pelo que muito padeceu.

Somente em 1835, já com seus 80 anos, viúvo, foi procurado por uma jovem que o buscou em sua cidade como último recurso médico e foi por ele curada. Eles se consorciam e ela o leva para Paris, onde finalmente obtém geral reconhecimento.

Foi em Paris que ele desencarnou a 2 de julho do ano de 1843, 14 anos antes de vir a lume O livro dos Espíritos e nascer, portanto, a Doutrina Espírita.

Compondo a equipe espiritual responsável pela Codificação, deu seu contributo particularmente em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IX, Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos, onde assina a mensagem do item 10, tratando das virtudes e dos vícios que são inerentes ao Espírito. A mensagem foi dada em Paris, no ano de 1863.

À guisa de curiosidade somente, no mesmo ano, a 13 de março, na Sociedade Espírita de Paris, tendo como médium a Sra. Costel; Hahnemann dissertou a respeito do estado da ciência à época, em resposta a um médico homeopata estrangeiro, presente à sessão.

Esta dissertação se encontra no volume sexto da Revista Espírita.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 28 de setembro de 2013

ARTHUR CONAN DOYLE

1859 – 1930

Segundo escreveu o saudoso Prof. José Herculano Pires, prefaciando a obra de Arthur Conan Doyle, "História do Espiritismo", é um nome conhecido e lido no mundo inteiro. Dotado Conan Doyle de fértil imaginação, comunicabilidade natural de seu estilo, a espontaneidade de suas criações tornaram-no um escritor apreciado e amado por todos os povos.

Em nosso país a série Sherlock Holmes, a série Ficção Histórica e a série Contos e Novelas Fantásticas aqui estão para comprovar a afirmação feita em favor do extraordinário escritor. Entretanto, é bom que se diga que ele não apenas se destacou naquelas linhas compostas com três séries, pois além de historiador, pregou o uso de métodos científicos na pesquisa policial, destacou-se também como um lúcido escritor espírita em todo o mundo, revelando notável compreensão do problema espírita in-totum (como ciência, filosofia e religião).

Ao ser lançada a primeira edição da obra "História do Espiritismo", a revista inglesa "Light" destacou o equilíbrio e a imparcialidade com que o assunto foi abordado. Uma extensa Nota assinada por D.N.G. destacou que os críticos haviam sido "agradavelmente surpreendidos", porque Conan Doyle, conhecido como ardoroso propagandista do Espiritismo, fora de uma imparcialidade a toda prova. E o articulista da revista "Light" continuava: "Uma obra de história, escrita com preconceitos favoráveis ou contrários, seria, pelo menos, antiartística, pecado jamais cometido pelo autor de - The White Company -, em nenhum de seus trabalhos".

O próprio Autor define aquele critério ao falar do desejo de contribuir para que o Espiritismo tivesse sua história e o objetivo da obra não era o de fazer propaganda de suas convicções, mas o de historiar o movimento espírita. Daí, colocar-se imparcial e serenamente como observador dos fatos que se desenrolam aos seus olhos, através do tempo e do espaço.

Reconhecendo a magnitude e amplitude do trabalho que se propôs realizar pediu auxílio a outras pessoas e encontrou em Mrs. Leslie Curnow uma dedicada e eficiente colaboradora e com essa ajuda prosseguiu investigações até concluir a obra.

Reconheceu não haver realizado um trabalho completo porque não dispunha de recursos necessários e tempo, mas, com satisfação verificou que fez o que era possível no momento, diante da enorme extensão e complexidade do assunto, além das condições de dificuldades do próprio movimento espírita da época.

Arthur Conan Doyle nasceu em 22 de maio de 1859, em Edimburgo, faleceu em 7 de julho de 1930, em Cowborough (Susex), após viver 71 anos bem proveitosos. Em junho de 1887 escreveu uma carta ao Editor da revista "Lìght" explicando as razões de haver se convertido ao Espiritismo. Tal carta foi publicada na edição de 2 de julho de 1887 da referida revista e republicada na edição de 27 de agosto de 1927. Em 15 de julho de 1929 a "Revista Internacional do Espiritismo", de Matão, São Paulo, dirigida por Cairbar Schutel, publicou no Brasil a primeira tradução integral daquela carta, documento importante, onde o jovem médico em 1887 revelava ampla compreensão do Espiritismo e a importância da Mensagem que a Doutrina trazia para o mundo inteiro.

