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quarta-feira, 1 de abril de 2020

JAIR SOARES


1910 – 1992

Registramos, com muita saudade, o desencarne do irmão Jair Soares, ocorrido aos trinta minutos do dia três de agosto de 1992, no Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte, MG, onde se achava internado, para tratamento de afecção cardiovascular.

Foi o fundador do Informativo "Voltando às Origens" e do Grupo da Fraternidade Irmã Ló, aos quais emprestou o calor de sua dedicação, com o mais puro idealismo. Tornou-se, assim, merecedor de nossa imorredoura gratidão.

Nasceu na cidade de Teixeiras, no Estado de Minas Gerais, em 27/02/1910, sendo seus pais Manoel Luiz Soares Gomes e Laura Augusta Nogueira Soares. Aos 29 anos, veio para Belo Horizonte, então bucólica cidade, a qual passou a amar como a própria terra natal, traduzindo em obras beneméritas o seu afeto cristão.

Aqui se radicou, definitivamente, exercendo a profissão de Técnico de Contabilidade para várias casas comerciais, até a merecida aposentadoria. Dotado de ilibado caráter, profundo conhecedor da ciência contábil, conquistou invejável reputação no comércio atacadista local.

Casou-se em 22/09/1932, com a confreira Elvira de Barros Soares, a Dª Ló, como era conhecida na intimidade. Foi o seu anjo bom pela vida afora. Do consórcio nasceram os filhos Ed, Edgard, Elcy e Vilma, que lhe sobrevivem.

Nascido de família católica, converteu-se ao Espiritismo em 1934, trazido pela amorável esposa.

Desde quando se mudou para a Capital, passou a colaborar ativamente no Centro Espírita Oriente, emprestando o brilho de sua dedicação a várias diretorias.

Fez, ainda da própria residência, à Rua Paraisópolis, no Bairro de Santa Tereza, verdadeira Meca do Espiritismo, com a fundação do Grupo Sheila, destinado à materialização dos Espíritos Benévolos, para tratamento direto de enfermos do corpo e do espírito. Foi a primeira vez que soubemos dessas reuniões para aliviar a dor e não para provar a sobrevivência da alma.

Sessões memoráveis foram realizadas, com os médiuns Fábio Machado, Francisco Lins Peixoto, o “Peixotinho”, Levi Guerra e Ênio Wendling. Os livros Materializações Luminosas e Forças Libertadoras, do escritor R. A. Raniere, são repositórios de algumas dessas reuniões, que constituíram fase brilhante de materialização em nossa Pátria.

Na residência do incansável nasceram o Hospital Espírita André Luiz e o Movimento da Fraternidade, fundados, respectivamente, a 25/12/1949 e 04/11/1946; o primeiro, modelar instituição filantrópica, dirigido pela "Oscal - Organização Social Cristã Espírita André Luiz" e o seu departamento "Cidade da Fraternidade", em Alto Paraíso - GO. Através do Movimento da Fraternidade, que conta com dezenas de Grupos em vários Estados da Federação, consubstanciava-se o seu plano de ver o Brasil coberto pela Fraternidade.

Em 21/06/1952, fundou o Grupo da Fraternidade Irmã Scheila, à Rua Aquiles Lobo, que mantém três núcleos assistenciais: o "Centro Espírita Oriente", a "Casa do Caminho Irmão Jerry" e a "Casa Espírita André Luiz", que beneficiam a incontáveis pessoas carenciadas.

Após o desencarne de Dª Ló, ocorrido em 18/01/1971, adaptou a própria residência para o funcionamento de um Centro Espírita e, em 1983 nela instalou o Grupo da Fraternidade Irmã Ló. Passou a viver, então, inteiramente dedicado a intensa atividade espiritual e assistencial.

Em outras instituições que receberam também o esforço de sua dedicação, está o “Abrigo de Jesus”, a respeitável obra fundada pelo irmão Osório de Morais, que acolhe e educa crianças desprotegidas. Durante anos foi seu diretor-tesoureiro, donde se afastou para fundar o Hospital André Luiz.

Como queria Jair Soares, o seu velório foi assinalado por preces e suaves canções espíritas, entoadas pelos Corais “Irmã Ló” e “Irmã Sheila”, dentro do cenário de resignada saudade. Falaram a confreira Ruth Birman e os confrades Pedro Ziviane e Jarbas Franco de Paula. E, na tarde do dia 03/08/1992, da sede do Grupo da Fraternidade Irmã Ló, com grande acompanhamento, saiu o féretro em direção ao Cemitério da Saudade.

Esperamos que, após o almejado reencontro com os entes queridos que o precederam, recuperado das salutares provas de longa existência terrena, venha a sombra amiga de Jair Soares adejar em torno das atividades beneméritas que fundou. Um dia, certamente, estaremos todos reunidos, por imortal afinidade, no grande lar espiritual que nos aguarda. “Andai como filhos da luz” (da epístola de Paulo).

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

domingo, 1 de março de 2020

JERÔNIMO CÂNDIDO GOMIDE


(JERÔNIMO CANDINHO)

1888 – 1981

Nasceu em 20 de janeiro de 1888 e desencarnou em 20 de outubro de 1981.

Discípulo de Eurípedes Barsanulfo, que após o desencarne do médium, deixou Minas Gerais e partiu para Goiânia, ai se dedicando inteiramente às tarefas do bem, ajudando aos necessitados, juntamente com sua esposa D. Chiquinha.

