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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

JOÃO LUÍS DE PAIVA JÚNIOR

1870 – 1949

Aos 18 de março de 1949 desaparecia do plano físico, no Rio de Janeiro, um verdadeiro servo da caridade: o Comandante João Luís de Paiva Júnior, coração de ouro sob um véu de aparente severidade.

Nascera ele no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1870, tendo por pais João Luís de Paiva e Maria Delfina da Conceição Paiva. Fora o pai excelente ator, tendo trabalhado ao lado de João Caetano e outros ilustres artistas da época.

Na primeira mocidade, Paiva Junior foi caixeiro, impressor e até ourives. O seu grande sonho, porém, era a Marinha de Guerra, e para ela entrou ainda bem jovem. Durante 52 anos e dez meses desempenhou dignamente suas funções na Intendência, reformando-se no posto de Almirante. Durante todo esse tempo, teve oportunidade de conhecer e privar com gloriosos vultos de nossa Marinha.

Em 1905, sofrimentos físicos e espirituais fizeram-no aceitar o convite de um colega, que com ele insistia para comparecer ao Centro Espírita Santo Agostinho, existente no Méier, Guanabara. Ali foi o então tenente Paiva, e dali saiu ele transformado, para o Espiritismo. Entusiasmou-se com as revelações contidas nas obras de Allan Kardec, e ei-lo, anos depois, presidente daquele Centro aonde foi pela primeira vez.

Continuando sempre como presidente, mais tarde mudou o Centro para Jacarepaguá, denominando-o, desde essa época, Centro Espírita de Jacarepaguá.

Em 27 de fevereiro de 1913, ingressava na “Assistência aos Necessitados” da Federação Espírita Brasileira o capitão de corveta João Luís de Paiva Junior, onde, através de sua mediunidade receitista, passou a ter contato mais direto com os menos favorecidos da sorte, desses que batem à porta da Casa de Ismael, em busca de socorro material e espiritual. Era, então, diretor da “Assistência aos Necessitados” outro inolvidável semeador da caridade, Pedro Richard.

Em 19l5, Paiva Júnior foi eleito Tesoureiro da Federação, mas o certo é que seu Espírito não se sentia bem nesse novo setor de trabalho, seu pensamento estava sempre voltado para os sofredores, para os pobres, e seu desejo era dedicar-se de todo o coração, à seus irmãos em Humanidade. Retornou, pois, à Comissão de Assistência, onde a sua dedicação e amor se faziam sentir de maneira relevante, resolvendo, satisfatoriamente, as difíceis tarefas que lhe eram confiadas. Suas palavras, proferidas sempre sem afetação, com natural e sincera vibração evangélica, tinham o dom de reanimar almas abatidas, reconfortar enfermos.

Em 1923, viu-se eleito para o espinhoso cargo de Diretor da Assistência aos Necessitados, cargo que ininterruptamente desempenhou até seu Espírito ser chamado para as etéreas regiões do Além.

Vinte e seis anos consecutivos esteve ele na direção dessa Comissão de Assistência, e só quem conhece o que seja o trabalho desse Departamento da Federação é que pode calcular quanto amor existia em seu coração!

Conhecido de todos por Comandante Paiva, seu nome tornou-se um símbolo de paz e de misericórdia para os necessitados. Fazia prodígios com as verbas de que dispunha, parecendo, até, que elas se multiplicavam em contato com suas mãos dadivosas.

Todos quantos durante aqueles vinte e seis anos subiam as escadarias do venerável edifício da Avenida Passos não podiam admitir o Departamento de Assistência sem a figura austera do Comandante Paiva. É que, muito embora tivesse ele de exercer os encargos atinentes ao seu posto de oficial superior de nossa Marinha de Guerra, jamais deixou de passar horas a fio, diariamente, durante vários lustros, em seu gabinete de trabalho na Federação Espírita Brasileira. Ele e a Assistência se confundiam. Sua palavra era fluente e sempre modulada ao ritmo do Evangelho. Recebia o maltrapilho com o mesmo carinho e atenção que tributava aos que, bem vestidos ou detentores de ótimas posições sociais, o procuravam na esperança de um alívio para os seus padecimentos.

Em Setembro de 1925, certo médico, interessado no descrédito das curas espíritas, teceu, junto ao Inspetor da Fiscalização da Medicina, uma historia caluniosa, em que a honrada figura de Paiva Júnior era o acusado principal.

Foi ele então processado como incurso no exercício ilegal da medicina. Após examinar os autos, o ínclito e saudoso Dr. Bento de Faria, mais tarde Ministro do Supremo Tribunal Federal, emitiu parecer, em que requeria o arquivamento do inquérito sobre o caso, por não encontrar justa causa para denúncia. À vista desse parecer, o Doutor Eurico Cruz, da Segunda Vara Criminal, mandou arquivar o processo.

Paiva Júnior tinha o hábito de ouvir os pobres um a um e em particular, tarefa que ele desempenhava com uma paciência verdadeiramente cristã, e a levava tão a sério que, nessas horas de contato com a gente humilde do povo, a ninguém mais atendia, mesmo de elevada posição social.

Sua atuação evangélica não ficou restrita ao Estado da Guanabara, alargou-se pelo Brasil inteiro, e foi mais além, transpôs o Atlântico. Assim é que de Portugal e da Espanha lhe chegavam, quase que diariamente, as mais diversas solicitações de assistência. Antes da última guerra mundial, inúmeras eram as cartas que vinham ter às suas mãos, escritas por pessoas angustiadas residentes na França, essa França que foi berço de Allan Kardec.

Podendo viver uma vida despreocupada, Paiva Júnior empregou todo o seu tempo disponível na pratica da Caridade, e o fez, é bom frisar, com alma e coração, sem pensar em qualquer recompensa futura, convicto de que apenas cumpria um dever de irmão para com outro irmão em Cristo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

JOÃO HERDY BOECHAT

1884 – 1949

Desencarnou em 09 de julho de 1949, em Niterói, RJ, tendo nascido na Fazenda Vista Alegre, em Pirapitinga, RJ, em 12 de abril de 1884.

A sua mediunidade despertou muito cedo, particularmente a vidência.

Pais espíritas, imediatamente encaminharam-no à Casa Espírita que frequentavam.

Espírito alegre e jovial mantinha um bom relacionamento com todas as pessoas. Trabalhava, na lavoura durante o dia e, à noite atendia a quantos o procuravam em busca de socorro.

