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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

JOÃO LEÃO PITTA

1875 – 1957

Nascido no dia 11 de abril de 1875, na Ilha da Madeira, Portugal e desencarnado no dia 11 de fevereiro de 1957, no Brasil.

João Leão Pitta fez os seus primeiros estudos em sua terra natal, cursando um colégio particular e alcançando um grau de instrução equivalente ao nosso curso secundário. Terminados esses estudos deliberou ir para o continente a fim de se aperfeiçoar e escolher uma carreira.

Nessa altura surgiu um imprevisto: seus pais alimentavam a ideia de fazer com que ele seguisse a carreira eclesiástica e se ordenasse padre católico. Entretanto, a sua propensão era norteada no sentido de ser admitido na marinha portuguesa. Não conseguindo estudar o que aspirava, veio para o Brasil sem o consentimento de seus pais, aportando no Rio de Janeiro com apenas 16 anos de idade e com quatrocentos réis no bolso.

Não tendo conhecidos nem parentes, empregou-se numa padaria, onde, pelo menos, tinha acomodação e alimentação. Não se sentindo bem na antiga Capital Federal, deliberou transferir-se para a cidade de Piracicaba, no Estado de São Paulo, onde se casou com Da. Maria Joaquina dos Reis, de cujo consórcio teve 12 filhos. Posteriormente voltou para o Rio de Janeiro, onde se ocupou da profissão de tecelão, chegando a ser contramestre da fábrica.

Um acontecimento, no entanto, mudou o rumo de sua vida. Uma de suas filhas ficou bastante doente, e ele, sem recursos para sustentar sua numerosa prole e atender à enfermidade da filha, resolveu procurar um Centro Espírita. Não estava animado do propósito de haurir os benefícios doutrinários do Espiritismo, mas sim, de obter a cura de sua filha. Foi ali que conheceu um médium receitista.


Pitta tinha o hábito de discutir. Porém, o médium não admitia discussões com referência à Doutrina Espírita e deu-lhe alguns livros para que os lesse. Fez as primeiras leituras com manifesta má vontade, mas, aos poucos, foi tomando interesse e estudou as obras básicas da codificação kardequiana.

Com a desencarnação de três de suas filhas, vítimas de uma epidemia, sua esposa, cumulada de profundos desgostos, fez com que a família voltasse de novo para Piracicaba. Conhecedor do Espiritismo, não perdeu tempo e logo descobriu que, na cidade, as reuniões espíritas eram realizadas mais por curiosidade de que por apego aos estudos. Tomou então a deliberação de conclamar alguns amigos, demonstrando-lhes a responsabilidade moral de cada um, após o que conseguiu, em companhia de outros confrades, compenetrados do caráter sério e nobilitante da Doutrina dos Espíritos, fundar, no ano de 1904, a "Igreja Espírita Fora da Caridade não há Salvação", a pioneira das instituições espíritas da cidade.

Logo após a fundação do Centro Espírita, o clero católico moveu-lhe acerba campanha e, como decorrência não conseguiu emprego na cidade e ficou sem crédito por mais de um ano. Todos lhe negavam serviço, apesar de ser homem honesto e trabalhador. Nesse período crítico de sua vida, sua esposa costurava para ganhar algum dinheiro, conseguindo assim amparar a família e superar a crise.

Logo após, conseguiu arranjar emprego numa loja de ferragens de propriedade de Pedro de Camargo, que mais tarde se tornou o famoso Vinícius. Nessa firma trabalhou durante 20 anos, chegando a ser sócio interessado, tal a sua operosidade e honestidade à toda prova.

Nos idos de 1926-29, como pretendesse melhorar sua situação econômico-financeira, a fim de propiciar melhor educação para seus filhos, instalou uma fábrica de bebidas. Tudo ia bem. Porém, como estivesse sempre pronto a atender aos amigos e aos necessitados, impulsionado pelo seu bom coração, acabou perdendo tudo, mais de duzentos contos de réis, verdadeira fortuna naquele tempo. Viu-se então face à dura contingência de hipotecar sua própria moradia, perdendo-a por excesso de amor ao próximo.

Em 1930, resolveu trabalhar na divulgação do Espiritismo, fazendo propaganda e angariando assinaturas para a "Revista Internacional de Espiritismo" e para o jornal "O Clarim". Deixou o convívio sossegado de seu lar, de seus filhos, para viajar pelo Brasil, percorrendo centenas de cidades, pregando o Evangelho e disseminando aquelas publicações e as obras espíritas do grande missionário que foi Caírbar Schutel.

Em todas as cidades por onde passava, fazia suas pregações doutrinárias. Profundo conhecedor dos textos evangélicos, esmiuçava-os com profundidade e com bastante clareza, tornando-os inteligíveis para todos. Quando falava, suas palavras eram cadenciadas e precisas.

Nessa obra missionária viveu 21 anos ininterruptos, percorrendo vários Estados do Brasil, notadamente Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os transportes por ele utilizados eram dos mais precários. Muitas vezes fazia longas caminhadas a pé, a cavalo, de trem, de caminhão e de ônibus, alimentando-se e dormindo mal. Tinha imenso prazer em atender aos convites que lhe eram formulados e, sentindo-se sempre inspirado pelo Alto, levava o conhecimento de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" a milhares de pessoas e lares. Fez milhares de conferências em Centros Espíritas, praças públicas e cinema.

Nessas extensas caminhadas; algumas de muitos quilômetros, auxiliava os mais necessitados com os recursos que ia amealhando. Socorria muitas pessoas, sem distinção de crença religiosa, dando-lhes dinheiro para consultar médicos, comprar óculos, adquirir mantimentos e para outros fins.

Era modesto no trajar. Possuía longas barbas brancas e a criançada o chamava de Papai Noel, pois também sabia brincar com as crianças e orientá-las. Sofria sempre calado, sem lamúrias, cônscio de que os sofrimentos na Terra são oriundos de transgressões cometidas em vidas anteriores.

Com a idade de 75 anos, foi acometido de pertinaz enfermidade e submetido a delicada intervenção cirúrgica, vindo a desencarnar 6 anos mais tarde.

João Leão Pitta deixou várias monografias inéditas.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de janeiro de 2022

JOÃO MARIA VIANNEY (CURA D´ARS) 1786-1859

João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a dez quilômetros ao norte de Lyon. Foi o quarto filho do casal Mateus e Maria Vianney, que tiveram 7 filhos.

Desde os quatro anos, ele gostava de frequentar a Igreja. Quando isso se tornou impossível, pelas perseguições que o Estado desencadeou, ele fazia suas orações habituais, todas as tardes, na casa dos pais.