Fundou o C.E. Luz da Verdade na Fazenda Palmella, Município de Palmelo, transformada na Primeira Cidade Espírita do Mundo.

Colaborou na fundação de muitas outras obras.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

JACQUES ABOAB


1889 – 1969

Nasceu em Constantinopla, atual Istambul, capital da Turquia, no dia 15 de abril de 1889.

Judeu de nascimento viveu sua infância na Argélia, ao norte da África. Na adolescência transferiu-se para a França, onde dedicou-se na faina de vendedor ambulante, percorrendo todo aquele país, desde a Bretanha ao Midi e do Atlântico à Lorena, ganhando duramente a vida nessa laboriosa tarefa.

Ainda como vendedor ambulante, percorreu vários países da Europa e do Oriente próximo, principalmente a Grécia e o Egito. Posteriormente viajou para a América do Sul, estando em vários países.

Finalmente fixou-se definitivamente no Brasil, que, com o seu espírito nômade, percorreu todo o pais, repetindo aqui a sua experiência da França, no constante labor pela sobrevivência.

Com seu baú de miudezas, ia de porta em porta. Nessas andanças conheceu a excelência da Doutrina Espírita, em Recife-PE. A convite de amigos visitou a "Casa dos Espíritas de Pernambuco", o seu primeiro contato com a Doutrina, fazendo-se adepto sincero e fervoroso. Não obstante fosse judeu, aceitou Jesus Cristo de todo o seu coração, reconhecendo n'Ele o Maior Profeta, a expressão máxima de toda a Humanidade.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro - RJ, frequentou os Centros Espíritas, levando sua palavra e sua fé imorredoura nas promessas de Jesus, que amou com toda a sua alma. Alguns anos depois, fundou o Grupo Espírita André Luiz.

Logo começou a ser solicitado como orador de Semanas Espíritas, confraternizações e outros acontecimentos. Viajou por vários estados do Brasil levando a sua palavra evangelizada. Onde quer que se organizasse uma Semana Espírita, lá estava o Jacques, como ave canora, com sua ternura, seu amor e o desejo sincero de evangelizar massas.

Como espírita deixou uma folha enorme de serviços prestados. Fundou várias instituições, trabalhou e cooperou eficientemente, na certeza absoluta da imortalidade da alma, dando tudo de si. Muito se destacou na tarefa de pregador, pela sua maneira dócil e interpretativa dos textos e parábolas evangélicas, vivendo-as com sentimento sem igual, prendendo a atenção da assistência que acorria em massa para ouvi-lo.

O médium Peixotinho trabalhou por vários anos ao seu lado, no Grupo Espírita André Luiz, com a sua mediunidade de efeitos físicos, produzindo materializações e curas.

Foi diretor da Maternidade Casa da Mãe Pobre, respeitável instituição que mereceu todo o seu trabalho e dedicação.

Espírito liberal, seareiro da primeira hora, viveu inteiramente convencido de que só o amor constrói para a vida. Todos vibravam diante da mansidão e serenidade do seu verbo, emoldurado de expressões salutares.

Possuidor de liderança, seus atos condiziam com os ensinamentos pregados. Muitos o chamavam de papai Jacques, tal o respeito e a admiração que sua figura infundia na alma de seus correligionários, principalmente da mocidade pela qual era muito querido e estimado.

Desencarnou no Rio de Janeiro a 5 de fevereiro de 1969.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

IVON COSTA


1898 – 1934

Nascido na Cidade de São Manuel - MG, hoje Eugenópolis, no dia 15 de julho de 1898 e desencarnado em Porto Alegre - RS, no dia 9 de janeiro de 1934, com apenas 35 anos de idade, Ivon Costa foi um dos mais notáveis conferencistas espíritas do Brasil, contribuindo decisivamente com sua palavra abalizada e esclarecedora no sentido de dinamizar a difusão da Doutrina Espírita, o que fez com fibra inquebrantável e verdadeiro denodo.

Dotado de invejável dom de oratória e possuindo um magnetismo contagiante e uma voz privilegiada, arrebatava os auditórios com a força de sua argumentação.

Foi seminarista, entretanto, quando faltavam apenas dezenove dias para a sua ordenação sacerdotal, constatou-se que ele não possuía certidão de batismo. Em face da confusão estabelecida, Ivon desistiu de seguir a carreira eclesiástica.

Dirigiu-se, então, para o Rio de Janeiro onde estudou e se diplomou em Medicina. Era notável poliglota, falando perfeitamente o francês, o inglês, o alemão e o espanhol.

Atravessando, certa vez, uma fase difícil em sua vida, viu-se defronte de um centro espírita, onde se realizava uma reunião pública. Movido por estranho impulso adentrou a sede da instituição e ali ouviu os comentários sobre a Codificação Kardequiana. Ao retirar-se, estava transformado, pois havia encontrado a resposta a todas as suas indagações.

Tornou-se espírita e iniciou logo as tarefas de pregador. Possuindo sólida bagagem intelectual e médium que era, destacava-se com raro brilhantismo na tribuna, mantendo, além disso, diálogo com os assistentes, a fim de esclarecer melhor os argumentos empregados nas conferências.