Em 1937 fixou residência em Niterói, passando a frequentar a Federação Espírita do Estado do Rio de janeiro.

Foi um amigo incondicional dos jovens, passando a ser o orientador da mocidade na UMEN.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

JOÃO HUSS

1369 - 1415

Sacerdote tcheco, João Huss (Jan Huss) nasceu em Husinec, Boêmia, em 1369 e desencarnou em Constância, em 6 de julho de 1415. Filho de camponeses, se formou em teologia e, dois anos após, em artes pela Universidade de Praga. Em 1401 assumiu a reitoria desta Universidade e, no ano seguinte, foi nomeado pároco da capela de Belém, em Praga.

Em 1410 foi excomungado em face de suas críticas ao clero, especialmente à venda das indulgências. Mas permaneceu em suas funções devido ao grande apoio do povo e do rei Venceslau, sendo festejado como herói nacional. Em 1412, novamente excomungado, teve que se afastar da capital.

Além de reformador religioso, Huss foi um defensor da nacionalidade tcheca. Como escritor, estabeleceu uma nova ortografia, reformando a língua tcheca, esforçando-se para banir as formas germânicas. Por isso, a boêmia considera-o fervoroso patriota e é venerado como um santo e mártir da fé.

"Huss, cuja obra teológica era mais transcrição de John Wycliffe, do que original, afirmava que a Igreja era composta de todos os predestinados - do passado, do presente e do futuro. Como Wycliffe, não aceitava a supremacia papal, mas apenas a pessoa de Cristo como chefe e cabeça da Igreja, considerando o Evangelho como única lei. Seu pensamento sobre a igreja era influenciado fortemente por Agostinho e tinha, a respeito do clero e sua relação com a propriedade, pontos de vista semelhantes aos dos valdenses (movimento dentro da Igreja Católica que pregava a rejeição das riquezas e das pretensões políticas)." (Enciclopédia Mirador Internacional).

Huss abriu caminho a Lutero (1483-1546), teólogo alemão, o maior vulto da reforma protestante.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

JOÃO MAURÍCIO DE NASSAU-SIEGEN

João Maurício de Nassau-Siegen, conhecido como Maurício de Nassau, chegou as terras pernambucanas, no Nordeste brasileiro, em 1637.

Oficial, exímio artista dos pincéis e das telas, foi homem de confiança e disciplina, pelo espírito de serviço e boa disposição para qualquer missão que lhe fosse destinada. 

O senhor de Nassau-Siegen, nomeado governador e comandante das possessões holandesas no Brasil, era apaixonado pelas artes, cercando-se sempre de geniais artistas, dando vazão ao seu refinado gosto pelo belo, pelo estético.

O jovem militar, enamorara-se pelas terras pernambucanas, pelas florestas, pelas montanhas, pelo espírito do povo generoso e gentil, chegando a unir-se a um coração brasileiro, vindo a constituir família em Recife, fazendo-se rodear, em função de sua arte, de grande número de amigos e admiradores.

Quando, em 1644, Maurício de Nassau retorna à Europa, o referido militar decide-se por ficar sob os céus do Brasil, mantendo a família e criando a prole nas terras formosas do juveníssimo e já querido país.

Tendo permanecido, então, nos pagos nordestinos, o antigo oficial militar holandês retornou a pátria espiritual em avançada idade, guardado pela ternura da família e dos muitos amigos que angariara. 

Nas contas do tempo, porém, o antigo militar-artista deveria retornar à psicosfera européia, através da reencarnação, em novas e produtivas ocasiões, a fim de acertar-se com diversas situações diante das quais os campos da Europa seriam o melhor cenário e lhe ofereceriam o mais adequado clima psíquico, tudo servindo de moldura a sua libertação espiritual do pretérito, gradativamente.

Assim, pôde reencarnar por duas vezes ainda na Holanda, uma vez em Portugal e outra vez na Alemanha, em pleno século XX.

Nas experiências da reencarnação alemã, nosso amigo mostrou-se dotado de rara sensibilidade para a música e para as artes plásticas, descobrindo uma alma apaixonada pelo distante país brasileiro, interessando-se por tudo o que no Brasil ocorresse, acompanhando a saga do seu povo simples e bondoso, passando a experimentar intensa saudade, anelando poder conhecê-lo um dia... Tinha sonhos com suas florestas frondosas, com suas montanhas altivas e com seus mares imensos. Lia, com avidez, tudo o que se referisse a essas saudosas terras sul-americanas. 

Enquanto o tempo passava, inexorável, o jovem artista Johanns Bergmann foi acometido por fulminante enfermidade cardíaca, tendo chegado à desencarnação em plena juventude biológica, nos seus bem-vividos trinta anos de idade, no ano de 1975.

Recebido no Invisível por antigos companheiros de sua rota evolutiva e por nobres Mentores da Vida Maior, Johanns logrou o conhecimento de todos os motivos que o prendiam ao psiquismo brasileiro, bem como pôde identificar os Espíritos a ele vinculados e que se achavam reencarnados no Brasil, em grande número pelo território fluminense, e desejou revê-los, acercar-se deles, nada obstante as novas realidades impostas pelo renascimento corporal.

Identificou-se com extrema facilidade com o pensamento espírita, que lhe foi apresentado no Mundo dos Espíritos, em virtude de muitos dos seus vínculos do coração estarem, neste século, atrelados a sérios compromissos com o Espiritismo no Brasil. 

A partir daí, foi convidado a acompanhar os programas de serviço fraternal a companheiros necessitados da estrada das lutas humanas. 

Johanns sensibilizou-se sempre diante desses trabalhos, junto a essas almas, tornando-se voluntário e discreto operário da caridade, em nome do Cristo Excelso.

Aos poucos, com o passar dos anos, Johanns começou a dirigir palavras de estímulo e aclaramento tanto a irmãos desencarnados quanto a encarnados, sendo que a estes últimos por meio da psicografia, até que foi convidado a compor a equipe de Mensageiros da nossa obra de educação e assistência, sob a focalização espírita.

O querido amigo passou a adotar a forma portuguesa para grifar o nome da sua mais recente experiência terrestre. Tornou-se dedicado benfeitor junto a corações sofredores, a almas angustiadas, desencantadas, estabelecendo, com relativa facilidade, ponte de socorro entre eles e as energias benfazejas do Mundo Maior.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

domingo, 1 de agosto de 2021

JOÃO GHIGNONE

1889 – 1978

Dia 8 de junho de 1978, às 23 horas, desencarnou em Curitiba (PR), o venerando confrade João Ghignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná, por mais de 40 anos.

