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terça-feira, 31 de maio de 2016

SYLVIO WALTER XAVIER

1915 - 2001

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de julho de 1915 e desencarnou em 28 de dezembro de 2001 também na cidade do Rio de Janeiro.

Não esqueça de dar um abraço forte no Sylvio - era assim que, muitas vezes o amorável Espírito Bezerra de Menezes terminava suas conversas conosco, através da abençoada mediunidade de Divaldo Pereira Franco. Para nós, tal referência é suficiente para distinguir o querido amigo e irmão que no dia 28 de dezembro regressou ao Plano Espiritual.

Durante muitos anos S. Xavier dirigiu o SEI. Aqui deixou sua marca de refinado pensador espírita. Seus editoriais conseguiam o prodígio da reunião da síntese com a sabedoria, absolutamente fiéis ao pensamento de Kardec.

Humilde, simples, afável, delicado, modesto, solidário, ético, generoso, difícil encontrar tantas virtudes num homem que procurava ser comum, mas viveu espiritamente, de maneira incomum até entre os espíritas.

Sylvio Walter Xavier, general do Exército Brasileiro, oriundo da arma de Artilharia, brilhante oficial de Estado Maior, paraquedista pioneiro, conhecido e respeitado na caserna por encarnar tão esplendidamente o modelo do militar sério, disciplinado, consciente, ao mesmo tempo alegre, otimista, benevolente.

Certa feita, viajamos a Bayeux, na Paraíba, para inaugurar a Casa de Odin Araújo. Lembro-me de seus olhos serenos, fitando-me entre silêncios eloquentes. No aeroporto, de volta ao Rio, comentávamos sobre Odin, que dava o nome à Casa recém-inaugurada. Fora um benfeitor a quem muito devíamos. No entanto, seu nome era desconhecido, até no meio espírita, dizia eu. A voz musical, compassada, de Xavier saiu-lhe do profundo da alma, respondendo ao meu questionamento com outra indagação: "Quem eram os pastores que ofertaram a Jesus a manta simples, ainda na manjedoura? Quantos anônimos, a cada dia, servem na limpeza das ruas, nos hospitais públicos, nos asilos, num aeroporto como este? E são esses, de fato, os imprescindíveis, que garantem o funcionamento do mundo." Jamais esqueci a lição tão exata, dita candidamente, como se fosse a coisa mais clara da vida.

Lembrei-me da cena tocante, ali mesmo, na Paraíba. Um pouco antes da inauguração da Casa, o general entrou em uma das salas de aula.

Servia-se a refeição. Ele então ajeitou as pernas compridas na cadeira pequena. As crianças o olhavam sem compreender. Sua voz amiga disse que era hora de comer, deviam agradecer a Jesus pela bênção do alimento. Sorrindo, como sempre, colocou a cabeça entre as mãos e começou a orar com singeleza e simplicidade. As crianças, vencidas pelo momento mágico, imitaram-no. A prece saiu fácil e ligeira. Logo todos comiam em paz.

Admirei aquele senhor magro, moreno, rosto fino, queixo afilado, um sorriso oferecido preliminarmente a todos. Era o presidente do Lar Fabiano de Cristo, pioneiro da Obra de Fabiano, amigo fiel de Jaime Rolemberg de Lima, a quem conhecera em Sergipe quando serviram juntos por lá, nos tempos terríveis da Segunda Guerra mundial.

Rolemberg era presidente e Xavier era o seu vice, no Lar e na CAPEMI. Construíram juntos uma das maiores empresas do país, na época. Construíram juntos um sonho de amor que, até hoje, sustenta o Lar Fabiano, uma das maiores e mais importantes obras filantrópicas do Brasil. Andaram juntos pelo Sergipe, jovens, começando a vida, atravessando o mar com a canoa, rindo gostosamente, as jovens esposas Elza e Maria José, os filhos pequenos. Quem podia imaginar o que viria pela frente? Uma vez a canoa furou. Rolemberg remava com seus braços acostumados, filho de pescador que era. Xavier e as crianças jogavam de volta ao mar a água que entrava teimosa, querendo levar a todos para o fundo.

Trabalhavam juntos, riam, arriscavam e se divertiam juntos, famílias unidas, Rolemberg dois filhos, Xavier três meninos levados. Nem imaginavam o quanto teriam que remar juntos, a vida inteira, conduzindo um imenso navio, a barca de Fabiano, com milhares de associados, milhares de empregados, milhares de amparados. Mais do que isso, construindo juntos um modelo de empresa que, hoje, é copiado quando a responsabilidade social das instituições começa a ficar mais clara para todos.

Pioneirismo. Xavier conhecia aquilo desde que fora aos Estados Unidos e voltara para implantar os primeiros cursos de paraquedismo militar no Brasil, tornando-se membro da primeira turma de mestres de salto. Perseverança, crença, pertinácia, audácia, desassombro, não se faz um paraquedista sem esses atributos. Para nós, aprendizes de Espiritismo, isto se traduz em coragem, sobretudo em coragem moral, na fé em Deus, na sua bondade e justiça. Na certeza de quem sabe que nada acontece sem a Sua permissão.

Um dia, o filho Adilson, capitão do Exército, desencarnou em terrível acidente. Mais tarde seu filho Amilton, químico brilhante, também desencarnou prematuramente.

Xavier sofreu em silêncio. Os olhos falavam das dores da alma, mas era o primeiro a repetir que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, são provas ou expiações e devem ser aceitas sem murmurações.

Depois que Rolemberg desencarnou, Xavier assumiu a presidência do Lar e da CAPEMI. Posteriormente, com a nova diretoria, voltou à sua posição de vice-presidente. Não muito tempo depois surgiram severas dificuldades para a mantenedora. A empresa imensa passou por grandes problemas.

Xavier assumiu a presidência do Lar numa época de desafios. Não mais os recursos tão disponíveis. Era preciso podar dolorosamente a grande e frondosa árvore, para sobreviver. Era preciso manter fidelidade aos propósitos. Administrador afável, incansável e disciplinado, oferece exemplo e negocia soluções. A grande crise é ultrapassada, permitindo novas semeaduras.

Certo dia conversamos no seu gabinete modesto. Falávamos daqueles anos de dificuldades. Ele explicava, sereno, que a Obra de Fabiano é uma árvore grande. E árvores grandes precisam de boa semente, luz, calor, água e tempo para crescerem e oferecerem boa sombra e bons frutos. Então, completava ele, magistralmente, temos aqui a semente plantada por Fabiano de Cristo, a luz de Bezerra e de inúmeros outros obreiros do Bem, o calor humano que é a própria essência do nosso trabalho com os irmãos necessitados, a água viva do Evangelho de Jesus, incentivando entendimentos e os anos de experiência e de dedicação de tantos bons amigos. Temos aqui uma árvore tão bem plantada, de raízes tão profundas, que sempre será capaz de resistir às piores tempestades. Tenhamos fé e trabalhemos, tudo dará certo. E, com gesto característico, silenciava, passando a mão de leve logo acima da orelha direita, como se procurasse consertar um cabelo rebelde. Era como se estivesse pedindo desculpas por ensinar alguma coisa.