Não existe cidade importante do Brasil - à época -, onde Ivon Costa não tenha efetuado palestras. Era um tribuno extraordinário, de largos recursos de lógica. Sabia abordar os temas com eloquência e brilho. Aceitava, frequentemente discussões públicas, tendo mantido algumas cuja palma não coube ao adversário.

Percorreu também países da Europa, dentre eles Portugal, Espanha, França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo.

Certa vez, ia falar em Maceió - AL, num teatro alugado, mas, pouco antes da conferência, o teatro foi fechado por ordem do bispo local. O público, inconformado com a atitude do clero, levou-o à praça, onde a palestra foi realizada. Em represália, os sinos da igreja repicaram e alguns fanáticos lhe atiraram pedras; porém, ele suportou tudo com estoicismo e verdadeiro espírito de renúncia.

Ivon Costa residiu dois anos na Alemanha. Em seguida mudou-se para Paris, onde exerceu a função de intérprete de cinema, na Paramount. Em todos os lugares por onde passava, deixava as sementes da Doutrina dos Espíritos. Também participou do Congresso Internacional de Espiritismo, em Haia, Holanda.

Em 1932 Ivon Costa retornou definitivamente para o Brasil, passando a residir em Porto Alegre, onde clinicava gratuitamente.

Podemos afirmar que Ivon Costa foi o espírita que mais excursionou no propósito de propagar os ideais reencarnacionistas, sendo a sua tarefa muito semelhante àquela desempenhada pelo grande tribuno Vianna de Carvalho.

Da bibliografia de Ivon Costa, consta o livro "O Novo Clero", e da sua obra missionária resultou a fundação de elevado número de sociedades espíritas em todo o Brasil.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 30 de novembro de 2019

JEAN MEYER


1855 – 1931

Desencarnou em 13 de abril de 1931, na França, tendo nascido em 08 de julho de 1855, na Suíça.

Homem de grandes posses materiais, colocou-as ao serviço do Espiritismo, voltando seus esforços para a divulgação da Doutrina.

Por seu intermédio foi fundado o "Instituto Internacional de Metapsíquica", cuja Presidência ficou com Dr. Roque Santoliquido, professor, deputado e Ministro da Saúde.

Foi Diretor da Revista Espírita fundada por Allan Kardec.

Foi vice-presidente da Comissão Executiva do Congresso Espírita Internacional realizado em Paris em setembro de 1925.

Foi, de fato, um dos continuadores da obra de Kardec.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

JERONYMO RIBEIRO


1854 – 1926

Português, Jeronymo Ribeiro nasceu na aldeia Lamas, Conselho de Penela, distrito de Coimbra, a 17 de Março de 1854. Casou-se dia 30 de Abril de 1877 com Maria Rosa da Conceição Oliveira. Emigraram para o Brasil antes de 1888, fixando-se em São Paulo.

Em 1900 entrou em contato com a professora Anália Franco que desenvolvia o seu trabalho de missionária. Muito colaborou com a obra de Anália Franco, e era um ideal seu dar continuidade àqueles beneméritos atos de abnegação e compaixão pelos menos favorecidos da sorte.

Médium de raras qualidades, dedicou-se à divulgação do Espiritismo. Através da audição mediúnica e da psicografia recebia mensagens e orientações dos espíritos, possibilidades que favoreceram muito a sua missão de peregrino espírita.

Realizou muitas viagens pelo Brasil, viajando pelo Vale Paraíba. Peregrinou por São Paulo e Rio de Janeiro, sempre divulgando o Espiritismo, vendendo revistas espíritas e angariando donativos para crianças, velhos e doentes mentais. Com a estrada de ferro Leopoldina, ele alcançou o Espírito Santo, chegando até Vitória, com algumas incursões a Minas Gerais.

Fixando-se em Cachoeiro do Itapemirim (ES), por indicação espiritual, fundou instituições beneficentes, combatendo o analfabetismo e cuidando de crianças, idosos e alienados mentais; em alguns casos, recebia verbas estaduais e municipais para tanto.

Usou a mediunidade como instrumento de amor, deslocando-se a qualquer hora para socorrer quem quer que lhe necessitasse da presença amiga e vigorosa. Sua fama de médium curador espalhou-se pelo Estado. Muitos obsidiados, tidos como loucos, foram aliviados em sua presença. Os perturbados mentais internados encontraram lar amigo, amor, dedicação e grande melhora pela terapia do trabalho.

Jeronymo Ribeiro desencarnou a 5 de Outubro de 1926, em Cachoeiro de Itapemirim, aos 72 anos de idade. Possuía uma cardiopatia e ao aproximar-se do dia em que deveria partir deste mundo, adoeceu visivelmente, vindo a falecer 5 dias depois com um sorriso no rosto, como deve ser a morte de um justo.

Do Mundo Espiritual, Jeronymo Ribeiro continuou sua obra, orientando os trabalhos espíritas de assistência social e importantes tarefas de desobsessão, através de abnegados médiuns sensíveis à sua influência benfeitora. O seu lema era "o Espiritismo deve ser divulgado por palavras e atos".

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

JEAN BAPTISTE MASSILLON


1663 - 1742

Sacerdote católico, nasceu em Hyères a 24 de junho de 1663.

Inicialmente foi encaminhado para a área do direito, revelando-se, contudo, sua vocação para o sacerdócio. Ordenou-se padre e como excelente orador, ensinou retórica em colégios do sul da França.

