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quarta-feira, 1 de julho de 2026

JOSÉ HERCULANO PIRES

José Herculano Pires, o maior escritor espírita brasileiro, decididamente não se conformava com o que via: de um lado o Espiritismo sendo duramente atacado, e por outro, apaixonadamente defendido. O problema estava num aspecto comum entre os atacantes e defensores: em sua maioria desconheciam o próprio Espiritismo.
“Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas formularam uma ideia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegaram” (Introdução à Filosofia Espírita).

Guardo comigo a convicção de que se baseie nessa análise (que podemos também desfrutar no Curso Dinâmico de Espiritismo) a sua maior motivação para o extenso e vigoroso trabalho que desenvolveu.

Herculano escreveu muito, num trabalho extenso e intenso. Abarcou os mais variados temas relacionados ao Espiritismo. Filosofia, educação, ciência, religião e movimento espírita eram seus temas prediletos. Este último foi motivo de muitas e fundadas polêmicas (nunca fugiu delas). No movimento espírita e fora dele, Herculano defendeu o Espiritismo com a energia de um Don Quixote. Os livros e artigos que escreveu, além dos debates do qual participou, construíram uma estampa única de defesa pública e destemida do Espiritismo, marcada pelo compromisso com a verdade e a lógica, mais do que com pessoas e instituições. Os “padres mágicos” (que chegavam a inventar experiências televisivas para “provar as fraudes dos espíritas”) e os pastores dedicados a atacar o Espiritismo tiveram cada um de seus argumentos ou simples acusações respondidos, na imprensa escrita, no rádio, na televisão. A sintaxe utilizada era a da exposição objetiva de fatos e argumentos. A semântica preferida era a do desenvolvimento lógico e racional.

No âmbito interno do movimento espírita foram igualmente combatidos as práticas espíritas que condenava (como as aplicações inadequadas da mediunidade) e conceitos espíritas equivocados (como o da reforma íntima). Inconformado com as inúmeras distorções que se aplicavam ao Espiritismo no próprio meio espírita, sobretudo pela Federação Espírita Brasileira, com sua inexplicável defesa de teses de Roustaing, Herculano não se fazia calar. Chegava mesmo a ferir suscetibilidades: o amor só tinha sentido e lugar se amparado na verdade.

Não tenho dúvidas de que Herculano era apaixonado pelo Espiritismo. Os seus estudos científicos, por exemplo, sempre recheados com uma infinidade de informações levantadas à exaustão junto a pesquisadores do mundo inteiro, e fortemente calcados na base e na metodologia kardequiana, chegavam a conclusões profundamente otimistas sobre os resultados conseguidos pela pesquisa espírita. Em Mediunidade chega a afirmar que a tese espírita da existência de energias espirituais típicas já havia sido comprovada cientificamente.

A conclusão talvez seja discutível, haja vista a relutância ainda vigente nos dias atuais aos métodos e conclusões da pesquisa espírita, mas o que mais chama a atenção nesses estudos é a profunda capacidade de correlacionar informações diversas de maneira a cercar um problema e suas causas potenciais, lembrando e complementando o que faziam Bozzano e Kardec: a razão nos diz que não basta encontrar uma causa para um fenômeno, é necessário buscar a causa de um conjunto consistente de fenômenos.

Na discussão científica, o defensor também mostrou sua face. Em A Pedra e o Joio dedicou-se a combater as teorias científicas que se constróem entre os espíritas sem base sólida. Para Herculano, Kardec é a base fundamental. O método kardequiano, apoiado na razão e na universalidade de informações, e os conceitos fundamentais do Espiritismo, seriam para ele a estrutura sólida para o desenvolvimento das pesquisas espíritas. A destruição gratuita dessa base poderia colocar em risco todo o conjunto.

Na questão científica é também fundamental notar uma outra contribuição importante de Herculano: ele estabelecia em seus estudos a discussão explícita entre o Espiritismo e os diversos segmentos da pesquisa psíquica, do americano Rhine ao russo Vassiliev, do psicanalista Freud ao engenheiro Bozzano. Ao contrário de muitos, que timidamente preferem dogmatizar a Doutrina, discutindo apenas a sua lógica interna, Herculano expunha e desta forma mostrava a força da visão e do método espírita.

