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quarta-feira, 1 de março de 2023

JOAQUIM ANTONIO DE S. THIAGO

1857 – 1916

O Professor Joaquim Antônio de S. Thiago foi notável pioneiro do Espiritismo no Estado de Santa Catarina.

Filho de Peregrino Servita de S. Thiago e de Dona Maria Augusta de S. Thiago, ambos catarinenses, nasceu no dia 25 de Outubro de 1857, na cidade de Florianópolis (SC), vindo a desencarnar em S. Francisco do Sul (SC) em 5 de Outubro de 1916.

Era irmão mais moço do ilustre engenheiro doutor Polidoro Olavo de S. Thiago, jornalista e político, que chegou a vice-governador do Estado de Santa Catarina e que, em 20 de Abril de 1890, criou, na Federação Espírita Brasileira, a “Assistência aos Necessitados”, de existência ininterrupta até os dias de hoje.

Joaquim S. Thiago fez seus estudos preliminares no Colégio “Santíssimo Salvador”, de Florianópolis, dirigido pelos padres jesuítas, continuando-os no Rio de Janeiro, onde frequentava um curso particular de português e matemática mantido pelo seu irmão acima mencionado.

Espírito de grande sensibilidade e de uma ternura inigualável por sua mãe, Joaquim S. Thiago, à notícia do seu falecimento, ocorrido em virtude da dedicação com que se entregara D. Maria Augusta ao tratamento dos enfermos de febre amarela, que na época fazia inúmeras vitimas em São Francisco do Sul, regressou a essa cidade, onde seus pais residiam. E nunca mais daí se ausentou, a não ser acidentalmente, para exercer funções eletivas, pois fora deputado à constituinte estadual, como seu irmão Polidoro.

Em São Francisco do Sul foi sempre – e com que dedicação e elevação moral e cívica! – preceptor da mocidade. Sucediam-se as gerações, e o mesmo professor ali estava para encaminhá-las no amor da cultura e do bem. Até 1886 foi professor particular e, desse ano até 1916, professor público. Republicano histórico, a política, entretanto, por muito pouco tempo o seduziu. Preferiu entregar-se a obras de assistência social e ao cultivo das belas letras, nas quais adquiriu, como autodidata, extraordinário realce.

Casou em 1880 com D. Clara Almeida de S. Thiago, descendente da família Campos e Almeida, e natural do Rio de Janeiro. Ela exercia em São Francisco do Sul as funções de professora pública, ensinando música, sobretudo. Do casamento houve sete filhos, que receberam educação esmerada.

No desempenho de suas tarefas no magistério, o casal S. Thiago deu belos exemplos de abnegação e do mais alto espírito construtivo.

Não sabemos ao certo quando Joaquim S. Thiago se tornou espírita, iniciado pelo seu irmão Polidoro, mas pode-se afirmar que ele foi um dos pioneiros do Espiritismo em Santa Catarina. “Comecei a ser feliz” – escreveu o nosso biografado em seu Livro Íntimo – “desde o dia em que meu irmão Polidoro, a quem rendo aqui profundo preito de gratidão, transfundiu em meu coração os sagrados ensinos da doutrina espírita que abracei com toda a sinceridade e firme convicção”. Iniciando a sementeira do Evangelho no seu próprio lar, teve a felicidade de ver todos os filhos vinculados estreitamente ao trabalho espírita, e hoje o seu nome é invocado por uma descendência que se eleva a mais de cem pessoas, entre filhos, netos e bisnetos, todos militantes no Espiritismo.

Em 21 de Julho de 1895, fundava em sua casa, com outros companheiros, entre eles a virtuosa e notável médium D. Maria Amélia de Miranda e Silva, o Centro Espírita “Caridade de Jesus”, que funcionou, sob a sua presidência, até 1916, reconstituindo-se, sob a direção do Professor Arnaldo Claro de S. Thiago, em 1924. Essa entidade espalhou e continua espalhando muitos benefícios à população francisquense. Tinha um órgão de divulgação doutrinária – “A Revelação”, que reapareceu mais tarde e continua até hoje a sua missão construtiva.

De 1895 em diante, o Professor Joaquim S. Thiago redobrou seus esforços na propagação da Doutrina Espírita, na assistência aos necessitados e na educação do povo.

Orador, jornalista e dramaturgo, sabia aprimorar, pelo seu esforço de autodidata, os atributos intelectuais inatos.

Na tribuna foi sempre um evangelizador, quer falasse aos operários, aos rudes trabalhadores, em cujos corações ganhara amizades perduráveis, quer se dirigisse aos adeptos do Espiritismo, cujos princípios professava e punha em prática na família, na escola e na sociedade, ainda que injuriado e caluniado por adversários da nova doutrina, que chegaram até o insulto material, apedrejando o Centro Espírita “Caridade de Jesus”, quando este funcionava na casa do seu confrade Joaquim Simplício da Silva, casa situada na esquina da rua Fonte com a rua Marechal Floriano.

No jornalismo só se ocupava de assuntos austeros, predicando virtudes cívicas e morais. No teatro exerceu influência benéfica, escrevendo dramas de fundo moral, que muito contribuíram para a educação das gerações de sua época. Desses dramas, há ainda um inédito – “Vicentina”, achando-se dois outros publicados: “A Enjeitada” e “A Órfã”, ambos de caráter espírita. Além dessas obras teatrais, há um trabalho didático de sua lavra, mui valioso, que mereceu do Conselho Superior da Instrução Pública de Santa Catarina, então sob a presidência do teatrólogo e poeta Horácio Nunes Pires, referencias enaltecedoras. Publicado esse trabalho para servir de livro de leitura nas catorze escolas mantidas pela antiga Colônia de Pescadores Z-2, “Nossa Senhora da Graça”, muito contribuiu para a divulgação de ideias nobres e elevadas entre os praieiros catarinenses.

O Professor Joaquim S. Thiago utilizou-se, ainda, da imprensa local para explicar ao povo os princípios espíritas e, quando faltava a imprensa, recorria à publicação de folhetos, sendo que o último, em 25 de Agosto de 1916, às vésperas de sua desencarnação, foi escrito para defender a Doutrina Espírita contra os ataques de um sacerdote da Igreja Católica.

Homem austero, de conduta irrepreensível, intransigentemente honesto, devotado ao ministério do ensino e da caridade, não se compreende, conforme escreveu seu filho Arnaldo de S. Thiago in “Historia da Literatura Catarinense”, Rio de Janeiro, 1957, que um dos governos de Santa Catarina tenha mandado substituir o nome desse egrégio preceptor da mocidade, no Grupo Escolar de Joinville, que assim fora denominado, consoante o seguinte oficio número 394, de 20 de Janeiro de 1927, remetido ao Professor Arnaldo S. Thiago: “Tenho a honra de comunicar a V.S. que o Exmo. sr. dr. Adolpho Konder, Governador do Estado, assinou ontem o decreto número 2.017, convertendo as escolas reunidas em Grupos Escolares de 2ª. Classe, dando-lhes os nomes de professores que exerceram abnegada e brilhantemente o magistério público, no Estado. Outrossim, comunico-vos com a mais viva satisfação que o Grupo Escolar de 2ª. Classe da cidade de Joinville tomou o nome de Grupo Escolar Professor Joaquim S. Thiago, tradição viva do professor que votou o melhor de sua existência para educar e instruir a infância, cooperando assim para a grandeza de nossa Pátria. Mâncio da Costa – Diretor de Instrução”.