Foi em 1691 que se tornou famoso, após proceder a oração fúnebre do arcebispo de Vienne e dois anos depois do arcebispo de Lyon.

Foi para um mosteiro, objetivando ali viver. Mas, em 1696 foi chamado a Paris para dirigir o Seminário de Saint Magloire.

Foi pregador do Advento na corte em 1699 e das Quaresmas de 1701 e 1704, consolidando ainda mais sua fama de orador.

Em 1709 ele profere a oração fúnebre do príncipe de Conti, em 1711 a do Grande Delfim. Em 1714, a de Luís XIV.

Nomeado bispo de Clermont, em Auvergne, três anos depois, haveria de proferir célebres sermões perante Luís XV. Posteriormente, tais sermões seriam reunidos para compor a obra Pequena Quaresma.

Em 1719 a Academia Francesa o recebe. Daí, até o dia da sua morte, em Beauregard a 18 de setembro de 1742 ele não mais sairia de sua diocese.

Representante clássico do moralismo, seus sermões foram muito apreciados por Voltaire e outros iluministas, como modelos de estilo e pela ausência de religiosidade dogmática.

Em O Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. XXXI, item XXV, o Codificador inseriu uma comunicação de Massillon, assinalando-a como de caráter instrutivo e verdadeiramente sério.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

domingo, 1 de setembro de 2019

JANET MATTOSO MONTEIRO


1935 – 1992

Desencarnou em 28 de julho de 1992, no Rio de Janeiro, RJ, onde nasceu, em 12 de março de 1935.

Ingressou no Espiritismo através a porta da obsessão, tendo sido curada na Assoc. Cristã Espírita Bezerra de Menezes.

Participou da Mocidade Espírita dessa Instituição, vindo a ser eleita Vice Presidente da Mocidade, em 1956. Dois anos depois, casou-se com Gerson Monteiro.

Colaborou no Centro Espírita Maria de Nazaré, foi Dirigente do Departamento Feminino do Abrigo Teresa de Jesus.

Passou por duras provas com a desencarnação de seus dois filhos e um neto, todos, em tenra idade.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

JAMES HERVEY HYSLOP


1854 - 1920

Professor da Universidade de Columbia, New York, e autor de várias obras, dentre as quais citamos "A Ciência Psíquica e a Ressurreição" e "A Ciência e a Vida Futura".

Foi membro da American Society for Psychical Research, fundada em 1888 e que em 1905 foi incorporada à English Society for Psychical Research.

Disse ele: "Foi meu pai, foram meus tios e meus irmãos falecidos, com os quais me entretive em profundo contato, que me provaram que a morte não existe e que a alma é imortal"...

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

JAIME MONTEIRO DE BARROS


1913 – 1996

Desencarnou em 10 de novembro de 1996, tendo nascido em São Paulo aos 25 dias de outubro de 1913.

Tornou-se espírita ainda jovem dedicando-se com muito ardor ao estudo e divulgação da Doutrina.

Participou da fundação da Federação Espírita do Estado de São Paulo, juntamente com seu irmão Luiz Monteiro de Barros.

Foi Presidente do Ginásio Espírita "Apóstolo Paulo" participando de inúmeras instituições, dentre elas o Albergue Noturno "Casa do Caminho", União Espírita de Ribeirão Preto e União das Sociedades Espíritas de São Paulo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de junho de 2019

JAIME HUMBERTO SAMPAIO CARDOSO


1937 – 1982

Nasceu em Florianópolis em 08 de fevereiro de 1937 e desencarnou em 23 de outubro de 1982, em acidente automobilístico, juntamente com sua esposa.

Pais espíritas, desde cedo apresentou prenúncios de uma tendência mediúnica.

Advogado, professor, bancário, escritor e jornalista, dedicou-se a divulgação da Doutrina através de palestras e pelo rádio onde mantinha programa na Rádio Guarujá de Florianópolis.

Escreveu a obra mediúnica Cartilha Mediúnica.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

JACOB DE MELLO


1952 -

Nascido em Teresina - PI (Brasil), a 8 de fevereiro de 1952. Mudou-se para Natal quando tinha 6 meses de idade, onde reside até hoje. Quando lá chegou, ainda em 52, minha mãe tornou-se espírita e, logo a seguir, seu pai. Assim, pode-se dizer que é um espírita de berço.

Cresceu num ambiente onde o Evangelho no Lar sempre foi prática constante e desde a infância já frequentava cursos de evangelização infantil.

Quando adulto, vinculou-se à Federação Espírita do Rio Grande do Norte (FERN), ocupando ali vários cargos: diretor mediúnico, diretor financeiro, secretário, presidente e secretário do Conselho Deliberativo e responsável pela implantação de cursos, treinamentos e pesquisas na área do passe.

Tornou-se expositor espírita aos 15 anos de idade. Sempre procurou colaborar com os jornais daquela Casa e de outras instituições. Quando afastou-se da FERN foi para fundar o Grupo Espírita Allan Kardec - GEAK, do qual foi o primeiro presidente e esteve no cargo por duas gestões, vice-presidente por outra e agora volta à presidência mais uma vez. Foi o idealizador do Fórum Espírita de Natal, o FOREN, evento que anualmente reúne diversos expositores espíritas de várias partes do Brasil, com o objetivo de estudar temas espíritas e temas atuais sob a ótica espírita. Desde o surgimento do FOREN, é o coordenador geral do evento.