Conan Doyle ainda escreveu um pequeno livro traduzido por Guillon Ribeiro e sob o título "A Nova Revelação", que descreve em detalhes como se deu sua conversão. Outras obras doutrinárias de grande mérito, revelando perfeito entendimento do problema religioso do Espiritismo, afirmando a condição essencialmente psíquica da religião espírita, "A Religião Psíquica".

A doutrina da reencarnação determinou o aparecimento de uma divergência entre aquilo que se estabeleceu chamar Espiritismo Latino e Espiritismo Anglo-Saxão. Estes, particularmente os ingleses e americanos, embora aceitassem a Doutrina Espírita não admitiam o Princípio Reencarnacionista e tal motivou os ataques e críticas ao Espiritismo. Embora a resistência mantida na Inglaterra e nos Estados Unidos contra o Princípio Reencarnacionista, Conan Doyle e outros espíritas americanos e ingleses, de renome, admitiam a reencarnação.

Na obra "A Nova Revelação", Conan Doyle declara que "muitos estudiosos têm sido atraídos ao Espiritismo, uns pelo aspecto religioso, outros pelo científico, mas, até agora ninguém tentou estabelecer a exata relação que existe entre os dois aspectos do problema". Tal foi escrito entre 1927 e 1928, sessenta anos após a desencarnação de Kardec. Sabemos que Kardec definiu e solucionou aquele problema ao apresentar o Espiritismo como Doutrina sob tríplice aspecto: filosófica, científica e religiosa. E Conan Doyle identificava-se com o pensamento de Kardec, aguardando que a codificação kardeciana aparecesse, sem perceber que ela já existia e estava ao seu lado, para lá do Canal da Mancha.

Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 24 de agosto de 2013

ÂNGELO LORENZETTI

Nascido no dia 1º de janeiro de 1933, em Ribeirão Bonito – SP; foi o terceiro filho do casal Giorgio Lorenzetti e Paulina Serafini Lorenzetti, imigrantes italianos chegados ao Brasil em 1926, que tiveram outros três filhos: Mário, Hugo e Valentim.

A família morava na zona rural e no caminho até a escola ele levava uma cesta de verduras para vender e ajudar a família. Em Ribeirão Bonito estudou, aprendeu o ofício de marceneiro e a tocar trombone. A música levou Ângelo para Araraquara-SP em 1954. Tocou na orquestra Marabá e na orquestra do Clube 22 de Agosto.

Casou-se, em 1957, com Aretuza Silveira Lorenzetti, com quem teve quatro filhos: Jorge, José Ângelo, Jane e Jairo. Em 1961, fundou a Fábrica de Móveis LORENZETTI e chegou, posteriormente, a possuir três lojas em Araraquara e que encerrou suas atividades no ano de 2002.

Conheceu o espiritismo aos 32 anos de idade, em 1965, a convite de seu irmão Valentim Lorenzetti, com a realização de um curso na Sociedade Obreiros do Bem, em Araraquara.

Iniciou sua trajetória na área social ainda na década de 60, como conselheiro do Hospital Psiquiátrico Cairbar Schutell, entidade onde anos mais tarde e por mais de uma vez, exerceu a presidência.

Em 1971 entrou para a diretoria do Lar Nosso Ninho “Therezinha Maria Auxiliadora”, na função de tesoureiro até 1976.

Em 21 de março de 1976, fundou o Centro Espírita Redenção que hoje se desmembrou em muitos outros centros espíritas, independentes e com outros nomes, distribuídos na cidade de Araraquara, que atuam sob o lema da caridade e do amor ao próximo.