O valor social e o prestigio de que desfrutou, entre os seus contemporâneos, levaram a Academia Catarinense de Letras a fazê-lo patrono de uma cadeira daquele sodalício intelectual, a de número 21, ocupada presentemente por um dos seus filhos.

O Professor Joaquim Antônio de S. Thiago foi um lidimo valor da Doutrina Espírita, abnegado apostolo da Caridade, cultivando no mais alto grau o espírito de humildade. Seu nome está hoje vinculado a diversos Centros Espíritas de Santa Catarina e ao “Bezerra de Menezes”, do Andaraí, no Rio de Janeiro, aos quais ele vem dando sua esclarecida assistência, dos planos da Espiritualidade.

Cultura polimorfa, além dos livros já citados, deixou muitos inéditos de profunda beleza espiritual, nos quais se revela um escritor fluente, de muita imaginação, sabendo extrair de simples temas, como a semente, por exemplo, um mundo de verdades filosóficas e de reflexões altamente educativas e moralizadoras.

Mais pelos exemplos que pelo ensino oral ou escrito, o Professor Joaquim S. Thiago permanece inesquecível na comunidade espírita de Santa Catarina, querido e respeitado pelos seus reais serviços em bem do próximo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

JOAQUIM ALVES (JÔ)

1911 – 1985

Desencarnou em 31 de julho de 1985, em São Paulo, onde nasceu em 10 de julho de 1911.

Foi um grande colaborador do Anuário Espírita, tendo feito as capas de 1964 até 1970, quando se transferiu para a Capital, passando a colaborar, ativamente na Federação de São Paulo, com sede na Rua Maria Paula.

Era o abnegado Plantonista no "Plantão de Orientação e Encaminhamento".

Foi conselheiro da FEESP. Foi um grande amigo de Francisco Cândido Xavier.

Com a sua sensibilidade artística, muito ajudado pelos amigos espirituais, escolheu e elaborou inúmeras capas para as obras de Chico Xavier. Foi uma grande perda para o movimento espírita de São Paulo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.

domingo, 1 de janeiro de 2023

JOÃO VICENTE MARTINS

1808 – 1854

Nasceu em1808 e desencarnou em 08 de julho de 1854.

Foi o introdutor da Homeopatia no Brasil.

Por volta de 1840 chegou ao Brasil em companhia do Dr Bento Mure, ambos médicos Humanitários que fizeram da medicina homeopática verdadeiro apostolado.

Já conheciam os transes mediúnicos e o grande alcance do magnetismo experimental. Ambos introduziram vários serviços de beneficência no Brasil. Dedicaram-se com excepcional amor e seriedade à coletividade brasileira.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

JOÃO URBANO DE ASSIS ROCHA

1854 – 1941

Velho militante da Doutrina Espírita, pertencia ao Grupo Espírita do Serrito, antes da Fundação da Federação Espírita do Paraná.

Nasceu em 1854 e desencarnou em Curitiba em 23 de dezembro de 1941.

Era filho de João Pedro da Rocha e Ana Pereira da Rocha.

Subscritor da ata de fundação, aos 2 de Agosto de 1902, foi eleito presidente no primeiro período social – Diretoria Provisória – de 31 de agosto de 1902 a 04 de outubro de 1903.

Deixou a presidência, mas continuou a prestar excelente colaboração à causa do Espiritismo, principalmente no setor doutrinário.

Esposo que fora da prestimosa e saudosa médium Josefina Rocha, trabalhou durante longos anos a seu lado na prestação dos mais assinalados serviços.

A 11 de julho de 1920 foi eleito Sócio Benfeitor da Federação, como prêmio a sua dedicação.

A 13 de janeiro de 1924 foi eleito membro efetivo do Conselho Central Permanente e a 14 do mesmo mês e ano foi designado para as funções de Diretor do Núcleo Central, departamento que agremiava os associados à Federação e que respondia pela execução dos trabalhos que se realizavam em sua sede social.

Em 10 de janeiro de 1926 foi eleito 2º Vice-Presidente, cargo que deixou a 16 de janeiro de 1927.
Deixou o cargo de Conselheiro, a pedido, em 14 de outubro de 1928, em virtude de seu estado de saúde não lhe permitir oferecer a colaboração que sempre foi a grande característica de seu caráter.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

JOÃO TORRES

1873 – 1958

Desencarna no Rio de Janeiro em 14 de agosto de 1958 tendo nascido no Ceará em 08 de março de 1873.

Foi um ativo colaborador na Liga Espírita do Brasil, onde exerceu as funções de Vice Presidente e Presidente.

Foi militar da Marinha.

Na Liga iniciou a campanha contra o analfabetismo. Sua gestão foi muito produtiva, e sob a bandeira do Educar Para Salvar, desenvolveu grandes campanhas para a erradicação do analfabetismo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de outubro de 2022

JOÃO TEIXEIRA DE PAULA

1911 – 1985

Nasceu em 04 de novembro de 1911, tendo desencarnado em 03 de outubro de 1985.

Como jornalista, escritor, articulista e filólogo deixou varias obras não espíritas.

Em Espiritismo deixou-nos a Enciclopédia de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo, Estudos de Espiritismo.

Traduziu para o português, Pesquisas de Mediunidade de Gabriel Delanne, Tratado de Metapsíquica de Charles Richet.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

JOÃO TAVARES FUSCO

1895 – 1945

João Fusco, mais conhecido por Jofus, nasceu na cidade de Araraquara, Estado de São Paulo, no dia 1º de junho de 1895, e desencarnou em S. Paulo, com 50 anos de idade a 6 de julho de 1945.

Filho de pais humildes e católicos viveu a maior parte de sua infância e mocidade na cidade de Araraquara, casando-se no ano de 1910, com d. Regina Pavezi Fusco. Fez ainda nessa mesma cidade os cursos primário e de Contabilidade e, mais tarde, em S. Paulo, estudou Ciências Econômicas. Era profundo conhecedor de Direito e História. Possuía marcante inteligência e uma personalidade moral que causava assombro a todos que com ele conviviam.

João Fusco tornou-se espírita na cidade de Rio Preto, no longínquo ano de 1929, após ler alguns livros sobre Espiritismo. O que contribuiu decididamente para a sua conversão foi à cura, por seu intermédio, de uma senhora doente, após ter ela sido desenganada por médicos, padres, pastores e curandeiros.

A partir dessa época tornou-se profundo estudioso das obras da Codificação Kardequiana. O Centro Espírita "Allan Kardec", da cidade de S. José do Rio Preto, foi o marco inicial de uma nova era na vida de João Fusco, pois os dirigentes daquela instituição, vendo nele um homem culto, estudioso, enérgico e moralista, resolveram entregar-lhe a direção do Centro.

Jofus reorganizou vários Centros Espíritas do Estado de S. Paulo e do Triângulo Mineiro, instituindo a escrituração, elaboração de estatutos, quadro associativo, bibliotecas, venda e distribuição de livros, jornais e revistas espíritas. Instalou cursos de Evangelização da Infância, de estudos de "O Livro dos Espíritos", de alfabetização de adultos e crianças, de oratória e de desenvolvimento mediúnico, tornando-se mesmo um pioneiro na implantação das escolas espíritas.