Nasceu no dia 11 de fevereiro de 1889, sendo natural de Serravale Sesia, no Piemonte, Itália. Seus pais transferiram residência para o Brasil em 1894, quando ele contava 5 anos de idade.

Espírita desde a sua juventude, deu o melhor de seus esforços em benefício da propaganda da Doutrina. Como Presidente da Federação Espírita do Paraná, apoiou e participou de todos os eventos espíritas de seu Estado. Tomando parte em vários Congressos, Simpósios, Semanas Espíritas e tudo o mais que engrandecesse a Doutrina, como: o “III Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas”, o “Pacto Áureo”, do CFN da FEB, foi o anfitrião da “4ª Zonal” realizada pelo CFN no Paraná, juntamente com sua valorosa equipe de trabalhadores. Fundou várias instituições espíritas, como o Instituto Lins de Vasconcelos e sua cidade mirim, o Sanatório Bom Retiro, O Lar de Icléa e o Lar Infantil Mariinha. Apologista da Cultura Espírita, incentivou a publicação de livros espíritas, pela FEP, de vários autores, como: Deolindo Amorim, Victor Ribas Carneiro e tantos outros.

João Ghignone foi um homem bom, humilde e simples, a serviço da Cultura, do Bem e da Verdade, como bem disse de si, uma reportagem de “O Estado do Paraná”, transcrita em “Mundo Espírita” de 28 de fevereiro de 1979. A esse gigante, o ilustre cidadão paranaense, que muito contribuiu para o desenvolvimento de sua cultura e outros ramos de atividades humanas, cristãs e espíritas, as nossas mais sinceras homenagens. Rogando a Deus e a Jesus muitas luzes no seu caminho no Plano Espiritual. Aos seus familiares e à família espírita do Paraná, a nossa solidariedade cristã.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

JOÃO GASPARINI

1885 – 1971

João Gasparini desencarnou em 05 de fevereiro de 1971, tendo nascido na Cidade de Triestre, Áustria, em 16 de abril de 1885.

Homem ponderado, muito educado, alfaiate, veio para o Brasil e radicou-se em Botucatu (SP).

Reunindo em sua casa alguns amigos, passaram a estudar o Espiritismo, mas, devido a perseguição do clero, mantinha um de seus filhos como vigia, durante as reuniões.

Participou da fundação do C.E. "Caminho da Luz" e muitos outros da região.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de junho de 2021

JOÃO DUARTE DE CASTRO

1931 – 1992

Desencarnou em São Paulo, em 07 de junho de 1992, tendo nascido em 08 de agosto de 1931.

Professor de Português deixou várias obras de real valor, embora o seu pequeno estágio como espírita: Nos Horizontes da Espiritualidade, A Vida Numa Colônia Espiritual, e outras.

Foi Presidente da União Intermunicipal Espírita de Santos, diretor e redator do Jornal " Espiritismo e Unificação" e Presidente do Centro Espírita "Henrique Seara", todas localizadas em Santos, SP.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de maio de 2021

JOÃO CYRÍACO DE SOUZA FILHO (CAPITÃO CYRÍACO)

1915 - 1998

João Cyríaco de Souza Filho, ou simplesmente Capitão Cyríaco - como até hoje é lembrado, foi um dos abnegados pioneiros do Espiritismo, em Foz do Iguaçu. O Capitão Cyríaco chegou à Terra das Cataratas no ano de 1938 e não mais a deixou.

Nasceu em Mirascivas, cidadezinha que ficava na estrada de ferro que ia de Bragança a Belém do Pará, em 29 de novembro de 1915, e desencarnou no Paraná em 22 de março de 1998. Com 13 anos, entrou para a Marinha, onde ficaria até 1960. Durante os 46 anos em que serviu à Marinha, passou por todos os postos, desde aprendiz até chegar a Capitão.

Consorciou-se com Dona Nacir Kuster, com quem teve quatro filhos.

Em julho de 1957, o Capitão Cyríaco colocou as bases para que, na região de Foz do Iguaçu, surgisse o primeiro Programa Radiofônico Espírita, intitulado: A Hora Espírita, nas ondas da Rádio Cultura AM 820 de Foz do Iguaçu, que entrou no ar pouco depois, em 2 de outubro; ano das comemorações do 1º Centenário da Doutrina Espírita.

O Programa Espírita continua até hoje, veiculado agora aos domingos, das 19h às 20h.

A Sociedade Espírita Aprendizes do Evangelho (SEAE), da Vila «A», de Foz do Iguaçu, é atualmente a responsável pela direção desse Programa Radiofônico histórico, em nossa região. Desde os tempos do Capitão Cyríaco, o Programa de Rádio sempre contou com grande audiência do público da tríplice fronteira, através de cartas, telefonemas e visitas de pessoas de cidades como Ciudad del Este (antiga Puerto Stroesner), Caacupé (perto de Assunção) e Santa Rosa, no Paraguai, Puerto Iguazú e El Dorado, na Argentina, além de inúmeras cidades do Paraná.

No ano de 1984, João Cyríaco de Souza Filho recebeu, da Egrégia Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, o título de Cidadão Honorário de Foz, pelos relevantes serviços prestados à comunidade iguaçuense.

Eis uma simples, mas sincera homenagem ao saudoso pioneiro de Foz do Iguaçu, que junto de outros baluartes pioneiros da nossa região, construíram, com muitas lutas e ingentes sacrifícios, os alicerces do Movimento Espírita regional, sob a dinâmica coordenação da Federação Espírita do Paraná.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

JOÃO CARLOS MOREIRA GUIMARÃES

1892 – 1979

Nasceu em 20 de outubro de 1892 e desencarnou em 02 de outubro de 1979.

Dedicou-se, com muito amor à causa espírita, ficando conhecido como o Rouxinol do Evangelho, pela doçura de sua palavra, bem abalizada, sobre o espiritismo.

Após uma renitente doença, aos 5 anos de idade, foi tratado pelo Dr. Bezerra de Menezes, contrariando seu pai, que passou a aceitar o Espiritismo, após a cura completa de João Carlos.

Foi pioneiro das semanas espíritas.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de março de 2021

JOÃO BATISTA CHAGAS

1901 – 1951

Desencarnou em Niterói em 11 de março de 1951, tendo nascido em 24 de junho de 1901, em Recife.