Foi idealizador e participante na fundação do Grupo de Assistência ao Amigo, mantenedor do programa CVV em Araraquara no ano de 1981. Foi vice-presidente do Fundo das Instituições Sociais de Araraquara - FISA, por duas gestões: 1989 e 1990.

Em 29 de agosto de 1978 fundou o Lar Escola Redenção, uma entidade filantrópica, com o objetivo de auxiliar as famílias de baixa renda na educação e formação moral e espiritual de seus filhos do sexo masculino, na faixa etária de 7 a 16 anos, oferecendo a seus meninos um programa socioeducativo e noções básicas para uma integração sadia em nossa sociedade.

Após 33 anos de existência, mais de 2,7 mil garotos foram atendidos pelo projeto.

“Seo” Ângelo, como era conhecido, desencarnou em Araraquara no dia 08 de setembro de 2008, após uma palestra no Centro Espírita Redenção. Durante a palestra chamou a atenção dos presentes ao trabalho em favor do Bem: "Quando Deus nos chamar, que não estejamos na horizontal do ócio, da inércia e sim na vertical, em favor do bem estar do próximo, exemplificando a fraternidade, a solidariedade e o amor ao próximo..." conclamando as pessoas a se voltarem mais para as reformas interiores e aos valores da alma.

Terminou sua preleção, sentou-se junto com o público ali presente, e desencarnou. Desencarnou na vertical, em pleno trabalho, levando as palavras do Evangelho na Casa de Oração que fundou, amou, zelou e onde tanta gente ajudou.

Autor desconhecido. Fonte do texto: Internet Google.

sábado, 27 de julho de 2013

ALEXANDER NICOLAIEVITCH AKSAKOF

Nascido em Repievka (Rússia) em 27 de maio de 1832 e desencarnado em S. Petersburgo, (atual cidade de Leningrado), a 4 de janeiro de 1903.

Dentre os grandes cientistas que se notabilizaram na investigação e análise dos fenômenos espíritas, nos últimos anos do século passado, destaca-se a figura respeitável de Alexander N. Aksakof, membro de tradicional família da nobreza russa, doutor em filosofia e conselheiro íntimo de Alexandre III, Tzar de todas as Rússias.

No desenrolar de sua mocidade, demonstrou acentuada tendência para uma vida de seriedade, palmilhando caminho diferente e revelando notáveis qualidades de investigador, preocupado com as coisas da alma e do mundo espiritual. Devido a essa sua inclinação, teve que enfrentar prolongados anos de vicissitudes espirituais e sociais.

Conquistando o pergaminho de doutor, enveredou pelos árduos caminhos que conduzem ao êxito no campo do conhecimento, tornando-se lente da Academia de Leipzig, na Alemanha.

Integrando-se resolutamente no campo da investigação psíquica, tornou-se diretor do jornal "Psychische Studien", órgão publicado na Alemanha. Não satisfeito com o seu trabalho na direção desse órgão, lançou em Moscou, no ano de 1891, a revista de estudos psíquicos "Rebus", a primeira do gênero que apareceu na Rússia.

O seu nome já era bastante conhecido, como notável doutor em filosofia, quando polemizou com o filósofo alemão, Dr. Von Hartmann, no decurso da qual refutou, com sobeja superioridade científica e demonstrações irretorquíveis, as explicações do sábio alemão sobre os fenômenos espíritas, aos quais atribuía um fundo biológico.

Aksakof realizou numerosas experiências e observações no campo científico, tendo realizado trabalhos tão profundos, tão interessantes, que até hoje jamais foram excedidos em matéria de Espiritismo experimental. Para a consecução dessa finalidade, valeu-se do valioso concurso da célebre médium italiana Eusápia Paladino. Com fundamento nesses trabalhos publicou na Alemanha o seu famoso livro "Animismo e Espiritismo", em dois volumes, obra de fôlego impressionante e insuperável em todo o mundo.