Encetou numerosas viagens pelos Estados de S. Paulo e Minas Gerais, proferindo palestras, distribuindo livros e folhetos de sua autoria, numa lídima campanha contra os conspurcadores da Doutrina Espírita. Em 1931 travou conhecimento pessoal com Caírbar Schutel, passando a manter estreito contato com o apóstolo de Matão, em tudo aquilo que dizia respeito à difusão do Espiritismo, formando-se mesmo o eixo Matão - S. José do Rio Preto, na obra de esclarecimento e de combate aos pseudos cristãos.

Entre os escritos de João Fusco podemos destacar os folhetos "O Anticristo", "Os Violadores da Lei", "Desfazendo Calúnias do Clero Romano", "Advertências", "Falsos Profetas", "Contrastes", "Aviso aos Incautos", "Deus", "Os Centros e suas Denominações", "Escola Nova", "Os Mortos Vivos", e outros.

Em 1933 transferiu sua residência para S. Paulo e, nessa cidade, prosseguiu sua tarefa persistente em favor da disseminação do Espiritismo. Recebia diariamente volumosa correspondência vinda de pessoas que demandavam o consolo espiritual, conselhos e orientação para a cura do corpo e da alma.

Jofus possuía várias faculdades mediúnicas, dentre as quais a vidência, audição, curas e transporte. Há uma enorme bagagem de feitos benéficos efetuados por intermédio desse saudoso companheiro, durante a sua permanência entre nós, notadamente no período de 1929 a 1945.

Espírito varonil, comunicativo, afável para com todos, a sua palavra consolava sobremaneira. Todos sentiam-se bem em sua presença. Situava a Doutrina dos Espíritos acima de tudo e era intransigente no cumprimento dos seus deveres cristãos.

Em 30 de janeiro de 1939 fundou no bairro do Itaim, na Capital do Estado de S. Paulo, o primeiro Centro Espírita a prestar homenagem ao apóstolo de Matão, dando-lhe o nome de Centro Espírita Caírbar Schutel. Foi ainda fundador de outras sociedades espíritas, dentre elas o Centro Espírita Ismael, em Vila Guarani, na mesma cidade, fato ocorrido no dia 30 de junho de 1940.

O efeito de sua obra ainda hoje se faz sentir e sua amplitude não pode ser descrita numa pequena súmula biográfica.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

JOÃO SILVEIRA RODRIGUES

1902 – 1993

Desencarnou em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia em 22 de agosto de 1993 tendo nascido em Nova Friburgo aos 02 de setembro de 1902.

De família espírita, residia em Niterói, onde exerceu a mediunidade de cura.

Tendo sido transferido para a Bolívia, face sua atividade funcional, continuou divulgando o Espiritismo. Sempre que vinha ao Rio, ao voltar, levava livros e mensagens em espanhol. Importava livros espíritas em espanhol para distribuí-los aos adeptos da Doutrina, que aos poucos cerravam fileiras no seu exército de amor.

Por quase meio século foi o orientador da Instituição sem exercer qualquer cargo na direção.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de julho de 2022

JOÃO SCISINIO DE ARAÚJO

1895 – 1980

Desencarnou em 21 de junho de 1980 tendo nascido em 01 de setembro de 1895.

Ingressou no Espiritismo em 1931, passando a frequentar a Liga Espírita do Brasil, onde fez grandes amizades, dedicando-se ao estudo da Doutrina.

Participou da Diretoria da Liga por vários anos e de inúmeras atividades no Movimento Espírita, tais como: 2º CEPA em 1949, 1º Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil em 1948, 1ª Semana Espírita do Brasil.

Foi um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Espiritismo do Rio de Janeiro e do Hospital Psiquiátrico Pedro de Alcântara.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

JOÃO RODRIGUES COSTA

(JOÃOZINHO)
1912 – 1991

Desencarnou em Recife, PE, em 29/03/1991, tendo nascido em 14/08/1912, em Recife, PE.

Origem humilde fez o curso primário, dedicando-se ao ofício de barbeiro, por intermédio de um amigo, permanecendo no salão por muitos anos.

Sua origem foi o catolicismo, mas quando abraçou o Espiritismo teve uma vida missionária.

A convite de Nelson Kerensky participou de uma reunião de cura de uma senhora obsedada.

Na Segunda reunião ela estava curada. Certa vez, ao voltar para casa, tarde da noite, foi abordado por um assaltante exigindo-lhe o relógio e a carteira, mas reconhecido que era o Joãozinho nada lhe aconteceu.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

domingo, 1 de maio de 2022

JOÃO PINTO DE SOUZA

1891 – 1943

Nascido na cidade de Palmares (Pernambuco), no dia 8 de fevereiro de 1891, e desencarnado no dia 31 de julho de 1943, no Hospital Central do Exército, do Rio de Janeiro.

João Pinto de Souza foi um dos pioneiros de programas espíritas radiofônicos, quando numa gloriosa noite de Quarta-feira às 21:00 horas, formada pela mais intensa emoção, anunciava ao microfone da PRE-6, “Rádio Sociedade Fluminense” – a Hora Espiritualista – o primeiro programa prolongado e permanente de Espiritismo pelo rádio. O pioneiro mesmo foi Caíbar Schutel um ano antes, em 1936, quando pela “Rádio Cultura de Araraquara PRD-4, irradiava palestras, que mais tarde reuniu num livro intitulado: “Palestras Radiofônicas”, com 206 páginas.

Antes dessas datas históricas, raras vezes, ouviram-se um ou outro confrade, a irradiação de uma comemoração solene, mais um fato social do que doutrinário propriamente dito. A imprensa espírita de 1937 diz que João Pinto de Souza foi o pioneiro desses programas, no Brasil e no Mundo, porém, vamos fazer justiça ao grande Caíbar Schutel, que um ano antes irradiava semanalmente conferências pelo rádio. No programa inaugural na “Rádio Ipanema”, quando se transferiu de Niterói para o Rio de Janeiro compareceram eminentes figuras do Espiritismo, como Manoel Quintão, Dr. Guillon Ribeiro, Professor Leopoldo Machado, Dr. Leôncio Corrêa, Comandante João Torres, Carlos Imbassahy e muitos outros, conforme fotografia histórica pertencente ao Museu Espírita do Estado de Guanabara. A Hora Espiritualista contou com integral apoio da Liga Espírita do Brasil, de cujo conselho João Pinto de Souza fazia parte. 

A inauguração do Programa na “Rádio Ipanema” causou tanta repercussão, que ao ato compareceram representantes de inúmeras Instituições Espíritas do Distrito Federal e do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a Federação Espírita Brasileira. Graças ao dinamismo desse denodado companheiro, contamos hoje com a Fundação Cristã Espírita Cultural “Paulo de Tarso”, mantenedora da Rádio Rio de Janeiro, a Emissora dos Espíritas, dirigida pelo seu sucessor Geraldo de Aquino, que mantém o Programa até hoje com o nome de “Hora Espírita João Pinto de Souza”.

João Pinto de Souza era filho de família humilde, pobres de bens materiais, mas ricos de virtudes evangélicas na intimidade do lar. A situação financeira de seus pais não lhe permitiram receber instruções superior.

