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domingo, 2 de agosto de 2015

RITA DA SILVA CERQUEIRA

1888 – 1951

Nasceu a 29 de abril de 1888, em Augustura, Distrito de São José, Além-Paraíba, Estado de Minas Gerais, e desencarnou em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, a 6 de abril de 1951.

Desempenhou uma multiplicidade de cargos e encargos, como diretora do “Lar Manoel Pessoa de Campos”, e do “Grupo Espírita Fé e Esperança”, na qualidade de diretora de assistência aos necessitados.

Foi também orientadora da “Mocidade Espírita Bezerra de Menezes”, arregimentando os moços para o trabalho de caridade, incentivando-os para o conhecimento doutrinário-evangélico.

Era procurada diariamente por uma multidão de aflitos cujos problemas procurava solucionar satisfatoriamente, através de suas palavras evangelizadas e persuasivas.

Ao seu espírito perseverante e realizador devem-se grandes empreendimentos na cidade de Três Rios, em vários setores de atividade.

Era descendente do Almirante Saldanha Marinho, que foi advogado de renome, deputado estadual por várias legislaturas, grande político do século passado, escritor e grão-mestre da Maçonaria, desencarnado em 1895. Ficou órfã de pai aos nove anos de idade, passando a viver sob a tutela de sua avó materna, D. Raquel Saldanha Marinho, grande educadora, austera e boa, que exercia o magistério em Além Paraíba.

Sua avó desenvolveu na menina Ritinha sentimentos elevados, o amor aos semelhantes e a fé inabalável em Deus.

Bem menina ainda, conheceu o jovem Francisco Ferreira de Cerqueira, com ele contraindo matrimônio aos 18 anos de idade.

Em 1910, transferiram-se para a cidade de Três Rios, radicando-se ali, jamais pensando em residir em outra parte.

Seu esposo, alma pura e simples, amava-a de coração e uniram-se no trabalho dignificante, ajudando-se mutuamente, nas tarefas do bem. Foi exemplar servidor da Central do Brasil, estimado e considerado por seus chefes e colegas. Verdadeiro chefe de família, como esposo e pai, soube cumprir os deveres do verdadeiro espírita, integrado nos postulados cristãos.

Tiveram sete filhos, dos quais um desencarnou com um ano de idade, criando-se os restantes, todos dentro dos princípios da Doutrina Espírita.

D. Rita Cerqueira enviuvou em 1928, ficando com todos os seus filhos menores de idade.

José Ferreira de Cerqueira, o mais velho, já um rapazinho, foi o esteio da família. A fé inabalável de D. Ritinha e o comportamento e união dos filhos fizeram com que fossem vencidas todas as dificuldades e em pouco tempo tudo se tornasse paz e tranquilidade naquele abençoado lar cristão.

Sua vida como espírita não foi menos grandiosa: Por volta de 1918, foi acometida de uma enfermidade para qual a medicina não encontrou solução, chegando a ser desenganada por junta médica. Toda a sua família ficou desesperada e inconsolável, somente ela não perdia a esperança, recomendando fé em Deus, porque em breve haveria de sarar.

Nessa altura, teve conhecimento da existência de um médium espírita em Porto Novo da Cunha. Cheia de fé e animada da certeza que Deus haveria de curá-la, pediu ao esposo fosse consultá-lo, naturalmente inspirada pelos amigos espirituais, Francisco Cerqueira, com o coração partido de dor, já desesperado pelos resultados médicos, foi buscar a receita.

De volta, trouxe consigo remédios homeopáticos, ervas e recomendação para eu lhe fossem ministrados passes, pois a sua doença, segundo o guia espiritual do médium, era de origem espiritual.

Confiantes, seguiram à risca todas as instruções recebidas e as melhoras não se fizeram esperar, ficando boa em poucos dias.

Dessa data em diante ocorreram os primeiros fenômenos mediúnicos, com aquela que seria mais tarde grande médium, consagrando toda sua vida aos menos afortunados, não só no exercício da mediunidade, como em outros meios facultados pela Doutrina.

Certo dia sente-se inopinadamente fora do corpo físico; vê, conversa com todos, porém não se apercebe de seu próprio corpo. Após momentos de ansiedade, compreendeu que seu espírito se exteriorizara e era preciso regressar ao envoltório carnal. Nesse momento rogou a Deus com todas as forças de que dispunha que a fizesse regressar ao corpo, porque tinha uma missão a cumprir, além daquela de esposa e mãe, e no mesmo instante voltou ao normal.

No dia seguinte, procurou o Centro Espírita, presidido pelo professor Alexandre José Lacerda, desenvolvendo-se de forma bastante rápida o Dom da mediunidade, comunicando-se por seu intermédio um amigo espiritual de grande elevação, que cientificou a todos da grande tarefa que ela tinha pela frente.

Rita Cerqueira, exuberante de alegria, regressou ao lar, certa de que dali por diante poderia ser muito mais útil aos seus semelhantes.
Nessa mesma noite, foi provada a sua fé.

Foi chamada para socorrer uma enferma em grande sofrimento e aflição. Não se recusou, confiante em Jesus e, à beira da cabeceira do doente, impôs suas mãos e o seu pensamento em prece, recebeu a ajuda do Alto. Quando dali saiu, deixou em paz aquele lar onde até então reinava desespero e apreensão.

Daí por diante, sua mediunidade desabrochou ostensivamente no campo da cura sendo intermediária entre a Terra e o Céu. Muito estudiosa, tomou conhecimento das obras doutrinárias, principalmente de Kardec, em companhia dos companheiros do Centro, como professor Alexandre J. Lacerda, Marcelina Chaves, Eliezer Fonseca, Manoel Gonçalves e Manoel Pessoa de Campos, incansáveis trabalhadores que deixaram seus nomes registrados de modo indelével naquela cidade.

Com seu esposo foi o amparo de multidões de aflitos e deserdados da sorte, que tiveram em seu coração, o remédio, o amparo e a consolação.

Fez parte das diretorias de duas instituições: C.E. “João Baptista” e C.E. ”Fé e Esperança”, em cuja diretoria ficou integrada até o final de sua romagem terrena.