Participou ainda de elevado número de experimentação, valendo-se do concurso de médiuns famosos, do que resultou a divulgação do seu notável relatório da "Comissão de Professores", que se reuniu em Milão (Itália), no ano de 1892, a fim de dar parecer sobre os fenômenos observados na obscuridade, baseado nas considerações expressas pelo grande criminalista italiano, Cesare Lombroso, que a essa comissão se confessou envergonhado e condoído, em carta do próprio punho, escrita ao professor Ernesto Giolfi.

Dessa famosa comissão de professores fizeram parte os seguintes doutores: Alexander Aksakof, lente da Academia de Leipzig, diretor do jornal "Psychische Studien" e conselheiro de S.M. o Imperador da Rússia; Giovanni Schiaparèlli — Diretor do Observatório Astronômico de Milão; Dr. Carl Du Prel — Doutor em Filosofia de Munique; Ângelo Brofferio — Professor de Filosofia; Giuseppe Gerosa — Professor de Física da Escola Real Superior de Agricultura de Porcini; G. M. Ermacora — Professor de Física; Giorgio Finzi — Professor de Física; Professor Chiaia; Charles Richet — Professor da Faculdade de Medicina de Paris e diretor da "Revista Científica"; e Cesare Lombroso, notável criminalista italiano.

Mais tarde com o valioso concurso dos médiuns Elisabeth d'Esperance e Politi, além da já mencionada Eusápia Paladino, Cesare Lombroso expõe, de forma definitiva, o resultado de suas experiências realizadas quinze anos depois. Esse trabalho de Lombroso corroborou de forma decisiva tudo aquilo que Aksakof havia descrito em sua obra.

O livro de Aksakof "Animismo e Espiritismo" foi uma réplica à brochura que o célebre filósofo alemão Eduardo Von Hartmann — continuador de Schopenhauer — fez editar em 1885, abordando aspectos do Espiritismo. A primeira edição alemã, subordinada ao título "Animismus und Spiritismus" foi publicada em Leipzig, no ano de 1890, provocando da parte do doutor Von Hartmann uma resposta à qual deu o título: "A Hipótese dos Espíritos e seus Fantasmas".

No ano de 1891, ele voltou novamente, com bastante insistência, procurando reafirmar os argumentos que já havia exposto. Nessa época Alexander Aksakof já estava com a saúde bastante combalida, entretanto, o sábio Carl Du Prel se encarregou de continuar a polêmica com aquele adversário tão temível.

No prefácio de sua monumental obra, retrocitada, escreveu Aksakof: "Não pude fazer outra coisa mais do que afirmar publicamente o que vi, ouvi e senti; e quando centenas, milhares de pessoas afirmam a mesma coisa, quanto ao gênero do fenômeno, apesar da variedade infinita das particularidades a fé no tipo de fenômeno se impõe".

Escreveu ainda Aksakof, em fevereiro de 1890: “Interessei- me pelo movimento espírita desde 1855 e, desde então, não deixei de estudá-lo em todas as suas particularidades e através de todas as literaturas”.

Durante muito tempo aceitei os fatos apoiado no testemunho alheio; foi só em 1870 que assisti à primeira sessão, em um círculo íntimo que eu tinha organizado.

Não fiquei surpreendido de verificar que os fatos eram realmente tais quais me tinham sido referidos por outros; adquiri a convicção profunda de que eles nos ofereciam — como tudo o que existe na Natureza — uma base verdadeiramente sólida, um terreno firme para a fundação de uma ciência nova que seria talvez capaz, em um futuro remoto, de fornecer ao homem a solução do problema da sua existência.

“Fiz tudo o que estava ao meu alcance para tornar os fatos conhecidos e atrair sobre o seu estudo a atenção dos pensadores isentos de preconceitos.”

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 22 de junho de 2013

VICTOR HUGO

Victor-Marie Hugo foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.

Nascido em Besançon, no Doubs, Victor Hugo foi o terceiro filho de Sophie Trébuchet e Joseph Hugo, um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleônico.