Fez o curso primário e trabalhou em algumas casas comerciais até atingir os 18 anos, quando se alistou no Exército como voluntário, sendo transferido para o 52.º Batalhão de Caçadores no Rio de Janeiro, onde fez os cursos de cabo e sargento. Posteriormente serviu na Fortaleza de São João e por merecimento foi lotado no Estado Maior do Exército, como sargento-escrevente. Estudando à noite, tentou por algumas vezes ingressar na Escola Militar, o que infelizmente não conseguiu. Serviu em alguns Estados da Federação, inclusive no Forte de Óbidos, no Pará, onde se reformou em 1931, na graduação de 1º Sargento, deixando bela folha de serviços. No Exército, foi um militar amante da disciplina, querido e respeitado por subordinados, colegas e superiores.

Não se sabe exatamente quando João Pinto de Souza aceitou a Doutrina. Na comunidade espírita era muito laborioso; de temperamento impulsivo e algumas vezes até explosivo, chegou a desagradar alguns confrades, porque em matéria de Espiritismo não admitia meio termo, era dinâmico, trabalhador e realizador, não compreendendo como certos confrades pudessem aceitar cargos e fugir dos encargos. Não ficava calado diante de coisas que lhe parecessem em desacordo com o espírito da Doutrina, extremamente sincero, desagradava aos acomodados, mas apesar de tudo, era fraterno e amigo e os companheiros compreendiam e toleravam os seus impulsos, sendo querido e admirado pelo seu constante e fecundo labor a bem da propaganda espírita e doutrinária.

Dotado de diversas faculdades mediúnicas, inclusive de efeitos físicos, serviu de instrumento para alguns pesquisadores nesse terreno. Essas sessões se realizavam na sua própria residência e eram dirigidas e controladas pelo saudoso confrade Sebastião Caramuru, com o máximo de cuidado para que não houvesse a mínima possibilidade de fraudes. Todos os assistentes e o próprio médium eram amarrados e lacrados, para que no final das sessões se pudesse constatar que ninguém havia se levantado de seus lugares.

Antes do início de cada sessão, fechava-se a porta que, além da fechadura, tinha trancas no seu interior e também ficava lacrada, com a assinatura de cada um dos presentes. Davam-se várias batidas no ambiente, investigando por todos os presentes, para que nem de leve pudesse duvidar da realidade dos fenômenos produzidos, na presença de respeitáveis personalidades. Nessas sessões registraram-se os fenômenos de voz direta, através de uma corneta acústica, escrita direta em línguas estrangeiras em papel previamente rubricado por todos os presentes e colocados dentro de uma caixa de madeira fechada, embrulhada e lacrada em vários pontos. Um artigo publicado na “Revista Espírita do Brasil”, de autoria do confrade Daniel Cristóvão, em setembro de 1943, afirma o seguinte: “Dos fenômenos de escrita direta, através da mediunidade de João Pinto de Souza, sobreleva uma mensagem escrita em francês, que jamais conseguimos esquecer, a qual foi redigida em papel rubricado por todos e colocada dentro de uma caixa cuidadosamente lacrada, cujo texto dizia assim: Ao meu Castelo, neste momento, nada mais quero senão revê-lo. Que seria a vida sem a virtude”. Mensagem assinada por Babet, destinada ao confrade Coronel José de Castelo Branco. E nesse artigo Daniel Cristóvão descreve com riqueza de detalhes os vários fenômenos produzidos naquela sessão.

O nome de João Pinto de Souza aparece nos Anais do Congresso Espírita, realizado no Rio de Janeiro em 1925, o qual deu origem à Liga Espírita do Brasil, fundada em 31 de março de 1926, por um grupo de valorosos defensores da pureza doutrinária, dentro do pensamento de Allan Kardec, revelado pelo Espírito da Verdade. 

Homens de incontestável valor moral e intelectual assinaram a ata de fundação da Liga, como o Desembargador Gustavo Farnese, Ângelo Torteroli, Dr. Xavier de Araújo, o escritor Coelho Neto e muitos outros expoentes da história do Espiritismo no Brasil. A Liga Espírita do Brasil tomou caráter federativo nacional, abrigando em seu seio instituições de vários Estados do Brasil, só abrindo mão dessa prerrogativa, quando da criação do Conselho Federativo Nacional, instituído pelo Pacto Áureo, em 5 de outubro de 1949, ao qual aderiu, passando a ser o Órgão Federativo no antigo Distrito Federal. Essa casa tem sido um posto avançado, um celeiro de defensores da Doutrina Espírita em toda sua pureza, à luz da Terceira Revelação. A Egrégia Entidade permanece na mesma unidade de pensamento, defendendo os mesmos ideais de seus antepassados em cujo seio figurou o nome ilustre de João Pinto de Souza.

Por ocasião do I Congresso Brasileiro de Jornalismo Espíritas, em 1939, quando se inaugurava uma “Exposição de Revistas e Jornais Espíritas”, ele foi homenageado pela Diretoria do Congresso, por ser o decano dos jornalistas espíritas presentes ao ato. No campo do jornalismo desenvolveu trabalhos notáveis, redigindo artigos para a imprensa espírita de todo o País. Era associado da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), onde atuou brilhantemente. Escreveu uma coluna espírita no jornal “A Pátria” e foi assíduo colaborador de “A Vanguarda”, jornais de grande tiragem naquela ocasião, ambos já extintos. Tinha muita facilidade para escrever e falar. Na tribuna espírita era vibrante a ponto de empolgar a assistência, sendo um dos conferencistas mais solicitados de sua época.

Tomou parte ativa em diversos movimentos espíritas, promoveu caravanas ao interior, visitas de confraternização e conferências públicas. Fundou e presidiu a União dos Centros Espíritas dos Subúrbios da Leopoldina, foi Presidente do Centro Espírita “Fé e Caridade”, tomou parte em inúmeras diretorias e assinou várias atas de fundações de instituições espíritas. Organizou grupos de Estudos nas Unidades Militares onde serviu, conforme publicou “Vanguarda” em suas reminiscências.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

JOÃO PEDRO SCHLEDER

1846 - 1921

Nasceu em 1846, filho de Miguel Schleder e Marianna Pletz Schleder.

Foi fundador da Federação Espírita do Paraná e em 02de agosto de 1908, passou a integrar a Comissão Central; primeiro Conselho Superior e Legislativo da nova entidade.

Em 30 do mesmo mês e ano foi eleito presidente, permanecendo no cargo até 11de abril de 1909.

Em 10 de julho de 1921 desencarnou, sendo na oportunidade o Conselheiro mais antigo. Infelizmente não temos nos registros da Federação Paranaense melhores informes sobre as atividades desse confrade, que permaneceu por quase 20 anos como membro efetivo do órgão superior. Esse fato, todavia, não desmerece seu valor como membro que foi da família federativa.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de março de 2022

JOÃO NASCIMENTO

1884 – 1916

Desencarnou em 21 de dezembro de 1916 tendo nascido em 1884.

Juntamente com seu amigo Frederico Pereira da Silva Júnior fizeram parte de um grupo de missionários com objetivo de promoverem a divulgação do Espiritismo.

Foram organizadores da Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade sob a direção de Bittencourt Sampaio.

Foi por intermédio de sua mediunidade que Bezerra de Menezes teve a cura de males que o torturavam, havia cinco anos.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

JOÃO LEÃO PITTA

1875 – 1957

Nascido no dia 11 de abril de 1875, na Ilha da Madeira, Portugal e desencarnado no dia 11 de fevereiro de 1957, no Brasil.