Em 1930, funda-se o “Lar Manoel Pessoa de Campos”, instituição de amparo a crianças do sexo feminino, cuja primeira diretora foi Helena Chaves Arneiro.
Em 1940, motivado por um período de licença da referida diretora, Dona Ritinha a substituiu no cargo, ocupando-o com grande eficiência, dedicação e carinho.

Em 1927, o Dr. Walter Gomes Franklin, médico parteiro residente naquela cidade, solicitou à diretora do C.E. “Fé e Esperança”, autorização para instalar dois leitos para parturientes, em uma de suas salas. Obtida a autorização, ficou ali funcionando, de forma precária, até o ano de 1935, quando foi oficialmente fundada uma Maternidade, com instalações mais adequadas.

Com a desencarnação do Dr. Walter Franklin, em 7 de novembro de 1953, o seu nome foi dado àquele estabelecimento.

A palavra de Rita Cerqueira era eloquente e esclarecedora, pois ela possuía notável poder persuasivo, sendo por isso muito apreciada por todos os espíritas.

A sua predileção pendia para temas evangélicos, conseguindo dar interpretações claras às parábolas de Jesus Cristo.

Em sua oratória fazia salientar a necessidade da prática ao amor ao próximo, dando também muita ênfase a temas que versassem sobre a fé, a esperança, a bondade e, sobretudo, a caridade.

O seu exemplo maravilhoso levou muita gente para o Espiritismo. Os seus conselhos eram acatados por todos, pois era dotada de elevado senso de responsabilidade e sabia, com raro tirocínio, fazer restabelecer a paz nos lares, serenar os ânimos e reatar a amizade entre pessoas que se consideravam desafetas.

Quando de sua desencarnação, por decreto municipal, foi declarado luto oficial por três dias “por motivo do falecimento da ilustre dama trirriense e grande benfeitora da infância desamparada, ocorrido no dia 6 de abril de 1951, nesta cidade”.

O seu nome foi dado a uma das ruas centrais de Três Rios.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

PEDRO LAMEIRA DE ANDRADE

1880 - 1938

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 1880, e desencarnado em São Paulo, no dia 1º de março de 1938.

Numa época quando o Espiritismo era ainda muito mal compreendido, e quando reinava verdadeira desunião entre os seus adeptos e até no seio de suas instituições, um vulto notável e infatigável surgiu no cenário da divulgação doutrinária, constituindo-se num dos mais salientes espíritas da época.

Nos anais da História do Espiritismo, os registros biográficos do Dr. Pedro Lameira de Andrade são bastante escassos, em flagrante contraste com o vulto da obra que tão bem soube desempenhar, e que projetou o seu nome na posteridade. A exemplo do que sucedeu com outros grandes missionários, cujas obras foram legadas aos homens das futuras gerações, através dos informes de discípulos dedicados, a missão fulgurante de Lameira de Andrade somente é suficientemente conhecida por aqueles que com ele conviveram, os quais a ele se referem como um autêntico benfeitor da Humanidade, um homem que procurou impulsionar seus companheiros de jornada terrena, na senda do aprimoramento espiritual e do aculturamento, poderosas alavancas que atuam no laborioso processo de reforma íntima das criaturas humanas.

Seus pais foram Boaventura Plácido Lameira de Andrade e Carolina Levereuth de Andrade, tendo o seu nascimento corrido no bairro de Vila Isabel, no antigo Distrito Federal. Aos 17 anos de idade, perdeu seu pai e, atendendo a um convite de seu padrinho foi para São Paulo, ingressando no Colégio Mackenzie, onde se formou em Teologia. Não chegou a ordenar-se pastor protestante, em virtude de haverem surgido algumas divergências entre ele e o reitor do Seminário.

Lameira era exímio tenor e, em 1904, casou-se com D. Elvira Silveira, pianista e professora de Pedagogia e Psicologia da Escola Normal. Desse consórcio teve seis filhas. Nessa época ele era também professor de português, grego e latim, lecionando na escola da Força Pública, atual Polícia Militar de S. Paulo. Ingressando na Faculdade de Direito de S. Paulo, formou-se em 1912. Dessa data em diante deixou de lecionar para consagrar-se à profissão de advogado, tendo montado escritório em S. Paulo.

A desencarnação de sua filha mais idosa, deixou-o desolado e revoltado, passando a descrer de tudo. Aconselhado por amigos procurou o Espiritismo, doutrina que lhe trouxe o consolo e a certeza da imortalidade da alma.

Na década de 1920, Lameira de Andrade já antevia a necessidade da instrução como fator decisivo para a libertação do Espírito, através do conhecimento da verdade, por isso sonhava com a fundação de escolas primárias e ginásios, que viessem a funcionar alicerçados nos postulados da Doutrina Espírita. Nos idos de 1928-29, com vistas ao desenvolvimento de um programa nesse sentido, ao lado de outros companheiros que estavam inspirados do mesmo ideal, lutou arduamente para a implantação de um instituto de ensino que servisse de modelo para as futuras organizações do gênero. Seu sonho concretizou-se quando viu funcionar o Liceu Espírita Brasileiro, entidade que teve vida efêmera, durando pouco mais de um ano. Entretanto, a semente ficou lançada.

Homem dotado de um dinamismo invulgar, arrojado em seus cometimentos e animado de um idealismo inquebrantável, Lameira tornou-se figura bastante conhecida em todo o Brasil e principalmente no Estado de S. Paulo e no Rio de Janeiro, em cujo cenário, teve a oportunidade de desempenhar a sua gigantesca tarefa.

A missão de Lameira de Andrade, no seio do Espiritismo, foi desenvolvida, em grande parte, ao lado do Dr. Augusto Militão Pacheco, renomado médico e um dos grandes baluartes espíritas da época. Através dos seus escritos, das suas conferências, esse infatigável seareiro não media esforços em suas peregrinações.

Muitas cidades brasileiras foram por ele visitadas e seu nome conseguiu empolgar grandes auditórios, pois sabia abordar, com raro descortino, os ensinamentos evangélicos à luz da Doutrina Espírita.