Ajustado o Lar Fabiano, o SEI era a sua grande alegria. Fazia questão de responder pessoalmente a alentada correspondência de todo dia. O SEI nasceu na casa de Rolemberg, por orientação dos Espíritos. Inicialmente era usado o mimeógrafo a álcool. Depois veio a tinta, depois as matrizes, hoje usamos computadores. Chico Xavier traduziu o pensamento de Emmanuel: elaborar um órgão semanal, gratuito, de divulgação doutrinária, com um editorial simples, noticiário do Brasil e do mundo espírita, uma seção de livros, outra de notas comentadas sobre notícias da grande imprensa, exatamente como até hoje. O SEI ficava pronto, endereçado, separado por grupos de endereços e as pilhas se acumulavam. Quinta-feira de manhã todos se reuniam e oravam para que aquelas palavras levassem entendimento, consolo, esperança, alegria, informação correta, orientação segura. Até hoje, o SEI vai todas as semanas para mais de 150 países do mundo. Emocionante e justo o amor de Xavier pelo SEI.

Quando a doença começou a se manifestar, era uma dificuldade de oxigenação do cérebro. Ele resistiu o quanto pôde. Mas foi o primeiro a tomar a iniciativa. Deixou o cargo executivo e passou a ser Conselheiro. Atraiu novos colaboradores para o SEI, preparou a sua saída. Afinal, completou seu tempo entre nós e regressou à Pátria Espiritual.

Fico imaginando a festa no espaço. Fabiano, Bezerra, Rolemberg, Pastorino, O'Reilly, Marechal Mattos, sua mãezinha Rachel, que o introduziu no Espiritismo, seus filhos, todos os patronos das Casas Assistenciais, um coro imenso de ex-amparados pelo Lar Fabiano, cantando hosanas à passagem do humilde trabalhador do Bem. Entre Rolemberg e Bezerra ele caminha com seus olhos líquidos, em direção às estrelas. Parece que ainda ouço sua voz repassada de doçura, falando da grande árvore: os homens, as suas obras, são como as grandes árvores, criadas para a beleza e a utilidade; sua felicidade está nas suas raízes divinas, que lhes permitem resistir às intempéries da vida e que lhes dão força e coragem para, através do trabalho, buscarem o Bem em toda parte.

Dizem os mestres de salto, honrando sua origem americana, follow me! Que possamos seguir seus voos de paraquedista do Bem, na poeira da luz!


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 30 de abril de 2016

PEDRO ÁLVAREZ Y GASCA

1913 - 1981

O professor Pedro Álvarez y Gasca nasceu na cidade de Moroléon, Estado de Guanajuato no México em 4 de novembro de 1913.

Foi o sexto filho do matrimônio constituído pela senhora sua mãe, Maria Gasca de Alvarez, mestre de escola e Dom Primitivo Alvarez, farmacêutico originário de Michoacán.

Seus primeiros anos de estudo primário e secundário realizou-os na cidade de Morelia, Michoacán, com muito esforço, pois, desde seu nascimento, na época da revolução, seu organismo foi débil e enfermiço; à diferença de outras crianças que gostavam dos jogos ativos, ele buscava a quietude e, em outras ocasiões, o isolamento.

Mas não se pense que ele era triste; seu caráter era afável e bondoso e costumava, em muitas ocasiões, fazer brincadeiras ingênuas ou perspicazes a seus companheiros. Como era muito observador das pessoas, fazia-lhes versos sérios ou jocosos. Os "dias dos mortos" eram propícios para escrever galhofas e com muita agudeza crítica escreveu alguns muitos simpáticos que eram levados à imprensa da cidade e logo reproduzidos no periódico local. Na época, o irmão Pedrito contava com dez anos de idade.

Ao terminar sua instrução secundária, ampliou seus estudos tomando aulas de biologia e dos idiomas: inglês, francês e alemão; (português estudou mais tarde, quando adulto), assim como de música, com o professor Eugenio Escalante com quem aprendeu tocar bandolim, banjo e violino. O estudo da História da Arte e História Pré-hispânica e Colonial, apaixonou-o muito e, posteriormente, constituiu, ao longo de sua vida, sua vocação principal.

O esforço pela superação o realizava, apesar da deficiente saúde que padecia. Seus pais e familiares sempre estavam preocupados por ele, levando-o a consultas com vários médicos, sem encontrar esperanças satisfatórias.

Certo dia, desesperado por não encontrar alívio, aceitou que seu irmão José o levasse a um Centro Espírita da cidade de Morelia; nesse Centro encontrou seu alívio através de curas fluídicas que lhe foram proporcionadas pelo Espírito do Dr. Enrique G. de la Garza. Este acontecimento determinou sua conversão ao Espiritismo.

O irmão Pedrito tinha uma importante missão a cumprir, missão que se perfilou desde seus primeiros anos de vida e, com a recuperação de sua saúde a revelação de seu destino. A formação religiosa católico-cristã que recebeu em sua infância no lar, contribuiu no desenvolvimento de sua sensibilidade e, por consequência, na compreensão do conteúdo moral e espiritual do Espiritismo. Dizia o irmão Pedro: "O Espiritismo chegou a mim sem causar-me assombro. Desde o primeiro momento, aceitei-o de forma muito natural e foi-me fácil sua compreensão. Comecei a estudar nos livros de Allan Kardec e descobri, desde então, a causa de todos os meus padecimentos."

Nesse tempo, Pedrito contava com vinte anos de idade e encontrava-se trabalhando como Ajudante Administrativo na Casa de Morelos, convertida, mais tarde, em Museu. Era o ano de 1933.

Três anos depois, em 1936, seu irmão José, que então se encontrava no México, convidou o irmão Pedrito a mudar-se para essa capital pois era-lhe oferecida uma nomeação como Etnólogo na Direção de Monumentos Coloniais da Secretaria de Educação Pública.

No ano de 1945, o irmão Pedro contraiu matrimônio na cidade de Morelia, com a Srta. Juana Sánchez Hernández.

Tanto o irmão Pedrito como o irmão José, na época, já tinham uma formação espírita muito sólida; frequentavam Centros e eram convidados a proferir conferências; lembramo-nos, precisamente, do irmão Pedrito quando, no mês de novembro de 1941, na então Sociedade Heliosóphica "Amigos de la Verdad", que se localizava na rua Protásio Tagle, 45, em Tacubaya, D.F., participou de um ciclo de conferências que incluiu uma semana, na qual participaram os irmãos Alfredo Lorenz, Dom Ramón Guzmán, Dom Rufino Juanco, José Alvarez e Gasca perante um numeroso auditório, sustentando brilhante conferência.

Em 1950, restabeleceu-se a "Central Espírita Mexicana" com o irmão Rufino Juanco, colaborando destacados espíritas do interior como Dom Mariano Salem, de Tampico; Agustín P. Carranza e Dom Benjamin Salazar, da Ciudad Juarez; Dom Rosendo Ramirez, Dom Agustín Pérez, Miguel Lezama, Aristeo e Angel Calva, de Tlaxcala; o professor Jesús Garcia Lucio, de Tampico e muitos mais. Nesta etapa de reorganização da C.E.M., o irmão Pedrito manifestou seu empenho e ampla colaboração. Recordamos, com muita emoção as reuniões que, mensalmente, se realizavam no "Salón de Actos de la Escuela de Comercio y Administración" que, na época se encontravam na Cidadela, época importante que reuniu os esforços que, posteriormente, deram início à atual "Central Espírita Nacional Mexicana", protocolada perante a Secretaria do Governo.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

ROBERT DALE OWEN

1801 - 1877

Robert Dale Owen nasceu em 7 de novembro de 1801 em Glasgow na Escócia e desencarnou em 24 de junho de 1877.