João Leão Pitta fez os seus primeiros estudos em sua terra natal, cursando um colégio particular e alcançando um grau de instrução equivalente ao nosso curso secundário. Terminados esses estudos deliberou ir para o continente a fim de se aperfeiçoar e escolher uma carreira.

Nessa altura surgiu um imprevisto: seus pais alimentavam a ideia de fazer com que ele seguisse a carreira eclesiástica e se ordenasse padre católico. Entretanto, a sua propensão era norteada no sentido de ser admitido na marinha portuguesa. Não conseguindo estudar o que aspirava, veio para o Brasil sem o consentimento de seus pais, aportando no Rio de Janeiro com apenas 16 anos de idade e com quatrocentos réis no bolso.

Não tendo conhecidos nem parentes, empregou-se numa padaria, onde, pelo menos, tinha acomodação e alimentação. Não se sentindo bem na antiga Capital Federal, deliberou transferir-se para a cidade de Piracicaba, no Estado de São Paulo, onde se casou com Da. Maria Joaquina dos Reis, de cujo consórcio teve 12 filhos. Posteriormente voltou para o Rio de Janeiro, onde se ocupou da profissão de tecelão, chegando a ser contramestre da fábrica.

Um acontecimento, no entanto, mudou o rumo de sua vida. Uma de suas filhas ficou bastante doente, e ele, sem recursos para sustentar sua numerosa prole e atender à enfermidade da filha, resolveu procurar um Centro Espírita. Não estava animado do propósito de haurir os benefícios doutrinários do Espiritismo, mas sim, de obter a cura de sua filha. Foi ali que conheceu um médium receitista.


Pitta tinha o hábito de discutir. Porém, o médium não admitia discussões com referência à Doutrina Espírita e deu-lhe alguns livros para que os lesse. Fez as primeiras leituras com manifesta má vontade, mas, aos poucos, foi tomando interesse e estudou as obras básicas da codificação kardequiana.

Com a desencarnação de três de suas filhas, vítimas de uma epidemia, sua esposa, cumulada de profundos desgostos, fez com que a família voltasse de novo para Piracicaba. Conhecedor do Espiritismo, não perdeu tempo e logo descobriu que, na cidade, as reuniões espíritas eram realizadas mais por curiosidade de que por apego aos estudos. Tomou então a deliberação de conclamar alguns amigos, demonstrando-lhes a responsabilidade moral de cada um, após o que conseguiu, em companhia de outros confrades, compenetrados do caráter sério e nobilitante da Doutrina dos Espíritos, fundar, no ano de 1904, a "Igreja Espírita Fora da Caridade não há Salvação", a pioneira das instituições espíritas da cidade.

Logo após a fundação do Centro Espírita, o clero católico moveu-lhe acerba campanha e, como decorrência não conseguiu emprego na cidade e ficou sem crédito por mais de um ano. Todos lhe negavam serviço, apesar de ser homem honesto e trabalhador. Nesse período crítico de sua vida, sua esposa costurava para ganhar algum dinheiro, conseguindo assim amparar a família e superar a crise.

Logo após, conseguiu arranjar emprego numa loja de ferragens de propriedade de Pedro de Camargo, que mais tarde se tornou o famoso Vinícius. Nessa firma trabalhou durante 20 anos, chegando a ser sócio interessado, tal a sua operosidade e honestidade à toda prova.

Nos idos de 1926-29, como pretendesse melhorar sua situação econômico-financeira, a fim de propiciar melhor educação para seus filhos, instalou uma fábrica de bebidas. Tudo ia bem. Porém, como estivesse sempre pronto a atender aos amigos e aos necessitados, impulsionado pelo seu bom coração, acabou perdendo tudo, mais de duzentos contos de réis, verdadeira fortuna naquele tempo. Viu-se então face à dura contingência de hipotecar sua própria moradia, perdendo-a por excesso de amor ao próximo.

Em 1930, resolveu trabalhar na divulgação do Espiritismo, fazendo propaganda e angariando assinaturas para a "Revista Internacional de Espiritismo" e para o jornal "O Clarim". Deixou o convívio sossegado de seu lar, de seus filhos, para viajar pelo Brasil, percorrendo centenas de cidades, pregando o Evangelho e disseminando aquelas publicações e as obras espíritas do grande missionário que foi Caírbar Schutel.

Em todas as cidades por onde passava, fazia suas pregações doutrinárias. Profundo conhecedor dos textos evangélicos, esmiuçava-os com profundidade e com bastante clareza, tornando-os inteligíveis para todos. Quando falava, suas palavras eram cadenciadas e precisas.

Nessa obra missionária viveu 21 anos ininterruptos, percorrendo vários Estados do Brasil, notadamente Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os transportes por ele utilizados eram dos mais precários. Muitas vezes fazia longas caminhadas a pé, a cavalo, de trem, de caminhão e de ônibus, alimentando-se e dormindo mal. Tinha imenso prazer em atender aos convites que lhe eram formulados e, sentindo-se sempre inspirado pelo Alto, levava o conhecimento de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" a milhares de pessoas e lares. Fez milhares de conferências em Centros Espíritas, praças públicas e cinema.

Nessas extensas caminhadas; algumas de muitos quilômetros, auxiliava os mais necessitados com os recursos que ia amealhando. Socorria muitas pessoas, sem distinção de crença religiosa, dando-lhes dinheiro para consultar médicos, comprar óculos, adquirir mantimentos e para outros fins.

Era modesto no trajar. Possuía longas barbas brancas e a criançada o chamava de Papai Noel, pois também sabia brincar com as crianças e orientá-las. Sofria sempre calado, sem lamúrias, cônscio de que os sofrimentos na Terra são oriundos de transgressões cometidas em vidas anteriores.

Com a idade de 75 anos, foi acometido de pertinaz enfermidade e submetido a delicada intervenção cirúrgica, vindo a desencarnar 6 anos mais tarde.

João Leão Pitta deixou várias monografias inéditas.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de janeiro de 2022

JOÃO MARIA VIANNEY (CURA D´ARS) 1786-1859

João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a dez quilômetros ao norte de Lyon. Foi o quarto filho do casal Mateus e Maria Vianney, que tiveram 7 filhos.

Desde os quatro anos, ele gostava de frequentar a Igreja. Quando isso se tornou impossível, pelas perseguições que o Estado desencadeou, ele fazia suas orações habituais, todas as tardes, na casa dos pais.

Quando foi aberta uma escola, Vianney, adolescente a frequentou durante dois invernos, porque ele trabalhava no campo sempre que o tempo permitia. Foi então que aprendeu a ler, escrever, contar e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional.

Foi na escola que se tornou amigo do padre Fournier, e aos poucos foi crescendo nele o desejo de se tornar sacerdote. Foi necessário muita insistência, pois o pai, de forma alguma, desejava dispensar braços fortes de que a terra necessitava.

Aos 20 anos ele seguiu para Écully, na casa de seu tio Humberto. Sabia ler, mas escrevia e falava francês muito mal. Além de aprimorar a língua pátria, precisou aprender latim, pois na época os estudos para o sacerdócio eram feitos em latim, bem assim toda a celebração litúrgica.