Foi procurador do "Abrigo Batuíra", tendo sido um dos seus fundadores. Durante 19 anos prestou inestimáveis serviços a "Instituição Verdade e Luz". Embora não conhecesse pessoalmente o grande missionário que foi Antônio Gonçalves da Silva Batuíra sucedeu-o na direção da revista "Verdade e Luz", fundada no ano de 1890. Foi membro da diretoria da Associação Espírita São Pedro e São Paulo, onde trabalhou intensamente e com raro devotamento, ao lado de grandes seareiros. Teve também marcante atuação no campo da assistência social, tendo nesse afã, chegado até o sacrifício.

Foi ainda sócio benemérito da Cruz Azul de S. Paulo, tendo prestado a esse organismo o fruto de seu esforço, dando viva demonstração do seu Espírito magnânimo, sempre pronto a servir e a cooperar na implantação e desenvolvimento de obras altruísticas.

Em 12 de julho de 1936, ao ser fundada a Federação Espírita do Estado de S. Paulo, Lameira de Andrade foi eleito seu orador oficial, em sua primeira diretoria, passando a representar aquela egrégia instituição em quase todas as solenidades promovidas pelas associações espíritas do Estado. Na própria Federação, ele era invariavelmente requisitado pelos frequentadores, para proferir palestras, as quais eram bastante concorridas.

Certa ocasião, chegada a hora designada para a realização de uma conferência sobre o tema "O Perdão", na Sede da Associação "Verdade e Luz" choveu torrencialmente. Apenas estavam na sede da instituição o orador, Elói Lacerda e outros dois companheiros.

Lameira, vendo o salão vazio, aventou a ideia de fazer uma prece e encerrar a reunião, sugestão prontamente repelida pelos presentes. A palestra foi proferida, portanto, como se o salão estivesse repleto. A determinada hora entrou no recinto uma pobre mulher, toda molhada, esperando resguardar-se da chuva. Assentando-se nas últimas cadeiras, passou a prestar inusitada atenção às palavras do conferencista.

Ao finalizar a palestra, ela aproximou-se do orador e lhe disse: "Graças a Deus entrei nesta casa e ouvi suas palavras. Eu estava decidida a cometer um crime nesta noite. Entretanto, agora compreendo as razões de minha desorientação e vou tomar rumo diferente, vou lutar contra as forças negativas que quase me desviaram do caminho do bem. "Lameira abraçou-a comovido, alegrando-se intimamente pelo fato de ter servido de ponte para que aquela criatura se reencontrasse e viesse a descortinar novos horizontes”.

Lameira de Andrade viveu na Terra pouco menos de 58 anos, desencarnando vítima de fulminante derrame cerebral que o prostrou em poucas horas. Ele soube aproveitar bem esses curtos anos de trabalho, desenvolvendo tarefa de gigante, no sentido de distribuir, em profusão, tudo aquilo que era patrimônio de seu Espírito esclarecido e evangelizado. Ele soube assimilar, em sua plenitude, os ensinamentos de Jesus Cristo, no sentido de colocar a luz sobre o velador. Foi o bom obreiro que soube restituir ao Senhor, em dobro, os talentos recebidos.

Sua desencarnação representou irreparável perda para os espíritas de São Paulo e do Brasil, uma lacuna que dificilmente seria preenchida.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 30 de maio de 2015

RAYMUNDO MARIANO DIAS

1881 – 1926

Raymundo Mariano Dias nasceu em São Luiz do Maranhão no dia 30 de julho de 1881.

Cursou Humanidade em São Luiz, formando-se em Farmácia na cidade de Salvador na Bahia em 1907, montou uma clínica médica em Monte Azul (São Paulo) e, por fim, transferiu-se em definitivo para a cidade de Barretos.

Foi um dos pioneiros do movimento espírita daquela região, criando os primeiros Núcleos Espíritas locais, como o Centro Espírita 25 de Dezembro e a União Espírita Evangélica Fé e Esperança, onde exerceu grandes atividades no terreno doutrinário e assistencial.

Construiu com seu próprio esforço e expensas, o Hospital da Santa Misericórdia de Barretos.

Em 1918, durante a epidemia da gripe espanhola, muita gente foi salva do insidioso mal, graças a sua abnegação e consciência espírita e cristã.

Fundou a Revista de Estudos Psíquicos da qual foi redator chefe, colaborando em diversos órgãos da Imprensa Espírita da época.

Viveu o Evangelho de Jesus em todas as suas atividades, desencarnou pobre de bens materiais, pois, tudo quanto ganhou no desempenho de seu trabalho honesto e meritório, foi religiosamente dividido entre a sua família e os seus pobres.

Raymundo Mariano Dias retornou ao plano espiritual no dia 26 de março de 1926.

Autor Desconhecido: Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

RICARDO DI BERNARDI

Dr. Ricardo Gandra Di Bernardi é médico homeopata geral e pediatra. Natural de Florianópolis, SC. Ingressou jovem no movimento espírita tendo sido presidente da Juventude espírita de Florianópolis, e também do MEUC (Movimento Espírita Universitário). Exerceu posteriormente diversas funções em âmbito federativo estadual, fundou o ICEF (Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis) e a AME SC (associação Médico-Espírita de Santa Catarina).

Tem elaborado inúmeros workshops e participado como palestrante em encontros, jornadas e congressos espíritas. Seus seminários mais solicitados são: “Gestação, Reencarnação e Aborto”, “Estudo dos corpos Espirituais na Visão Espírita”, “Fisiologia da Reencarnação”, “Drogas, ação nos Corpos Espirituais”, “Sexualidade na Visão Espírita”. Desenvolveu interessante pesquisa sobre fotos Kirlian com estudo da movimentação da aura pelo passe magnético.

Em 1993 lançou seu primeiro livro “Gestação sublime Intercâmbio” tendo alcançado expressivo sucesso tanto no Brasil como em Portugal, onde realizou palestras na Federação Espírita Portuguesa e mais oito cidades lusitanas.

Em 1995 lançou o 2º. Livro, “Reencarnação e Evolução das Espécies” que sem dúvida haverá de se constituir um marco histórico no estudo da concepção espírita da evolução.

Suas duas primeiras obras já foram traduzidas na Espanha e publicadas pela editora Allan Kardec em Málaga circulando pela Europa e América latina.