Como escritor, publicou pela FEB o livro O Passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática, já em sua sétima edição e no início de 1996, lançou pelo GEAK o livro Reflexões de Morenno.

É casado pela segunda vez, tendo seis filhos do primeiro matrimônio. Do segundo, a esposa Maria da Guia, chamada de DaGuia, trouxe dois lindos rebentos de um anterior casamento.

É formado em engenharia civil, porém pouco exerce a profissão. Dirige duas empresas: uma no ramo de vidros e outra no ramo de vendas a varejo (confecções e CDs).

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

IRTHES THEREZINHA LISBOA DE ANDRADE


1925 – 1977

Nascida em Ubá, Estado de Minas Gerais, no dia 21 de agosto de 1925, e desencarnada na mesma cidade aos 15 de julho de 1977.

Era filha de Virgílio Ferreira de Andrade e Maria do Carmo Lisboa de Andrade. Seu pai era conhecido tipógrafo daquela localidade, fundador de vários jornais, muito querido e acatado pelos seus conterrâneos.

Irthes Terezinha cursou as primeiras letras no Grupo Escolar Cel. Camilo Soares e fez o curso normal no “Sacre Coeur de Marie”, onde se diplomou professora primária. Logo após a sua formatura foi nomeada para lecionar no Ginásio Municipal Raul Soares, de cujo estabelecimento se tornou secretária até 1976, quando se afastou por motivo de grave enfermidade.

Na mais tenra idade começou a sentir uma série de anomalias, o que foi motivo de grandes preocupações para seus pais. Apesar dos constantes cuidados médicos, a Medicina não conseguiu diagnosticar a causa de seus males, que se manifestava por visões atormentadoras, suores noturnos e outras manifestações que lhe infundiam grande terror. Quando esgotados todos os recursos médicos, seu pai, que já era convicto das verdades contidas no Espiritismo, apesar dos protestos de sua mãe, que era de formação católica, levou-a a um médium, através do qual o benfeitor espiritual afirmou que ela era uma criança destinada a uma grande tarefa na Terra. Nessa época, com sete anos de idade, ela experimentou sensível melhora.

Por influência de sua mãe, Irthes Terezinha criou-se muito apegada às tradições católicas, entretanto, não se conformava com alguns dogmas e ensinamentos dessa religião. No início de 1945, pediu ao seu confessor alguns esclarecimentos sobre a existência do inferno e dos demônios. Foram tão absurdas as respostas e explicações do sacerdote, que ela deliberou se afastar definitivamente do seio da Igreja.

Sua mãe também foi acometida de violenta perturbação espiritual, o que fez com que seu pai apelasse para o Espiritismo, através do qual ela teve cura total, pois a enfermidade regrediu imediatamente.

À vista desse fenômeno, quando a paz voltou ao seu lar, Irthes Terezinha interessou-se sobremaneira pela leitura de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, ali encontrando resposta para a sua perene indagação interior sobre as vidas sucessivas. Nesse repositório de ensinamentos consoladores ela encontrou explicação para suas dúvidas e conseguiu varrer da sua mente a sombra da dúvida que ali existia sobre a bondade incomensurável do Criador.

A partir de junho de 1945 integrou-se no Centro Espírita Ismael, da cidade de Ubá. Ali se desenvolveram as suas faculdades mediúnicas, principalmente da psicografia e psicofonia. Desde então dedicou-se de corpo e alma à tarefa de evangelização das crianças, o que fez durante 32 anos consecutivos.

Teve notável vocação para a música e poesia, entretanto, não conseguiu condições para o cultivo dessas artes. Após o desenvolvimento de suas faculdades mediúnicas, começou a psicografar versos muito imperfeitos, sem identificação dos autores espirituais. Em 1950, numa reunião particular na cidade de Leopoldina (MG), com a presença do médium Francisco Cândido Xavier, ela recebeu o primeiro soneto assinado. Após a reunião, o Chico Xavier informou que uma plêiade de poetas da espiritualidade desejava trabalhar por seu intermédio. Dessa data em diante começou a receber verdadeiro Parnaso do Além, assinado por grandes poetas, antigos e modernos, tais como Júlio Diniz, Antero de Quental, Auta de Souza, Valado Rosas, Azevedo Cruz, Casemiro Cunha, Maria Dolores, João de Deus e tantos outros, paralelamente com mensagens de incomparável beleza, recebidas do Espírito Bezerra de Menezes e muitos outros luminares da Espiritualidade. Muitas dessas mensagens foram publicadas em órgãos da imprensa espírita, inclusive na revista “Reformador”, órgão da Federação Espírita Brasileira.

Graciosa, de palavra meiga e evangelizada, foi oradora de numerosas solenidades espíritas no Interior do Estado de Minas Gerais e nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e outras.

Foi oradora da primeira Semana Espírita de Bicas (MG), recebendo ali grande homenagem. No momento de deixar a cidade, foi cumprimentada por um grupo de espíritas de renome, dentre eles o prof. Leopoldo Machado, Amadeu Santos, Jacques Aboab, Sebastião Lasneau e Germano dos Anjos.