Dale Owen era filho do socialista galês Robert Owen (1771-1858), um reformador social de grande renome, que se devotou à educação da juventude, à melhoria das condições de vida dos pobres e é considerado o pai do movimento de cooperativas.

Dale Owen emigrou para os Estados Unidos em 1825 e ajudou seu pai a criar uma comunidade - New Harmony - em Indiana organizada segundo seus ideais socialistas. O empreendimento não teve sucesso e, após um breve período na Europa, Dale Owen se estabeleceu em Nova Iorque onde dirigiu o jornal "Free Enquirer" (1828-1832).

Em 1833 ele retornou para Indiana e a partir de 1835 começou sua atuação política pelo partido Democrata. A relação apresentada pelo Diretório Biográfico do Congresso Americano dá uma ideia da carreira política de Dale Owen:

- Indiana House of representatives 1835-1838 (o equivalente a deputado estadual);

- Deputado pelo partido Democrata no Congresso Americano (March 4, 1843-March 3, 1847)

- Indiana Constitutional Convention (equivalente a uma assembleia constituinte estadual) em 1850.

- Indiana House of representatives em 1851.

- Embaixador dos Estados Unidos em Nápoles (na época capital do Reino das Duas Sicilias) de 1853 a 1858.

Dedicou-se ao Estudo do Espiritismo visando provar a seu pai o grave erro em que ele incorria ao se interessar pelos fenômenos supranormais. E o resultado de suas investigações foi render-se à evidência dos fatos por ele verificados.

Robert Dale Owen devotou sua vida a expansão dos Postulados da Doutrina Espírita dentro dos Estados Unidos é como um espiritualista convicto e de grande integridade.

No inicio de janeiro de 1875 ele escreveu um artigo para o jornal Atlantic Monthly sobre as sessões de materialização do espírito Katie King (famoso pelos estudos realizados entre 1871 e 1874 pelo cientista inglês Willian Crookes com o auxílio da médium Florence Cook).

Publicou várias obras nas quais declara sua convicção na sobrevivência do espírito após a morte do corpo físico e a mais importante foi o livro intitulado “Região em Litígio Entre este Mundo e o Outro” publicado na Filadélfia, em 1877.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

ROLANDO MÁRIO RAMACCIOTTI

1913 - 1979

Nascido em Bauru, Estado de São Paulo, a 17 de novembro de 1913 e desencarnado em São Paulo, no dia 13 de dezembro de 1979.

Rolando Mário Ramacciotti foi valoroso obreiro espírita, grande divulgador de livros, destacando-se sempre por sua extrema dedicação e fidelidade ao famoso médium Francisco Cândido Xavier.

Homem de atitudes corajosas e firmes, o que fazia quando se tratava da defesa do livro espírita e da divulgação da obra daquele medianeiro. Em seu idealismo promoveu numerosas e magníficas tardes-noites de autógrafos, todas elas perfeitamente organizadas, com resultados que superaram quaisquer expectativas.

Foi fundador do GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora, sediada em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, onde foram publicadas obras que primam não somente pelo admirável aspecto gráfico e bom gosto, mas também pela acessibilidade do preço, com o que conseguia promover eficiente divulgação da literatura psicografada por aquele médium mineiro.

No ano de 1976 fundou, nas proximidades do GEEM, o Centro Espírita Maria João de Deus, homenageando assim o espírito da genitora de Francisco Cândido Xavier, instituição essa que vem, desde então, prestando inestimável serviço à divulgação do Espiritismo. A obra de propaganda espírita desenvolvida por Ramacciotti abrange cerca de 500.000 exemplares. O livro “Calma” do espírito Emmanuel, é, inegavelmente, um dos mais belos trabalhos psicografados por aquele sensitivo em 1979.

Rolando Mário Ramacciotti fundou e dirigiu até o seu falecimento duas instituições irmãs: o GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora e o “Nosso Lar”- instituição filantrópica de amparo à criança, sediadas e São Bernardo do Campo. A elas dedicou sua vida em tempo integral, com o sacrifício absoluto do lazer e dos gratos momentos de convivência com os familiares – esposa, filhos, genros, noras e netos – pequena grande comunidade que amou e serviu com carinho e nobreza.

Renunciando a si mesmo, em dedicação total à causa de Nosso Senhor Jesus Cristo; amparou crianças órfãs, mães viúvas, famílias carentes, enfermos de toda a sorte, enfim, de companheiros necessitados que nele encontraram o benfeitor de todas as horas, em mais de quatro décadas de identificação plena com a Doutrina Espírita.

No campo da divulgação, com o lançamento do primeiro livro editado pela GEEM – “Mais Luz”, deu nova roupagem ao livro espírita, abrindo-lhe novos mercados e definindo lhe novos padrões de comercialização.

Durante os últimos vinte anos, imprimiu milhares e milhares de mensagens psicografadas por Chico Xavier, veiculadas nos derradeiros treze anos, através de revista “Comunicação”. De “Mais Luz” até “Sinais de Rumo”, editou GEEM vinte e um livros de Francisco Cândido Xavier. Seu amor e dedicação à divulgação do Espiritismo são sobejamente reconhecidos por todos quantos puderam sentir-lhe mais de perto a grandeza da alma generosa e boa.

Administrador austero, de larga visão, sua obra, seja no campo assistencial, seja na área da divulgação espírita, ombreia com o trabalho dos grandes apóstolos de nossa Doutrina em terras brasileiras.

Desapareceu aos 66 anos de nosso convívio mais direto. Pai generoso, esposo amigo, levou consigo entre tantas conquistas, a certeza do dever cumprido, certamente a sua maior alegria: foi amigo incondicional de Chico Xavier. Ramacciotti foi, pois, um lídimo seareiro da Doutrina dos Espíritos, uma vez que é pelo fruto que se conhece a árvore.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UBALDO RAMALHETE MAIA

1882 – 1950

Em 19 de junho de 1950 falecia no Rio de Janeiro o Professor Dr. Ubaldo Ramalhete Maia, nascido em Santa Leopoldina, Estado do Espírito Santo, a 18 de agosto de 1882.

Na diretoria da Federação Espírita Brasileira, Casa que ele sempre defendeu e honrou em quaisquer circunstâncias, exerceu os cargos de 1º Secretário e Vice-Presidente, desempenhando-os com elevado descortino e esclarecida inteligência.

Foi ardoroso propagandista da Terceira Revelação, e em sua vida privada deu sempre os mais exuberantes testemunhos de haver assimilado as verdades evangélicas. Colocou sempre em primeiro plano o seu ideal espírita, ainda mesmo que com essa atitude franca lhe adviessem prejuízos em sua vida pública e particular.