Em 28 de maio de 1811, com 25 anos de idade, na catedral Saint-Jean tornou-se clérigo de diocese. Por ter fama de ignorante perante os superiores, foi-lhe confiada a paróquia de Ars-en-Dombes, ou talvez porque lhe conhecessem a grandeza de alma. Em Ars, não havia pobres, só miseráveis.

João Maria Vianney chegou a Ars em uma sexta-feira, 13 de fevereiro de 1818. Veio em uma carroça trazendo alguns móveis e utensílios domésticos, alguns quadros piedosos e seu maior tesouro: sua biblioteca de cerca de trezentos volumes.

Conta-se que encontrou um pequeno pastor a quem pediu que lhe indicasse o caminho. A conversa foi difícil, pois o menino não falava francês e o dialeto de Ars diferia do de Écully. Mas acabaram por se compreenderem.

A tradição narra que o novo pároco teria dito ao garoto: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu. "Um pequeno monumento de bronze à entrada da aldeia lembra esse encontro.

Ele mesmo preparava suas refeições. Apenas dois pratos: umas vezes, batatas, que punha para secar ao ar livre. Outras vezes, "mata-fomes", grandes bolos de farinha de trigo escura. Um pouco de pão e água. Era o suficiente. Comia pouco. Quando lhe davam pão branco, trocava pelo escuro e distribuía o primeiro aos pobres.

Dizia: "Tenho um bom físico. Depois de comer não importa o quê e de dormir duas horas, estou pronto para recomeçar".

O que mais ele valorizava era a caridade e a gentileza. Grandes somas ele dispendia auxiliando os seus paroquianos. Dinheiro que vinha da pequena herança de seu pai, que lhe enviara seu irmão Francisco e de doações de pessoas abastadas, a quem ele sensibilizava pela palavra e dedicação.

Por volta de 1830, era muito grande o afluxo de pessoas que se dirigia a Ars. Os peregrinos não tinham outro objetivo senão ver o pároco e, acima de tudo, poder confessar-se com ele. Para conseguir, esperavam horas... Às vezes, a noite inteira.

Esse pároco que dormia o mínimo para atender a todos, madrugada a dentro. Que vivia em extrema pobreza e austeridade, vendendo móveis, roupas e calçados seus para dar a outrem.

Comovia-se com a dor alheia. Quando se punha a ouvir os penitentes que o buscavam, mais de uma vez derramava lágrimas como se estivesse chorando por si próprio. Dizia: "Eu choro o que vocês não choram".

Tanto trabalho, pouca alimentação e repouso, foram cansando o velho Cura. Ele desejava deixar a paróquia para um pouco de descanso. Mas os homens e mulheres da aldeia fizeram tal coro ao seu redor, que ele resolveu permanecer.
Ele, que em sua juventude, fora ágil, agora andava arrastando os pés. Nos dias de inverno, sentia muito frio.

Em 1859, numa quinta feira do mês de agosto, dia 4, às duas da madrugada, ele desencarnou tranquilamente.

Dois dias antes, já bastante debilitado fora visto a chorar. Perguntaram-lhe se estava muito cansado.

"Oh, não", respondeu. "Choro pensando na grande bondade de Nosso Senhor em vir visitar-nos nos últimos momentos."

João Maria Vianney comparece na Codificação com uma mensagem em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo VIII, item 20, intitulada "Bem-aventurados os que têm fechados os olhos", onde demonstra a humildade de que se revestia, o conceito que tinha das dores sobre a face da Terra e o profundo amor ao Senhor da Vida.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

JOÃO LUÍS DE PAIVA JÚNIOR

1870 – 1949

Aos 18 de março de 1949 desaparecia do plano físico, no Rio de Janeiro, um verdadeiro servo da caridade: o Comandante João Luís de Paiva Júnior, coração de ouro sob um véu de aparente severidade.

Nascera ele no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1870, tendo por pais João Luís de Paiva e Maria Delfina da Conceição Paiva. Fora o pai excelente ator, tendo trabalhado ao lado de João Caetano e outros ilustres artistas da época.

Na primeira mocidade, Paiva Junior foi caixeiro, impressor e até ourives. O seu grande sonho, porém, era a Marinha de Guerra, e para ela entrou ainda bem jovem. Durante 52 anos e dez meses desempenhou dignamente suas funções na Intendência, reformando-se no posto de Almirante. Durante todo esse tempo, teve oportunidade de conhecer e privar com gloriosos vultos de nossa Marinha.

Em 1905, sofrimentos físicos e espirituais fizeram-no aceitar o convite de um colega, que com ele insistia para comparecer ao Centro Espírita Santo Agostinho, existente no Méier, Guanabara. Ali foi o então tenente Paiva, e dali saiu ele transformado, para o Espiritismo. Entusiasmou-se com as revelações contidas nas obras de Allan Kardec, e ei-lo, anos depois, presidente daquele Centro aonde foi pela primeira vez.

Continuando sempre como presidente, mais tarde mudou o Centro para Jacarepaguá, denominando-o, desde essa época, Centro Espírita de Jacarepaguá.

Em 27 de fevereiro de 1913, ingressava na “Assistência aos Necessitados” da Federação Espírita Brasileira o capitão de corveta João Luís de Paiva Junior, onde, através de sua mediunidade receitista, passou a ter contato mais direto com os menos favorecidos da sorte, desses que batem à porta da Casa de Ismael, em busca de socorro material e espiritual. Era, então, diretor da “Assistência aos Necessitados” outro inolvidável semeador da caridade, Pedro Richard.

Em 19l5, Paiva Júnior foi eleito Tesoureiro da Federação, mas o certo é que seu Espírito não se sentia bem nesse novo setor de trabalho, seu pensamento estava sempre voltado para os sofredores, para os pobres, e seu desejo era dedicar-se de todo o coração, à seus irmãos em Humanidade. Retornou, pois, à Comissão de Assistência, onde a sua dedicação e amor se faziam sentir de maneira relevante, resolvendo, satisfatoriamente, as difíceis tarefas que lhe eram confiadas. Suas palavras, proferidas sempre sem afetação, com natural e sincera vibração evangélica, tinham o dom de reanimar almas abatidas, reconfortar enfermos.

Em 1923, viu-se eleito para o espinhoso cargo de Diretor da Assistência aos Necessitados, cargo que ininterruptamente desempenhou até seu Espírito ser chamado para as etéreas regiões do Além.

Vinte e seis anos consecutivos esteve ele na direção dessa Comissão de Assistência, e só quem conhece o que seja o trabalho desse Departamento da Federação é que pode calcular quanto amor existia em seu coração!

Conhecido de todos por Comandante Paiva, seu nome tornou-se um símbolo de paz e de misericórdia para os necessitados. Fazia prodígios com as verbas de que dispunha, parecendo, até, que elas se multiplicavam em contato com suas mãos dadivosas.

Todos quantos durante aqueles vinte e seis anos subiam as escadarias do venerável edifício da Avenida Passos não podiam admitir o Departamento de Assistência sem a figura austera do Comandante Paiva. É que, muito embora tivesse ele de exercer os encargos atinentes ao seu posto de oficial superior de nossa Marinha de Guerra, jamais deixou de passar horas a fio, diariamente, durante vários lustros, em seu gabinete de trabalho na Federação Espírita Brasileira. Ele e a Assistência se confundiam. Sua palavra era fluente e sempre modulada ao ritmo do Evangelho. Recebia o maltrapilho com o mesmo carinho e atenção que tributava aos que, bem vestidos ou detentores de ótimas posições sociais, o procuravam na esperança de um alívio para os seus padecimentos.