A infância de Victor Hugo foi marcada por grandes acontecimentos. Napoleão foi proclamado imperador dois anos depois do nascimento de Victor Hugo, e a monarquia dos Bourbons foi restaurada antes de seu décimo oitavo aniversário. Os pontos de vista políticos e religiosos opostos dos pais de Victor Hugo refletiam as forças que lutavam pela supremacia na França ao longo de sua vida: seu pai era um oficial que atingiu uma elevada posição no exército de Napoleão. Era um ateu republicano que considerava Napoleão um herói, enquanto sua mãe era uma radical católica defensora da casa real, sendo que se acredita tenha sido amante do general Victor Lahorie, que foi executado em 1812 por tramar contra Napoleão. Devido à ocupação do pai de Victor Hugo, Joseph, que era um oficial, mudavam-se com frequência e Victor aprendeu muito com essas viagens. Na viagem de sua família a Nápoles, ele viu as grandes passagens dos Alpes e seus picos nevados, o azul do Mediterrâneo e Roma durante suas datas festivas.

Victor Hugo passou a infância entre Paris, onde foi educado por muitos tutores e também em escolas privadas, Nápoles e Madrid. Considerado um menino precoce, ainda jovem tornou-se escritor, tendo em 1817, aos 15 anos, sido premiado pela Academia Francesa por um de seus poemas.

Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o "Conservateur Littéraire" (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século 14.

Em 1821, Hugo publicou seu livro de poesias, "Odes et poésies diverses" (Odes e Poesias Diversas), com o qual ganhou uma pensão, concedida por Luís XVIII. Um ano mais tarde publicaria seu primeiro romance, "Han d'Islande" (Hans da Islândia).

Casou-se com sua amiga de infância, Adèle Foucher, em 12 de outubro de 1822, o casamento gerou o desgosto de seu irmão, Eugène, que era apaixonado por Adèle. Em decorrência disso, Eugène enloquece e é internado em um hospício. No ano seguinte, a morte do primeiro filho e o fracasso literário do livro Hans da Islândia, que não agrada a crítica, interrompem o período de estabilidade vivido até então. Em 1824 nasce sua primeira filha, Leopoldine.

Em 1825, aos 23 anos, recebe o título de Cavaleiro da Legião de Honra. Nesta época, torna-se líder de um grupo de escritores criando o Cenáculo.

A publicação da terceira coletânea de poemas de Victor Hugo, intitulada "Odes et Ballads", em 1826, marcou o início de um período de intensa criatividade.

Em 1827, no prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell, Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo. O prefácio é considerado o manifesto do movimento romântico na literatura francesa, nele o escritor fala da necessidade de romper com as amarras e restrições do formalismo clássico para poder então refletir a extensão plena da natureza humana. Ainda neste prefácio, Hugo defende o drama moderno, com a coexistência do sublime e do grotesco. O sucesso do prefácio de Cromwell consolidaram a imagem de Hugo como a principal liderança do romantismo na França. Aos 26 anos de idade, o escritor desfrutava de uma situação material confortável e prestígio não apenas entre a juventude rebelde francesa, mas também entre a corte de Carlos X.

Neste período integrou-se ao romantismo transformando-se em um verdadeiro porta-voz desse movimento. A residência de Hugo tornou-se um ponto de encontro de escritores românticos entre os quais Alfred de Vigny e o crítico literário Charles Augustin Sainte-Beuve.

A censura recai sobre sua obra, Marion do Lorme, em 1829, peça teatral apoiada na vida de uma cortesã francesa do século XVII, isso aconteceu porque a obra foi considerada muito liberal, e também devido ao fato dos censores terem interpretado a peça como uma crítica à Carlos X, o que fez com que a produção daquela que seria sua primeira peça a ser interpretada fosse cancelada.

Em 1830 estreia Hernani sua primeira obra teatral, que representa o fim do classicismo e expressa novas aspirações da juventude. A peça, que exalta o herói romântico em luta contra a sociedade, divide opiniões, agradando os jovens e desagradando os mais velhos, o que desencadeia uma disputa de público que contribui para a consagração de Hugo como líder romântico. A peça obteve grande sucesso, lotando o teatro em todas as suas exibições. A disputa entre opiniões gerada por Hernan obteve proporções além do teatro, apoiadores e opositores travavam brigas e discussões por toda a França.