Quando foi aberta uma escola, Vianney, adolescente a frequentou durante dois invernos, porque ele trabalhava no campo sempre que o tempo permitia. Foi então que aprendeu a ler, escrever, contar e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional.

Foi na escola que se tornou amigo do padre Fournier, e aos poucos foi crescendo nele o desejo de se tornar sacerdote. Foi necessário muita insistência, pois o pai, de forma alguma, desejava dispensar braços fortes de que a terra necessitava.

Aos 20 anos ele seguiu para Écully, na casa de seu tio Humberto. Sabia ler, mas escrevia e falava francês muito mal. Além de aprimorar a língua pátria, precisou aprender latim, pois na época os estudos para o sacerdócio eram feitos em latim, bem assim toda a celebração litúrgica.

Em 28 de maio de 1811, com 25 anos de idade, na catedral Saint-Jean tornou-se clérigo de diocese. Por ter fama de ignorante perante os superiores, foi-lhe confiada a paróquia de Ars-en-Dombes, ou talvez porque lhe conhecessem a grandeza de alma. Em Ars, não havia pobres, só miseráveis.

João Maria Vianney chegou a Ars em uma sexta-feira, 13 de fevereiro de 1818. Veio em uma carroça trazendo alguns móveis e utensílios domésticos, alguns quadros piedosos e seu maior tesouro: sua biblioteca de cerca de trezentos volumes.

Conta-se que encontrou um pequeno pastor a quem pediu que lhe indicasse o caminho. A conversa foi difícil, pois o menino não falava francês e o dialeto de Ars diferia do de Écully. Mas acabaram por se compreenderem.

A tradição narra que o novo pároco teria dito ao garoto: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu. "Um pequeno monumento de bronze à entrada da aldeia lembra esse encontro.

Ele mesmo preparava suas refeições. Apenas dois pratos: umas vezes, batatas, que punha para secar ao ar livre. Outras vezes, "mata-fomes", grandes bolos de farinha de trigo escura. Um pouco de pão e água. Era o suficiente. Comia pouco. Quando lhe davam pão branco, trocava pelo escuro e distribuía o primeiro aos pobres.

Dizia: "Tenho um bom físico. Depois de comer não importa o quê e de dormir duas horas, estou pronto para recomeçar".

O que mais ele valorizava era a caridade e a gentileza. Grandes somas ele dispendia auxiliando os seus paroquianos. Dinheiro que vinha da pequena herança de seu pai, que lhe enviara seu irmão Francisco e de doações de pessoas abastadas, a quem ele sensibilizava pela palavra e dedicação.

Por volta de 1830, era muito grande o afluxo de pessoas que se dirigia a Ars. Os peregrinos não tinham outro objetivo senão ver o pároco e, acima de tudo, poder confessar-se com ele. Para conseguir, esperavam horas... Às vezes, a noite inteira.

Esse pároco que dormia o mínimo para atender a todos, madrugada a dentro. Que vivia em extrema pobreza e austeridade, vendendo móveis, roupas e calçados seus para dar a outrem.

Comovia-se com a dor alheia. Quando se punha a ouvir os penitentes que o buscavam, mais de uma vez derramava lágrimas como se estivesse chorando por si próprio. Dizia: "Eu choro o que vocês não choram".

Tanto trabalho, pouca alimentação e repouso, foram cansando o velho Cura. Ele desejava deixar a paróquia para um pouco de descanso. Mas os homens e mulheres da aldeia fizeram tal coro ao seu redor, que ele resolveu permanecer.
Ele, que em sua juventude, fora ágil, agora andava arrastando os pés. Nos dias de inverno, sentia muito frio.

Em 1859, numa quinta feira do mês de agosto, dia 4, às duas da madrugada, ele desencarnou tranquilamente.

Dois dias antes, já bastante debilitado fora visto a chorar. Perguntaram-lhe se estava muito cansado.

"Oh, não", respondeu. "Choro pensando na grande bondade de Nosso Senhor em vir visitar-nos nos últimos momentos."

João Maria Vianney comparece na Codificação com uma mensagem em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo VIII, item 20, intitulada "Bem-aventurados os que têm fechados os olhos", onde demonstra a humildade de que se revestia, o conceito que tinha das dores sobre a face da Terra e o profundo amor ao Senhor da Vida.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

JOÃO LUÍS DE PAIVA JÚNIOR

1870 – 1949

Aos 18 de março de 1949 desaparecia do plano físico, no Rio de Janeiro, um verdadeiro servo da caridade: o Comandante João Luís de Paiva Júnior, coração de ouro sob um véu de aparente severidade.

Nascera ele no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1870, tendo por pais João Luís de Paiva e Maria Delfina da Conceição Paiva. Fora o pai excelente ator, tendo trabalhado ao lado de João Caetano e outros ilustres artistas da época.

Na primeira mocidade, Paiva Junior foi caixeiro, impressor e até ourives. O seu grande sonho, porém, era a Marinha de Guerra, e para ela entrou ainda bem jovem. Durante 52 anos e dez meses desempenhou dignamente suas funções na Intendência, reformando-se no posto de Almirante. Durante todo esse tempo, teve oportunidade de conhecer e privar com gloriosos vultos de nossa Marinha.

Em 1905, sofrimentos físicos e espirituais fizeram-no aceitar o convite de um colega, que com ele insistia para comparecer ao Centro Espírita Santo Agostinho, existente no Méier, Guanabara. Ali foi o então tenente Paiva, e dali saiu ele transformado, para o Espiritismo. Entusiasmou-se com as revelações contidas nas obras de Allan Kardec, e ei-lo, anos depois, presidente daquele Centro aonde foi pela primeira vez.

Continuando sempre como presidente, mais tarde mudou o Centro para Jacarepaguá, denominando-o, desde essa época, Centro Espírita de Jacarepaguá.

Em 27 de fevereiro de 1913, ingressava na “Assistência aos Necessitados” da Federação Espírita Brasileira o capitão de corveta João Luís de Paiva Junior, onde, através de sua mediunidade receitista, passou a ter contato mais direto com os menos favorecidos da sorte, desses que batem à porta da Casa de Ismael, em busca de socorro material e espiritual. Era, então, diretor da “Assistência aos Necessitados” outro inolvidável semeador da caridade, Pedro Richard.

Em 19l5, Paiva Júnior foi eleito Tesoureiro da Federação, mas o certo é que seu Espírito não se sentia bem nesse novo setor de trabalho, seu pensamento estava sempre voltado para os sofredores, para os pobres, e seu desejo era dedicar-se de todo o coração, à seus irmãos em Humanidade. Retornou, pois, à Comissão de Assistência, onde a sua dedicação e amor se faziam sentir de maneira relevante, resolvendo, satisfatoriamente, as difíceis tarefas que lhe eram confiadas. Suas palavras, proferidas sempre sem afetação, com natural e sincera vibração evangélica, tinham o dom de reanimar almas abatidas, reconfortar enfermos.