Em 1997 trouxe a lume duas obras lançando-as concomitantemente. “Dos Faraós a Física Quântica” e “Reencarnação em Xeque” analisando as críticas e as dúvidas mais comuns sobre reencarnação.

Em 1999 publicou seu livro “Voo Livre - Um estudo sobre reencarnação” onde analisa 204 temas e aspectos ligados a reencarnação.


Escreveu e lançou um total de 11 livros. Além dos acima citados: "Flávia" Sonhos e Regressões; Amor Sexo e vidas Passadas; Médico Espírita Responde; Temas Polêmicos do século XXI; Desobsessão; Reencarnação Amor e Sabedoria. Dr. Ricardo Di Bernardi atua também como terapeuta de vidas passadas e efetua conferências em Portugal. Itália, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia além de todo o Brasil.

Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 23 de março de 2015

PAULO TEREZIANO BARROS

1916 – 1990

Paulo Tereziano Barros nasceu na cidade de Alta Paulista em 20 de setembro de 1916.

Ficou órfão de mãe aos nove anos de idade, quando foi morar com a tia que o ameaçava constantemente com o “fogo do inferno”.

Foi, por influência dela, “coroinha” na Igreja Católica. Quando jovem não suportando mais a pressão em casa se fez andarilho, até que em 2 de janeiro de 1946 casou-se com Maria Estrada em Paranavaí (então Fazenda Brasileira), local em que fixou sua residência definitiva.

Autodidata, de tudo sabia um pouco. Tinha muita curiosidade em saber, quando encontrou “guarida” na Doutrina Espírita, ao ler o livro “O Céu e o Inferno”.

Assim, tornou-se um grande estudioso. Desde 1954 Fez parte do primeiro Centro Espírita da cidade (CEFAC) – Centro Espírita Fé, Amor e Caridade e, permaneceu na defesa da integridade da doutrinária enquanto viveu.

Com os demais companheiros ajudou na implantação da Santa Casa, do Albergue Noturno, da Casa da Criança, do Asilo de Velhos, do Ginásio Humberto de Campos, do Conservatório de Música João Ghignone e da Escolinha de Evangelização no CEFAC.

Quando surgiu o movimento regional da Federação Espírita do Paraná (8ª União Regional Espírita com sede em Paranavaí) atirou-se de corpo e alma na defesa e propagação da ideia, sacrificando muitas vezes a família em prol do movimento. Junto com André Fernandes e Narciso D’Avis não media esforços para que o ideal se firmasse.

Foram os “tratores” abrindo as “picadas” que se tornaram as estradas de comunicação que hoje existem.

Pai de 10 filhos, sobrevivia de serviço braçal (encanador), mas fez questão que todos estudassem – essa seria sua herança.

Defensor máximo da evangelização infantil “obrigava” os filhos a participarem do movimento infanto-juvenil.

Hoje a Escola de Evangelização do CEFAC traz o seu nome em justa homenagem.

De seus dez filhos (hoje, uma desencarnada) apenas um segue outra linha evangélica, sendo que os demais, inclusive netos (21) seguem praticamente a Doutrina Espírita, semeando-a por onde passam com destemor e seriedade, com confiança e alegria – a maioria de seus filhos são atualmente funcionários do Banco do Brasil.

Três dos seus filhos já foram e são diretores de Uniões Regionais Espíritas, nas várias regiões onde residem – Umuarama e Cascavel.

Cinco dos seus filhos divulgam a doutrina com consciência e fidelidade. Sua esposa participava também das reuniões do CEFAC.

Paulo Tereziano de Barros desencarnou em 14 de setembro de 1990.

Autor da biografia desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

PADRE MIGUEL FERNANDES

A EXPERIÊNCIA DE UM PADRE MÉDIUM

Padre Miguel Fernandes, que comandava as paróquias de Santa Filomena e Santa Edwirges, no Distrito Federal, devia dar uma grande "dor de cabeça" à Igreja. Há dezoito anos, ele recebeu o espírito do Frei Fabiano de Cristo e desde então assumiu sua mediunidade (intercâmbio espiritual), desenvolvendo trabalhos filantrópicos e espirituais, sob a orientação do Frei, sobretudo voltados a leprosos e crianças.

Sem papas na língua, ele falava o que vem à tona, critica certos dogmas da Igreja, a exemplo do celibato, defende o ecumenismo e que a Igreja se aproxime mais do seu rebanho. Alertava que a humanidade precisava descobrir o amor de Deus e somente quando isso acontecer é que vai melhorar. Aos 60 anos, mas um problema de coluna o faz andar envergado, apesar de apressado, cuja postura se assemelha com o Frei Damião.

Denomina-se como um padre espiritualista. Todos os sábados à tarde, ele recebia o espírito do Frei Fabiano de Cristo em sua Igreja e atendia às pessoas que buscavam ajuda espiritual, aplicava passes (estender das mãos sobre a cabeça para emitir fluídos magnéticos), justificando que estes são bênçãos. O fruto deste trabalho de ajuda do intercâmbio com o Além, milhares de pessoas melhoraram de vida depois da bênção do Frei Fabiano de Cristo, exemplificando reconciliação de casais, conversão de pessoas que haviam se afastado da Igreja.

Além da mediunidade, Padre Médium dizia que já constatou verdades sobre a existência da reencarnação. “Já identifiquei algumas pessoas, com quem convivi em vidas passadas”. As almas estas estão prontas desde o início do mundo. São milhares que vão lá (no Além) vem cá e retornam quantas vezes for preciso para evoluir, garante.

Quanto ao ecumenismo, padre Miguel achava que as religiões têm que se unir, para que haja mais amor, mais fraternidade e acabar este puritanismo, sectarismo e proselitismo que imperam. Questionei como seria esta união se cada qual quer defender, com unhas e dentes, suas teorias? "Não precisa buscar ninguém de lá para cá, mas promover união numa conferência, num diálogo. Isso não significa eu ser padre e viver dentro de um terreiro de umbanda, centro espírita ou igreja protestante, mas posso ser amigo do pastor, do pai-de-santo, de um espírita, numa convivência amistosa", respondeu.