Foi um grande divulgador da Doutrina Espírita em todos os veículos de comunicação. Foi correspondente de várias instituições espíritas, inclusive de Portugal e Espanha.

Como muitos outros companheiros, dedicados servidores do cristo, ingressou no Espiritismo pela caminho da dor. Assim foi J. B. Chagas.

Tratou-se no C. E. Fé, Esperança e Caridade, em Nova Iguaçu, então dirigido por Leopoldo Machado com quem participou da Comissão Organizadora do 1º Congresso de Mocidades Espíritas, na qualidade de secretário.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

JOÃO BATISTA BRILHANTE DE ALBUQUERQUE

1901 – 1994

Desencarnou no Rio de Janeiro em 16 de agosto de 1994, e nasceu em Vila Nova, Rio Grande do Norte, em 02 de outubro de 1901.

Um seareiro espírita dos mais trabalhadores, nas Instituições do Ramal de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Juntamente com sua esposa, era uma dupla muito dedicada as atividades doutrinárias.

Foi Presidente do C. E. Amor a Verdade durante 48 anos.

Militar abnegado, transferiu-se para a reserva como Capitão.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

JOÃO AUGUSTO DE SOUZA

1890 – 1973

Desencarnou em Gravatá, Pernambuco, em 20 de abril de 1973, tendo nascido em 07 de setembro de 1890, na mesma cidade em que veio a desencarnar.

Filho de família humilde, mas bem estruturada, recebendo de seus pais uma excepcional educação.

Convocado para o serviço militar chegou ao posto de 2º tenente.

Embora de origem católica foi levado a entrar na Federação Espírita Pernambucana, atendendo a uma voz que lhe dizia: "entre". 

Entrou e ficou, pois se dedicou às leituras espíritas.

Estudou e em pouco tempo já tinha uma bela folha de serviço, tendo fundado o Centro Espírita "Enviados de Jesus".

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

JOÃO AUGUSTO DE OLIVEIRA

(TIO JOÃO)

1919 – 1997

Desencarnou em 06 de agosto de 1997, em Ribeirão Preto, SP, tendo nascido em São Paulo, aos 27 de março de 1919.

Devido aos seus elevados dotes de amor ao próximo, era carinhosamente chamado de Tio João, e sua esposa, Sra. Dulce F. de Oliveira, Tia Dulce.

Sempre sorridente e pronto a servir, envolvia a quantos se acercavam dele, de um otimismo contagiante.

Foi um dos fundadores das Casas de Betânia, Instituto Espírita Paulo de Tarso, Sociedade Espírita 5 de Setembro - Casa do Vovô, e outras.

Jamais deixou de atender a qualquer pedido da sua presença, nas Instituições que lhe pediam a sua colaboração.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

JOÃO ANDREOTTI

1884 – 1971

Desencarnou no dia 27 de outubro de 1971 no Rio de Janeiro, tendo nascido na Itália, em 11 de novembro de 1884.

Chegou ao Brasil em 1916, radicando-se no Rio de Janeiro com mais dois irmãos.

Em 1919, em face de doença de um dos irmãos, desenganado pela medicina da Terra, foi aconselhado por amigos a procurar o Espiritismo. 

Apesar de contrariado, em face de sua descrença, mas penalizado com a doença do irmão aceitou a orientação, iniciando o tratamento no Centro Espírita, resultando a cura de seu irmão.

Participou da fundação do Centro Espírita Sebastião e Tenda Espírita Jorge, e Centro Espírita Filhos de Deus.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

JOANINO SABATELLA

1881 – 1970

 

Joanino Sabatella nasceu em 30 de março de 1881, na cidade de São João do Triunfo, no estado do Paraná.

 

Em 1898, fixou residência em Ponta Grossa, conhecendo o Dr. João Gama Esteves, dentista de nacionalidade espanhola, que se propôs a ensinar-lhe a prática da Odontologia.

 

Nas suas andanças, em 1902, travou conhecimento com a Doutrina Espírita, quando seu amigo Olímpio Alves Lisboa lhe emprestou O Evangelho Segundo o Espiritismo, que com a leitura, convenceu-se da verdade espírita e passou a ler com muito interesse toda a obra de Kardec, Delanne, Denis e outros clássicos do Espiritismo.

 

A partir daí, teve atuação destacada na Doutrina, integrou-se na Sociedade Espírita Francisco de Assis, desde a sua fundação em 1912, participando ativamente para a construção de sua sede própria.

 

Colaborou intensamente na difusão doutrinária pela tribuna falada e escrita.

 

Joanino Sabatella participou intensamente da vida comunitária de Ponta Grossa, no comércio, na política, na música, no jornalismo, na poesia, porém onde mais se destacou, foi nas atividades assistenciais e doutrinárias, muito contribuindo para alicerçar a presença do Consolador Prometido em terras pontagrossenses.

 

Joanino retornou ao plano espiritual em 07 de outubro de 1970.

 

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

JOANA TEREZA VIEIRA DE LIMA


(ABGAIL LIMA)

1883 – 1969

Desencarnou no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de julho de 1969, tendo nascido, também no Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 1883.

Mais conhecida por Abigail Lima, nome adotado quando foi crismada.

Educada na religião católica foi sempre muito rebelde aos dogmas e rituais da igreja, sendo por isso muito repreendida.

Tomou conhecimento dos fenômenos mediúnicos através de sua própria mãe, que sem nada conhecer de Espiritismo, por ela manifestava-se um espírito que modificava completamente o seu comportamento.

Fundou e dirigiu inúmeras instituições espíritas, sendo a fundadora da instituição Pátria do Evangelho.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de agosto de 2020

JOÃO FELÍCIO


1869 – 1936

Éramos nove irmãos. Viemos da Espanha para o Brasil em 1879 e eu estava com dez anos de idade. Imigramos no nordeste da Bahia.

Como o mais velho da família, tive que ajudar nas despesas da casa, trabalhando com vendas de verduras e frutas, e nas horas vagas engraxava sapatos em uma pracinha que lá existia. O meu pai trabalhava como caixeiro em um armazém, cujo dono, Senhor Bartolomeu, ajudou-me bastante, pois custeou os meus estudos.

Mais adiante, quando terminava o primário, fui matriculado no Liceu, onde concluí o colegial (ginasial). Nesta época, eu já estava em Salvador. Com muito esforço, dei continuidade aos meus estudos. No Curso de Direito conheci um amigo com o nome de Joel, ele me estendeu as mãos quando mais precisava naquele momento, convidando-me a morar nos fundos de sua casa, para que eu pudesse me ver livre do aluguel e custear melhor meus estudos.