Em 1923, viu-se eleito para o espinhoso cargo de Diretor da Assistência aos Necessitados, cargo que ininterruptamente desempenhou até seu Espírito ser chamado para as etéreas regiões do Além.

Vinte e seis anos consecutivos esteve ele na direção dessa Comissão de Assistência, e só quem conhece o que seja o trabalho desse Departamento da Federação é que pode calcular quanto amor existia em seu coração!

Conhecido de todos por Comandante Paiva, seu nome tornou-se um símbolo de paz e de misericórdia para os necessitados. Fazia prodígios com as verbas de que dispunha, parecendo, até, que elas se multiplicavam em contato com suas mãos dadivosas.

Todos quantos durante aqueles vinte e seis anos subiam as escadarias do venerável edifício da Avenida Passos não podiam admitir o Departamento de Assistência sem a figura austera do Comandante Paiva. É que, muito embora tivesse ele de exercer os encargos atinentes ao seu posto de oficial superior de nossa Marinha de Guerra, jamais deixou de passar horas a fio, diariamente, durante vários lustros, em seu gabinete de trabalho na Federação Espírita Brasileira. Ele e a Assistência se confundiam. Sua palavra era fluente e sempre modulada ao ritmo do Evangelho. Recebia o maltrapilho com o mesmo carinho e atenção que tributava aos que, bem vestidos ou detentores de ótimas posições sociais, o procuravam na esperança de um alívio para os seus padecimentos.

Em Setembro de 1925, certo médico, interessado no descrédito das curas espíritas, teceu, junto ao Inspetor da Fiscalização da Medicina, uma historia caluniosa, em que a honrada figura de Paiva Júnior era o acusado principal.

Foi ele então processado como incurso no exercício ilegal da medicina. Após examinar os autos, o ínclito e saudoso Dr. Bento de Faria, mais tarde Ministro do Supremo Tribunal Federal, emitiu parecer, em que requeria o arquivamento do inquérito sobre o caso, por não encontrar justa causa para denúncia. À vista desse parecer, o Doutor Eurico Cruz, da Segunda Vara Criminal, mandou arquivar o processo.

Paiva Júnior tinha o hábito de ouvir os pobres um a um e em particular, tarefa que ele desempenhava com uma paciência verdadeiramente cristã, e a levava tão a sério que, nessas horas de contato com a gente humilde do povo, a ninguém mais atendia, mesmo de elevada posição social.

Sua atuação evangélica não ficou restrita ao Estado da Guanabara, alargou-se pelo Brasil inteiro, e foi mais além, transpôs o Atlântico. Assim é que de Portugal e da Espanha lhe chegavam, quase que diariamente, as mais diversas solicitações de assistência. Antes da última guerra mundial, inúmeras eram as cartas que vinham ter às suas mãos, escritas por pessoas angustiadas residentes na França, essa França que foi berço de Allan Kardec.

Podendo viver uma vida despreocupada, Paiva Júnior empregou todo o seu tempo disponível na pratica da Caridade, e o fez, é bom frisar, com alma e coração, sem pensar em qualquer recompensa futura, convicto de que apenas cumpria um dever de irmão para com outro irmão em Cristo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

JOÃO HERDY BOECHAT

1884 – 1949

Desencarnou em 09 de julho de 1949, em Niterói, RJ, tendo nascido na Fazenda Vista Alegre, em Pirapitinga, RJ, em 12 de abril de 1884.

A sua mediunidade despertou muito cedo, particularmente a vidência.

Pais espíritas, imediatamente encaminharam-no à Casa Espírita que frequentavam.

Espírito alegre e jovial mantinha um bom relacionamento com todas as pessoas. Trabalhava, na lavoura durante o dia e, à noite atendia a quantos o procuravam em busca de socorro.

Em 1937 fixou residência em Niterói, passando a frequentar a Federação Espírita do Estado do Rio de janeiro.

Foi um amigo incondicional dos jovens, passando a ser o orientador da mocidade na UMEN.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

JOÃO HUSS

1369 - 1415

Sacerdote tcheco, João Huss (Jan Huss) nasceu em Husinec, Boêmia, em 1369 e desencarnou em Constância, em 6 de julho de 1415. Filho de camponeses, se formou em teologia e, dois anos após, em artes pela Universidade de Praga. Em 1401 assumiu a reitoria desta Universidade e, no ano seguinte, foi nomeado pároco da capela de Belém, em Praga.

Em 1410 foi excomungado em face de suas críticas ao clero, especialmente à venda das indulgências. Mas permaneceu em suas funções devido ao grande apoio do povo e do rei Venceslau, sendo festejado como herói nacional. Em 1412, novamente excomungado, teve que se afastar da capital.

Além de reformador religioso, Huss foi um defensor da nacionalidade tcheca. Como escritor, estabeleceu uma nova ortografia, reformando a língua tcheca, esforçando-se para banir as formas germânicas. Por isso, a boêmia considera-o fervoroso patriota e é venerado como um santo e mártir da fé.

"Huss, cuja obra teológica era mais transcrição de John Wycliffe, do que original, afirmava que a Igreja era composta de todos os predestinados - do passado, do presente e do futuro. Como Wycliffe, não aceitava a supremacia papal, mas apenas a pessoa de Cristo como chefe e cabeça da Igreja, considerando o Evangelho como única lei. Seu pensamento sobre a igreja era influenciado fortemente por Agostinho e tinha, a respeito do clero e sua relação com a propriedade, pontos de vista semelhantes aos dos valdenses (movimento dentro da Igreja Católica que pregava a rejeição das riquezas e das pretensões políticas)." (Enciclopédia Mirador Internacional).

Huss abriu caminho a Lutero (1483-1546), teólogo alemão, o maior vulto da reforma protestante.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

JOÃO MAURÍCIO DE NASSAU-SIEGEN

João Maurício de Nassau-Siegen, conhecido como Maurício de Nassau, chegou as terras pernambucanas, no Nordeste brasileiro, em 1637.

Oficial, exímio artista dos pincéis e das telas, foi homem de confiança e disciplina, pelo espírito de serviço e boa disposição para qualquer missão que lhe fosse destinada. 

O senhor de Nassau-Siegen, nomeado governador e comandante das possessões holandesas no Brasil, era apaixonado pelas artes, cercando-se sempre de geniais artistas, dando vazão ao seu refinado gosto pelo belo, pelo estético.