No que se refere ao tema educação, o seu trabalho foi, e continua sendo, ímpar. Numa única frase - “o educando é um espírito encarnado” - resumiu filosoficamente a contribuição do Espiritismo à educação. Propôs e estruturou a Pedagogia Espírita, fortemente calcada nos princípios da imortalidade e da evolução do espírito. Criou e dirigiu a revista Educação Espírita, que a despeito do pequeno número de edições (quantos realmente a apoiaram?), mantém-se ainda hoje como uma das mais importantes contribuições ao tema na nossa literatura. Também nesta área encontramos marcas de sua energia e seu entusiasmo. Afinal, quem além dele poderia se debruçar sobre um projeto de Faculdade de Espiritismo, com processo pedagógico diferenciado e com detalhamento da estrutura organizacional e do currículo? A educação espírita ganha identidade e corpo nas mãos de Herculano, mas a sua meta não é apenas influenciar os currículos escolares: o alcance da Pedagogia Espírita transcende a esta vida. Coerente com a visão kardequiana de que a consciência da imortalidade, a proposta de Herculano se resume atribuir transcendência aos atores e ao processo educacional. Em Educação para a Morte fica claro que o papel educacional do Espiritismo não está focalizado estritamente numa das duas facetas da vida (a encarnada ou a desencarnada), mas sim na sua totalidade. Visa o espírito integral.

Herculano foi jornalista e trabalhou vários anos nos Diários Associados. Escrever foi realmente a sua vida. O que chama mais a atenção, no entanto, é que seu estilo não se pautou estritamente na objetividade jornalística. Era fundamental a discussão, a análise, às vezes até a divagação por caminhos longos que no retorno davam nova feição ao ponto original. Não há dúvida de que Herculano foi acima de tudo um filósofo do Espiritismo. Para seu amigo argentino Humberto Mariotti, em Herculano Pires: Filósofo e Poeta, ele era um filósofo e pensava sobre o mundo e o ser com evidentes profundidades metafísicas. Ao publicar a sua Introdução à Filosofia Espírita, Herculano enfrentou o problema da análise do Espiritismo como doutrina filosófica, discutiu a teoria do conhecimento espírita, e propôs uma Filosofia Espírita da Existência, que chamou de Existencialismo Espírita: a busca na realidade concreta da essência possível, partindo dela para as induções metafísicas. Ao invés de partir da essência impalpável, e nela ficar, o Espiritismo parte dos fatos, dos fenômenos, do real, da vida. A discussão da existência leva à essência, não o contrário.

Ao propor uma concepção existencial, Herculano permite-nos também compreender o processo dialético vivido pelo espírito ao nascer, viver, morrer e renascer. Analisando mais especificamente o trabalho de Kardec percebemos que toda a teoria espírita se construiu a partir da observação dos fatos. A visão existencialista permite ver o papel de Kardec e dos demais elaboradores do Espiritismo na sua construção. O maior kardeciólogo que o mundo já viu também buscou, a cada instante, compreender, interpretar e avaliar o papel de Kardec.

Talvez seja possível resumir o que buscou continuamente Herculano: desvendar o grande desconhecido, ou seja, compreender e discutir visão de mundo do Espiritismo, analisar sua contribuição ao conhecimento humano, detalhar seu método, avaliar o papel de Kardec e dos Espíritos na sua elaboração, e mostrar a todos tudo o que descobriu.

Esta biografia foi elaborada por: Mauro Spinola, Engenheiro, Doutor em Engenharia de Computação, Professor Universitário, participante do CPDoc (Centro de Pesquisa e Documentação Espírita) e do Centro de Estudos Espíritas José Herculano Pires, de São Paulo, Capital.

Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

BEZERRA DE MENEZES

Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.
Natural: Riacho do Sangue - CE
Nascimento: 29 de agosto de 1831
Desencarne: 11de abril de 1900
Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador)

Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.

Obras literárias: A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha; Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec.

Descendente de família antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi educado segundo padrões rígidos e princípios da religião católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar. Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência de perseguição política. Matriculou-se na aula pública de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela língua de modo a substituir o professor.

Em 1846, a família novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital. Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar, dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858 foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia Imperial de Medicina.