Após o nascimento de mais uma filha, também no ano de 1830, que recebeu o nome da mãe, sua esposa recusa-se a ter mais filhos e concede ao marido liberdade para transitar por Paris, desde que não a aborrecesse. Tal fato, faz com que Hugo se entregue à libertinagem, ligando-se indistintamente à atrizes, aristocratas e humildes costureiras, mas contudo, ele não se separara de Adèle. Neste mesmo período, Adèle inicia um relacionamento amoroso com o amigo da família, Saint-Beauve.

Seu romance, Notre-Dame de Paris, é lançado em 1831, considerado o maior romance histórico de Victor Hugo, o livro definiu a forma de exploração ficcional do passado que marcaram o romantismo francês. O livro narra a história do amor altruísta do deformado sineiro da catedral de Notre Dame, Quasímodo, pela bailarina cigana Esmeralda.

Com um estilo realista, especialmente nas descrições de Paris medieval e seu submundo, o enredo é melodramático, com muitas reviravoltas irônicas. O livro foi um sucesso instantâneo e logo fez de Hugo o mais famoso escritor que vivia na Europa, tendo o livro se propagado e traduzido por todo o continente.

No ano de 1832 Hugo mudou-se para um apartamento instalado na Praça de Vosges, no bairro Le Marais, onde morou até 1848, tendo sido visitado por escritores como Honoré de Balzac, Alfred de Musset, Alexandre Dumas e o compositor Franz Liszt.

Em novembro de 1832 Victor Hugo apresentava em Paris Le Roi S’Amuse, uma peça baseada na vida amorosa do rei Francisco I da França. Desde 1827 até o ano da estreia de Le Roi S’Amuse, Hugo passara de uma postura inicialmente conservadora para um liberalismo reformista que se refletia em suas posições públicas e em sua obra. Le Roi S'Amuse também sofreria censura, acusada de expor a figura régia ao ridículo.

Victor Hugo muito se agigantou pela inteligência; poeta genial, escritor primoroso e fecundo. Sustentou, sem esmorecimentos, tremendas lutas em prol da liberdade, enfrentando a ira dos reacionários de todos os tempos, desses que não vacilam em sacrificar as coisas mais sagradas e nobres para que seus interesses fiquem incólumes.

Por ter sido grande demais, deixou de ser cidadão francês para se tornar cidadão do mundo, porque, como foi dito, sua obra literária, suas palavras, no campo político, suas ideias e pensamentos influíram e beneficiaram os povos do mundo inteiro! Ele próprio sentia, não obstante seu entranhado amor ao país de seu nascimento, que pertencia a todos os povos que sofriam e se viam cerceados da liberdade de pensar, e que a ele cabia o dever de trabalhar, lutar infatigavelmente para que a luz da verdade espiritual reinasse nas almas de todos os seus irmãos, fossem eles desta ou daquela pátria. E para que essa luz pudesse brilhar era condição, sine qua non, que aos homens fosse adjudicado o sagrado direito de liberdade, liberdade de sentir Deus e a sua justiça, dentro das possibilidades intelectuais de cada um, dessa liberdade, enfim, que é uma condição essencial do homem.

Eis por que em pleno Congresso da Paz, em Lausanne, afirmou: "Sou cidadão de todo homem que pensa!".

Victor Hugo teve uma vida por demais extensa, pois que em tudo ele foi exímio, seja como poeta, pensador, dramaturgo, romancista, historiador, panfletista, orador, jornalista e espírita!

Mostrou-se sempre inimigo intransigente da pena de morte: "A cabeça do homem do povo está cheia de princípios úteis... cultivai, decifrai, regai, esclarecei, moralizai, utilizai essa cabeça e não tereis necessidade de cortá-la!".

Nosso propósito, porém, acerca da personalidade de Victor Hugo, é o de focalizá-lo como espírita, o que procuraremos fazer sucintamente.