O jovem militar, enamorara-se pelas terras pernambucanas, pelas florestas, pelas montanhas, pelo espírito do povo generoso e gentil, chegando a unir-se a um coração brasileiro, vindo a constituir família em Recife, fazendo-se rodear, em função de sua arte, de grande número de amigos e admiradores.

Quando, em 1644, Maurício de Nassau retorna à Europa, o referido militar decide-se por ficar sob os céus do Brasil, mantendo a família e criando a prole nas terras formosas do juveníssimo e já querido país.

Tendo permanecido, então, nos pagos nordestinos, o antigo oficial militar holandês retornou a pátria espiritual em avançada idade, guardado pela ternura da família e dos muitos amigos que angariara. 

Nas contas do tempo, porém, o antigo militar-artista deveria retornar à psicosfera européia, através da reencarnação, em novas e produtivas ocasiões, a fim de acertar-se com diversas situações diante das quais os campos da Europa seriam o melhor cenário e lhe ofereceriam o mais adequado clima psíquico, tudo servindo de moldura a sua libertação espiritual do pretérito, gradativamente.

Assim, pôde reencarnar por duas vezes ainda na Holanda, uma vez em Portugal e outra vez na Alemanha, em pleno século XX.

Nas experiências da reencarnação alemã, nosso amigo mostrou-se dotado de rara sensibilidade para a música e para as artes plásticas, descobrindo uma alma apaixonada pelo distante país brasileiro, interessando-se por tudo o que no Brasil ocorresse, acompanhando a saga do seu povo simples e bondoso, passando a experimentar intensa saudade, anelando poder conhecê-lo um dia... Tinha sonhos com suas florestas frondosas, com suas montanhas altivas e com seus mares imensos. Lia, com avidez, tudo o que se referisse a essas saudosas terras sul-americanas. 

Enquanto o tempo passava, inexorável, o jovem artista Johanns Bergmann foi acometido por fulminante enfermidade cardíaca, tendo chegado à desencarnação em plena juventude biológica, nos seus bem-vividos trinta anos de idade, no ano de 1975.

Recebido no Invisível por antigos companheiros de sua rota evolutiva e por nobres Mentores da Vida Maior, Johanns logrou o conhecimento de todos os motivos que o prendiam ao psiquismo brasileiro, bem como pôde identificar os Espíritos a ele vinculados e que se achavam reencarnados no Brasil, em grande número pelo território fluminense, e desejou revê-los, acercar-se deles, nada obstante as novas realidades impostas pelo renascimento corporal.

Identificou-se com extrema facilidade com o pensamento espírita, que lhe foi apresentado no Mundo dos Espíritos, em virtude de muitos dos seus vínculos do coração estarem, neste século, atrelados a sérios compromissos com o Espiritismo no Brasil. 

A partir daí, foi convidado a acompanhar os programas de serviço fraternal a companheiros necessitados da estrada das lutas humanas. 

Johanns sensibilizou-se sempre diante desses trabalhos, junto a essas almas, tornando-se voluntário e discreto operário da caridade, em nome do Cristo Excelso.

Aos poucos, com o passar dos anos, Johanns começou a dirigir palavras de estímulo e aclaramento tanto a irmãos desencarnados quanto a encarnados, sendo que a estes últimos por meio da psicografia, até que foi convidado a compor a equipe de Mensageiros da nossa obra de educação e assistência, sob a focalização espírita.

O querido amigo passou a adotar a forma portuguesa para grifar o nome da sua mais recente experiência terrestre. Tornou-se dedicado benfeitor junto a corações sofredores, a almas angustiadas, desencantadas, estabelecendo, com relativa facilidade, ponte de socorro entre eles e as energias benfazejas do Mundo Maior.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

domingo, 1 de agosto de 2021

JOÃO GHIGNONE

1889 – 1978

Dia 8 de junho de 1978, às 23 horas, desencarnou em Curitiba (PR), o venerando confrade João Ghignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná, por mais de 40 anos.

Nasceu no dia 11 de fevereiro de 1889, sendo natural de Serravale Sesia, no Piemonte, Itália. Seus pais transferiram residência para o Brasil em 1894, quando ele contava 5 anos de idade.

Espírita desde a sua juventude, deu o melhor de seus esforços em benefício da propaganda da Doutrina. Como Presidente da Federação Espírita do Paraná, apoiou e participou de todos os eventos espíritas de seu Estado. Tomando parte em vários Congressos, Simpósios, Semanas Espíritas e tudo o mais que engrandecesse a Doutrina, como: o “III Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas”, o “Pacto Áureo”, do CFN da FEB, foi o anfitrião da “4ª Zonal” realizada pelo CFN no Paraná, juntamente com sua valorosa equipe de trabalhadores. Fundou várias instituições espíritas, como o Instituto Lins de Vasconcelos e sua cidade mirim, o Sanatório Bom Retiro, O Lar de Icléa e o Lar Infantil Mariinha. Apologista da Cultura Espírita, incentivou a publicação de livros espíritas, pela FEP, de vários autores, como: Deolindo Amorim, Victor Ribas Carneiro e tantos outros.

João Ghignone foi um homem bom, humilde e simples, a serviço da Cultura, do Bem e da Verdade, como bem disse de si, uma reportagem de “O Estado do Paraná”, transcrita em “Mundo Espírita” de 28 de fevereiro de 1979. A esse gigante, o ilustre cidadão paranaense, que muito contribuiu para o desenvolvimento de sua cultura e outros ramos de atividades humanas, cristãs e espíritas, as nossas mais sinceras homenagens. Rogando a Deus e a Jesus muitas luzes no seu caminho no Plano Espiritual. Aos seus familiares e à família espírita do Paraná, a nossa solidariedade cristã.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

JOÃO GASPARINI

1885 – 1971

João Gasparini desencarnou em 05 de fevereiro de 1971, tendo nascido na Cidade de Triestre, Áustria, em 16 de abril de 1885.

Homem ponderado, muito educado, alfaiate, veio para o Brasil e radicou-se em Botucatu (SP).

Reunindo em sua casa alguns amigos, passaram a estudar o Espiritismo, mas, devido a perseguição do clero, mantinha um de seus filhos como vigia, durante as reuniões.

Participou da fundação do C.E. "Caminho da Luz" e muitos outros da região.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de junho de 2021

JOÃO DUARTE DE CASTRO

1931 – 1992

Desencarnou em São Paulo, em 07 de junho de 1992, tendo nascido em 08 de agosto de 1931.

Professor de Português deixou várias obras de real valor, embora o seu pequeno estágio como espírita: Nos Horizontes da Espiritualidade, A Vida Numa Colônia Espiritual, e outras.