Com seu espírito conciliador e ponderado, tudo solucionava de maneira cristã no seio da Diretoria.

Era humilde e de fino trato social, a par de profundo conhecedor do Evangelho. Sua palavra, tanto na tribuna da Federação, em sessões públicas, como nas reuniões de estudo do Grupo Ismael, era por todos ouvida com real agrado e proveito.

Em virtude de seu estado de saúde não lhe permitir uma cooperação mais direta e eficiente como era de seu desejo, foi, ainda assim, eleito pela Assembleia Deliberativa, realizada em 1949, membro do Conselho Fiscal da Federação Espírita Brasileira.

Participava com assiduidade das sessões do Grupo Ismael, cabendo-lhe por vezes a presidência dos trabalhos.

Representou o Estado do Espírito Santo no Conselho Federativo Nacional, órgão unificador do movimento espírita no território brasileiro, sendo-lhe ali admirada a criteriosa ponderação e nobreza espiritual no trato das mais delicadas questões.

Muitos foram os Centros e Sociedades espíritas do Rio que lhe ouviram a palavra serena em belas conferências doutrinárias.

Bacharelando-se pela Escola Livre de Direito do Rio de Janeiro, hoje Faculdade Nacional de Direito, Ubaldo Ramalhete retornou ao seu Estado natal, onde desenvolveu intensíssima atividade. É assim que foi, ali: Procurador Geral; Promotor Público; Deputado Estadual e presidente da Assembleia Legislativa; Secretário Geral do Governo Jerônimo Monteiro; Secretário de Educação; Consultor Jurídico do Estado; Secretário de Interior e Justiça, em 1946, assumindo o Governo na ausência do Interventor, Doutor Aristides Campos; fundador do Instituto dos Advogados; fundador da Associação de Imprensa; fundador e primeiro presidente da Sociedade Amigos de Alberto Torres; membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Representou o seu Estado, como Deputado Federal, em várias legislaturas. Na Guanabara, foi professor de Direito Civil e de Direito Comercial na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, atual Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara e destacado membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados.

Em todos os cargos que ocupou e nas diferentes funções que desempenhou; o Dr. Ubaldo Ramalhete Maia foi sempre uma figura querida pela sua finura e lhaneza de espírito, admirado e acatado pelos seus dotes intelectuais e morais e pela inteireza de caráter.

Ao desencarnar, deixou sua descendência bem encaminhada na vida. Seu filho, Dr. Clóvis Ramalhete, seguiu lhe as pegadas, vindo a ser eminente jurista e distinto membro da Corte Internacional de Haia.

Em sua reunião de 27 de julho de 1950, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil prestou merecida homenagem ao Dr. Ubaldo Ramalhete, membro daquele Conselho. O Jornal do Commercio, em sua edição de 28 de Julho, publicou a ata daquela reunião.

A passagem do Dr. Ubaldo Ramalhete pela Federação Espírita Brasileira se caracterizou pela lealdade, pela firmeza de convicções, pela sua grande cultura evangélica e pelo amor ao trabalho Cristão.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

UMBERTO BRUSSOLO

1877 - 1938

Nascido em Veneza Itália, no dia 30 de junho de 1877, veio para o Brasil em 1889. Sua desencarnação ocorreu em São Paulo, no dia 8 de setembro de 1938.

Numerosos seareiros espíritas das primeiras horas, embora tivessem desempenhado tarefas relevantes, tiveram seus nomes esquecidos pelos homens, entretanto, é indubitável que nos planos espirituais, as missões que desenvolveram na Terra ficassem registradas de forma indelével.

Dentre esses missionários houve um que, durante mais de um quarto de século, desenvolveu em São Paulo, missão de grande envergadura, fazendo com que seu nome se projetasse e se impusesse ao respeito e à admiração de todos. Ele foi amigo e companheiro de luta de velhos propagadores e eminentes vultos do Espiritismo, dentre outros Caírbar Schutel, Militão Pacheco, Lameira de Andrade, Jacques Motolá e Pedro de Camargo (Vinícius).

Referimo-nos a Umberto Brussolo, um italiano que escolheu o Brasil como sua segunda pátria e que aqui se integrou resolutamente, de corpo e alma, dando o testemunho de sua fé inquebrantável na elevada destinação do nosso país, como Coração do Mundo e Pátria do Evangelho.

Umberto Brussolo casou-se no ano de 1897 com D. Maria Peruchi, tendo dessa união seis filhos. Ele encarava a arte como eficiente meio de divulgação do Espiritismo e, por isso, tornou-se, artista teatral que era, um entusiasta do Teatro Espírita, escrevendo peças, orientando e preparando atores e dirigindo as apresentações. Ele próprio idealizava os cenários, levando avante as várias peças teatrais, projetando seu nome nesse campo de atividade. Muitas sociedades que realizavam festivais de fundo teatral, procuravam Brussolo para que lhes recomendasse o gênero de peça mais adequado para a finalidade.

Não satisfeito em militar nesse campo, também contribuiu para melhor divulgação da imprensa espírita, principalmente através da difusão de "O Clarim" e da "Revista Internacional de Espiritismo", ambos fundados por Caírbar Schutel. Nesses órgãos, além de ensaiar a publicação de vários artigos doutrinários, promovia também a divulgação dos mesmos, levando-os a numerosos lares da Capital paulista, os quais, devido à sua insistência e idealismo, passavam a interessar-se pela Doutrina dos Espíritos. Através do seu esforço inaudito, grande número de pessoas passou a frequentar Centros e Sociedades Espíritas.

Sua iniciação no Espiritismo remonta ao ano de 1910, quando iniciou os estudos de várias obras doutrinárias existentes na época. A fim de poder dedicar-se com mais eficiência à divulgação do Espiritismo e à sua própria família, abandonou a carreira de artista teatral.

Em 1917 fundou o "Centro Espírita Luz e Caridade", instituição essa que existe até os dias presentes, sendo sucessivamente dirigida pelos seus descendentes. Trabalhou e lutou bastante, foi na realidade um grande e dedicado servidor da Terceira Revelação, numa época quando ela era bastante incompreendida e vista por muitos com grande reserva.

Como representante dos órgãos espíritas de Matão, enchia sua pasta de jornais, revistas e livros doutrinários e percorria os bairros da Capital paulista e cidades circunvizinhas, fazendo persistente campanha de difusão da doutrina reencarnacionista.

Como dramaturgo, escreveu diversas peças de fundo nitidamente espírita, muitas delas levadas à cena para fins beneficentes. Ele mesmo preparava os personagens das peças. Destacaram-se, dentre outros, os seguintes dramas: "Ressurgir de uma Alma", "Os Mortos Falam", "Maria das Dores" e "Quinze Minutos de Prece". Uma quantidade apreciável de peças de sua autoria foi encenada em São Paulo e Moji das Cruzes.