Casou-se com Maria Cândida de Lacerda, em 6 de novembro de 1858, que faleceu a 24 de março de 1863, deixando-lhe 2 filhos.

Em 1861 inicia sua carreira política, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo que demitir-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal da Corte desenvolveu grande trabalho em favor do "Município Neutro", na defesa dos humildes e necessitados. Foi reeleito para o período de 1864-1868. Retornou à política no período de 1873 à 1881, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal da Corte, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia ao de prefeito nos dias atuais, nunca obtendo favores do governo para as suas candidaturas. Foi eleito deputado geral do Rio de Janeiro de 1867, no entanto a Câmara foi dissolvida no ano seguinte e o Dr. Bezerra só exerceria o papel de deputado no período de 1878 à 1885, sem jamais ter contra ele qualquer ato que desabonasse sua vida pública.

Criou a Companhia de Estradas de Ferro Macaé a Campos, e construiu aquela ferrovia vencendo inúmeras dificuldades. Empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, foi diretor da Companhia Arquitetônica e presidente da Carris Urbanos de São Cristóvão. Ao longo da vida acumulou inúmeros títulos de cidadania.

Durante a campanha abolicionista com espírito prudente e ponderado escreveu "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extinguí-la sem danos para a Nação". Expôs os problemas de sua terra, no estudo "Breves considerações sobre as secas do Norte". Escreveu ainda biografias sobre homens célebres. Foi redator de "A Reforma" órgão liberal na Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade", concluindo sua carreira política no ano 1885.

Conheceu o Espiritismo no ano 1875, através de um exemplar de O Livro dos Espíritos, oferecido pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Lançado em 883 o "Reformador", tornou-se seu colaborador escrevendo comentários judiciosos sobre o Catolicismo. No dia 16 de agosto de 1886, ante um auditório de pessoas da "melhor sociedade", proclamava solenemente a sua adesão ao Espiritismo, tendo inclusive direito à uma nota publicada pelo jornal "O Paiz" em tons elogiosos.

Passou então a escrever livros que se tornariam célebres no meio espírita. Em 1889, como presidente da FEB, iniciou o estudo metódico de "O Livro dos Espíritos". Traduziu o livro "Obras póstumas". Durante um período conturbado do movimento espírita manteve-se afastado do meio tendo hábito somente a frequência ao Grupo Ismael no qual eram estudadas obras de Kardec e Roustaing., enquanto a FEB declinava por problemas financeiros. Foi convidado a assumir a presidência FEB, cuja consequência foi a vinculação da Federação ao Grupo Ismael e a Assistência aos Necessitados. Nesta ocasião foi redator-chefe do Reformador. Defendeu o direitos e a liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal. Presidiu outras instituições espíritas e terminou esta existência no dia 11 de abril de 1900, recebendo na primeira página de "O Paiz" um longo necrológico, chamando-lhe de "eminente brasileiro", e honras da Câmara Municipal da Corte pela conduta e pelos serviços dignos.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

DIVALDO PEREIRA FRANCO

UM MÉDIUM, UM ORADOR, UM EDUCADOR

Divaldo é um verdadeiro apóstolo do Espiritismo. Dos seus mais de oitenta anos, mais de sessenta foram devotados à causa Espírita e às crianças excluídas, das periferias de sua Salvador. Nasceu em cinco de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, Bahia, e desde a infância se comunica com os espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou como escriturário no antigo IPASE, em Salvador, aposentando-se em 1980.

Concedendo entrevista

É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores Espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o Mundo.

Seu currículo revela um exímio e devotado educador com mais de 600 filhos adotivos e mais de 200 netos, atendendo atualmente a cerca de 3.000 crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, por dia, em regime de semi-internato e externato.

Orador com mais de 12.000 palestras, em mais de 2.000 cidades em todo o Brasil e em 62 países, concedendo mais de 1.100 entrevistas de rádio e TV, em mais de 450 emissoras. Recebeu mais de 700 homenagens, de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais.