Foi Presidente da União Intermunicipal Espírita de Santos, diretor e redator do Jornal " Espiritismo e Unificação" e Presidente do Centro Espírita "Henrique Seara", todas localizadas em Santos, SP.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de maio de 2021

JOÃO CYRÍACO DE SOUZA FILHO (CAPITÃO CYRÍACO)

1915 - 1998

João Cyríaco de Souza Filho, ou simplesmente Capitão Cyríaco - como até hoje é lembrado, foi um dos abnegados pioneiros do Espiritismo, em Foz do Iguaçu. O Capitão Cyríaco chegou à Terra das Cataratas no ano de 1938 e não mais a deixou.

Nasceu em Mirascivas, cidadezinha que ficava na estrada de ferro que ia de Bragança a Belém do Pará, em 29 de novembro de 1915, e desencarnou no Paraná em 22 de março de 1998. Com 13 anos, entrou para a Marinha, onde ficaria até 1960. Durante os 46 anos em que serviu à Marinha, passou por todos os postos, desde aprendiz até chegar a Capitão.

Consorciou-se com Dona Nacir Kuster, com quem teve quatro filhos.

Em julho de 1957, o Capitão Cyríaco colocou as bases para que, na região de Foz do Iguaçu, surgisse o primeiro Programa Radiofônico Espírita, intitulado: A Hora Espírita, nas ondas da Rádio Cultura AM 820 de Foz do Iguaçu, que entrou no ar pouco depois, em 2 de outubro; ano das comemorações do 1º Centenário da Doutrina Espírita.

O Programa Espírita continua até hoje, veiculado agora aos domingos, das 19h às 20h.

A Sociedade Espírita Aprendizes do Evangelho (SEAE), da Vila «A», de Foz do Iguaçu, é atualmente a responsável pela direção desse Programa Radiofônico histórico, em nossa região. Desde os tempos do Capitão Cyríaco, o Programa de Rádio sempre contou com grande audiência do público da tríplice fronteira, através de cartas, telefonemas e visitas de pessoas de cidades como Ciudad del Este (antiga Puerto Stroesner), Caacupé (perto de Assunção) e Santa Rosa, no Paraguai, Puerto Iguazú e El Dorado, na Argentina, além de inúmeras cidades do Paraná.

No ano de 1984, João Cyríaco de Souza Filho recebeu, da Egrégia Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, o título de Cidadão Honorário de Foz, pelos relevantes serviços prestados à comunidade iguaçuense.

Eis uma simples, mas sincera homenagem ao saudoso pioneiro de Foz do Iguaçu, que junto de outros baluartes pioneiros da nossa região, construíram, com muitas lutas e ingentes sacrifícios, os alicerces do Movimento Espírita regional, sob a dinâmica coordenação da Federação Espírita do Paraná.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

JOÃO CARLOS MOREIRA GUIMARÃES

1892 – 1979

Nasceu em 20 de outubro de 1892 e desencarnou em 02 de outubro de 1979.

Dedicou-se, com muito amor à causa espírita, ficando conhecido como o Rouxinol do Evangelho, pela doçura de sua palavra, bem abalizada, sobre o espiritismo.

Após uma renitente doença, aos 5 anos de idade, foi tratado pelo Dr. Bezerra de Menezes, contrariando seu pai, que passou a aceitar o Espiritismo, após a cura completa de João Carlos.

Foi pioneiro das semanas espíritas.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de março de 2021

JOÃO BATISTA CHAGAS

1901 – 1951

Desencarnou em Niterói em 11 de março de 1951, tendo nascido em 24 de junho de 1901, em Recife.

Foi um grande divulgador da Doutrina Espírita em todos os veículos de comunicação. Foi correspondente de várias instituições espíritas, inclusive de Portugal e Espanha.

Como muitos outros companheiros, dedicados servidores do cristo, ingressou no Espiritismo pela caminho da dor. Assim foi J. B. Chagas.

Tratou-se no C. E. Fé, Esperança e Caridade, em Nova Iguaçu, então dirigido por Leopoldo Machado com quem participou da Comissão Organizadora do 1º Congresso de Mocidades Espíritas, na qualidade de secretário.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

JOÃO BATISTA BRILHANTE DE ALBUQUERQUE

1901 – 1994

Desencarnou no Rio de Janeiro em 16 de agosto de 1994, e nasceu em Vila Nova, Rio Grande do Norte, em 02 de outubro de 1901.

Um seareiro espírita dos mais trabalhadores, nas Instituições do Ramal de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Juntamente com sua esposa, era uma dupla muito dedicada as atividades doutrinárias.

Foi Presidente do C. E. Amor a Verdade durante 48 anos.

Militar abnegado, transferiu-se para a reserva como Capitão.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

JOÃO AUGUSTO DE SOUZA

1890 – 1973

Desencarnou em Gravatá, Pernambuco, em 20 de abril de 1973, tendo nascido em 07 de setembro de 1890, na mesma cidade em que veio a desencarnar.

Filho de família humilde, mas bem estruturada, recebendo de seus pais uma excepcional educação.

Convocado para o serviço militar chegou ao posto de 2º tenente.

Embora de origem católica foi levado a entrar na Federação Espírita Pernambucana, atendendo a uma voz que lhe dizia: "entre". 

Entrou e ficou, pois se dedicou às leituras espíritas.

Estudou e em pouco tempo já tinha uma bela folha de serviço, tendo fundado o Centro Espírita "Enviados de Jesus".

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

JOÃO AUGUSTO DE OLIVEIRA

(TIO JOÃO)

1919 – 1997

Desencarnou em 06 de agosto de 1997, em Ribeirão Preto, SP, tendo nascido em São Paulo, aos 27 de março de 1919.

Devido aos seus elevados dotes de amor ao próximo, era carinhosamente chamado de Tio João, e sua esposa, Sra. Dulce F. de Oliveira, Tia Dulce.

Sempre sorridente e pronto a servir, envolvia a quantos se acercavam dele, de um otimismo contagiante.

Foi um dos fundadores das Casas de Betânia, Instituto Espírita Paulo de Tarso, Sociedade Espírita 5 de Setembro - Casa do Vovô, e outras.

Jamais deixou de atender a qualquer pedido da sua presença, nas Instituições que lhe pediam a sua colaboração.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

JOÃO ANDREOTTI

1884 – 1971

Desencarnou no dia 27 de outubro de 1971 no Rio de Janeiro, tendo nascido na Itália, em 11 de novembro de 1884.

Chegou ao Brasil em 1916, radicando-se no Rio de Janeiro com mais dois irmãos.

Em 1919, em face de doença de um dos irmãos, desenganado pela medicina da Terra, foi aconselhado por amigos a procurar o Espiritismo. 

Apesar de contrariado, em face de sua descrença, mas penalizado com a doença do irmão aceitou a orientação, iniciando o tratamento no Centro Espírita, resultando a cura de seu irmão.