Perguntei-lhe ainda qual seria o caminho para aproximar-se de Deus. Ele disse que os ensinamentos de Jesus Cristo é tudo neste processo.

"Usar fraternidade com o irmão. Fraternidade, caridade, bondade, mansidão, carinho, amor para com o sofredor. Em pleno século XXI, estão falando em guerra pela inexistência de tudo isso que falei"

E sua mensagem final: “Que todos sejam fiéis a Jesus Cristo e ao evangelho e não sejam fariseus”. Desencarnou aos 67 anos de idade no dia 07 de Novembro de 2011.

Autor Desconhecido. Fonte da biografia e imagem: Internet Google.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

RUY KREMER

1924 - 2002

Desencarnou no dia 30 de maio de 2002 o Coronel Professor Ruy Kremer, Presidente da Cruzada dos Militares Espiritas, com sede na Rua São Valentim, nº 142, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro.

O coronel Ruy Kremer, foi desses trabalhadores que ao se ausentarem do convívio material entre nós, deixa muita saudade em face do seu extraordinário dinamismo e profundo conhecimento da Doutrina Espírita, cujos ensinamentos soube transmitir, a todos nós, com muita propriedade.

Um grande estudioso da vida e obra de Paulo de Tarso, manteve na Rádio Rio de Janeiro um programa, onde dissecou a vida do grande Paulo, que em breve, sob a forma de livro, será lançada pelo Instituto de Cultura Espírita do Brasil, que o editou.

As suas atividades não pararam por aí: Foi Presidente do Abrigo Teresa de Jesus, com sede na Rua Ibituruna; Conselheiro da FUNTARSO Fundação Cristã Espírita Cultural Paulo de Tarso, mantenedora da Radio Rio de Janeiro; Sócio Efetivo da CAPEMI Caixa de Pecúlio e Pensões-Beneficente; LFC, Lar Fabiano de Cristo e CAVADI, Casa do Velho Assistencial e Divulgadora; Conselheiro e expositor do ICEB, Instituto de Cultura Espírita do Brasil.

No exercício de suas atividades como Presidente da Cruzada dos Militares Espíritas, desde 1985, dedicou-se, de maneira invulgar, objetivando manter, viva a chama do Espiritismo no âmbito das Forças Armadas, tarefa bastante difícil em face das reações naturais dos opositores aos princípios da Doutrina Libertadora prometida por Jesus.

Certamente, muito breve, estará, junto com os companheiros que o antecederam na Presidência da Cruzada e que, provavelmente ainda se encontram na erraticidade, continuando a abençoada tarefa de divulgação do Espiritismo junto aos companheiros militares de todos os rincões de nosso Brasil e, quem sabe, de todo o Mundo.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VICENTE DE PAULO

1581-1660

A aldeia se situa no sul da França, quase na divisa com a Espanha. Chama-se Pouy, e a família leva o sobrenome De Paulo. Vicente é o terceiro entre os seis filhos do casal João de Paulo e Bertranda de Moras. O ano é 1581.

A família possui terras e um rebanho de vacas, ovelhas e porcos. Vicente é encarregado de levar o rebanho a pastar e, seu olhar se perde na contemplação da natureza. Cedo, nele se manifestam a inteligência aguda, o olhar observador, o espírito vivo, o coração generoso e sincera devoção a Maria, o que motiva que os pais o encaminhem aos estudos eclesiásticos para seguir a carreira sacerdotal.

Fez os estudos teológicos na Universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600, aos 19 anos. Continuou os estudos por mais 4 anos, recebendo o título de Doutor em Teologia.

Para poder frequentar os estudos, o jovem estudante dá aulas particulares aos filhos de um juiz em Pouy, o Sr. Commet, pois que seu pai não tem condições para ajudá-lo.

Mais tarde, em Tolusa, leciona aos filhos de algumas famílias da nobreza, a fim de manter os seus estudos de Teologia e a estadia, merecendo o título de bacharel, pela Universidade, no ano de 1604.

Uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.

Ele foi atrás do devedor, encontrando-o,  recebeu grande parte do dinheiro; ia regressar de navio, por ser mais rápido e mais barato. Na viagem o barco foi aprisionado por barcos de piratas turcos, e levados para a Turquia. Em Tunis foram vendidos como escravos.

Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou pra um seu sobrinho, que vendeu-o para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era turca, que ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita. O patrão de Vicente, arrependido, propôs ao escravo a fugirem para a França. Esta fuga só foi realizada 10 meses depois.

No ano 1610, a rainha Margarida, ex-esposa do rei Henrique IV, admite Vicente entre seus esmoleres, ou seja, encarrega-o de distribuir as esmolas. Afetuoso, visita os doentes, abranda as desavenças, dissipa as dúvidas, instrui na fé os empregados e a todos presta incontáveis serviços.

Contudo, Vicente vive no mundo dos grandes e dos ricos. Esmoler da rainha Margarida e protegido da senhora De Gondi, até o dia que opta por se dedicar à instrução e ao serviço dos camponeses, sendo-lhe designada a paróquia de Châtillon, uma das mais problemáticas e desleixadas da região.

Num domingo, ele recebe as notícias de uma família miserável que está a morrer. Estão todos doentes. Instados pelo seu sermão, os paroquianos se dirigem à casa da família e prestam auxílio.

O cérebro de Vicente fervilha: "Eis aqui uma grande caridade, pensa, mas está mal organizada".

Idealiza, portanto, a criação de uma Associação, e, no dia 20 de agosto de 1617, com sua iniciativa nasce uma associação de mulheres, com o objetivo de visitar, alimentar e prestar aos enfermos todos os cuidados indispensáveis: a Confraria da Caridade. As pessoas que a compõem chamam-se Servas dos Pobres ou Damas da Caridade.

Em 1620, Vicente institui a Caridade dos Homens. As mulheres se dedicam aos doentes, os homens devem se dedicar aos velhos, viúvas, órfãos, prisioneiros.

Homem de visão, Vicente de Paulo orienta as Confrarias, incentivando a organização de cooperativas agrícolas, ensinando novos métodos de cultivo da terra, implantando, nas cidades, pequenas manufaturas para produzirem objetos de uso na região e, finalmente, criando centros de aprendizagem onde as crianças indigentes possam receber educação cristã e aprender uma profissão, a fim de tirá-las à miséria.