Em Setembro de 1925, certo médico, interessado no descrédito das curas espíritas, teceu, junto ao Inspetor da Fiscalização da Medicina, uma historia caluniosa, em que a honrada figura de Paiva Júnior era o acusado principal.

Foi ele então processado como incurso no exercício ilegal da medicina. Após examinar os autos, o ínclito e saudoso Dr. Bento de Faria, mais tarde Ministro do Supremo Tribunal Federal, emitiu parecer, em que requeria o arquivamento do inquérito sobre o caso, por não encontrar justa causa para denúncia. À vista desse parecer, o Doutor Eurico Cruz, da Segunda Vara Criminal, mandou arquivar o processo.

Paiva Júnior tinha o hábito de ouvir os pobres um a um e em particular, tarefa que ele desempenhava com uma paciência verdadeiramente cristã, e a levava tão a sério que, nessas horas de contato com a gente humilde do povo, a ninguém mais atendia, mesmo de elevada posição social.

Sua atuação evangélica não ficou restrita ao Estado da Guanabara, alargou-se pelo Brasil inteiro, e foi mais além, transpôs o Atlântico. Assim é que de Portugal e da Espanha lhe chegavam, quase que diariamente, as mais diversas solicitações de assistência. Antes da última guerra mundial, inúmeras eram as cartas que vinham ter às suas mãos, escritas por pessoas angustiadas residentes na França, essa França que foi berço de Allan Kardec.

Podendo viver uma vida despreocupada, Paiva Júnior empregou todo o seu tempo disponível na pratica da Caridade, e o fez, é bom frisar, com alma e coração, sem pensar em qualquer recompensa futura, convicto de que apenas cumpria um dever de irmão para com outro irmão em Cristo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

JOÃO HERDY BOECHAT

1884 – 1949

Desencarnou em 09 de julho de 1949, em Niterói, RJ, tendo nascido na Fazenda Vista Alegre, em Pirapitinga, RJ, em 12 de abril de 1884.

A sua mediunidade despertou muito cedo, particularmente a vidência.

Pais espíritas, imediatamente encaminharam-no à Casa Espírita que frequentavam.

Espírito alegre e jovial mantinha um bom relacionamento com todas as pessoas. Trabalhava, na lavoura durante o dia e, à noite atendia a quantos o procuravam em busca de socorro.

Em 1937 fixou residência em Niterói, passando a frequentar a Federação Espírita do Estado do Rio de janeiro.

Foi um amigo incondicional dos jovens, passando a ser o orientador da mocidade na UMEN.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

JOÃO HUSS

1369 - 1415

Sacerdote tcheco, João Huss (Jan Huss) nasceu em Husinec, Boêmia, em 1369 e desencarnou em Constância, em 6 de julho de 1415. Filho de camponeses, se formou em teologia e, dois anos após, em artes pela Universidade de Praga. Em 1401 assumiu a reitoria desta Universidade e, no ano seguinte, foi nomeado pároco da capela de Belém, em Praga.

Em 1410 foi excomungado em face de suas críticas ao clero, especialmente à venda das indulgências. Mas permaneceu em suas funções devido ao grande apoio do povo e do rei Venceslau, sendo festejado como herói nacional. Em 1412, novamente excomungado, teve que se afastar da capital.

Além de reformador religioso, Huss foi um defensor da nacionalidade tcheca. Como escritor, estabeleceu uma nova ortografia, reformando a língua tcheca, esforçando-se para banir as formas germânicas. Por isso, a boêmia considera-o fervoroso patriota e é venerado como um santo e mártir da fé.

"Huss, cuja obra teológica era mais transcrição de John Wycliffe, do que original, afirmava que a Igreja era composta de todos os predestinados - do passado, do presente e do futuro. Como Wycliffe, não aceitava a supremacia papal, mas apenas a pessoa de Cristo como chefe e cabeça da Igreja, considerando o Evangelho como única lei. Seu pensamento sobre a igreja era influenciado fortemente por Agostinho e tinha, a respeito do clero e sua relação com a propriedade, pontos de vista semelhantes aos dos valdenses (movimento dentro da Igreja Católica que pregava a rejeição das riquezas e das pretensões políticas)." (Enciclopédia Mirador Internacional).

Huss abriu caminho a Lutero (1483-1546), teólogo alemão, o maior vulto da reforma protestante.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

JOÃO MAURÍCIO DE NASSAU-SIEGEN

João Maurício de Nassau-Siegen, conhecido como Maurício de Nassau, chegou as terras pernambucanas, no Nordeste brasileiro, em 1637.

Oficial, exímio artista dos pincéis e das telas, foi homem de confiança e disciplina, pelo espírito de serviço e boa disposição para qualquer missão que lhe fosse destinada. 

O senhor de Nassau-Siegen, nomeado governador e comandante das possessões holandesas no Brasil, era apaixonado pelas artes, cercando-se sempre de geniais artistas, dando vazão ao seu refinado gosto pelo belo, pelo estético.

O jovem militar, enamorara-se pelas terras pernambucanas, pelas florestas, pelas montanhas, pelo espírito do povo generoso e gentil, chegando a unir-se a um coração brasileiro, vindo a constituir família em Recife, fazendo-se rodear, em função de sua arte, de grande número de amigos e admiradores.

Quando, em 1644, Maurício de Nassau retorna à Europa, o referido militar decide-se por ficar sob os céus do Brasil, mantendo a família e criando a prole nas terras formosas do juveníssimo e já querido país.

Tendo permanecido, então, nos pagos nordestinos, o antigo oficial militar holandês retornou a pátria espiritual em avançada idade, guardado pela ternura da família e dos muitos amigos que angariara. 

Nas contas do tempo, porém, o antigo militar-artista deveria retornar à psicosfera européia, através da reencarnação, em novas e produtivas ocasiões, a fim de acertar-se com diversas situações diante das quais os campos da Europa seriam o melhor cenário e lhe ofereceriam o mais adequado clima psíquico, tudo servindo de moldura a sua libertação espiritual do pretérito, gradativamente.

Assim, pôde reencarnar por duas vezes ainda na Holanda, uma vez em Portugal e outra vez na Alemanha, em pleno século XX.

Nas experiências da reencarnação alemã, nosso amigo mostrou-se dotado de rara sensibilidade para a música e para as artes plásticas, descobrindo uma alma apaixonada pelo distante país brasileiro, interessando-se por tudo o que no Brasil ocorresse, acompanhando a saga do seu povo simples e bondoso, passando a experimentar intensa saudade, anelando poder conhecê-lo um dia... Tinha sonhos com suas florestas frondosas, com suas montanhas altivas e com seus mares imensos. Lia, com avidez, tudo o que se referisse a essas saudosas terras sul-americanas. 

Enquanto o tempo passava, inexorável, o jovem artista Johanns Bergmann foi acometido por fulminante enfermidade cardíaca, tendo chegado à desencarnação em plena juventude biológica, nos seus bem-vividos trinta anos de idade, no ano de 1975.