Conhecendo melhor a família de Joel, descobri que eram espíritas. Fiquei feliz e me sentia em casa, participava do culto no lar, o qual eu achava maravilhoso, começando a interessar bastante pela Doutrina. O referido irmão me sugeriu ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, que o devorei noite adentro; comecei a frequentar a Instituição Espírita A Caminho da Luz, a qual não existe mais, ficava perto de onde morávamos; participava do grupo de jovens com toda a alegria e lá me apelidaram de João Cigano.

Depois de uma participação na Casa Espírita com todo o meu empenho, deram-me a incumbência da presidência. Fiquei assustado com a responsabilidade pois o Presidente da Casa Espírita na época estava com a idade avançada, e eu disse a mim mesmo e também aqueles que ali trabalhavam "posso levar, mas peço apoio de todos da Casa e quando errar podem me alertar", e aí trabalhei durante seis anos sem interrupção até que a Assembleia da Casa decidiu indicar outro.

Neste processo conheci uma pessoa com a qual me casei, em 1905. Ela se chamava Maria Augusta Damasceno Felício. Tivemos três filhos: Jorge Luís Damasceno Felício, Antônio José Damasceno Felício e Luísa Damasceno Felício.

Tive a vontade enorme de fazer o Curso de Medicina, mas a esposa achou fora de época. Eu disse a ela: "se você me der forças, eu vou conseguir" e concluí o Curso. Mas a minha aptidão maior era para o Direito e a Medicina era para atender os mais carentes.

Vivemos muito felizes, graças à Deus e a luta continuou. Fui contraído por uma enfermidade na área cardíaca, cardiopatia crônica, pela qual vim desencarnar em 03/02/1936.

Passei pelo processo de "hierarquia no plano espiritual" para chegar na equipe de Dr. Bezerra. Trabalho onde for necessário (na Instituição Abrigo da Luz Bezerra de Menezes, Cantinho de Jesus e outras atividades).

Obs: João Felício o qual estudamos neste momento não é o mesmo espírito que coordena a Mocidade do Grupo de Fraternidade Espírita Albino Teixeira.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Joana Francisca Soares da Costa


Nascida na cidade de Santos, Estado de S. Paulo, no dia 12 de outubro de 1825 e desencarnada no Rio de Janeiro, no dia 27 de maio de 1927, com 101 anos de idade.

Militou no Espiritismo entre os trabalhadores da primeira hora, fazendo parte do quadro associativo do Centro Espírita Beneficente "Antônio de Pádua", uma das primeiras associações espíritas a ser fundada no Rio de Janeiro, frequentada pelos grandes pioneiros do Espiritismo. O seu neto, General Flamarion Pinto de Campos, possui um Diploma a ela conferido, em 27 de dezembro de 1888, pelos seus bons serviços prestados àquela instituição.

Médium receitista e curadora de excelentes qualidades, Joanna Francisca foi o refúgio para uma multidão de aflitos que a procuravam em busca de lenitivo para suas dores físicas e morais, atendendo a todos com a mesma solicitude e carinho, sem qualquer restrição. Fez de sua residência, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, um posto avançado da caridade cristã.

Joanna Francisca Soares da Costa, mais conhecida por "Vovó Joanna", nasceu em Santos, São Paulo, na Fortaleza da Barra — Bertioga — onde o seu pai servia como militar. Era filha do Major Leonardo Luciano de Campos e de Maria Luíza de Campos. Casou-se no dia 20 de agosto de 1846 com o Capitão João Antônio da Costa, Oficial da Arma de Infantaria, que se tornou posteriormente, veterano da Guerra do Paraguai, deixando-a viúva no dia 28 de outubro de 1880. Seu filho único, João Antônio da Costa Campos, também participou da Guerra do Paraguai.

Joana Francisca teve muitas amizades no seio da família espírita no início de suas atividades no Rio de Janeiro. Dotada de diversas faculdades mediúnicas, fez parte do Centro Espírita Beneficente "Antônio de Pádua", um dos primeiros a aderir à Federação Espírita Brasileira (FEB). Manteve também permanente contato com os fundadores da FEB, frequentando-a assiduamente e desfrutando da amizade de sua diretoria, como Elias da Silva, Major Ewerton Quadros, Bittencourt Sampaio e tantos outros, que naquela época praticavam o Espiritismo desassombradamente e sem reservas. Foi amiga e confidente do Dr. Dias da Cruz e do Dr. Bezerra de Menezes, que muito se serviram de sua mediunidade curadora.

Frequentou muito as Clínicas Homeopáticas desses inesquecíveis médicos, que deixaram nome no cenário político e espírita do Rio de Janeiro.

Como sua genitora, o filho João Antônio da Costa Campos, foi caloroso defensor da Doutrina Espírita, juntamente com a sua esposa Porciana Pinto de Campos, no mesmo ritmo de trabalho, praticando o Espiritismo com muito amor. Pai de dois filhos, que acompanharam a tradição da família. Allan Kardec Pinto de Campos, advogado, professor e jornalista, e Flamarion Pinto de Campos, que seguiu a carreira militar e é hoje General do Exército Brasileiro, já na reserva.

Ambos militantes do Espiritismo e eméritos conferencistas, difusores da Doutrina sob todos os aspectos, possuindo cada um, bela folha de serviços prestados. Allan Kardec Pinto de Campos desencarnou aos 29 anos de idade, na cidade de Alfenas, no Estado de Minas Gerais, como Presidente do Centro Espírita "Allan Kardec", fundado por ele naquela cidade. O General Flamarion Pinto de Campos permanecia, ainda em 1976, nas lides espíritas do Rio de Janeiro, sendo um dos fundadores da Cruzada dos Militares Espíritas e da Casa de Recuperação e Benefícios "Bezerra de Menezes". Qual verdadeira "Clã espírita", os netos, bisnetos e tetranetos da "Vovó Joanna" professam o Espiritismo.

Assim, a semente lançada pela nossa biografada caiu em terra fértil e dadivosa, pois medrou, floriu e deu bons frutos, desvendando para sua família os horizontes espirituais, graças à sua persistência no bem e à compreensão para com o próximo, cumprindo fielmente o mandamento maior — "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

Quando ficou impossibilitada de se deslocar de casa para a Federação Espírita Brasileira e para outras instituições espíritas da cidade, organizou em sua própria residência um grupo de estudo da Doutrina, no qual mercê de Deus atendia aos doentes do corpo e da alma, aconselhando a vivência evangélica como o melhor remédio para todos os sofredores.