Em sua biografia, escrita no dia 2 de abril de 1977, escreveu: “Terei eu cumprido o programa traçado pelo Alto? Terei eu correspondido às esperanças de Jesus? Senti o meu renascimento vero na data em que me tornei espírita! Aí está a minha vida. Uma vida sem notas singulares, igualzinha a todas as demais que não passaram da craveira comum...” acrescentando ainda: “O Espiritismo é o meu Céu na Terra, meu farol, minha luz, meu refrigério e tudo de bom que desejei na vida.”

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de março de 2019

IZIDORO DUARTE SANTOS


1896 – 1975

Desencarnou aos 16 de novembro de 1975 em Portugal, onde nasceu em 12 de abril de 1896.

Foi um incansável batalhador no Espiritismo, em Portugal, na época em que a ditadura determinou o fechamento das Casas Espíritas.

Casado com Maria Duarte Santos, corajosamente editaram a revista "Estudos Psíquicos", mantida até hoje.

Muito ligado ao Espiritismo no Brasil escreveu uma obra "Espiritismo no Brasil".

Reorganizou a Federação Espírita Portuguesa vindo a ser seu Presidente.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

ISMAEL SGRIGNOLLI


1937 – 1994

Desencarnou em 21 de junho de 1994 tendo nascido aos 18 de maio de 1937.

Na sua vivência espírita fundou o Lar da Criança Emmanuel e foi diretor jurídico da Editora Correio Fraterno do ABC.

Bastante estudioso da Doutrina, desde cedo frequentou aulas de Evangelização, mocidade Espírita no Centro Espírita Bezerra de Menezes, em Catanduva.

Expositor de muito talento, transferiu-se para São Bernardo do Campo, passando a frequentar o Centro Espírita Emmanuel, onde exerceu cargos na Diretoria.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

IVANDA TELES SANTORO


1926 – 1996

Desencarnou na cidade de Santo Amaro de Brotas em Sergipe, em 04 de março de 1996, tendo nascido na mesma cidade em 07 de fevereiro de 1926.

Já com o hábito de freira foi transferida de Convento.

Em 1954 uma grave doença levou-a a renunciar à vida religiosa.

Desde cedo sua mediunidade já despontara, ostensivamente.

Vindo para o Rio de Janeiro interessou-se pelo estudo do Espiritismo. Passou a frequentar o Círculo de Estudos Espíritas Vicente de Paulo, em Jacarepaguá e, depois, o Centro Espírita Bezerra de Menezes, no Estácio.

Após retornar à sua cidade natal criou um culto espírita em sua casa, onde dizia: O Espiritismo é o Cristianismo puro.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de dezembro de 2018

ISMAEL GOMES BRAGA


1891 – 1969

Ismael Gomes Braga nasceu no dia 12 de julho de 1891 na cidade de Córrego Alegre, no estado de Minas Gerais.

Defendeu e promoveu com todo amor o Espiritismo e o Esperanto.

Além de ser um dos maiores esperantistas em solo brasileiro, era poliglota, pois dominava diversos idiomas, entre os quais, o hebraico, o árabe, o inglês, o francês, o alemão e o espanhol. Foi professor de línguas antigas e modernas, apesar de não ter passado por nenhuma faculdade.

Foi autêntico autodidata, graças a sua inteligência e força de vontade. Ismael Gomes Braga foi jornalista, tendo colaborado na Imprensa leiga e em quase todos os jornais espíritas da época, tanto no Brasil, como outros países, dando inclusive diversas entrevistas.

O seu trabalho na Federação Espírita Brasileira foi de grande importância, assumindo diversos cargos tanto na área espírita, quanto na esperantista.

Publicou livros de sua própria autoria e traduziu tantos outros.

Sua colaboração no Reformador, como redator, foi efetiva, publicando artigos com mais de uma dezena de pseudônimos.

Elaborou dicionários Português-Esperanto e Esperanto-Português para facilitar o aprendizado da língua.

Participou de Congressos, Simpósios e Cursos. No VIII Congresso Brasileiro de Esperanto, em Recife, em 1952, cuja abertura, na Federação Espírita Pernambucana, foi totalmente falado em Esperanto, ele foi o orador oficial, com o tema: "Os últimos serão os primeiros", sendo muito cumprimentado pela mestria com que discorreu o tema.

Desencarnou em 18 de janeiro de 1969 na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

IRMÃOS DAVENPORT


Ira Erastus Davenport e William Henry Davenport nasceram em Buffalo, no estado de New York, o primeiro a 17 de setembro de 1839 e o segundo a 1º de fevereiro de 1842. Seu pai, descendente dos primeiros colonos ingleses da América, ocupava posição no Departamento de Polícia de Buffalo. Sua mãe, nascida em Kent, na Inglaterra, veio criança para a América. Em 1846 a família foi perturbada alta noite por aquilo que descreveram como "batidas, socos, ruídos altos, rupturas e estalos". Isto foi dois anos antes das manifestações ocorridas com as irmãs Fox.

Os dois rapazes Davenport e a sua irmã Elizabeth, a mais moça dos três, experimentaram pôr as mãos sobre a mesa, na esperança de que alguma manifestação ocorresse. De pronto, ruídos fortes e violentos foram ouvidos e mensagens eram transmitidas. A notícia espalhou-se e, do mesmo modo que com as irmãs Fox, centenas de curiosos e de incrédulos se amontoavam na casa.