Recebido no Invisível por antigos companheiros de sua rota evolutiva e por nobres Mentores da Vida Maior, Johanns logrou o conhecimento de todos os motivos que o prendiam ao psiquismo brasileiro, bem como pôde identificar os Espíritos a ele vinculados e que se achavam reencarnados no Brasil, em grande número pelo território fluminense, e desejou revê-los, acercar-se deles, nada obstante as novas realidades impostas pelo renascimento corporal.

Identificou-se com extrema facilidade com o pensamento espírita, que lhe foi apresentado no Mundo dos Espíritos, em virtude de muitos dos seus vínculos do coração estarem, neste século, atrelados a sérios compromissos com o Espiritismo no Brasil. 

A partir daí, foi convidado a acompanhar os programas de serviço fraternal a companheiros necessitados da estrada das lutas humanas. 

Johanns sensibilizou-se sempre diante desses trabalhos, junto a essas almas, tornando-se voluntário e discreto operário da caridade, em nome do Cristo Excelso.

Aos poucos, com o passar dos anos, Johanns começou a dirigir palavras de estímulo e aclaramento tanto a irmãos desencarnados quanto a encarnados, sendo que a estes últimos por meio da psicografia, até que foi convidado a compor a equipe de Mensageiros da nossa obra de educação e assistência, sob a focalização espírita.

O querido amigo passou a adotar a forma portuguesa para grifar o nome da sua mais recente experiência terrestre. Tornou-se dedicado benfeitor junto a corações sofredores, a almas angustiadas, desencantadas, estabelecendo, com relativa facilidade, ponte de socorro entre eles e as energias benfazejas do Mundo Maior.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

domingo, 1 de agosto de 2021

JOÃO GHIGNONE

1889 – 1978

Dia 8 de junho de 1978, às 23 horas, desencarnou em Curitiba (PR), o venerando confrade João Ghignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná, por mais de 40 anos.

Nasceu no dia 11 de fevereiro de 1889, sendo natural de Serravale Sesia, no Piemonte, Itália. Seus pais transferiram residência para o Brasil em 1894, quando ele contava 5 anos de idade.

Espírita desde a sua juventude, deu o melhor de seus esforços em benefício da propaganda da Doutrina. Como Presidente da Federação Espírita do Paraná, apoiou e participou de todos os eventos espíritas de seu Estado. Tomando parte em vários Congressos, Simpósios, Semanas Espíritas e tudo o mais que engrandecesse a Doutrina, como: o “III Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas”, o “Pacto Áureo”, do CFN da FEB, foi o anfitrião da “4ª Zonal” realizada pelo CFN no Paraná, juntamente com sua valorosa equipe de trabalhadores. Fundou várias instituições espíritas, como o Instituto Lins de Vasconcelos e sua cidade mirim, o Sanatório Bom Retiro, O Lar de Icléa e o Lar Infantil Mariinha. Apologista da Cultura Espírita, incentivou a publicação de livros espíritas, pela FEP, de vários autores, como: Deolindo Amorim, Victor Ribas Carneiro e tantos outros.

João Ghignone foi um homem bom, humilde e simples, a serviço da Cultura, do Bem e da Verdade, como bem disse de si, uma reportagem de “O Estado do Paraná”, transcrita em “Mundo Espírita” de 28 de fevereiro de 1979. A esse gigante, o ilustre cidadão paranaense, que muito contribuiu para o desenvolvimento de sua cultura e outros ramos de atividades humanas, cristãs e espíritas, as nossas mais sinceras homenagens. Rogando a Deus e a Jesus muitas luzes no seu caminho no Plano Espiritual. Aos seus familiares e à família espírita do Paraná, a nossa solidariedade cristã.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

JOÃO GASPARINI

1885 – 1971

João Gasparini desencarnou em 05 de fevereiro de 1971, tendo nascido na Cidade de Triestre, Áustria, em 16 de abril de 1885.

Homem ponderado, muito educado, alfaiate, veio para o Brasil e radicou-se em Botucatu (SP).

Reunindo em sua casa alguns amigos, passaram a estudar o Espiritismo, mas, devido a perseguição do clero, mantinha um de seus filhos como vigia, durante as reuniões.

Participou da fundação do C.E. "Caminho da Luz" e muitos outros da região.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de junho de 2021

JOÃO DUARTE DE CASTRO

1931 – 1992

Desencarnou em São Paulo, em 07 de junho de 1992, tendo nascido em 08 de agosto de 1931.

Professor de Português deixou várias obras de real valor, embora o seu pequeno estágio como espírita: Nos Horizontes da Espiritualidade, A Vida Numa Colônia Espiritual, e outras.

Foi Presidente da União Intermunicipal Espírita de Santos, diretor e redator do Jornal " Espiritismo e Unificação" e Presidente do Centro Espírita "Henrique Seara", todas localizadas em Santos, SP.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sábado, 1 de maio de 2021

JOÃO CYRÍACO DE SOUZA FILHO (CAPITÃO CYRÍACO)

1915 - 1998

João Cyríaco de Souza Filho, ou simplesmente Capitão Cyríaco - como até hoje é lembrado, foi um dos abnegados pioneiros do Espiritismo, em Foz do Iguaçu. O Capitão Cyríaco chegou à Terra das Cataratas no ano de 1938 e não mais a deixou.

Nasceu em Mirascivas, cidadezinha que ficava na estrada de ferro que ia de Bragança a Belém do Pará, em 29 de novembro de 1915, e desencarnou no Paraná em 22 de março de 1998. Com 13 anos, entrou para a Marinha, onde ficaria até 1960. Durante os 46 anos em que serviu à Marinha, passou por todos os postos, desde aprendiz até chegar a Capitão.

Consorciou-se com Dona Nacir Kuster, com quem teve quatro filhos.

Em julho de 1957, o Capitão Cyríaco colocou as bases para que, na região de Foz do Iguaçu, surgisse o primeiro Programa Radiofônico Espírita, intitulado: A Hora Espírita, nas ondas da Rádio Cultura AM 820 de Foz do Iguaçu, que entrou no ar pouco depois, em 2 de outubro; ano das comemorações do 1º Centenário da Doutrina Espírita.

O Programa Espírita continua até hoje, veiculado agora aos domingos, das 19h às 20h.

A Sociedade Espírita Aprendizes do Evangelho (SEAE), da Vila «A», de Foz do Iguaçu, é atualmente a responsável pela direção desse Programa Radiofônico histórico, em nossa região. Desde os tempos do Capitão Cyríaco, o Programa de Rádio sempre contou com grande audiência do público da tríplice fronteira, através de cartas, telefonemas e visitas de pessoas de cidades como Ciudad del Este (antiga Puerto Stroesner), Caacupé (perto de Assunção) e Santa Rosa, no Paraguai, Puerto Iguazú e El Dorado, na Argentina, além de inúmeras cidades do Paraná.

No ano de 1984, João Cyríaco de Souza Filho recebeu, da Egrégia Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, o título de Cidadão Honorário de Foz, pelos relevantes serviços prestados à comunidade iguaçuense.

Eis uma simples, mas sincera homenagem ao saudoso pioneiro de Foz do Iguaçu, que junto de outros baluartes pioneiros da nossa região, construíram, com muitas lutas e ingentes sacrifícios, os alicerces do Movimento Espírita regional, sob a dinâmica coordenação da Federação Espírita do Paraná.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.