Tudo nos leva a crer que Joana Francisca Soares da Costa foi um desses espíritos missionários da equipe de Ismael, que reencarnou no Brasil com a tarefa de semear em solo brasileiro as sementes do Evangelho de Jesus, à luz da Terceira Revelação.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO


1939 – 1989

Nasceu em Ituiutaba, MG, no dia primeiro de Novembro de 1939 e sua desencarnação ocorreu no dia 26 de novembro de 1989.

Filho de Altino Mendonça e Antônia Olímpia de Jesus, sendo nono filho de uma irmandade de dez filhos, teve uma infância pobre cheia de privações e seus pais eram muito pobres, analfabetos, lutavam arduamente pela sobrevivência: a mãe lavando roupa para fora e o pai fazendo “bicos” pelas fazendas; conta em uma de suas histórias com muito humor, que o único par de sapatos que teve em sua adolescência foi achado no lixo, quando tentava entrar no cinema.

Com treze anos foi levado a conhecer a igreja presbiteriana; foi protestante até os 15 anos, era um membro ativo, dava até palestras.

Após a desencarnação de sua avó, começou a se debater mentalmente no problema cruciante da morte e do destino da alma, tendo ele um espírito indagador, não se sujeitou aos horizontes estreitos da igreja no que tange a crença em Deus, o conceito de uma vida única e de uma salvação limitada.

A amizade com um espírita fê-lo converter-se à doutrina espírita. O amigo esclareceu-lhe as dúvidas da vida além-túmulo e conseguiu acalmá-lo.

Já na puberdade, Jerônimo começou a sentir dores nas articulações, especialmente nos joelhos e tornozelos. Esses pontos de seu corpo passaram a “inchar” e já aos dezoito anos andava com dificuldade.

Teve vários empregos, porém as dores agravaram, não lhe deram tréguas e o impediram de permanecer por muito tempo num mesmo trabalho e era sempre obrigado a se afastar. Foi ele balconista, entregador de jornal, redator-chefe de uma revista e professor. Seu passatempo preferido era o cinema, era fascinado pelo Tarzan, sendo este o seu apelido.

Enquanto sua saúde lhe permitiu, participou ativamente das excursões com os jovens de uma Mocidade Espírita. Estava ele com dezesseis anos. Desde jovem já mostrava interesse pelo espiritismo, frequentando o Centro Espírita que tinha na cidade. E isto foi de grande auxílio para ele, pois aos 18 anos de idade se defrontava com uma das primeiras grandes provações que tinha de vencer, passou a sofrer uma doença, não muito rara, a artrite reumatoide, que causava enormes dores e dificuldade de locomoção, quadro este que foi se agravando até que aos 20 anos de idade ficou definitivamente de cama.

Certo dia foi ao cinema assistir “... E o Vento Levou”, mas não havia nenhuma poltrona vazia. Jerônimo ficou quatro horas em pé no fundo da sala e ao terminar o filme estava petrificado, com grande vibração de dor nos membros inferiores. Foi aí que começou a jornada dolorosa e difícil da paralisia, como ele mesmo conta em sua autobiografia. Passou três meses deitado, plenamente impossibilitado de se locomover. Depois usou muletas por algum tempo enquanto ia lecionar. Porém, acabou mesmo tendo que ficar numa cama ortopédica, acometido de artrite reumatoide progressiva. O quadro enfermo de Jerônimo era tão desolador que mesmo sob efeito de medicamentos, seus amigos tiveram que fabricar uma cama especial e colocar sobre seu peito um saco de areia de 30 quilos para que ele pudesse suportar a dor.

Recebeu de um amigo a doação de uma Kombi para poder ser levado às palestras. Jerônimo tornou-se orador espírita. Podemos dizer que ele conseguiu transformar seu leito numa tribuna ambulante (deu palestras pelo Brasil todo) e por meio dela conseguiu realizar um grande e valioso trabalho.

Quem o conheceu afirma que ele estava sempre rindo, gostava de um bom papo e de cantar também. Certa vez, o Dr. Fritz disse-lhe que ele tinha a doença de três cês – cama, carma e calma. Os amigos sempre levavam Jerônimo ao cinema e também a outros lugares para se distrair.

Estando, certa ocasião, justamente num cinema, uma moça tropeçou em sua cama e “explodiu”: “Mas não é possível! Aonde eu vou, está o aleijado! Vou a uma festa, o aleijado lá! Esse aleijado me persegue! Aonde eu vou, ele está!” Jerônimo pensou consigo: “E agora?! A moça está revoltada, nervosa mesmo. Tenho que lhe dar uma resposta, mas não quero irritá-la mais ainda. O que dizer?” E saiu com essa: “Mas também, minha filha, você não para em casa, hein!” Ela olhou-o atônita e começou a rir. Riram juntos. Ficaram amigos.

Permaneceu assim cerca de trinta e dois anos preso ao leito, paralítico e com a agravante perda da visão. Quase não dormia, aproveitou para estudar bastante o Espiritismo. Quando ficou cego amigos liam para ele. Nunca lhe faltaram bons amigos. Mas certa vez, um repórter lhe perguntou o que é a felicidade. Ele respondeu assim: “A felicidade, para mim, deitado há tanto tempo nesta cama sem poder me mexer, seria poder virar de lado”. Em outra ocasião, ele disse: “Casei-me com a Doutrina Espírita no civil e com a dor no religioso”.

Eis alguns casos da vida desse vulto do espiritismo:

1- Por ocasião de um “enterro”, quando o cortejo seguia para o cemitério, sua Kombi estava logo atrás. Retirado o caixão, quando as pessoas se dirigiam para o local, um alcoolizado que passava, vendo os amigos lhe carregando a cama, exclamou: “Nossa! Dois defuntos! Esqueceram o caixão deste!” Ele aprendeu a não se revoltar com comentários infelizes. Gostava de citar uma frase de Cairbar Schutel: “Melindres é orgulho ferido”.