Participou da fundação do Centro Espírita Sebastião e Tenda Espírita Jorge, e Centro Espírita Filhos de Deus.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

JOANINO SABATELLA

1881 – 1970

 

Joanino Sabatella nasceu em 30 de março de 1881, na cidade de São João do Triunfo, no estado do Paraná.

 

Em 1898, fixou residência em Ponta Grossa, conhecendo o Dr. João Gama Esteves, dentista de nacionalidade espanhola, que se propôs a ensinar-lhe a prática da Odontologia.

 

Nas suas andanças, em 1902, travou conhecimento com a Doutrina Espírita, quando seu amigo Olímpio Alves Lisboa lhe emprestou O Evangelho Segundo o Espiritismo, que com a leitura, convenceu-se da verdade espírita e passou a ler com muito interesse toda a obra de Kardec, Delanne, Denis e outros clássicos do Espiritismo.

 

A partir daí, teve atuação destacada na Doutrina, integrou-se na Sociedade Espírita Francisco de Assis, desde a sua fundação em 1912, participando ativamente para a construção de sua sede própria.

 

Colaborou intensamente na difusão doutrinária pela tribuna falada e escrita.

 

Joanino Sabatella participou intensamente da vida comunitária de Ponta Grossa, no comércio, na política, na música, no jornalismo, na poesia, porém onde mais se destacou, foi nas atividades assistenciais e doutrinárias, muito contribuindo para alicerçar a presença do Consolador Prometido em terras pontagrossenses.

 

Joanino retornou ao plano espiritual em 07 de outubro de 1970.

 

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

JOANA TEREZA VIEIRA DE LIMA


(ABGAIL LIMA)

1883 – 1969

Desencarnou no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de julho de 1969, tendo nascido, também no Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 1883.

Mais conhecida por Abigail Lima, nome adotado quando foi crismada.

Educada na religião católica foi sempre muito rebelde aos dogmas e rituais da igreja, sendo por isso muito repreendida.

Tomou conhecimento dos fenômenos mediúnicos através de sua própria mãe, que sem nada conhecer de Espiritismo, por ela manifestava-se um espírito que modificava completamente o seu comportamento.

Fundou e dirigiu inúmeras instituições espíritas, sendo a fundadora da instituição Pátria do Evangelho.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de agosto de 2020

JOÃO FELÍCIO


1869 – 1936

Éramos nove irmãos. Viemos da Espanha para o Brasil em 1879 e eu estava com dez anos de idade. Imigramos no nordeste da Bahia.

Como o mais velho da família, tive que ajudar nas despesas da casa, trabalhando com vendas de verduras e frutas, e nas horas vagas engraxava sapatos em uma pracinha que lá existia. O meu pai trabalhava como caixeiro em um armazém, cujo dono, Senhor Bartolomeu, ajudou-me bastante, pois custeou os meus estudos.

Mais adiante, quando terminava o primário, fui matriculado no Liceu, onde concluí o colegial (ginasial). Nesta época, eu já estava em Salvador. Com muito esforço, dei continuidade aos meus estudos. No Curso de Direito conheci um amigo com o nome de Joel, ele me estendeu as mãos quando mais precisava naquele momento, convidando-me a morar nos fundos de sua casa, para que eu pudesse me ver livre do aluguel e custear melhor meus estudos.

Conhecendo melhor a família de Joel, descobri que eram espíritas. Fiquei feliz e me sentia em casa, participava do culto no lar, o qual eu achava maravilhoso, começando a interessar bastante pela Doutrina. O referido irmão me sugeriu ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, que o devorei noite adentro; comecei a frequentar a Instituição Espírita A Caminho da Luz, a qual não existe mais, ficava perto de onde morávamos; participava do grupo de jovens com toda a alegria e lá me apelidaram de João Cigano.

Depois de uma participação na Casa Espírita com todo o meu empenho, deram-me a incumbência da presidência. Fiquei assustado com a responsabilidade pois o Presidente da Casa Espírita na época estava com a idade avançada, e eu disse a mim mesmo e também aqueles que ali trabalhavam "posso levar, mas peço apoio de todos da Casa e quando errar podem me alertar", e aí trabalhei durante seis anos sem interrupção até que a Assembleia da Casa decidiu indicar outro.

Neste processo conheci uma pessoa com a qual me casei, em 1905. Ela se chamava Maria Augusta Damasceno Felício. Tivemos três filhos: Jorge Luís Damasceno Felício, Antônio José Damasceno Felício e Luísa Damasceno Felício.

Tive a vontade enorme de fazer o Curso de Medicina, mas a esposa achou fora de época. Eu disse a ela: "se você me der forças, eu vou conseguir" e concluí o Curso. Mas a minha aptidão maior era para o Direito e a Medicina era para atender os mais carentes.

Vivemos muito felizes, graças à Deus e a luta continuou. Fui contraído por uma enfermidade na área cardíaca, cardiopatia crônica, pela qual vim desencarnar em 03/02/1936.

Passei pelo processo de "hierarquia no plano espiritual" para chegar na equipe de Dr. Bezerra. Trabalho onde for necessário (na Instituição Abrigo da Luz Bezerra de Menezes, Cantinho de Jesus e outras atividades).

Obs: João Felício o qual estudamos neste momento não é o mesmo espírito que coordena a Mocidade do Grupo de Fraternidade Espírita Albino Teixeira.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Joana Francisca Soares da Costa


Nascida na cidade de Santos, Estado de S. Paulo, no dia 12 de outubro de 1825 e desencarnada no Rio de Janeiro, no dia 27 de maio de 1927, com 101 anos de idade.

Militou no Espiritismo entre os trabalhadores da primeira hora, fazendo parte do quadro associativo do Centro Espírita Beneficente "Antônio de Pádua", uma das primeiras associações espíritas a ser fundada no Rio de Janeiro, frequentada pelos grandes pioneiros do Espiritismo. O seu neto, General Flamarion Pinto de Campos, possui um Diploma a ela conferido, em 27 de dezembro de 1888, pelos seus bons serviços prestados àquela instituição.

Médium receitista e curadora de excelentes qualidades, Joanna Francisca foi o refúgio para uma multidão de aflitos que a procuravam em busca de lenitivo para suas dores físicas e morais, atendendo a todos com a mesma solicitude e carinho, sem qualquer restrição. Fez de sua residência, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, um posto avançado da caridade cristã.