Tendo estabelecido diretrizes à assistência aos camponeses, um novo campo se lhe abre. Ele é convidado a trabalhar junto aos condenados às galés. São criminosos e delinquentes, que vivem amontoados em calabouços infectos, acorrentados pelo pescoço e pelos pés, cheios de vermes, revolta e desesperança.

Como poderia Vicente lhes falar das coisas espirituais? Necessário é lhes melhorar as condições, pois apodrecem vivos. O alimento é pão preto, a água é semi poluída e os golpes de chicote são constantes.

Interfere Vicente junto ao general das galeras, Manuel de Gondi e consegue realizar sensíveis mudanças. Oferece-lhes cuidados corporais, distribui alimento entre eles, consola-os, fala-lhes de Cristo e do Evangelho, chama-os de "meus filhinhos".

Vicente ama. Por isso, mostra-se incansável na descoberta das misérias humanas de ordem material e espiritual, estendendo socorro pessoalmente e ou enviando as Damas da Caridade a hospitais, prisões, asilos, escolas, às ruas.

Amigo de Francisco de Sales, bispo de Genebra (Suíça), decide fundar uma Companhia que tenha por herança os pobres e que se dê inteiramente aos pobres; o que se concretiza em 1625.

Vicente é mestre na arte de conquistar corações. Consegue apoio de muitos nobres e ricos para atender os seus pobres. Tem amigos como a rainha Ana da Áustria que lhe manda ajuda material durante o longo período da guerra, que assolou a França, sustenta a obra das crianças expostas (abandonadas); Maria, duquesa de Aiguillon, que o auxilia em todas as suas obras caritativas; o rei Luís XIII, que visita e assiste os doentes, apoia e incentiva com bens materiais inúmeras obras vicentinas; Luísa de Marillac, que se torna excepcional trabalhadora, visitando e coordenando as diversas Confrarias da Caridade espalhadas ao redor de Paris.

Desde os 35 anos de idade, Vicente conhece o trabalho da doença em sua própria carne. As pernas e pés incham. Chegará um tempo, em que já sente dificuldade para se manter a cavalo, para a realização das suas viagens.

Aos 74 anos necessita ficar encerrado por longos dias em seu quarto, enquanto a febre se instala em seu corpo. Com dificuldade e o auxílio de uma bengala, consegue dar alguns passos. Contudo, dotado de indomável energia, ele profere palestra, todas as manhãs aos seus discípulos, demonstrando serenidade e lucidez, apesar das dores atrozes que o atormentam.

Diante da morte iminente, brinca: "Em breve enterrarão o miserável corpo deste velho, e se transformará em cinzas e o pisarão com os pés".

Então, em 27 de setembro de 1660, antes que o sol se levante, sentado numa poltrona, perto do fogo, Vicente desencarna.

Era um pouco antes das cinco horas da manhã, hora em que habitualmente Vicente se punha em oração.

Os pobres, mais do que ninguém, lastimam a morte do seu benfeitor e amigo, seu pai.

Referindo-se a ele, o espírito de Francisco de Paula Vítor, pela psicografia de Raul Teixeira, escreve: "Verdadeira luz a brilhar, no seio do séc. XVII, seus exemplos de dedicação e fidelidade ao Mestre Jesus contagiam inumeráveis corações que, depois dele, investem tempo e vida aos serviços portentosos em prol da instalação do reino dos céus na Terra".

E esta figura ímpar, se faz presente como um colaborador do Consolador Prometido, assinando as respostas às questões de número 888, 888a em O Livro dos Espíritos, onde igualmente assina, junto com outros espíritos eminentes, Prolegômenos; nas mensagens de nº XX e XXVI do cap. XXXI de O Livro dos Médiuns e o item 12, do cap. XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nesta mensagem, especialmente, é que derrama o perfume do seu coração, externando: "A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador (...)".

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ROGER BACON

1220 – 1292

Roger Bacon nasceu em Ilchester (Inglaterra) em 1220 e morreu em Oxford em 1292.

Foi para a França com o objetivo de completar os estudos e ensinar.

Seu nome se tornou respeitado em Paris, principalmente após obter o título de mestre em artes e resolver se dedicar exclusivamente à pesquisa.

Por possuir ideias audaciosas em relação ao pensamento escuro da era medieval, Bacon enfrentou inúmeras dificuldades no desenvolvimento de seus estudos. No entanto, foi o apoio de seu admirador, o Papa Clemente IV, que permitiu uma tranquilidade temporária a ele.

Durante este tempo de calmaria, Bacon escreveu uma das obras capitais da Idade Média, "Opus Maius", onde tratou das causas da ignorância, relação entre Teologia e Filosofia, da ética e das ciências experimentais e matemáticas. Em seus estudos, introduziu o uso da pólvora no mundo ocidental; profetizou inúmeros artefatos mecânicos tais como o barco a vapor, o automóvel e o avião; ocupou-se de problemas de engenharia de construção; inventou a lente de aumento (usadas em óculos e aperfeiçoadas pelo inglês Chester Hall, em 1733), o princípio do termômetro e teceu considerações que sugerem o telescópio (que foi inventado pelo oculista holandês Hans Lippershey, em 1608 e usado com maestria por Galileu Galilei, em 1609).

Sugeriu também que a Terra era redonda e poderia ser circunavegada. Sugeriu ao Papa que desse mais ênfase à experimentação no sistema educacional vigente.

Teceu várias observações sobre o ocultismo. Ele admitia a magia e procurava estabelecer diferenças entre esta e a Ciência. Considerava que os astros exercem determinada influência na vida do homem, sem, contudo limitar seu livre arbítrio.

Teve grande destaque nos estudos alquímicos, tendo sido o primeiro inglês a cultivar a Filosofia Alquímica e a colaborar de maneira acentuada, com as ciências herméticas.

Em 1278 foi enclausurado por heresia, seus livros foram apreendidos e suas experiências foram consideradas práticas mágicas. Somente em 1733, 441 anos após sua morte, é que seu livro "Opus Maius" foi publicado.