2- Numa palestra de Divaldo Pereira, a cama de Jerônimo estava em evidência, na frente, para não atrapalhar os que quisessem passar. Em certo momento, aproximou-se um homem alcoolizado, ou seja, bêbado, na linguagem comum. Disse-lhe: “- Paralítico, levanta-se e anda!” E Jerônimo lhe disse – “Depois, meu amigo, depois”. Temia Jerônimo que a cena fosse notada e atrapalha-se a palestra “paralítico, levanta-te e anda!”, insistiu o bêbado. “Bem que eu queria, mas não consigo”, falou baixo o Jerônimo, tentando chamar o homem à razão. O bêbado saiu desconsolado: “- Oh, homem de pouca fé!”.

3- Ele costumava ser requisitado para a prece de despedida por ocasião da desencarnação de conhecidos. Um dia, próximo ao túmulo, coube-lhe a palavra. Depois emocionadas, as pessoas foram saindo, conversando. Esqueceram-no no cemitério. Altas horas da noite, quando os amigos foram visitá-lo em casa e ele não estava, é que se lembraram do cemitério, indo buscá-lo. Em ocasiões como essa, exercitava a resignação. Tinha que esperar que se lembrassem dele, até para um cafezinho ou um copo de água.

4- Um certo dia um Senhor foi orientado pela irmã de Jerônimo, para que esse fosse fazer uma visita a seu irmão, e assim o fez. Quando chegou a casa ele foi convidado a entrar e, ouvindo o barulho do pessoal nos fundos da casa, para lá se dirigiu. As gargalhadas do Jerônimo sobressaíam à distância. O homem estava tão desesperado que ao ouvir os risos virou-se a D. Terezinha e disse, revoltado: - “É esse homem que irá me confortar?” Fez-se silêncio o senhor foi chamado e apresentado. – “Jerônimo, aqui está um senhor que veio de São Paulo só para conversar com você. Por certo, desejará fazê-lo sozinho”. Os jovens se retiraram, e o senhor tomou a palavra: - “Olha moço, eu era uma pessoa muito rica até uma semana atrás. Eu tinha uma fazenda com eletricidade, com todo conforto da vida moderna, até campo de aviação. Tinha tudo. Fui tão incauto, que ao fazer a venda da fazenda passei a escritura e recebi uma nota fria”. O Jerônimo estranhou o que era uma nota fria. – “Uma duplicata sem valor. Eu não tive nem condições de reclamar. O advogado falou que era perca de tempo. A minha família antes se tolerava, porque nós conversávamos por bilhetes, eu nos meus weekends, a minha esposa nos seus chás, e os filhos, iam onde queriam. Agora todos, vêm em cima de mim, me cobrando o conforto, me cobrando a fazenda; eu não resisto a essa situação. Estava na farmácia justamente comprando um remédio para dar fim à minha vida, quando apareceu um amigo, que perguntou: Para que você quer isso? Como ele sabia do negócio que eu fiz e do meu desespero, ele falou: Eu não admito que você compre esse remédio! Eu respondi: Como? Você não manda na minha vida! Aí ele me disse: Eu vou deixar, sim, você cuidar de sua vida, se você me prometer que vai conversar com o Jerônimo Mendonça, em Ituiutaba. Eu lhe dou a passagem. Ele me deu a passagem, aqui estou eu, mas acho que eu perdi tempo, porque você é uma pessoa feliz, que não sabe o que é o sofrimento alheio”.

O Jerônimo lhe respondeu:- “Meu amigo, você é uma pessoa que realmente está sofrendo. Você perdeu uma fazenda maravilhosa, mas vamos supor que essa criatura que lhe comprou a fazenda voltasse agora e lhe perguntasse: “Você quer trocar a fazenda por um olho seu?”

- “Ah! Jerônimo, que bobagem é essa, isso é conversa que se fale!”

- “Não, o olho não, o olho é muito precioso, então vamos supor... Um braço”.

- “Ah! Mas que bobagem! Que conversa! Onde já se viu isso?”

- “Oh meu amigo! E cheguei à conclusão que você não é pobre, você não é miserável. Você é arquimilionário das bênçãos de Deus.

O homem ao sair dali mudou seu modo de pensar, sempre que podia voltava para trocar ideias com Jerônimo, e acabou se tornando um trabalhador da seara espírita”.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

IVAN DUTRA


1934 – 2004

Na pequena cidade mineira de Ubá (MG), que foi berço do grande compositor Ary Barroso, numa família humilde, nasceu Ivan Dutra, no dia 10 de novembro de 1934, como um dos oito filhos do casal Lindolfo e Odete Dutra; um berço espírita para que, desde tenra idade, recebesse a devida orientação, porque seus pais se preocupavam com a formação espiritual dos seus filhos.

Desde os primeiros tempos na escola primária, o menino mostrou uma capacidade para aprender e gravar na memória os ensinamentos, as datas, os números, destacando-se entre os alunos mais estudiosos. Decorava fatos e datas com precisão.

Ainda muito jovem, aos 12 anos de idade, dava aula de matemática para os colegas e com o que ganhava podia comprar algumas coisas de que necessitava. Estudioso, já conhecido pelos professores, viu que não poderia continuar seus estudos e foi então que, aconselhado por amigos de seus pais, se apresentou no melhor colégio de Juiz de Fora – o Granbery, que também era escola particular, para fazer um teste e ter direito a uma bolsa gratuita de estudos. Ivan Dutra passou no teste e iniciou seus estudos naquela instituição, tendo de manter sempre a melhor avaliação no aproveitamento da escola.

Aos dezoito anos foi transferido no trabalho, de São Paulo para Bauru, onde começou a participar ativamente do movimento espírita jovem naquele Estado. Frequentava a mocidade espírita e lá colaborava com campanhas, trabalho de evangelização infantil e voluntariado no Albergue Noturno.

Na década de 60, sua atuação na Doutrina Espírita consistia de trabalhos no departamento de mocidades da USE de São Paulo, em cujas reuniões, segundo seu amigo paulista, Milton Felipele, servia como contraponto aos polemistas, contribuindo, com o senso de reconciliação, sem irritações ou ideias personalistas, e sempre com conversa afável, gestos leves, sorriso contagiante e, sobretudo, com muita calma. Como disse Felipele: Ele tinha a qualidade de um líder, possuía uma vasta cultura e demonstrava essa competência como professor; esse fato nele era natural. Reencarnou para ensinar, ou melhor, para ajudar os que queriam aprender e sabia transmitir conhecimento.