Diligente, honesto e espírito dedicado, Umberto Brussolo conseguiu formar vasto círculo de amizade sincera e de admiradores de sua obra. Possuindo notável capacidade de comunicação, tornou-se amigo de todos e a sua presença era requisitada em muitos Centros Espíritas, onde tinha a oportunidade de difundir o Espiritismo, fazendo conferências e, sobretudo incentivando a arte, através de um sadio Teatro Espírita.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

ROMEU DO AMARAL CAMARGO

1882 – 1948

Romeu do Amaral Camargo encarnou na cidade de Rio Claro, Estado de São Paulo, aos 02 de Fevereiro de 1882, desencarnando na cidade de São Paulo em 10 de Dezembro de 1948, à 19,45 horas, quando datilografava uma carta ao presidente da Federação Espírita Brasileira, com o qual amiudadamente mantinha correspondência.

Foi um grande vulto espírita não só do Estado bandeirante, como de todo o Brasil.

Autor de várias obras, todas escritas em lídimo vernáculo e em perfeita sintonia com o Evangelho, afirmou-se um dos mais proeminentes líderes do Espiritismo Cristão, cuja palavra autorizada era recebida e acatada por todos os espíritas do “Coração do Mundo”.

Fez o curso primário com professores particulares. Formado pela antiga Escola Complementar, anexa à Escola Normal da capital de São Paulo, ingressou no magistério público em 1903, tendo exercido vários cargos de carreira, entre eles o de adjunto do Grupo Escolar de Limeira e do Grupo Escolar do Bom Retiro da capital paulista, inspetor de ensino em Limeira, professor da Escola Normal do Brás, na capital, diretor do Grupo Escolar Campos Sales, com mais de 3.000 alunos.

Bacharelou-se, no ano de 1915, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, exercendo a advocacia de 1917 a 1929. Jornalista e escritor; colaborou em diversos órgãos da imprensa diária, tanto da capital, como do interior do Estado de São Paulo. Conhecia bem o francês e o latim.

Católico de nascimento converteu-se ao Protestantismo em 1901. Membro professo desde 1902 foi eleito e ordenado diácono em 1913, pela 1ª. Igreja Presbiteriana Independente da capital de São Paulo, cuja assembleia era constituída de mais de 800 membros, sob o pastorado do Revmo. Eduardo Carlos Pereira, o grande tribuno evangélico e notável gramático. Oficial da Igreja desde Julho de 1909, ocupou o púlpito de quase todas as igrejas evangélicas da capital paulista e o de muitas outras cidades do interior, excetuadas as igrejas anglicana e luterana.

Em seu benéfico trabalho dentro do Protestantismo, escreveu um folheto de leitura muito edificante, intitulado - História da Conversão de Um Criminoso -, para ser distribuído entre os detentos nos presídios de São Paulo. A 1ª e 2ª. Edições dessa magnífica brochura saíram respectivamente em 1913 e 1916, num total de 10.000 exemplares, feitas ambas pela igreja protestante a que o autor pertencia.

Estudando sempre a Bíblia, e de par com o estudo subsidiário de obras exegéticas e mesmo teológicas, eis que os seus 22 anos de experiência religiosa, no moralizado meio evangélico ou protestante, não lhe apagaram a dúvida acerca da cristianidade dos dogmas da “predestinação divina” e da “eternidade das penas”.

Em 1923, foi-lhe dado encontrar novas luzes nas páginas do Evangelho: as obras de Allan Kardec esclareceram-lhe lógica e racionalmente aqueles pontos obscuros. Dissiparam-se no estudioso as dúvidas, as sombras, as dificuldades que ofuscavam o sentido claro, cristalino, da palavra de Jesus!

Definitivamente atraído para a Doutrina dos Espíritos, Romeu Camargo se ausentou da sua igreja, fazendo essa ausência que alguns pastores o fossem visitar e procurassem arredá-lo do Espiritismo. Tudo em vão, porém. Em 21 de Fevereiro de 1925, ele foi convidado a comparecer a uma sessão da Igreja Presbiteriana Independente. Presidiu à sessão (espécie de Sinédrio), o Revmo. Othoniel Motta, eminente teólogo, catedrático de português no ginásio do Estado, em Campinas, e conhecido filólogo. Feita a “acusação” pelo secretário da sessão, teve a palavra o “acusado”, que, durante duas horas e meia, produziu a sua defesa, apreciando a doutrina de Jesus, firmado no Evangelho.

A 1º. de Junho de 1925, Romeu Camargo publicava em “Reformador” a sua confissão pública de adesão ao Espiritismo. Ele o fez com o artigo - Aos Pés do Mestre -, em resposta a um que o pastor evangélico Isaac Gonçalves do Vale, seu ilustrado amigo, estampara no “Estandarte”, órgão da Igreja Presbiteriana Independente.

Convicto das verdades contidas nas obras fundamentais do Espiritismo, o Prof. Romeu do Amaral Camargo tornou-se animoso pregador do seu aspecto moral-evangélico, tendo tomado parte, de modo intensivo, em várias Instituições, e escrito quatro obras notáveis, que enriqueceram as bibliotecas espíritas: “Protestantismo E Espiritismo à Luz do Evangelho”, “De Cá e de Lá”, “Salvação pela Fé ou Pelas Obras?” e “Um Só Senhor”. Todas elas constituem vibrante defesa do Espiritismo, a refutarem as objeções levantadas contra a parte doutrinária, citando-se, entre os refutados, o Bispo de Pouso Alegre e o psiquiatra Doutor Pacheco e Silva. Essas obras são, sobretudo, verdadeiro repositório de ensinamentos e esclarecimentos.

Romeu Camargo escreveu nos mais importantes órgãos da imprensa espírita brasileira, máxime no “Reformador”, órgão da Federação Espírita Brasileira. Suas páginas evidenciam extenso e profundo saber das Escrituras Sagradas, aliado a vastos conhecimentos sobre Filosofia e Religião.

Foi presidente da União Federativa Espírita Paulista, na época a principal sociedade espírita bandeirante. Posteriormente, em 1936, tornou-se o 1º. Secretário da recém-fundada Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Contribuiu para a fundação da Rádio Piratininga - PRH-3, a primeira “estação dos espíritas”, isto em 30 de Março de 1940. Dessa Rádio, hoje extinta, foi ele diretor-tesoureiro.

Durante vários anos foi o redator-secretário da revista - “Verdade e Luz”, fundada pelo popular espírita Batuíra, revista hoje desaparecida, conceituadíssima em todo o Brasil e até no estrangeiro.

Em 1937, escreveu-lhe o Espírito Emmanuel através do lápis de Francisco Cândido Xavier: “Continue na sua bela missão de levar a luz espiritual do Evangelho pelos caminhos ensombrados da Terra”. E o Dr. Romeu continuou, realmente, nesse trabalho edificante até o fim de sua jornada terrena, levando-o a dizer, em 1943: “Educado na Igreja Evangélica Presbiteriana, onde realizei minha formação espiritual, penso ainda como todos os protestantes: o que me interessa é pôr em prática o Evangelho de Nosso senhor Jesus-Cristo; o que me interessa, desde junho de 1901, é a palavra do Mestre Divino, que é tocha resplandecente para meus pés e luz para meus caminhos”.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 1 de novembro de 2015

RAYMOND AUGUSTE QUINSAC MONVOISIN

1790 – 1870

Raymond Auguste Quinsac Monvoisin nasceu em 31 de maio de 1790, em Bordeaux, França. Pintor de gênero, paisagem, história e retrato, foi um dos mais destacados discípulos do Barão Guérin, na Escola de Belas Artes de Paris.