Na época de Bacon, a Filosofia desempenhava a análise geral do pensamento humano. Por não haver Psicologia, Psiquiatria, Parapsicologia, etc., fica lógico o raciocínio desse cientista-filósofo e a semente que ele lançou germinou no século XIX com os iniciadores das Ciências Psíquicas.

Emmanuel, através de Chico Xavier, comentou sobre este franciscano inglês: "Roger Bacon, notável por seus estudos e iniciativas, é um dos pontos culminantes dessa renascença espiritual...”.

O que Bacon escreveu foi abafado e impedido de chegar ao público assim como sua presença física se restringiu ao enclausuramento por vários anos.

Afirmam os reencarnacionistas que Bacon foi a reencarnação de Proclo, o filósofo que, na sua época, falou sobre a lei dos renascimentos sucessivos.

Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 25 de outubro de 2014

PITÁGORAS DE SAMOS

(do grego Ο Πυθαγόρας ο Σαμιος)

570 a.C. – 496 a.C.

Foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos entre cerca de 571 a.C. e 570 a.C. e morreu em Metaponto entre cerca de 497 a.C. ou 496 a.C.

A sua biografia está envolta em lendas. Diz-se que o nome significa altar da Pítia ou o que foi anunciado pela Pítia, pois a mãe ao consultar a pitonisa soube que a criança seria um ser excepcional.

Pitágoras foi o fundador de uma escola de pensamento grega denominada em sua homenagem de pitagórica. Teve como sua principal mestra, a filósofa e matemática Temstocléia.

Da vida de Pitágoras quase nada pode ser afirmado com certeza, já que ele foi objeto de uma série de relatos tardios e fantasiosos, como os referentes a viagens e contatos com as culturas orientais. Parece certo, contudo, que o filósofo tenha nascido em 570 a.C. na cidade de Samos.

Fundou uma escola mística e filosófica em Crotona (colônias gregas na península itálica), cujos princípios foram determinantes para a evolução geral da matemática e da filosofia ocidental sendo os principais temas, a harmonia matemática, a doutrina dos números e o dualismo cósmico essencial.

Acredita-se que Pitágoras tenha sido casado com a física e matemática grega Theano, que foi sua aluna. Supõe-se que ela e as duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido.

Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números. Para eles, o número, sinônimo de harmonia, constituído da soma de pares e ímpares - os números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação, era considerado como a essência das coisas, criando noções opostas (limitado e ilimitado) e sendo a base da teoria da harmonia das esferas.

Segundo os pitagóricos, o cosmo é regido por relações matemáticas.

A observação dos astros sugeriu-lhes que uma ordem domina o universo. Evidências disso estariam no dia e noite, no alterar-se das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Por isso o mundo poderia ser chamado de cosmos, termo que contém as ideias de ordem, de correspondência e de beleza. Nessa cosmovisão também concluíram que a Terra é esférica, estrela entre as estrelas que se movem ao redor de um fogo central. Alguns pitagóricos chegaram até a falar da rotação da Terra sobre o eixo, mas a maior descoberta de Pitágoras ou dos seus discípulos (já que há obscuridades em torno do pitagorismo, devido ao caráter esotérico e secreto da escola) deu-se no domínio da geometria e se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. A descoberta foi enunciada no teorema de Pitágoras.

Pitágoras foi expulso de Crotona e passou a morar em Metaponto, onde morreu, provavelmente em 496 a.C. ou 497 a.C..

Segundo o pitagorismo, a essência, que é o princípio fundamental que forma todas as coisas é o número. Os pitagóricos não distinguem forma, lei, e substância, considerando o número o elo entre estes elementos. Para esta escola existiam quatro elementos: terra, água, ar e fogo.

Assim, Pitágoras e os pitagóricos investigaram as relações matemáticas e descobriram vários fundamentos da física e da matemática.

O símbolo utilizado pela escola era o pentagrama, que, como descobriu Pitágoras, possui algumas propriedades interessantes. Um pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular; pelas intersecções dos segmentos desta diagonal, é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original exatamente pela razão áurea.

Pitágoras descobriu em que proporções uma corda deve ser dividida para a obtenção das notas musicais no início, sem altura definida, sendo uma tomada como fundamental (pensemos numa longa corda presa a duas extremidades que, quando tangida, nos dará o som mais grave - e a partir dela, gerar-se-á a quinta e terça através da reverberação harmônica).

O nome está ligado principalmente ao importante teorema que afirma: Em todo triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Além disto, os pitagóricos acreditavam na esfericidade da Terra e dos corpos celestes, e na rotação da Terra, com o que explicavam a alternância de dias e noites. A filosofia baseou uma doutrina chamada Filosofia Explanatória Cristo-Pitagórica.

A escola pitagórica era conectada com concepções esotéricas e a moral pitagórica enfatizava o conceito de harmonia, práticas ascéticas e defendia a metempsicose.

Durante o século IV a.C., verificou-se, no mundo grego, uma revivescência da vida religiosa. Segundo alguns historiadores, um dos fatores que concorreram para esse fenômeno foi a linha política adotada pelos tiranos: para garantir o papel de líderes populares e para enfraquecer a antiga aristocracia, os tiranos estimulavam a expansão de cultos populares ou estrangeiros.

Dentre estes cultos, um teve enorme difusão: o Orfismo (de Orfeu), originário da Trácia, e que era uma religião essencialmente esotérica. Os seguidores desta doutrina acreditavam na imortalidade da alma, ou seja, enquanto o corpo se degenerava, a alma migrava para outro corpo, por várias vezes, a fim de efetivar a purificação. Dioniso guiaria este ciclo de reencarnações, podendo ajudar o homem a libertar-se dele.

Pitágoras seguia uma doutrina diferente. Teria chegado à concepção de que todas as coisas são números e o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço basicamente intelectual. A purificação resultaria de um trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Assim, portanto, uma coisa manifestaria externamente a estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor.

A palavra Matemática (Mathematike, em grego) surgiu com Pitágoras, que foi o primeiro a concebê-la como um sistema de pensamento, fulcrado em provas dedutivas.

Existem, no entanto, indícios de que o chamado Teorema de Pitágoras (c²= a²+b²) já era conhecido dos babilônios em 1600 a.C. com escopo empírico. Estes usavam sistemas de notação sexagesimal na medida do tempo (1h=60min) e na medida dos ângulos (60º, 120º, 180º, 240º, 360º).