Formou-se em 1960 em Direito e, para exercer a profissão, transferiu-se para Santo Anastácio, no Estado de São Paulo. Já casado, iniciou seu trabalho na advocacia sem deixar de participar do movimento espírita, trabalhando nos dois centros espíritas da cidade e conquistando muitos amigos. Num Centro, ele se dedicava à evangelização de adolescentes de 12 e 13 anos e, na outra casa espírita, trabalhava com jovens, tendo fundado com companheiros uma creche, que atendia 70 crianças, ajudando, assim, as mães carentes.

Trabalhou dedicadamente num Lar de Meninos. Não era uma instituição espírita, mas era uma obra benemérita, e assim o jovem advogado se entregou de coração ao trabalho de ajudar. Foram dez anos vividos na cidade de Santo Anastácio, que lhe conferiram o título de Cidadão Anastaciano pelos trabalhos prestados à comunidade.

Por necessidade da profissão, transferiu-se para Tupã, onde prosseguiu seu trabalho de advogado e também a nova atividade de professor na Faculdade de Direito, Economia e Administração. A cidade, que já tinha um trabalho espírita consolidado pela dedicação de muitos companheiros espíritas, abriu suas portas e, assim, mais uma vez, Ivan se associou aos trabalhadores espíritas para participar dos trabalhos de estudo da Doutrina e de assistência social, acrescidos de evangelização com jovens.

Nesta época, ministrava aulas na Faculdade de Direito de Presidente Prudente, que agora eram dadas em Tupã, Marília e Lucélia. Por ser extremamente dedicado e eficiente, graduou-se ainda em Economia, Pedagogia e Administração, fazendo, nesta última, mestrado e doutorado na USP, buscando assim corresponder à confiança que lhe era depositada, o que retornou para ele com as homenagens que recebeu no transcorrer dos anos de seu trabalho, agradecimentos de alunos reconhecidos por sua capacidade na área e dedicação.

De Tupã foi para Rolândia, onde trabalhou no movimento espírita como colaborador do Centro Espírita Emmanuel e do Lar Espírita André Luiz, ajudando os meninos daquele lar e criando o hábito de realizar o Culto do Evangelho nos lares espíritas.

Pouco depois, por força do trabalho, mudou-se para Apucarana, onde retomou a atividade de orientador da mocidade espírita, colaborou nos trabalhos de estudos e de reuniões da casa espírita, no trabalho de atendimento a menores carentes que eram assistidos pela instituição conhecida como Recanto da Criança Allan Kardec. Ali, os menores engraxates, catadores de papel e outros recebiam refeição, orientação de saúde e moral.

Ainda em Rolândia foi um dos fundadores da AREC − Associação Rolandense de Ensino e Cultura, criada em 1974, que se tornou a mantenedora da Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Rolândia, a FACCAR, sendo ele presidente da AREC nesse ano.

Por motivo de doença, mudou-se para Londrina em busca de melhores recursos de saúde e continuou seu trabalho como professor na UEL e como “trabalhador” na casa espírita, ao mesmo tempo em que se tornou voluntário do Dispensário Irmã Scheilla, departamento da SEPS, da qual com o tempo veio a ser o presidente.

Fundou em Londrina, juntamente com outros sócios, o INBRAPE – Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, em 1986, uma instituição voltada para a geração e disseminação do conhecimento, e sempre trabalhou ativamente no movimento espírita local, como palestrante, participante de grupos mediúnicos e de estudos. Fez parte do Conselho e foi vice-presidente do Centro Espírita Nosso Lar, entre tantas outras atividades que exercia.

Com outros companheiros desmembrou o Dispensário Irmã Scheilla da SEPS, que passou então a constituir-se numa entidade autônoma com o nome de Núcleo Espírita Irmã Scheilla. Esta entidade desenvolve, há mais de 15 anos, importantes tarefas na área de assistência, com programa de socialização e profissionalização de jovens de periferia e assistência às suas famílias.

Cativava a todos com seu sorriso, sua calma, sempre pronto a ouvir, a aproveitar uma ideia que muitas vezes não era a ideal, mas que podia ser sutilmente melhorada, e, humildemente, ele foi se tornando o amigo, o companheiro, tratando sempre bem, desde um simples necessitado até um grande empresário, com serenidade, paciência e uma palavra amiga.

Ivan era, antes de tudo, um professor, título que aceitava com alegria e humildade; mas seus ensinos não ficavam limitados às quatro paredes de uma sala de aula, ensinando também na convivência com a família, com os amigos e os companheiros de ideal espírita. Na família, ele dedicava profundo amor à esposa, aos três filhos e à filha, tudo fazendo para torná-los felizes e parte integrante de sua vida, de seu trabalho, de seus estudos. A família cresceu e ele ainda conheceu os 13 netos e as duas bisnetas.

A dedicação do professor sempre foi total, fazendo do projeto a razão de seu trabalho feito com amor e desprendimento. Nunca faltava o conselho amigo, o sorriso franco que abria as portas para a confiança e melhor convivência com os jovens pupilos do Núcleo. E, assim, muitos jovens foram integrados à sociedade através do trabalho digno, promovido pelo Núcleo.

Em sua vida profícua escreveu livros na área profissional, como: Economia Contemporânea e Elementos da Economia, adotados nas faculdades. Escreveu três livros voltados à educação dos jovens. Em fevereiro de 2000, lançou Sementes para um Mundo Melhor, que são relatos reais do trabalho com as famílias de periferia e os resultados obtidos e de como vale a pena semear princípios cristãos; em 2002, Contos da Juventude, um livro voltado aos jovens, suas preocupações e problemas; e, por fim, o último livro, que foi organizado por ele em 2003: Novos Contos da Juventude – histórias elaboradas pelos próprios voluntários do Núcleo Espírita Irmã Scheilla de Londrina, de leitura muito útil para os jovens e também para pais e mães que se preocupam em dar a seus filhos uma orientação segura e embasada nos ensinamentos de Jesus, sendo eles da periferia ou não.

Seus livros, palestras e, principalmente, seus atos foram voltados a ensinar e estimular a prática do bem. Educador em seu sentido mais amplo, sempre se dedicou aos jovens, muito especialmente aos da periferia de Londrina. Sua influência marcou a história da beneficência social da cidade, sempre conciliando sua influência benigna e competência, que pode ser sentida nos quatro cantos da cidade, em grupos de voluntários que atuam nos jardins São Jorge, João Turquino, Maracanã, Pacaembu, Campos e Leonor.

Desencarnou em 4 de janeiro de 2004, passando para a outra dimensão, ou seja, para a vida espiritual, deixando-nos grandes exemplos e maravilhosas lições de vida e profundas saudades.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.