Ira desenvolveu a escrita automática e distribuiu entre os presentes mensagens escritas com extraordinária rapidez, contendo informações que ele não podia possuir. Logo se seguiu a levitação e o rapaz era suspenso no ar por cima das cabeças dos que se achavam na sala, a uma altura de nove pés do solo. Depois o irmão e a irmã foram igualmente influenciados e os 3 flutuaram no alto da sala. Centenas de cidadãos respeitáveis de Buffalo são citados como tendo presenciado esses fatos.

Uma vez, quando a família tomava a refeição, as facas, os garfos e os pratos dançaram e a mesa foi erguida no ar. Numa sessão, pouco depois disso, um lápis foi visto escrevendo a plena luz do dia, sem qualquer contato humano. Então as sessões passaram a ser feitas com regularidade, começaram a aparecer luzes, e instrumentos de música boiavam no ar e eram tocados acima das cabeças dos circunstantes. A voz direta e outras manifestações extraordinárias se seguiram muito numerosas.

Atendendo o pedido das inteligências comunicantes, os irmãos começaram programando os vários lugares onde seriam realizadas sessões públicas. Entre estranhos, insistiam pedidos de testes. A princípio os rapazes eram segurados por pessoas escolhidas entre os presentes, mas isso foi considerado insatisfatório, porque pensavam que aqueles que os seguravam eram comparsas. Então passaram a amarrá-los com cordas. A leitura da lista das engenhosas maneiras de controle que eram propostas, sem que pudesse haver interferência, mostra como é impossível convencer céticos e presunçosos. Desde que um processo de controle dava resultado, outro era logo proposto para substituí-lo.

Certa feita, os professores da Universidade de Harvard examinaram os rapazes e os amarraram com 150 metros de cordas de maneira brutal, colocando-os em sala preparada com muitos buracos para observação. Todos os laços da corda foram amarrados com fios de linho e um deles, o prof. Pierce, isolou-se dentro do gabinete, entre os dois rapazes. Imediatamente mostrou-se a mão de um fantasma, moveram-se instrumentos, que eram notados pelo professor junto à sua cabeça ou ao seu rosto. A cada instante ele procurava os rapazes com as mãos, sempre constatando que eles estavam imobilizados. Por fim os operadores invisíveis libertaram os rapazes de suas amarras e quando o gabinete foi aberto, as cordas foram encontradas enroladas no pescoço do professor. Depois de tudo isso os professores não fizeram nenhum relatório. Não estavam preparados para o desfecho e certamente o teriam feito em cores berrantes se houvessem detectado o mínimo indício de fraude.

Passaram então os Davenport a viajar, fazendo grandes exibições à maneira de espetáculos circenses. Alugavam salões e desafiavam todo mundo a vir assistir aos fenômenos que ultrapassavam os limites das crenças ordinárias. Não era preciso ser arguto para prever uma forte oposição: assim aconteceu. Mas eles atingiram os objetivos que certamente tinham em vista os dirigentes invisíveis.

Na Inglaterra, chamaram a atenção do público como nunca para tal assunto. Mas não se limitaram a atuar apenas neste país. Estiveram em Hamburgo e depois em Berlim, mas, como os esperavam uma guerra (desde que os guias a tinham previsto), a excursão não foi lucrativa. Gerentes de teatro lhes ofereceram elevadas somas para algumas exibições, mas, seguindo o conselho do seu sempre presente Espírito Monitor, que disse que as suas manifestações deviam ser conservadas acima do nível dos divertimentos teatrais, desde que eram supernaturais eles recusaram o convite.

Após serem visitados por membros da família real seguiram para a Bélgica onde alcançaram notável sucesso em Bruxelas, bem como nas principais cidades. A seguir foram à Rússia onde fizeram algumas sessões públicas em auditórios e residências famosas. Depois disso foram à Polônia e à Suécia retornando a Londres para novas apresentações.

Os Davenport, com seus estilos de divulgação dos fenômenos espíritas por espetáculos, contribuíram generosamente para o alargamento da compreensão e da curiosidade acerca do Espiritismo. Palhaços? Talvez haja quem o diga, mas dificilmente deixar de envergonhar-se um dia por haver empregado tal qualificativo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

IRMÃO JOSÉ


Devotado seareiro da Vida Maior, Irmão José, há longos anos, tem se desdobrado no labor da Doutrina Espírita nos céus, do Triângulo Mineiro, fazendo parte da legião de Espíritos que, da França, veio para o Brasil com o compromisso de aqui trabalhar pela sua implantação.

Durante muitos anos, Irmão José expressou-se mediúnicamente através de D. Maria Modesto Cravo, nas inesquecíveis sessões do Centro Espírita "Uberabense", casa-mater da Doutrina Espírita na cidade de Uberaba, Minas Gerais.

Ainda pelo que estamos informados, Irmão José é o autor de algumas páginas inseridas em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", tendo sido ele, à época do Cristianismo primitivo, abnegado companheiro das lides missionárias de Paulo, o apóstolo da gentilidade.

Vinculando-se atualmente ao médium Carlos A. Baccelli, Irmão José tem nos legado ensinamentos de profundo significado espiritual, continuando a cooperar, através de suas obras, na divulgação da mensagem Espírita, exortando-nos à sua vivência no cotidiano.