Como médium, publicou 202 livros, com mais de 8 milhões de exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universais. Dessas obras, houve 92 versões para 16 idiomas (alemão, albanês, catalão, espanhol, esperanto, francês, holandês, húngaro, inglês, italiano, norueguês, polonês, tcheco, turco, russo, sueco e sistema Braille). Além de 17 escritos por outros autores, sobre sua vida e sua obra. A renda proveniente da venda dessas obras, bem como os direitos autorais foi doada, em Cartório, à Mansão do Caminho e outras entidades filantrópicas.

Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em sete de setembro de 1947.

Acervo técnico

Dois anos depois, iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas por seu intermédio. Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais guardou o que escreveu, até que um dia recebeu a recomendação para queimar tudo o que escrevera até ali, pois não passava de simples exercício. Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles: Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como Um Espírito Amigo, ocultando-se no anonimato à espera do instante oportuno para se identificar. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta as pessoas necessitadas dando diretriz espiritual.

Em 1964, Divaldo, sob orientação de Joanna de Ângelis, selecionou várias mensagens de autoria da mentora e enfeixou-as no livro Messe de Amor, que se tornou o primeiro livro psicografado por Divaldo. Atualmente, o médium é recordista e conta com 202 títulos publicados, incluindo os biográficos que retratam sua vida e obra.

MANSÃO DO CAMINHO

Divaldo Pereira Franco é emérito educador. Fundou em 1952, na cidade de Salvador, Bahia, com Nilson de Souza Pereira, a Mansão do Caminho, instituição que acolheu e educou crianças sob o regime de Lares Substitutos.

Em 20 Casas Lares, educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída.

Alguns Diplomas

Na década de 60, iniciou a construção de escolas, oficinas profissionalizantes e atendimento médico.

Hoje, a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional com 83.000 m2 e 50 edificações que atende a três mil crianças e jovens de famílias de baixa renda, na Rua Jaime Vieira Lima, n° 1 , Pau da Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador. O complexo atende a diversas atividades sócio-educacionais como: enxovais, Pré-Natal, Creche, escolas de ensino básico de 1º e 2º graus, Informática, Cerâmica, Panificação, Bordado, Reciclagem de Papel, Centro Médico, Laboratório de Análises Clínicas, Atendimento Fraterno, Caravana Auta de Souza, Casa da Cordialidade e Bibliotecas. Mais de 30 mil crianças passaram, até hoje, pelos vários cursos e oficinas da Mansão do Caminho. A obra é basicamente mantida com a venda dos livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras, seminários, entrevista e mensagens por Divaldo.

HOMENAGENS

Divaldo Franco recebeu homenagens em diversos países e cidades da América do Norte,

Algumas Condecorações

Central, do Sul, Europa e África:

• 20 Comendas

• 334 Placas de prata, douradas e bronze

• 54 Medalhas • 49 Troféus

• 43 Moções de Congratulações

• 187 Diplomas e Certificados

• 12 Títulos Honoríficos significativos.

Dentre todas essas maravilhosas homenagens, destacam-se:

• 1991 – Título Honoris Causa em Humanidade, pelo Colégio Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas, em Montreal, Canadá em 23.05.1991.

• 1997 – Decreto de Ordem do Mérito Militar, 31.03.1997, pelo Presidente da República do Brasil.

• 2001 – Medalha Chico Xavier, do Governo do Estado de Minas Gerais.

• 2002 – Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, pela Universidade Federal da Bahia.

• 2002 – Homenagem da Universidade Estadual de Feira de Santana.

• 2005 – Título de Embaixador da Paz no Mundo, junto com o amigo Nilson de Souza Pereira. O título foi recebido em Genebra, na Suíça, em 30 de dezembro de 2005, pela Ambassade Universalle Pour la Paix.

Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Nascido em Pedro Leopoldo (MG) em 02 de Abril de 1910, Chico Xavier
foi filho do operário pobre, João Cândido Xavier, e da lavadeira, Maria João de Deus.

Aos cinco anos de idade torna-se órfão de mãe. O pai, devido às dificuldades, se vê obrigado a entregar alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes. Com isso, nos dois anos seguintes, Francisco seria criado pela madrinha, Rita de Cássia, que o surrava e o maltratava.

Com uma mediunidade ostensiva desde os 5 anos, é nessa época que Chico tem o primeiro contato com a mãe desencarnada, enquanto orava no quintal. Esta pede que aguente os maus tratos, pois eles o tornariam forte para as batalhas que viriam.