Joanna Francisca Soares da Costa, mais conhecida por "Vovó Joanna", nasceu em Santos, São Paulo, na Fortaleza da Barra — Bertioga — onde o seu pai servia como militar. Era filha do Major Leonardo Luciano de Campos e de Maria Luíza de Campos. Casou-se no dia 20 de agosto de 1846 com o Capitão João Antônio da Costa, Oficial da Arma de Infantaria, que se tornou posteriormente, veterano da Guerra do Paraguai, deixando-a viúva no dia 28 de outubro de 1880. Seu filho único, João Antônio da Costa Campos, também participou da Guerra do Paraguai.

Joana Francisca teve muitas amizades no seio da família espírita no início de suas atividades no Rio de Janeiro. Dotada de diversas faculdades mediúnicas, fez parte do Centro Espírita Beneficente "Antônio de Pádua", um dos primeiros a aderir à Federação Espírita Brasileira (FEB). Manteve também permanente contato com os fundadores da FEB, frequentando-a assiduamente e desfrutando da amizade de sua diretoria, como Elias da Silva, Major Ewerton Quadros, Bittencourt Sampaio e tantos outros, que naquela época praticavam o Espiritismo desassombradamente e sem reservas. Foi amiga e confidente do Dr. Dias da Cruz e do Dr. Bezerra de Menezes, que muito se serviram de sua mediunidade curadora.

Frequentou muito as Clínicas Homeopáticas desses inesquecíveis médicos, que deixaram nome no cenário político e espírita do Rio de Janeiro.

Como sua genitora, o filho João Antônio da Costa Campos, foi caloroso defensor da Doutrina Espírita, juntamente com a sua esposa Porciana Pinto de Campos, no mesmo ritmo de trabalho, praticando o Espiritismo com muito amor. Pai de dois filhos, que acompanharam a tradição da família. Allan Kardec Pinto de Campos, advogado, professor e jornalista, e Flamarion Pinto de Campos, que seguiu a carreira militar e é hoje General do Exército Brasileiro, já na reserva.

Ambos militantes do Espiritismo e eméritos conferencistas, difusores da Doutrina sob todos os aspectos, possuindo cada um, bela folha de serviços prestados. Allan Kardec Pinto de Campos desencarnou aos 29 anos de idade, na cidade de Alfenas, no Estado de Minas Gerais, como Presidente do Centro Espírita "Allan Kardec", fundado por ele naquela cidade. O General Flamarion Pinto de Campos permanecia, ainda em 1976, nas lides espíritas do Rio de Janeiro, sendo um dos fundadores da Cruzada dos Militares Espíritas e da Casa de Recuperação e Benefícios "Bezerra de Menezes". Qual verdadeira "Clã espírita", os netos, bisnetos e tetranetos da "Vovó Joanna" professam o Espiritismo.

Assim, a semente lançada pela nossa biografada caiu em terra fértil e dadivosa, pois medrou, floriu e deu bons frutos, desvendando para sua família os horizontes espirituais, graças à sua persistência no bem e à compreensão para com o próximo, cumprindo fielmente o mandamento maior — "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

Quando ficou impossibilitada de se deslocar de casa para a Federação Espírita Brasileira e para outras instituições espíritas da cidade, organizou em sua própria residência um grupo de estudo da Doutrina, no qual mercê de Deus atendia aos doentes do corpo e da alma, aconselhando a vivência evangélica como o melhor remédio para todos os sofredores.

Tudo nos leva a crer que Joana Francisca Soares da Costa foi um desses espíritos missionários da equipe de Ismael, que reencarnou no Brasil com a tarefa de semear em solo brasileiro as sementes do Evangelho de Jesus, à luz da Terceira Revelação.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO


1939 – 1989

Nasceu em Ituiutaba, MG, no dia primeiro de Novembro de 1939 e sua desencarnação ocorreu no dia 26 de novembro de 1989.

Filho de Altino Mendonça e Antônia Olímpia de Jesus, sendo nono filho de uma irmandade de dez filhos, teve uma infância pobre cheia de privações e seus pais eram muito pobres, analfabetos, lutavam arduamente pela sobrevivência: a mãe lavando roupa para fora e o pai fazendo “bicos” pelas fazendas; conta em uma de suas histórias com muito humor, que o único par de sapatos que teve em sua adolescência foi achado no lixo, quando tentava entrar no cinema.

Com treze anos foi levado a conhecer a igreja presbiteriana; foi protestante até os 15 anos, era um membro ativo, dava até palestras.

Após a desencarnação de sua avó, começou a se debater mentalmente no problema cruciante da morte e do destino da alma, tendo ele um espírito indagador, não se sujeitou aos horizontes estreitos da igreja no que tange a crença em Deus, o conceito de uma vida única e de uma salvação limitada.

A amizade com um espírita fê-lo converter-se à doutrina espírita. O amigo esclareceu-lhe as dúvidas da vida além-túmulo e conseguiu acalmá-lo.

Já na puberdade, Jerônimo começou a sentir dores nas articulações, especialmente nos joelhos e tornozelos. Esses pontos de seu corpo passaram a “inchar” e já aos dezoito anos andava com dificuldade.

Teve vários empregos, porém as dores agravaram, não lhe deram tréguas e o impediram de permanecer por muito tempo num mesmo trabalho e era sempre obrigado a se afastar. Foi ele balconista, entregador de jornal, redator-chefe de uma revista e professor. Seu passatempo preferido era o cinema, era fascinado pelo Tarzan, sendo este o seu apelido.

Enquanto sua saúde lhe permitiu, participou ativamente das excursões com os jovens de uma Mocidade Espírita. Estava ele com dezesseis anos. Desde jovem já mostrava interesse pelo espiritismo, frequentando o Centro Espírita que tinha na cidade. E isto foi de grande auxílio para ele, pois aos 18 anos de idade se defrontava com uma das primeiras grandes provações que tinha de vencer, passou a sofrer uma doença, não muito rara, a artrite reumatoide, que causava enormes dores e dificuldade de locomoção, quadro este que foi se agravando até que aos 20 anos de idade ficou definitivamente de cama.

Certo dia foi ao cinema assistir “... E o Vento Levou”, mas não havia nenhuma poltrona vazia. Jerônimo ficou quatro horas em pé no fundo da sala e ao terminar o filme estava petrificado, com grande vibração de dor nos membros inferiores. Foi aí que começou a jornada dolorosa e difícil da paralisia, como ele mesmo conta em sua autobiografia. Passou três meses deitado, plenamente impossibilitado de se locomover. Depois usou muletas por algum tempo enquanto ia lecionar. Porém, acabou mesmo tendo que ficar numa cama ortopédica, acometido de artrite reumatoide progressiva. O quadro enfermo de Jerônimo era tão desolador que mesmo sob efeito de medicamentos, seus amigos tiveram que fabricar uma cama especial e colocar sobre seu peito um saco de areia de 30 quilos para que ele pudesse suportar a dor.