Premiado diversas vezes, aos 27 anos tornou-se pensionário do rei da França, em Roma. Ao voltar à França, distinguiu-se nos Salons e por duas vezes foi premiado com o primeiro lugar. Dessa época, que se estendeu até 1842, datam suas séries de retratos dos reis da França e dos marechais da Renascença, encomendados pelo Governo para as galerias históricas do Palácio de Versailles.

Em 1836, Monvoisin - que tinha um forte temperamento - desentendeu-se com o diretor dos museus reais franceses, Sr. de Cailleux. Abalado pelo episódio e por outros problemas particulares, deixou a França em maio de 1842.

Veio para a América do Sul. Monvoisin e Rugendas foram os dois mais importantes artistas a visitar o Continente Americano, nessa época. Depois de uma rápida passagem por Buenos Aires, chegou ao Chile em janeiro de 1843, portando pouco mais de dez painéis que foram exibidos em março daquele ano na Universidade de São Filipe.

Essa mostra, que tornou-se um marco na História da Arte no Chile, atraiu a atenção de diversas personalidades e causou admiração pela perícia e beleza das obras. Monvoisin recebeu pelo menos uma centena de encomendas de retratos: pintou praticamente toda a aristocracia chilena da época. O Governo prometeu-lhe a direção da futura Academia de desenho e pintura do Chile, mas acabou por escolher o italiano Alexandre Cicarelli.

Depois de algum tempo, Monvoisin visitou o Peru e o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1847. Em carta ao irmão, reclamou do calor e informou que pintaria um retrato de D. Pedro II, que o recebeu calorosamente. A pintura que mostra D. Pedro de pé, em traje imperial - é considerado o mais fiel retrato do Imperador brasileiro. Em reconhecimento, D. Pedro concedeu ao artista a insígnia de Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e uma pêndula de bronze.

O quadro que pode ser visto no Museu Imperial de Petrópolis pertence ao príncipe D. João de Orléans e Bragança, bisneto de D. Pedro II. O Imperador tinha, em sua pinacoteca no Paço S. Cristóvão, outro quadro de Monvoisin: Jovem Peruano (ou Jovem Araucano).

Monvoisin voltou à França em 1858, quando o Espiritismo estava no auge.

Tornou-se espírita e adepto da Homeopatia. A primeira referência a ele está na Revista Espírita de maio de 1866. A seção "Conversas de Além-Túmulo" traz a transcrição de uma evocação do espírito do Abade Laverdet, um dos pastores da Igreja francesa, ocorrida no dia 5 de janeiro de 1866. Ali, Kardec informa que "um dos mais íntimos amigos do abade, o Sr. Monvoisin, o eminente pintor de história, espírita fervoroso, tendo desejado ter dele algumas palavras de além-túmulo, nos pediu para evocá-lo".

Membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Monvoisin é o autor de um retrato do Codificador do Espiritismo. Foi uma doação de oito quadros desse pintor renomado que estimulou em Kardec o desejo de fazer um Museu Espírita: Retrato alegórico do Sr. Allan Kardec; Retrato do autor (Monvoisin); três cenas espíritas da vida de Jeanne d'Arc (Jeanne na fonte, Jeanne ferida e Jeanne sobre a fogueira); o Auto-de-fé de João Huss; um quadro simbólico das Três Revelações, e a Aparição de Jesus entre os apóstolos, depois da morte corporal.

O pintor faleceu em Boulogne-sur-Seine (Paris), em 26 de março de 1870. Na edição de maio daquele ano, a Revista Espírita noticiou a desencarnação com ampla reportagem, em que são contadas sua vida e sua dedicação ao Espiritismo. No texto são citadas frases. Entre elas: "Eu serei o precursor e o pai da pintura espírita". Ao desencarnar, trabalhava em uma série de retratos dos precursores do Espiritismo.
Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

PIERRE GAËTAN LEYMARIE

1827 – 1901

Nascido em Tulle, França, em 02 de maio de 1827, Pierre-Gaëtan Leymarie foi um dos mais destacados continuadores da obra de Allan Kardec. Foi um homem notável, que sempre se interessou pelos ideais nobres.

Integrado às fileiras espíritas, empolgou-se com seus nobilitantes ideais e, quando Allan Kardec iniciou a publicação da Revue Spirite e das obras fundamentais do espiritismo, dando início às sessões de estudos e experimentações, contou com o incondicional apoio de Leymarie, o qual se tornou um dos seus mais assíduos assessores.

Pouco antes da sua desencarnação, Allan Kardec lançou as bases de uma Sociedade Anônima, à qual legaria os seus bens, com objetivo de assegurar a difusão do Espiritismo. Leymarie foi um dos primeiros a integrar-se na Sociedade, da qual se tornou administrador. Também passou a exercer os cargos de redator-chefe e diretor da Revue Spirite.

Durante trinta anos, no atribulado período que se seguiu ao decesso de Kardec, quando o Espiritismo era encarado com reservas, sendo alvo de zombarias e inconcebíveis ataques, Leymarie manteve-se em luta constante, proclamando bem alto os nobres ideais da Terceira Revelação, através das páginas da Revue Spirite e da palavra falada.

A Revue Spirite se tornou órgão de divulgação de todos os ideais nobres de cunho humanitário, moral e espiritualista. Os trabalhos encetados na Inglaterra por William Crookes tiveram na revista a melhor acolhida e o próprio Leymarie fez experiências com um médium fotógrafo, obtendo uma série de fotos que foi publicada em suas páginas.

Nessa época foi vítima de detratores do Espiritismo, quando o fotógrafo Buguet, fazendo uso dos meios fraudulentos na obtenção de fotografias de Espíritos, é processado pelo Ministério Público. Em 16 de junho de 1875, Leymarie e Firman (médium americano), foram também envolvidos no processo, em vista dos laços de amizade que mantinham com Buguet, e desta forma, julgados convenientes na fraude. Devido a depoimentos inverídicos de Buguet, os três foram condenados. Buguet e Firman conseguiram a liberdade. Leymarie não. Elaborou notável Memória à Corte Suprema, atestando, perante sua consciência e de seus filhos, a sua inocência, mostrando-se confiante na decisão final daquele tribunal. Com sentimento de remorso, Buguet escreve ao Ministro da Justiça dando testemunho sobre a inocência de Leymarie, acrescentando que, embora muitas das fotos fossem verdadeiras, devido ao desconhecimento que tinha da Doutrina Espírita, praticava a fraude, quando não as conseguia com sua mediunidade. Em sua carta ele afirmou: “Lastimo, pois, haver dito, na minha fraqueza, o contrário da pura verdade, renunciando eu à minha mediunidade e pedindo perdão a Deus por esse ato que deploro, pois, que ele serviu para incriminar um homem probo, cuja boa fé se tornou suspeita em face das minhas afirmações.”

Amèlie Boudet, viúva de Allan Kardec, apesar de sua avançada idade, atuou no processo como testemunha. Cartas de solidariedade de todo o mundo foram enviadas a Leymarie. A “Sociedade para Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec” recebeu manifestações de simpatia de vários países, inclusive do Brasil, partindo elas tanto dos encarnados como dos desencarnados.