Quando o pequeno Chico tinha nove anos, seu pai casa-se com Cidália Batista, uma mulher boa e caridosa, que insistiu em juntar todos os filhos na mesma casa, a fim de cuidar deles como se fossem seus. Por insistência de D. Cidália, Chico foi matriculado na escola pública, completando o curso primário em 1924. Após isso não voltaria mais a estudar.

Aos 17 anos perde a madrasta Cidália e se vê diante da insanidade de uma irmã, que descobre ser causada por um processo obsessivo. Disso decorre a primeira sessão espírita que teria contato, em sua casa, onde ele é apresentado ao Espiritismo.

Em julho de 1927 tem início sua prática da psicografia. Em 1931, manifesta-se pela primeira vez o Espírito Emmanuel, que viria a ser o seu mentor espiritual. Este lhe previne que o trabalho seria longo e árduo. O sucesso dessa parceria dependeria de três condições: “disciplina, disciplina, disciplina”.

Em 1932 é publicada a obra “Parnaso de Além-Túmulo”, uma coletânea de poesias ditadas por Espíritos de poetas brasileiros e portugueses, com enorme repercussão na imprensa e opinião pública. Neste período, Chico Xavier ingressa no serviço público federal, como auxiliar de serviço no Ministério da Agricultura, onde nunca teve uma falta.

Em 1935 publica sua segunda obra mediúnica “Cartas de Uma Morta”, pelo espírito de sua mãe.

Em 1943, surge uma nova entidade espiritual, assinando suas obras com o pseudônimo de André Luiz, responsável por uma magnífica coleção de onze livros, iniciada com a obra “Nosso Lar”.

Além da psicografia, também exerceu mediunidade de psicofonia, vidência, audiência, receitista, efeitos físicos (inclusive com materializações), entre outras práticas. Psicografou em línguas que não conhecia (xenoglossia).

O amor irrestrito, a amizade e a caridade, a disciplina férrea, a simplicidade e a renúncia foram os elementos-chave de sua mediunidade sublimada.

Em 1959, muda-se para Uberaba (MG), onde prosseguiu as atividades mediúnicas em reuniões públicas na Comunhão Espírita Cristã.

Seu trabalho sempre foi voltado à divulgação da Doutrina Espírita, ao amparo aos necessitados, bem como ao consolo, através das cartas psicografadas às mães que vivenciaram a partida dos filhos para a Espiritualidade.

Foram mais de 400 livros psicografados, onde encontramos mensagens dos espíritos de André Luiz, Emmanuel, Bezerra de Menezes, Humberto de Campos, Casimiro Cunha, Veneranda, Néio Lucio, Hilário Silva, Cornélio Pires, Auta de Souza, Maria Dolores, Meimei, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo e milhares de Espíritos, com todos os direitos autorais cedidos às organizações espíritas e instituições de caridade.

Vivia exclusivamente de seus próprios recursos financeiros.

Não aceitava dinheiro e presentes e não ficava com os mimos que ganhava. Não se considerava missionário.

Muitas de suas obras já foram traduzidas para vários idiomas como inglês, francês, castelhano, esperanto, japonês, grego, etc.

Participou do programa “Pinga-Fogo”, em 28 de julho de 1971. O médium foi ao ar ao vivo, retransmitido em rede nacional (coisa pouco comum para as emissoras televisivas à época). Com previsão inicial para uma hora de duração, acabou por se estender por mais de três horas. Alcançou a maior audiência ja registrada, na época, na história da TV brasileira, com 75% dos televisores brasileiros ligados no programa. No final do Programa Pinga-Fogo, Chico Xavier levanta-se e faz a Prece do Pai-Nosso com a plateia, emocionando a todos.

Realizava constantes campanhas de arrecadação de alimentos e distribuição para as famílias assistidas quinzenalmente com sopa fraterna, além de distribuição de alimento aos moradores de rua.

Com um corpo frágil e debilitado, apresentou diversos problemas de saúde ao longo da vida: angina, que enfraqueceu sua resistência física, agravada por pneumonias e problemas cardíacos, crises de labirintite, hipertensão, glaucoma, que o deixou cego de um olho, três cirurgias, dificuldades para se locomover e falar etc.