Recebeu de um amigo a doação de uma Kombi para poder ser levado às palestras. Jerônimo tornou-se orador espírita. Podemos dizer que ele conseguiu transformar seu leito numa tribuna ambulante (deu palestras pelo Brasil todo) e por meio dela conseguiu realizar um grande e valioso trabalho.

Quem o conheceu afirma que ele estava sempre rindo, gostava de um bom papo e de cantar também. Certa vez, o Dr. Fritz disse-lhe que ele tinha a doença de três cês – cama, carma e calma. Os amigos sempre levavam Jerônimo ao cinema e também a outros lugares para se distrair.

Estando, certa ocasião, justamente num cinema, uma moça tropeçou em sua cama e “explodiu”: “Mas não é possível! Aonde eu vou, está o aleijado! Vou a uma festa, o aleijado lá! Esse aleijado me persegue! Aonde eu vou, ele está!” Jerônimo pensou consigo: “E agora?! A moça está revoltada, nervosa mesmo. Tenho que lhe dar uma resposta, mas não quero irritá-la mais ainda. O que dizer?” E saiu com essa: “Mas também, minha filha, você não para em casa, hein!” Ela olhou-o atônita e começou a rir. Riram juntos. Ficaram amigos.

Permaneceu assim cerca de trinta e dois anos preso ao leito, paralítico e com a agravante perda da visão. Quase não dormia, aproveitou para estudar bastante o Espiritismo. Quando ficou cego amigos liam para ele. Nunca lhe faltaram bons amigos. Mas certa vez, um repórter lhe perguntou o que é a felicidade. Ele respondeu assim: “A felicidade, para mim, deitado há tanto tempo nesta cama sem poder me mexer, seria poder virar de lado”. Em outra ocasião, ele disse: “Casei-me com a Doutrina Espírita no civil e com a dor no religioso”.

Eis alguns casos da vida desse vulto do espiritismo:

1- Por ocasião de um “enterro”, quando o cortejo seguia para o cemitério, sua Kombi estava logo atrás. Retirado o caixão, quando as pessoas se dirigiam para o local, um alcoolizado que passava, vendo os amigos lhe carregando a cama, exclamou: “Nossa! Dois defuntos! Esqueceram o caixão deste!” Ele aprendeu a não se revoltar com comentários infelizes. Gostava de citar uma frase de Cairbar Schutel: “Melindres é orgulho ferido”.

2- Numa palestra de Divaldo Pereira, a cama de Jerônimo estava em evidência, na frente, para não atrapalhar os que quisessem passar. Em certo momento, aproximou-se um homem alcoolizado, ou seja, bêbado, na linguagem comum. Disse-lhe: “- Paralítico, levanta-se e anda!” E Jerônimo lhe disse – “Depois, meu amigo, depois”. Temia Jerônimo que a cena fosse notada e atrapalha-se a palestra “paralítico, levanta-te e anda!”, insistiu o bêbado. “Bem que eu queria, mas não consigo”, falou baixo o Jerônimo, tentando chamar o homem à razão. O bêbado saiu desconsolado: “- Oh, homem de pouca fé!”.

3- Ele costumava ser requisitado para a prece de despedida por ocasião da desencarnação de conhecidos. Um dia, próximo ao túmulo, coube-lhe a palavra. Depois emocionadas, as pessoas foram saindo, conversando. Esqueceram-no no cemitério. Altas horas da noite, quando os amigos foram visitá-lo em casa e ele não estava, é que se lembraram do cemitério, indo buscá-lo. Em ocasiões como essa, exercitava a resignação. Tinha que esperar que se lembrassem dele, até para um cafezinho ou um copo de água.

4- Um certo dia um Senhor foi orientado pela irmã de Jerônimo, para que esse fosse fazer uma visita a seu irmão, e assim o fez. Quando chegou a casa ele foi convidado a entrar e, ouvindo o barulho do pessoal nos fundos da casa, para lá se dirigiu. As gargalhadas do Jerônimo sobressaíam à distância. O homem estava tão desesperado que ao ouvir os risos virou-se a D. Terezinha e disse, revoltado: - “É esse homem que irá me confortar?” Fez-se silêncio o senhor foi chamado e apresentado. – “Jerônimo, aqui está um senhor que veio de São Paulo só para conversar com você. Por certo, desejará fazê-lo sozinho”. Os jovens se retiraram, e o senhor tomou a palavra: - “Olha moço, eu era uma pessoa muito rica até uma semana atrás. Eu tinha uma fazenda com eletricidade, com todo conforto da vida moderna, até campo de aviação. Tinha tudo. Fui tão incauto, que ao fazer a venda da fazenda passei a escritura e recebi uma nota fria”. O Jerônimo estranhou o que era uma nota fria. – “Uma duplicata sem valor. Eu não tive nem condições de reclamar. O advogado falou que era perca de tempo. A minha família antes se tolerava, porque nós conversávamos por bilhetes, eu nos meus weekends, a minha esposa nos seus chás, e os filhos, iam onde queriam. Agora todos, vêm em cima de mim, me cobrando o conforto, me cobrando a fazenda; eu não resisto a essa situação. Estava na farmácia justamente comprando um remédio para dar fim à minha vida, quando apareceu um amigo, que perguntou: Para que você quer isso? Como ele sabia do negócio que eu fiz e do meu desespero, ele falou: Eu não admito que você compre esse remédio! Eu respondi: Como? Você não manda na minha vida! Aí ele me disse: Eu vou deixar, sim, você cuidar de sua vida, se você me prometer que vai conversar com o Jerônimo Mendonça, em Ituiutaba. Eu lhe dou a passagem. Ele me deu a passagem, aqui estou eu, mas acho que eu perdi tempo, porque você é uma pessoa feliz, que não sabe o que é o sofrimento alheio”.

O Jerônimo lhe respondeu:- “Meu amigo, você é uma pessoa que realmente está sofrendo. Você perdeu uma fazenda maravilhosa, mas vamos supor que essa criatura que lhe comprou a fazenda voltasse agora e lhe perguntasse: “Você quer trocar a fazenda por um olho seu?”

- “Ah! Jerônimo, que bobagem é essa, isso é conversa que se fale!”

- “Não, o olho não, o olho é muito precioso, então vamos supor... Um braço”.

- “Ah! Mas que bobagem! Que conversa! Onde já se viu isso?”

- “Oh meu amigo! E cheguei à conclusão que você não é pobre, você não é miserável. Você é arquimilionário das bênçãos de Deus.

O homem ao sair dali mudou seu modo de pensar, sempre que podia voltava para trocar ideias com Jerônimo, e acabou se tornando um trabalhador da seara espírita”.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.