Apesar de todo o empenho e de tantas declarações e testemunhos abonadores, Leymarie foi condenado a um ano de prisão celular. Um pouco mais tarde, anulada a sentença condenatória, o infatigável discípulo de Kardec voltou às atividades, retomando a direção da Sociedade e da Revue Spirite.

Graças à ação de Leymarie as obras de Allan Kardec foram traduzidas para vários idiomas. Também realizou várias viagens à Bélgica, Espanha e Itália, difundindo os consoladores ensinamentos da Doutrina dos Espíritos.

Participou como delegado do I Congresso de Bruxelas. Em 1888 foi eleito a ocupar uma das presidências do Congresso Espírita de Barcelona. Nessa ocasião, foi lida a comovente moção de gratidão enviada da prisão de Tarragona, por um grupo de condenados a trabalhos forçados, convertidos à fé espírita.

Em 1889 Leymarie organizou o I Congresso Espírita da França.

Leymarie foi assim, fervoroso propagandista da Doutrina. Orador e escritor e conseguiu, pela firmeza de seus ideais, atrair a simpatia e a admiração de muitos pensadores da época. Foi homem sensível e profundamente honesto.

Sua esposa, Marina, deu-lhe sempre a máxima cooperação. Quando Leymarie foi processado, ela escreveu a admirável memória “Procés des Spirites”, que se tornou precioso documento para a história do Espiritismo.

Leymarie desencarnou no dia 10 de abril de 1901, na cidade de Paris.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

ROMEU DE CAMPOS VERGAL

1903 - 1980

Nascido em Serra Negra, Estado de São Paulo, no dia de maio de 1903 e desencarnado na mesma cidade, no dia 23 de julho de 1980.

Era filho do coronel Constantino Vergal e de Dona Amélia Ferraz de Campos Vergal.

Fez o curso primário na cidade onde nasceu e, em seguida, transferiu-se para São Paulo, onde completou o seu aprimoramento, fazendo os cursos secundário, de admissão ao magistério e de jornalismo, tornando-se lídimo profissional dessas duas últimas categorias.

Tornou-se ainda Escrevente juramentado de Cartório, tendo exercido essa atividade até a data da sua aposentadoria.

Firmou-se como figura respeitável e bastante acatada nos círculos políticos e nas altas rodas sociais. Soube contribuir com a sua inteligência e seu esforço em favor das causas populares.

Homem de elevado aculturamento e dotado de apreciável grau de humildade, jamais deixou que as glórias do mundo ofuscassem o seu desvelado amor pelos pequeninos e desajustados da Terra.

Foi Deputado Estadual de 1935 a 1937, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Deputado Federal em várias legislaturas, no período de 1946 a 1970, tendo iniciado persistente trabalho com vistas às reformas sociais que se tornavam imprescindíveis na época.

Pertenceu ao quadro do extinto Partido Socialista, porém, posteriormente ingressou no Partido Social Progressista. Como representante desse Partido, exerceu a liderança na Câmara dos Deputados, no período de 1946 a 1950.

Foi o autor do conhecido Projeto Campos Vergal, que preconizava a instituição da Cadeira de Parapsicologia nas Universidades, com o objetivo de propiciar o estudo dos fenômenos extra-sensoriais.

Campos Vergal era portador de elevado número de títulos honoríficos e comendas. Foi membro honorário e era portador de diploma de mérito da Academia de Letras do Distrito Federal (Rio de Janeiro), Presidente do Banco Agroindustrial de São Paulo, Patrono dos Tesoureiros e Auxiliares de Tesoureiros da Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional, de São Paulo.

Foi um político na verdadeira acepção da palavra, mantendo-se sempre dentro da mais estrita linha de honestidade e de probidade. Ainda bastante jovem ingressou no Espiritismo, tomando parte saliente, no ano de 1936, na fundação da União da Mocidade Espírita de São Paulo.

No campo da imprensa espírita fez a sua estreia, no ano de 1937, no tradicional órgão “A Aliança”, de São Paulo, dirigido pelo Prof. Sebastião Maggi da Fonseca. Militou nos quadros diretivos da União Federativa Espírita Paulista, tornando-se, em 1941, o Diretor-Presidente da Sociedade de Rádio Piratininga, PRH-3, a qual lançava ao ar diariamente o “Programa Radiofônico Espírita Evangélico do Brasil”.

Tanto na União Federativa como na extinta Rádio Piratininga, desenvolveu incessante campanha em prol da divulgação da Doutrina dos Espíritos, atuando ao lado de grandes vultos espíritas do passado, dentre eles Pedro de Camargo (Vinícius), Benedito Godoy Paiva, Antenor Ramos, Caetano Mero e outros.

De sua bibliografia destacamos: “Reencarnação ou Pluralidade das Existências”, “Levanta-te e Caminha” e “Bandeirantes da Imortalidade”, obras essas de cunho espírita, entretanto, foi também autor dos livros “Ubururetama” e “O Conde de La Rose”, ambos coletâneas de contos, o primeiro de fundo indianista e o segundo de caráter histórico.

Nas décadas de 1930 a 1950, tornou-se um dos mais destacados e requisitados oradores espíritas, tendo a oportunidade de ocupar a tribuna de centenas e centenas de instituições espíritas, nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, tendo mesmo participado da fundação de muitas dessas entidades.

A sua palavra era muito acatada e o seu nome foi dado a algumas obras assistenciais, em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No ano de 1977, já bastante enfermo e quase sem poder locomover-se, tomou parte na solenidade comemorativa do 40º aniversário de fundação do “Centro Espírita Deus e Caridade”, de São Paulo, dando uma inequívoca demonstração do seu acendrado amor à Doutrina.

O seu gesto teve elevada repercussão e todos os participantes da reunião tiveram a oportunidade de estreitá-lo ao coração.

De todos os numerosos títulos que havia recebido, o que mais prezava era o de espírita-cristão, pois ele considerava o Espiritismo como autêntica mensagem do Céu à Terra, como uma doutrina dinâmica, suscetível de equacionar os milenares e angustiantes problemas que assolam a humanidade, por isso, Vergal muito fez para que os homens se reencontrassem e vivessem em perene estado de fraternidade e de amor.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 2 de agosto de 2015

RITA DA SILVA CERQUEIRA

1888 – 1951

Nasceu a 29 de abril de 1888, em Augustura, Distrito de São José, Além-Paraíba, Estado de Minas Gerais, e desencarnou em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, a 6 de abril de 1951.

Desempenhou uma multiplicidade de cargos e encargos, como diretora do “Lar Manoel Pessoa de Campos”, e do “Grupo Espírita Fé e Esperança”, na qualidade de diretora de assistência aos necessitados.

Foi também orientadora da “Mocidade Espírita Bezerra de Menezes”, arregimentando os moços para o trabalho de caridade, incentivando-os para o conhecimento doutrinário-evangélico.

Era procurada diariamente por uma multidão de aflitos cujos problemas procurava solucionar satisfatoriamente, através de suas palavras evangelizadas e persuasivas.