Em 1852, em face de suas atitudes políticas, viu-se ele na contingência de refugiar-se em Jersey, na vivenda Marine-Terrace. Logo após chamou para junto de si a mulher e os filhos, aos quais se reuniram alguns amigos, e entre eles Vacquerie e Julieta Drouet.

Em setembro de 1853 chegava a Jersey, de visita, a Sra. De Girardin, levando a grande novidade: o Espiritismo.

Neste ponto, transcreveremos o que sobre esse assunto escreveu Raymond Escholier, em seu livro intitulado "A Vida Gloriosa de Victor Hugo":

As suas crenças religiosas, que a certas almas frívolas parecem tão simples, tão restritas, por vezes tão extravagantes, são a verdadeira herança transmitida pelos seus ancestrais rústicos.

A bem dizer, essas ideias são mais velhas do que o Cristianismo: fé na sobrevivência e na presença permanente dos mortos, no poder do sortilégio e da magia. Hugo não se limita a introduzir na poesia francesa as expressões do povo, a linguagem popular, tão cheia de imagens, tão colorida, tão expressiva; deu igualmente o direito de cidadania às crenças do homem primitivo, que sempre existiu no velho solo da França.

Para encontrar aquela que ficou em França, aquela a quem Victor Hugo cantou a mãe dolorosa, consultou ele à sua velha amiga, a Sra. Girardin; interrogando, por intermédio das mesas falantes, o túmulo coberto de ervas e de sombras. Com a Sra. Hugo, com Carlos, maravilhoso médium, com Augusto Vacquerie e o General Le Flô, Victor crê penetrar o segredo das forças obscuras.

O primeiro Espírito que se apresentou em Marine-Terrace foi o de Leopoldina.

- Onde estás? - pergunta o poeta.

- Luz.

- Que é preciso fazer para ir ter contigo?

- Amar.

Então na pequenina casa, tão triste, todos choraram, todos acreditaram.

Nas revelações das mesas, Hugo vê a deslumbrante confirmação das suas ideias religiosas. E é nessa convicção que escreve, a 19 de setembro de 1854:

- Tenho uma pergunta grave a fazer. Os seres, que povoam o Invisível e que leem os nossos pensamentos, sabem que há vinte e cinco anos me ocupo dos assuntos que a mesa suscita e aprofunda. Mais duma vez a mesa me tem falado desse trabalho; a Sombra do Sepulcro incitou-me a terminá-lo. Nesse trabalho, evidentemente conhecido no além, nesse trabalho de vinte e cinco anos, encontrara, apenas pela meditação, muitos resultados que compõem hoje a revelação da mesa; vira distintamente confirmados alguns desses resultados sublimes; entrevira outros que viviam no meu espírito num estado de embrião confuso. Os seres misteriosos e grandes que me escutam, veem, quando querem, no meu pensamento, como se vê numa gruta com um archote; conhecem a minha consciência e sabem quanto tudo o que eu acabo de dizer é rigorosamente exato, que fiquei por momentos contrariado, no meu miserável amor-próprio humano, pela revelação atual, que veio lançar à volta da minha lampadazinha de mineiro o clarão dum raio ou dum meteoro.

Hoje, tudo o que eu vira por inteiro é confirmado pela mesa: e as meias revelações a mesa as completa. Neste estado de alma escrevi: "O ser que se chama Sombra do Sepulcro aconselhou-me a terminar a obra começada; o ser que se chama Ideia foi mais longe ainda e "ordenou-me" que fizesse versos atraindo a piedade para os seres cativos e punidos, que compõem o que parece aos não videntes a Natureza morta; obedeci. Fiz versos que “Ideia” me impôs.

Em 22 de maio de 1885 desencarnou o Espírito de Victor Hugo. Eis as suas últimas vontades consignadas em testamento confiado a Augusto Vacquerie:

Deixo 50.000 francos aos pobres. Desejo que me levem ao cemitério na carreta dos pobres. Recuso as orações de todas as igrejas. Creio em Deus.
 
Autor Desconhecido - Fonte do texto e imagem: Internet Google.