No dia 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG), Chico Xavier desencarna em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, no dia em que o país festejava a conquista do pentacampeonato na Copa do Mundo de futebol.

Bibliografia:

Curso O Que É o Espiritismo. FEESP, 2011

Imagem meramente ilustrativa  - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de março de 2026

ANDRÉ LUIZ

O espírito que conhecemos como André Luiz, em sua última encarnação foi um médico sanitarista brasileiro residente no Rio de Janeiro. Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado. Desejando manter o anonimato - possivelmente respeitando parentes ainda encarnados - quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier.

Alguns espíritas, já criaram algumas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas sem confirmação pelo próprio André Luiz. O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de perturbação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna "cidadão" de "Nosso Lar", colônia espiritual que dá nome ao livro.

Seguem-se outras obras que descrevem experiências e estudos do autor no plano espiritual, que ao longo da obra vão cada vez mais sendo direcionados à tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades do plano espiritual, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier (as datas são dos prefácios de Emmanuel):

26 de fevereiro de 1944 - Os Mensageiros, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
13 de maio de 1945 - Missionários da Luz, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1946 - Obreiros da Vida Eterna, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
25 de março de 1947 - No Mundo Maior, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
18 de junho de 1947 - Agenda Cristã, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
22 de fevereiro de 1949 - Libertação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
23 de janeiro de 1954 - Entre a Terra e o Céu, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
3 de outubro de 1954 - Nos Domínios da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
1 de janeiro de 1957 - Ação e Reação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de julho de 1958 - Evolução em Dois Mundos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
6 de agosto de 1959 - Mecanismos da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
17 de janeiro de 1960 - Conduta Espírita, médium Waldo Vieira, FEB
4 de julho de 1963 - Sexo e Destino, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de janeiro de 1964 - Desobsessão, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
18 de abril de 1968 - E a Vida Continua, médium Francisco Cândido Xavier, FEB
21 de maior de 1975 - Respostas da Vida, Médium Francisco Cândido Xavier, IDEAL

Além destes livros, André Luiz, também participou de obras conjuntas com outros autores espirituais, principalmente Emmanuel. A relação abaixo, indica algumas destas obras (as datas são dos prefácios):

9 de outubro de 1961, O Espírito da Verdade, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
2 de julho de 1963, Opinião Espírita, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
11 de fevereiro de 1965, Estude e Viva, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
15 de maio de 1965, Entre Irmãos de Outras Terras, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB
3 de junho de 1972, Mãos Marcadas, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, IDE
3 de outubro de 1973, Astronautas do Além, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires, GEEM
15 de maio de 1983, Os Dois Maiores Amores, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, GEEM
6 de agosto de 1987, Cura, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, G.E.E.M
17 de janeiro de 1989, Doutrina e Aplicação, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, CEU

A obra mediúnica de André Luiz teve - e ainda tem - uma influência considerável sobre o movimento espírita. Suas descrições do plano espiritual - tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mesmo - estabeleceram novo patamar de compreensão da vida espiritual, também incentivaram a criação de instituições espíritas devotadas à atividades assistências e grupos de estudos inumeráveis. Por exemplo, temos as "Casas André Luiz" e o "Grupo Espírita Nosso Lar", que se dedicam ao atendimento de crianças deficientes; a "Casa Transitória Fabiano de Cristo", que se dedica ao atendimento de gestantes carentes.

É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências - desde mensagens descrevendo de modo da vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira - provaram sua veracidade. O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do "Modern Spiritualism" - por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nasc. 1826 - desenc. 1910) - mas haviam caído no esquecimento.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EMMANUEL

Emmanuel é o nome do espírito que tutelou a atividade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, o maior médium psicógrafo, hoje com mais de 350 obras psicografadas.

Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus - senador romano -, e, ao que se sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição Dele, através da célebre carta, publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima do gênero. Pessoalmente, encontrou Jesus, solicitando-Lhe auxílio para a cura de sua filha Flávia, que, supomos, estaria leprosa. Emmanuel desencarnou em Pompeia, no ano 79, vítima das lavas do Vulcão Vesúvio. Anos depois, reencarnaria como judeu na Grécia, em Éfeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano, mas sim na figura do modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões secretas dos cristãos nas catacumbas de Roma.