Ao seu espírito perseverante e realizador devem-se grandes empreendimentos na cidade de Três Rios, em vários setores de atividade.

Era descendente do Almirante Saldanha Marinho, que foi advogado de renome, deputado estadual por várias legislaturas, grande político do século passado, escritor e grão-mestre da Maçonaria, desencarnado em 1895. Ficou órfã de pai aos nove anos de idade, passando a viver sob a tutela de sua avó materna, D. Raquel Saldanha Marinho, grande educadora, austera e boa, que exercia o magistério em Além Paraíba.

Sua avó desenvolveu na menina Ritinha sentimentos elevados, o amor aos semelhantes e a fé inabalável em Deus.

Bem menina ainda, conheceu o jovem Francisco Ferreira de Cerqueira, com ele contraindo matrimônio aos 18 anos de idade.

Em 1910, transferiram-se para a cidade de Três Rios, radicando-se ali, jamais pensando em residir em outra parte.

Seu esposo, alma pura e simples, amava-a de coração e uniram-se no trabalho dignificante, ajudando-se mutuamente, nas tarefas do bem. Foi exemplar servidor da Central do Brasil, estimado e considerado por seus chefes e colegas. Verdadeiro chefe de família, como esposo e pai, soube cumprir os deveres do verdadeiro espírita, integrado nos postulados cristãos.

Tiveram sete filhos, dos quais um desencarnou com um ano de idade, criando-se os restantes, todos dentro dos princípios da Doutrina Espírita.

D. Rita Cerqueira enviuvou em 1928, ficando com todos os seus filhos menores de idade.

José Ferreira de Cerqueira, o mais velho, já um rapazinho, foi o esteio da família. A fé inabalável de D. Ritinha e o comportamento e união dos filhos fizeram com que fossem vencidas todas as dificuldades e em pouco tempo tudo se tornasse paz e tranquilidade naquele abençoado lar cristão.

Sua vida como espírita não foi menos grandiosa: Por volta de 1918, foi acometida de uma enfermidade para qual a medicina não encontrou solução, chegando a ser desenganada por junta médica. Toda a sua família ficou desesperada e inconsolável, somente ela não perdia a esperança, recomendando fé em Deus, porque em breve haveria de sarar.

Nessa altura, teve conhecimento da existência de um médium espírita em Porto Novo da Cunha. Cheia de fé e animada da certeza que Deus haveria de curá-la, pediu ao esposo fosse consultá-lo, naturalmente inspirada pelos amigos espirituais, Francisco Cerqueira, com o coração partido de dor, já desesperado pelos resultados médicos, foi buscar a receita.

De volta, trouxe consigo remédios homeopáticos, ervas e recomendação para eu lhe fossem ministrados passes, pois a sua doença, segundo o guia espiritual do médium, era de origem espiritual.

Confiantes, seguiram à risca todas as instruções recebidas e as melhoras não se fizeram esperar, ficando boa em poucos dias.

Dessa data em diante ocorreram os primeiros fenômenos mediúnicos, com aquela que seria mais tarde grande médium, consagrando toda sua vida aos menos afortunados, não só no exercício da mediunidade, como em outros meios facultados pela Doutrina.

Certo dia sente-se inopinadamente fora do corpo físico; vê, conversa com todos, porém não se apercebe de seu próprio corpo. Após momentos de ansiedade, compreendeu que seu espírito se exteriorizara e era preciso regressar ao envoltório carnal. Nesse momento rogou a Deus com todas as forças de que dispunha que a fizesse regressar ao corpo, porque tinha uma missão a cumprir, além daquela de esposa e mãe, e no mesmo instante voltou ao normal.

No dia seguinte, procurou o Centro Espírita, presidido pelo professor Alexandre José Lacerda, desenvolvendo-se de forma bastante rápida o Dom da mediunidade, comunicando-se por seu intermédio um amigo espiritual de grande elevação, que cientificou a todos da grande tarefa que ela tinha pela frente.

Rita Cerqueira, exuberante de alegria, regressou ao lar, certa de que dali por diante poderia ser muito mais útil aos seus semelhantes.
Nessa mesma noite, foi provada a sua fé.

Foi chamada para socorrer uma enferma em grande sofrimento e aflição. Não se recusou, confiante em Jesus e, à beira da cabeceira do doente, impôs suas mãos e o seu pensamento em prece, recebeu a ajuda do Alto. Quando dali saiu, deixou em paz aquele lar onde até então reinava desespero e apreensão.

Daí por diante, sua mediunidade desabrochou ostensivamente no campo da cura sendo intermediária entre a Terra e o Céu. Muito estudiosa, tomou conhecimento das obras doutrinárias, principalmente de Kardec, em companhia dos companheiros do Centro, como professor Alexandre J. Lacerda, Marcelina Chaves, Eliezer Fonseca, Manoel Gonçalves e Manoel Pessoa de Campos, incansáveis trabalhadores que deixaram seus nomes registrados de modo indelével naquela cidade.

Com seu esposo foi o amparo de multidões de aflitos e deserdados da sorte, que tiveram em seu coração, o remédio, o amparo e a consolação.

Fez parte das diretorias de duas instituições: C.E. “João Baptista” e C.E. ”Fé e Esperança”, em cuja diretoria ficou integrada até o final de sua romagem terrena.

Em 1930, funda-se o “Lar Manoel Pessoa de Campos”, instituição de amparo a crianças do sexo feminino, cuja primeira diretora foi Helena Chaves Arneiro.
Em 1940, motivado por um período de licença da referida diretora, Dona Ritinha a substituiu no cargo, ocupando-o com grande eficiência, dedicação e carinho.

Em 1927, o Dr. Walter Gomes Franklin, médico parteiro residente naquela cidade, solicitou à diretora do C.E. “Fé e Esperança”, autorização para instalar dois leitos para parturientes, em uma de suas salas. Obtida a autorização, ficou ali funcionando, de forma precária, até o ano de 1935, quando foi oficialmente fundada uma Maternidade, com instalações mais adequadas.

Com a desencarnação do Dr. Walter Franklin, em 7 de novembro de 1953, o seu nome foi dado àquele estabelecimento.

A palavra de Rita Cerqueira era eloquente e esclarecedora, pois ela possuía notável poder persuasivo, sendo por isso muito apreciada por todos os espíritas.

A sua predileção pendia para temas evangélicos, conseguindo dar interpretações claras às parábolas de Jesus Cristo.

Em sua oratória fazia salientar a necessidade da prática ao amor ao próximo, dando também muita ênfase a temas que versassem sobre a fé, a esperança, a bondade e, sobretudo, a caridade.

O seu exemplo maravilhoso levou muita gente para o Espiritismo. Os seus conselhos eram acatados por todos, pois era dotada de elevado senso de responsabilidade e sabia, com raro tirocínio, fazer restabelecer a paz nos lares, serenar os ânimos e reatar a amizade entre pessoas que se consideravam desafetas.

Quando de sua desencarnação, por decreto municipal, foi declarado luto oficial por três dias “por motivo do falecimento da ilustre dama trirriense e grande benfeitora da infância desamparada, ocorrido no dia 6 de abril de 1951, nesta cidade”.

O seu nome foi dado a uma das ruas centrais de Três Rios.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.