Pitágoras percorreu por 30 anos o Egito, Babilônia, Síria, Fenícia e talvez a Índia e a Pérsia, onde acumulou ecléticos conhecimentos: astronomia, matemática, ciência, filosofia, misticismo e religião. Ele foi contemporâneo de Tales de Mileto, Buda, Confúcio e Lao-Tsé.

Quando retornou a Samos, indispôs-se com o tirano Polícrates e emigrou para o sul da Itália, na ilha de Crotona, de dominação grega. Aí fundou a Escola Pitagórica, a quem se concede a glória de ser a "primeira Universidade do mundo".

Pensamentos de Pitágoras

Educai as crianças e não será preciso punir os homens.

Não é livre quem não obteve domínio sobre si.

Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo.

O que fala semeia; o que escuta recolhe.

Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.

Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.

Todas as coisas são números.

A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar é aproximar-se de Deus.

A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.

A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e sai-se.

A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la tornando-se filósofos.

Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las.

Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 4 de outubro de 2014

PAUL GIBIER

1851 - 1900

O Doutor Paul Gibier, um dos sábios pesquisadores da fenomenologia espírita no século XIX, membro da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, foi médico, diretor do Laboratório de Patologia Experimental e Comparada do Museu de História Natural de Paris, aluno predileto de Louis Pasteur, ex-interno dos Hospitais de Paris, condecorado pela Faculdade de Medicina de Paris pela apresentação de tese sobre a raiva, incumbido pelo governo francês de estudar na França e no Exterior várias epidemias de "cólera-morbo" e de febre amarela, diretor do Instituto Bacteriológico (Instituto Pasteur) de Nova Iorque, membro da Academia de Ciências de Nova Iorque, Cavaleiro da Legião de Honra.

Nos primeiros dias do mês de junho de 1900, os jornais de Nova Iorque anunciaram que o Doutor Gibier acabara de falecer, num acidente a cavalo. Esta notícia não deixou indiferente nenhum daqueles, hoje muito numerosos, na França e no estrangeiro, que seguem, com certa atenção, o progresso dos estudos psicológicos.

Grandes jornais não se limitaram a reproduzir a notícia; eles evocaram testemunhos de estima pela vida e trabalhos do sábio, não mais discutindo a realidade dos fatos observados, mas emitindo somente a opinião de que ele tinha ido muito longe. Nós não vimos, entretanto, nenhuma tentativa de contestação de suas opiniões. Vê-se que já estávamos, naquela época, muito longe do tempo em que tomavam por argumentos, sem réplica, alguns gracejos banais e irrefletidos que, em todos os tempos, acolheram as ideias novas e as grandes descobertas!

Sabemos bem pouca coisa acerca do Doutor Gibier. Ele mesmo nos informa que, antes de se entregar ao estudo da medicina, consagrou cinco anos a estudar a técnica mecânica. Formado em Medicina, começou a trabalhar num dos laboratórios do Museu de História Natural de Paris, entregando-se com paixão a pesquisas sobre os infinitamente pequenos que ocupam um lugar importante na preocupação de todos. Ele realizava, ao mesmo tempo, experiências sobre os fenômenos psicológicos e, em pouco tempo, foi obrigado a deixar o Museu, por causa destas últimas pesquisas, na opinião dele e de seus amigos, e por outros motivos, segundo os sábios do Museu.

Sabemos que Pasteur depositou nele toda a sua confiança, muita estima e o encarregou de várias missões na América Central, com a finalidade de estudar, em campo, os agentes microscópicos das doenças epidêmicas e da febre amarela, em particular. Foi, em seguida, nomeado diretor do Instituto Pasteur da cidade de Nova Iorque, cidade onde acabou de sucumbir bruscamente.

Este sábio, incluído frequentemente entre os homens corajosos que não temem arriscar sua reputação e seu futuro, ao publicar suas opiniões apoiadas em fatos, nos deixou duas obras bem conhecidas, que merecem ser lidas e mais divulgadas. A primeira, "O Espiritismo (Faquirismo Ocidental)", apareceu em 1886, e a segunda, "Análise das Coisas", em 1890.

A partir desta data, ele não deixou de observar e experimentar. Sabe-se que ele se propunha a resumir, numa última obra, seus trabalhos precedentes e nos fazer revelações que considerava ainda prematuras naquela época. Porém, a morte o surpreendeu e a Humanidade não pôde tomar conhecimento do restante de sua obra, certamente a parte mais importante!

Na Introdução de seu primeiro livro escreveu: "Declaramos, à viva voz, que ao começar estas pesquisas, tínhamos a íntima convicção de que nos encontrávamos em face de uma colossal mistificação, que precisava ser descoberta, e levamos muito tempo para nos desfazermos desta ideia". Portanto, este sábio, como tantos outros de sua época, partiu com a ideia de desmascarar as mistificações, com uma convicção e, pouco a pouco, se fez defensor da nova ciência psíquica, com uma certeza que aumentava no decorrer do número e da variedade de experiências.

Naquilo que deixou escrito, ficou bem claro seu propósito de não divulgar, no seu entender, prematuramente, com detalhes, tudo o que havia descoberto, em virtude da opinião contrária do "meio científico". Mas, mesmo assim, ficou comprovado que muito avançou, para a sua época, em suas pesquisas: teorias das mais ousadas sobre a matéria, o papel da força, a evolução dos mundos, a constituição do homem, os fenômenos que acompanham e seguem a morte etc.

Ajudado pelo médium Slade, estudou de uma maneira toda especial, o curioso fenômeno da escrita direta na ardósia, ao qual consagrou 33 sessões. Numerosas mensagens, em diversas línguas, foram obtidas no interior de ardósias duplas, fornecidas pelo experimentador e seladas uma contra a outra.

Em 1900, enviou ao Congresso Internacional Oficial de Psicologia, reunido em Paris, um relatório de várias materializações de espíritos, observadas em seu laboratório em Nova Iorque, na presença de várias testemunhas, notadamente dos funcionários que o assistiam em seus estudos de biologia.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.