Podemos ficar com melhor conhecimento da história desse espírito através das suas obras: Há Dois Mil Anos e Cinquenta Anos Depois , transmitidas mediunicamente através de Chico Xavier. Estas obras constituem verdadeiras obras primas de literatura mediúnica e histórica.

Emmanuel, o mentor espiritual que todos respeitamos, foi a personalidade de Manoel da Nóbrega, renascido em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, entre Douro e Minho, Portugal, quando reinava D. Manuel I, o Venturoso . Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos, e, com 21 anos inscreve-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, frequentando aulas de Direito Canônico e Filosofia. Em 14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então, considerado doutor Padre Manoel da Nóbrega , pelo doutor Martim Azpilcueta Navarro.

Mais tarde, em 25 de Janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole São Paulo. Foi também o fundador da cidade de Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil.

A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega, foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações através da mediunidade idônea e segura de Francisco Cândido Xavier.

No início da atividade mediúnica de Chico Xavier, nos anos trinta, ainda sem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitaria de três condições básicas para o fazer: 1ª disciplina, 2ª disciplina e 3ª disciplina. O que Chico cumpriu até o fim. Chico foi um modesto funcionário público do Ministério da Agricultura que jamais misturou a sua atividade profissional com o exercício da mediunidade. Não poderemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que, durante as décadas que Chico esteve a serviço do Estado, nunca, apesar da sua precária saúde e o trabalho doutrinário, faltou ou gozou qualquer tipo de licença no seu emprego no Ministério da Agricultura. Também no início da sua nobre missão, Emmanuel disse-lhe que se alguma vez ele o aconselhar a algo que não esteja de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, deverá procurar esquecê-lo, permanecendo fiel aos ensinamentos de Jesus e Kardec.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade, que trouxe à Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita. No Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap. XI - 11).

Além dos dois livros históricos citados, temos ainda várias dezenas de outros, dos quais destacamos: Paulo e Estevão, obra que, segundo Herculano Pires, justificaria, por si só, a missão mediúnica de Francisco Cândido Xavier: Ave, Cristo e Renúncia , livros estes que, juntamente com os citados anteriormente, ajudam-nos a entender o nascimento do Cristianismo. Estes cinco livros são baseados em fatos históricos verdadeiros. Emmanuel foi considerado o 5º evangelista, pela superior interpretação do pensamento de Jesus. Também os livros Palavras de Vida Eterna, Caminho, Verdade e Vida , Pão Nosso , Vinha de Luz e Fonte Viva são obras de consulta constante em nossa vida.

Visto ser completamente impossível, num trabalho deste gênero, falar de toda a sua obra transmitida através de Chico Xavier, gostaríamos, no entanto, de registrar o livro: A Caminho da Luz, que nos relata uma História da Civilização à Luz do Espiritismo e de Emmanuel , livro constituído por diversas dissertações importantes sobre Ciência, Religião e Filosofia.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ALLAN KARDEC

Pequena biografia de Allan Kardec

A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.

Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.

1ª fase:
Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.

Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

2ª fase:
Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.

Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.

Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.

Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:
“A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.
OBRAS DE ALLAN KARDEC
LIVRO DOS ESPÍRITOS (publicado em 18 de abril de 1857)
O LIVRO DOS MÉDIUNS (publicado em janeiro de 1861)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (publicado em abril de 1864)
O O CÉU E O INFERNO (publicado em agosto de 1865)
A GÊNESE (publicado em janeiro de 1868)
OBRAS PÓSTUMAS (publicado em 1890)

OUTRAS OBRAS COM SUA COLABORAÇÃO:

• A obsessão;
• Catálogo racional para a criação de uma biblioteca espírita;
• Instruções práticas sobre as manifestações espíritas;
• O espiritismo em sua mais simples expressão;
• O que é o espiritismo;
• Resumo da lei dos fenômenos espíritas;
• Revista espírita, “jornal” que esteve sob sua direção por 12 anos;
• Viagem espírita em 1862.

Imagem meramente ilustrativa (não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.