Tão profundamente entranhou-se n’alma dos espíritas uberabenses que, em sua homenagem, no dia 2 de abril de 1993 foi inaugurada a sede do Grupo Espírita "Irmão José"; núcleo que, constituído na periferia da cidade, recorda as atividades da inesquecível "Casa do Caminho", de Jerusalém. Endossando-lhe os elevados méritos, Emmanuel, pela abençoada mediunidade de Chico Xavier, publicou com ele, de parceria, o livro "Crer e Agir", editado pela editora IDEAL, São Paulo - SP.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de setembro de 2018

IRMÃ SCHEILLA


1915(?) - 1943

Peixotinho, em Macaé-RJ, iniciou um trabalho de orações para as vítimas da Segunda Grande Guerra. Foi então que, de repente, chegou lá e se materializou um espírito chamado Rodolfo (nas primeiras vezes em que psicografou mensagens, assinava "O Fuzilado"), que contou que era de uma família legitimamente espírita, morando na Alemanha. Ele teve que servir na guerra como oficial-médico e o pai dele, Dr. Fritz, muito reservado, educado, severo, muito autêntico, que passou muitas ideias humanitárias aos filhos, havia lhe dito:

- Matar nunca.

Ao que Rodolfo respondeu:

- Pai, não é isso, vou servir como médico.

Pois bem, em certa ocasião, o Dr. Rodolfo foi chamado como oficial para integrar um pelotão de fuzilamento. Ele, então, disse:

- A minha missão é salvar, não matar.

E, de acordo com o regulamento militar, ele passou a ser considerado criminoso, porque deixou de servir à pátria, pois a pátria pedia a ele que matasse alguém e ele se negou. Então, disseram-lhe:

- Já que você não vai executar esse homem, você vai ficar junto dele para morrer como um traidor.

E ele foi fuzilado na mesma hora. A essa altura, manifestou-se (espiritualmente) ao pai e disse:

- Pai, já estou na outra dimensão da vida. Cumpri a palavra empenhada: não matei, preferi morrer.

Para que não continuasse no ambiente de guerra, foi amparado espiritualmente aqui, no Grupo Espírita Pedro (Macaé-RJ). Peixotinho, por ter sido militar, em razão justa, como espírita, tinha esse trabalho de preces em benefício das vítimas de guerra e pela paz. E esses fatos se deram no auge da Segunda Guerra Mundial, quase no final. Certo dia, Rodolfo (espírito) disse, assim, no Grupo de Oração do Peixotinho:

- Orem por minha irmã, ela está correndo perigo.

E como a voz do alemão, através da voz direta por ectoplasmia, não era bem nítida, um sotaque carregado, a pronúncia do nome da sua irmã não saía boa, ao invés de Scheilla, saía Ceila. Passados alguns dias ele disse:

- Minha irmã acabou de desencarnar. Foi vítima de bombardeio da aviação. Ela e meu pai desencarnaram.

Dias depois, para agradável surpresa da equipe, materializou-se uma jovem loura e disse:

- Eu sou Scheilla.

Foi muita alegria! Os irmãos ficaram cheios de júbilos espirituais.

Tem-se notícias apenas de duas encarnações de Scheilla: uma na França, no século XVI, e a outra na Alemanha, onde desencarnou em 1943 (como Scheilla). Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon, a 28/01/1572 e desencarnada em Moulins, a 13/12/1641. Ao entrar na história, ficou mais conhecida como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casou-se aos 20 anos com o barão de Chantal.

Tendo muito cedo perdido seu marido, abandonou o mundo com seus 4 filhos, partilhando o seu tempo entre as orações, as obras piedosas e os seus deveres de mãe. Em 1604, tendo vindo pregar em Dijon, o bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, submeteu-se à sua direção espiritual. Fundaram em Annecy a congregação da Visitação de Maria (1610), que contava, à data de sua morte, com 87 conventos e, no primeiro século, com 6.500 religiosos. A baronesa de Chantal dirigiu, como superiora, de 1612 a 1619 a casa que havia fundado em Paris, no bairro de Santo Antônio. Em Paris, instalaram-se em pequena casa alugada em bairro pobre. Passaram por grandes necessidades, mas a Ordem da Visitação (de Paris) foi aumentando e superou as dificuldades. Em 1619, São Vicente de Paulo ficou como superior do Convento da Ordem da Visitação. Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem da Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da ordem. A Santa várias vezes tornou a ver São Vicente de Paulo, seu confessor e diretor espiritual.

É um espírito esplendoroso pela luz que esparge, e sua presença é notada por ondas perfumadas que imprime ao local.

Ela era enfermeira e trabalhava no socorro às vítimas da Segunda Guerra Mundial.

Sua morte aconteceu aos 28 anos em decorrência do mais violento ataque aéreo em julho ou agosto de 1943, na cidade de Hamburgo, no campo de batalha, enquanto socorria os feridos.

Depois disso, o espírito de Scheilla vinculou-se a grupos espirituais que atuam em nome de Jesus.

A característica do seu trabalho é na área humana, assistindo aos doentes.

Livros de Irmã Scheilla:

"A mensagem do dia" - de Scheilla para você, Autor: Clayton B. Levy
"Novas mensagens" - de Scheilla para você, Autor: Clayton B. Levy
"Materializações Luminosas", Autor: R. A. Ranieri.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.